Globo cai e SBT e Record crescem no horário nobre

Sinal vermelho ligado e piscando nos corredores da Globo: na noite de ontem, 25, a novela das nove, Babilônia, deu menos audiência que a novela das sete, Alto Astral. Segundo o site Notícias da TV, Babilônia registrou a pior audiência em dia útil desde a estreia: 24,9 pontos na Grande São Paulo. Teve menos ibope do que o BBB 15 (27,8) e Alto Astral (25,3). Além de não ser a maior audiência da Globo no dia, a trama das nove empatou com o Jornal Nacional (24,9).

Enquanto isso, SBT e Record seguem em festa, comemorando os acertos de suas atuais estratégias de programação. Na emissora de Edir Macedo, apostar numa trama bíblica na faixa das 20h30 mostrou-se um acerto: Os Dez Mandamentos mantém-se na casa dos dois dígitos desde a estreia, algo que não acontecia desde Vidas em Jogo. Ontem, 25, registrou 11,7 pontos no Ibope, tecnicamente empatado com Chiquititas, do SBT. Já a emissora de Silvio Santos sorri de orelha a orelha com o repeteco de Carrossel, que, mesmo batendo de frente com Babilônia, tem ido bem. Ontem, cravou 12 pontos. Os dados são do Notícias da TV.

Ou seja, pela primeira vez em muito tempo, houve uma reconfiguração interessante na audiência do horário nobre da TV aberta brasileira. Há uma grande variedade de novelas na faixa das 20h30 (além de Chiquititas e Os Dez Mandamentos, há ainda Mil e Uma Noites, trama turca que ampliou os índices de audiência da Band), o que ajudou a pulverizar a plateia. Além disso, o sucesso de Os Dez Mandamentos fez alavancar o Jornal da Record, que agora entra na sequência, enquanto Carrossel tem mantido as crianças em frente à TV noite adentro. Tudo isso serviu para abocanhar a fatia de público da Globo, que agora registra índices modestos com Babilônia.

A concorrência forte tem sido um dos fatores da fraca audiência da novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga, mas não o único. Ao que tudo indica, houve sim uma rejeição à nova atração da faixa mais nobre da Globo. A emissora deve antecipar os grupos de discussão de Babilônia para tentar identificar os motivos do “fracasso” da nova produção. É possível que a novela não decole também pelo grau de complexidade da história, que amarrou as situações principais no primeiro capítulo de maneira rápida. Alguns também reclamam do excesso de maldades mostrado na história, centrada em duas vilãs. E há ainda a parcela que rejeita Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg como um casal. Grupos de evangélicos têm promovido uma campanha de boicote à história.

Não acredito que a temática homossexual tenha tanta “culpa” na rejeição de Babilônia. Creio que o problema maior seja mesmo a grande quantidade de maldades da história. As vilãs são ótimas, mas só dá elas o tempo todo. Não há um herói para se torcer. A heroína, Regina (Camila Pitanga), está longe de provocar torcida, pelo contrário: suas atitudes politicamente corretas soam como chatas. Será possível ser tão difícil assim criar personagens do bem que não provoquem rejeição? Particularmente, gosto de Babilônia, acho-a densa e bem armada. Mas sinto falta de bons personagens “do bem” na trama. Regina e Vinícius (Thiago Fragoso) não me empolgam.

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Escrito por André San às 18h00
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Band extingue "Agora É Tarde"

Que a Band vem adotando políticas para “apertar o cinto” e economizar em meio à crise econômica, já sabemos desde o final do ano passado, quando a emissora anunciou a extinção de programas como Sabe ou Não Sabe, Polícia 24 Horas e, principalmente, o Tá na Tela, que foi sua maior aposta no ano. Afinal, se a rede fez um oba-oba danado a respeito da contratação de Luiz Bacci, mas jogou a toalha poucos meses depois de colocar no ar seu grande investimento, então era sinal de que as coisas estavam realmente feias para os lados do Morumbi.

Mas eis que fomos surpreendidos novamente: ontem, 23, a emissora anunciou o fim do Agora É Tarde, de Rafinha Bastos. Em comunicado oficial, a Band avisou que seu talk show de fim de noite terá sua última edição exibida no próximo dia 10 de abril. Depois disso, a faixa passará a abrigar a série Roma. Diz a nota: "A Band ressalta que sob o comando de Rafinha Bastos o objetivo artístico do programa foi plenamente alcançado. No entanto, o movimento segue uma estratégia de programação. Com a alteração, a emissora muda o gênero no fim de noite em busca de melhor adequação de conteúdo à faixa horária. Band e Rafinha Bastos já estudam novos projetos".

Segundo Daniel Castro, do site Notícias da TV, o Agora É Tarde estava na lista de cortes da Band no final de 2014, junto com o Tá na Tela, Polícia 24 Horas e Sabe ou Não Sabe, devido ao seu alto custo de produção. No entanto, o programa de Rafinha teria sido salvo por agregar “prestígio” à emissora. Mas tal prestígio não foi suficiente para prolongar a sobrevida da atração, que sai de cena após pouco mais de um mês de ter lançado sua nova temporada. Aliás, é isso que é o mais esquisito: o programa ganhou novo cenário e realizou novas contratações para o lançamento da nova safra de episódios, iniciada logo após o Carnaval. Rafinha Bastos estava até cotado para voltar à bancada do CQC, e não voltou justamente para se dedicar ao late night. Ou seja, a emissora investiu numa roupa nova para a atração e, logo em seguida, rifou tudo. Pra variar, planejamento não é mesmo o forte da Band.

E é realmente uma pena que o Agora É Tarde saia do ar, e nestas circunstâncias. Enquanto suas principais atrações, o Pânico e o CQC, vivem uma fase cambaleante, o talk show de Rafinha Bastos atravessava um bom momento e era um dos melhores (senão o melhor) programa da grade da Band. Após um início tateando um estilo, afinal o Agora É Tarde era a cara de seu criador, Danilo Gentili, Rafinha Bastos havia conseguido dar um rumo interessante ao talk show. Dono de grande repertório, piadas espirituosas e conduzindo boas entrevistas, Rafinha conseguiu imprimir seu próprio estilo ao programa. Ou seja, Agora É Tarde sai do ar justamente quando estava em seu melhor momento.

Há quem diga que novos cortes virão na emissora. Daniel Castro informou ainda que o próximo deve ser Luiz Bacci, que pode ter seu contrato rescindido. Contratado a peso de ouro, o jornalista não estaria justificando seu alto ordenado. Mesmo já tendo desmantelado seu programa de estreia, o Tá na Tela, a direção da Band ainda não vê como bom negócio ter o “menino de ouro” à frente do matinal Café com Jornal. Mais uma vez, a emissora expõe a fragilidade de suas políticas de estratégia. Tempos difíceis.



Escrito por André San às 18h11
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Tele-Sessão: Megapix exibe "Maratona Star Wars"

No sábado, 28 de março, a força estará com o Megapix, já que o canal exibe a Maratona Star Wars, com os seis filmes da franquia. Vão ao ar em sequência: Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança (às 12h), Star Wars: Episódio V - O Império Contra-ataca (às 14h25), Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (às 16h55), Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (às 19h25), Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones (às 22h) e Star Wars: Episódio III - Vingança dos Sith (à 0h40). A programação será reprisada na terça-feira, dia 31, a partir das 7h15.

A aventura começa com Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança. No primeiro filme da franquia, lançado em 1977, Luke Skywalker (Mark Hammil) se une ao cavaleiro jedi Obi-Wan Kenobi (Alec Guiness), ao mercenário Hans Solo (Harrison Ford) e dois robôs para salvar o universo da Estrela da Morte, uma gigantesca estação espacial com capacidade para destruir um planeta. Ao mesmo tempo, precisa salvar a princesa Leia Organa (Carrie Fisher) das garras do terrível Darth Vader (David Prowse).

Em seguida, é a vez de Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca. No segundo filme da série, as forças imperais comandadas por Darth Vader (David Prowse) lançam um ataque contra os membros da resistência, para tentar capturar Luke Skywalker (Mark Hamill). Enquanto isso, Luke tenta encontrar o Mestre Yoda, que poderá treina-lo para ser um cavaleiro jedi. Mas Vader tem outros planos para Luke.

Logo depois, tem Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi. Luke Skywalker (Mark Hamill) liberta Hans Solo (Harrison Ford) e a Princesa Leia (Carrie Fisher) das mãos de Jaba, o pior bandido das galáxias, enquanto o imperador (Ian McDiarmid) está supervisionando a construção de uma nova Estrela da Morte. Mas Luke só se tornará um cavaleiro jedi quando destruir Darth Vader, que ainda pretende atraí-lo para o lado negro da "Força". No entanto, a luta entre os dois vai revelar um inesperado segredo.

Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma é o filme seguinte. Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) e seu mentor, o guerreiro Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson), embarcam em uma perigosa missão na tentativa de salvar o planeta das garras de Darth Sidious (Ian McDiarmid). Durante a viagem, eles conhecem o habilidoso menino Anakin Skywalker (Jake Lloyd) e decidem treiná-lo para se tornar um Jedi. Mas o tempo irá revelar que as coisas nem sempre são o que aparentam ser.

O também canal apresenta Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones. No segundo episódio da franquia, dez anos após a tentativa frustrada de invasão do planeta Naboo, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Padmé Amidala (Natalie Portman) estão juntos novamente. Os dois cavaleiros Jedi são designados para proteger a senadora Padmé que vem sendo ameaçada por facções separatistas. Com o passar do tempo surge um romance proibido entre Anakin e Amidala, já que os cavaleiros jedi não têm permissão para se apaixonarem.

Para fechar, vai ao ar Star Wars: Episódio III - Vingança dos Sith. As Guerras dos Clones estão em pleno andamento e as diferenças entre o Conselho Jedi e o Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid) aumentam cada vez mais. Anakin Skywalker (Hayden Christensen) mantém um elo de lealdade com Palpatine, ao mesmo tempo em que luta para que seu casamento com Padmé Amidala (Natalie Portman) não seja afetado pela situação. Seduzido por promessas de poder, Anakin se aproxima cada vez mais de Darth Sidious (Ian McDiarmid) até se tornar o temível Darth Vader. Juntos, eles tramam um plano para aniquilar de uma vez por todas os cavaleiros jedi.

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Escrito por André San às 18h10
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"Babilônia" resgata o embate de duas mulheres no horário nobre

Das novelas contemporâneas a permanecer no imaginário do espectador, boa parte delas foi protagonizada por mulheres, que duelaram capítulos a fio, conquistando o amor e o ódio de quem assistia. João Emanuel Carneiro, considerado a grande revelação das novelas na última década, foi alçado ao horário nobre narrando nada menos que dois embates entre moças: em A Favorita, a briga era entre Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar); no hit Avenida Brasil, foi a vez de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves). Mas Carneiro não foi o primeiro, nem o único, e outros pares de saias também deram o que falar: Maria Clara Diniz (Malu Mader) e Laura (Cláudia Abreu), em Celebridade; Maria do Carmo (Suzana Vieira) e Nazaré (Renata Sorrah), em Senhora do Destino; Julia (Glória Pires) e Bia Falcão (Fernanda Montenegro), em Belíssima; Griselda (Lilia Cabral) e Tereza Cristina (Christiane Torloni), em Fina Estampa; enfim, a galeria é grande.

Pois Babilônia, a nova aposta do horário nobre da Globo na última semana, resgata este duelo que parece ser de tanto agrado de boa parte do público. Agora, é Beatriz (Glória Pires) e Inês (Adriana Esteves) as protagonistas desta nova rivalidade. A diferença entre este duelo e os outros citados acima é que, desta vez, não se trata da velha oposição entre o bem e o mal, ou heroína ou vilã: trata-se, nada menos, que a briga entre duas mulheres que não valem nada. Beatriz e Inês são vilãs, cada uma do seu jeito. A primeira é sofisticada, que usa seu poder de sedução para se dar bem; a outra tem um pé na periferia, e prefere armar e chantagear. Elas não são novelas do SBT, mas também vivem como “amigas e rivais”.

Centrar sua trama em duas vilãs é uma proposta ousada do trio de autores Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Sabendo que as vilãs ardilosas são as personagens que mais caem no gosto do público atualmente, os autores de Babilônia trataram logo de oferecer duas ao espectador. E vividas por grandes atrizes, que já defenderam megeras icônicas no passado. Glória Pires já foi Maria de Fátima, em Vale Tudo, que sambava na cara da moral para ascender socialmente. Mas também já foi a gêmea má Raquel, que infernizava a vida da irmã boa, Ruth (também Glória) em Mulheres de Areia. Já Adriana Esteves enfileirou algumas pestes, como a Sandrinha de Torre de Babel, até chegar ao furacão Carminha, a última grande vilã do horário nobre, da cult Avenida Brasil. Ou seja, a mistura parece explosiva.

Até aqui, parece que o duelo de malvadas de Babilônia veio mesmo para dar o que falar. Beatriz e Inês chamaram a atenção do público, e a repercussão de suas ações tomou as redes sociais. Beatriz, logo de cara, seduziu o motorista Cristóvão (Val Perré) para chegar a Evandro (Cássio Gabus Mendes), dono de uma empreiteira recém-viúvo, e o laçou. Já Inês tentou uma reaproximação com a “amiga de infância”, por quem é obcecada, mas tomou um “não estou disposta!” no meio da fuça e tratou logo de descobrir os “podres” da “colega” para chantageá-la. Como chantagear Beatriz parecia ser a ordem do dia no primeiro episódio, o motorista também utilizou-se do artifício, obrigando a vilã a matar dois coelhos com uma cajadada só: eliminou o motorista com um tiro fatal e armou para que Inês parecesse a culpada pelo crime. Unidas pela chantagem, Beatriz e Inês agora vivem uma constante queda-de-braço, cujos desdobramentos parecem ser explosivos. Assim, Babilônia carrega uma trama central forte e envolvente, e tudo amarrado pela sofisticação e a fina ironia social, uma marca do autor Gilberto Braga.

Mas se as vilãs dominam a cena de Babilônia, não há heróis na história? Bom... há. Mas, infelizmente, o lado do bem da trama parece ser justamente seu elo mais fraco. Babilônia foi vendida em sua divulgação como uma história de três, e não duas, mulheres ambiciosas: Beatriz, Inês e Regina (Camila Pitanga), esta sim a heroína convencional. Regina entra no meio do tiroteio das vilãs porque é a filha do motorista morto por Beatriz, e tentará descobrir quem, afinal, matou seu pai. Enquanto isso, ela representa o “núcleo pobre” da novela, vivendo no Morro da Babilônia e vendendo sanduíches na praia, enquanto cria a filha que teve com um homem casado que a enganou ainda no primeiro capítulo. E como toda heroína precisa viver um romance, ela logo cairá nos braços de Vinícius (Thiago Fragoso), um advogado idealista.

Por essas e outras, Regina é a personagem menos crível e interessante entre a trinca de protagonistas de Babilônia. Enquanto Beatriz e Inês são tridimensionais e, embora vilãs, tenham seus momentos de humanidade, Regina é monocromática. É ambiciosa como suas parceiras de cena, mas batalha de maneira ética e responsável. Até aí, tudo bem. O problema é que a personagem, ao menos nesta primeira semana, caiu facilmente no estereótipo da pobre “conformada e feliz”. Ora, logo nas primeiras cenas ela se viu enganada pelo pai de sua filha, que quis que ela abortasse; teve que socorrer a mãe doente; viu o pai ser assassinado; perdeu a casa e foi obrigada a se mudar com a família para a favela, onde passou a sustentar sozinha a mãe e o irmão; teve que desistir do sonho de cursar medicina; e tudo isso sem nunca perder a positividade e ostentar sempre um sorriso e um otimismo que chegava a irritar. Claro que mocinhas chorosas demais também são chatas, mas... caramba, Regina passou por um verdadeiro calvário! Não seria nem um pouco estranho se ela desabasse um pouco. Enfim, Camila Pitanga tem um desafio e tanto pela frente ao tentar passar alguma credibilidade à sua mocinha.

Sendo assim, ao que tudo indica, Babilônia será mesmo sobre o embate de Beatriz e Inês, com Regina apenas tentando fazer justiça sobre a morte de seu pai e vivendo seu romance com Vinícius. A terceira protagonista, assim, corre um sério risco de ficar de longe, assistindo a batalha entre as vilãs da história.

Enquanto isso, poucas tramas paralelas surgiram nesta primeira semana de Babilônia. Há Gabriel Braga Nunes (Luís Fernando) ainda sem apagar a imagem do flautista Laerte, de Em Família, tentando fazer humor ao lado de Maria Clara Gueiros (Karen), Rosi Campos (Zélia) e Marcos Veras (Norberto). Mas o maior destaque, e que também rendeu burburinhos esta semana, é a relação homoafetiva das elegantíssimas senhoras Estela (Nathalia Thimberg) e Teresa (Fernanda Montenegro), com direito a delicadas cenas de beijo e carinho. Aplaudidas pela crítica e por boa parte do público, as cenas de Estela e Teresa também renderam algumas críticas de alguns reacionários travestidos de “defensores da família”, que não se chocaram quando Beatriz deu um tiro na cara de Cristóvão, mas foram incapazes de aceitar o amor entre duas senhoras. Tempos estranhos os nossos. Que Teresa e Estela continuem a mostrar o qual natural é o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fernanda e Nathalia estão deslumbrantes.

Babilônia conseguiu chamar a atenção em sua primeira semana com sua narrativa ágil, suas vilãs interessantíssimas e muitíssimo bem defendidas por suas intérpretes Glória Pires e Adriana Esteves, e um texto charmoso e refinado. Agora é acompanhar se a trama conseguirá manter seu fôlego e quais os próximos rounds da queda-de-braço entre Beatriz e Inês.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h41
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RedeTV dispensa Gilberto Barros e deve trazer Edu Guedes e Zucatelli

Dança das cadeiras à vista na RedeTV: após quase três anos no ar, o Sábado Total, de Gilberto Barros, deve sair do ar. Ao mesmo tempo, a emissora segue aguardando o acerto de Edu Guedes e Celso Zucatelli com a Record, para que finalmente possa trazê-los para seus domínios. No entanto, o canal não conseguirá formar novamente o trio do Hoje Em Dia, já que Chris Flores optou por não deixar o canal da Barra Funda.

Falemos primeiro de Gilberto Barros. O animador, que ocupa os sábados da emissora com um programa de pouca expressão, não deve ter seu contrato renovado. Falou-se que João Kleber encabeçava o projeto de uma atração aos moldes do Cassino do Chacrinha e almejava as tardes de sábado da emissora, o que culminaria com o fim do Sábado Total. Mas tal informação foi negada, já que a intenção da RedeTV é ocupar seus sábados com programação esportiva. Há quem diga que o alto custo de produção do Sábado Total foi o principal fator considerado na decisão da não-renovação do contrato de Barros.

Desde que se tornou um apresentador de programas de auditório populares, Gilberto Barros nunca esteve num programa tão inexpressivo quanto o Sábado Total. O animador conheceu o sucesso na Record, à frente do Leão Livre, Quarta Total e Domingo Show, e também teve prestígio na Band, com seu Sabadaço e, principalmente, quando ocupava a grade diária com seu Boa Noite Brasil. Seu último game no canal dos Saad, A Grande Chance, também era interessante. Porém, ao deixar a Band, o apresentador passou um bom tempo sumido, até ser resgatado pela RedeTV em 2012. Mas seu Sábado Total, embora atingisse índices até satisfatórios para o padrão da emissora, não aconteceu. Afinal, é complicado não desaparecer em meio a tantos programas de concessionários que ocupam a grade da emissora aos finais de semana.

Além disso, o Sábado Total, que parecia querer resgatar os áureos tempos do Quarta Total da Record (tanto que apenas adequou seu título ao novo dia de exibição), ficou no meio do caminho. Reunia convidados em games manjados, que já não tinham o viço e o interesse da gincana de casais que Gilberto comandava no canal de Edir Macedo. A cada semana, um verdadeiro exército de pseudocelebridades aparecia disputando provas meia-bocas. Uma pena, pois Gilberto Barros é um animador competente, e um exímio comandante de game shows. Como se sabe, não é qualquer apresentador, por melhor que seja, que se sai bem em games: é preciso ter o timing certo para comandar uma competição.

E enquanto uns saem, outros chegam. Segundo o colunista Flavio Ricco, do UOL, a aquisição de Edu Guedes e Celso Zucatelli está praticamente certa. Chris Flores declinou do convite, e chegaram a noticiar que a emissora já buscava uma jornalista no mercado para ocupar seu lugar. No entanto, as atuais informações dão conta de que o canal deve optar por uma solução caseira, e, assim, Iris Stefanelli se juntaria à dupla saída da Record num novo programa aos moldes do Hoje Em Dia. O que seria uma pena, diga-se. Em anos de RedeTV, Iris Stefanelli nunca se mostrou uma boa apresentadora. O canal, que já teve um matinal comandado por Regina Volpato, devia buscar alguém com mais bagagem, com perfil semelhante ao de Chris Flores. Senão, vai acabar tentando copiar o Hoje Em Dia, mas no máximo chegará ao Olha Você (que, aliás, tinha em seu elenco Roberta Peporine, este sim um ótimo nome para substituir Chris Flores. Ou a própria Regina Volpato). 



Escrito por André San às 16h22
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TV Paga: Studio Universal estreia "Fullscreen", novo programa sobre cinema

O Studio Universal estreia no dia 27 de março, sexta-feira, às 20h, Fullscreen, uma produção original da Universal Networks International.

O programa é apresentado pela brasileira Mariana Blessmann e traz as últimas novidades do cinema. A cada edição, os telespectadores conhecerão os destaques da indústria cinematográfica através de entrevistas com atores e produtores, trailers e matérias especiais.

Fullscreen exibe a cada semana um quadro especial sobre o tema:

Cine News - Destaca as últimas novidades sobre o mundo do cinema

Zoom-in - Traz entrevistas exclusivas com atores, diretores e produtores

Ponto de Vista - Convidado especial comenta as últimas produções do cinema

The Classics - Recomendações dos clássicos do cinema

Trailer Park - Apresenta trailers das estreias

Especiais - Cobertura dos principais eventos como o Oscar e o Globo de Ouro

Out of Focus - Assinantes poderão saber mais sobre os atores em um contexto fora de uma entrevista tradicional

Fullscreen Picks - Destaques da programação do Canal Universal e Syfy

Bits - Curiosidades dos atores e das produções

Soundtrack - Quadro musical que encerra o programa e traz a trilha de um filme

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Escrito por André San às 16h21
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Trama policial mal ajambrada comprometeu "Império"

A última semana de Império deixou claro ao espectador qual foi o principal erro de percurso da trama de Aguinaldo Silva, encerrada na última sexta-feira, dia 13. Ao desvendar a trama policial ao qual o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) e sua família se envolveram, ficou aparente que todo o thriller em torno do vilão oculto Fabrício Melgaço foi uma emenda mal costurada, que fez todo o bolo da trama, em seu início bem estruturada, desandar. Pontas soltas e personagens que mudaram de personalidade ao sabor do vento marcaram a reta final da obra.

Além disso, duas declarações recentes de Aguinaldo Silva ajudam a entender por que foi um erro Império ter enveredado para uma trama policial. Primeiro, o autor deixou claro que o vilão Maurílio (Carmo Dalla Vecchia) não estava previsto na sinopse, e o novelista foi obrigado a criá-lo para suprir a ausência de vilanias, já que a vilã Cora (Drica Moraes) acabou mudando de rumo. Segundo Silva, a mudança na trajetória da megera tia de Cristina (Leandra Leal) se deveu à saúde frágil de Drica, e ele optou por poupá-la e diminuir a carga de maldade de Cora. Mais recentemente, quando a trama explorava a identidade de Fabrício Melgaço, o “cabeça” por trás de um plano de vingança contra o comendador e mandante de Maurílio, Aguinaldo Silva disse que ainda não tinha escolhido que personagem seria o grande vilão da história. Foi no capítulo de terça-feira, dia 10, que foi revelado que José Pedro (Caio Blat), primogênito de José Alfredo, era o famigerado Melgaço.

Por essas duas declarações de Silva, fica claro entender a fragilidade deste arco de trama de Império. Dá para deduzir que, quando Maurílio entrou na história, era bem possível que ele tivesse sido concebido para ser, sim, o tal filho de Sebastião (Reginaldo Faria), que aparecia para reivindicar a fortuna que seria de seu pai por direito. Mas, como tal trama não se sustentaria por tanto tempo, veio uma emenda: Maurílio não era quem diz ser e tinha um chefe, com quem se comunicava ao telefone. Na reta final, emendou-se nesta salada o fato de o mordomo Silviano (Othon Bastos) ser o pai de Maurílio (que, na verdade, se chamava Renatinho), e também era pau mandado do tal Melgaço. Por fim, o tal Melgaço era José Pedro, e os três é que estavam mancomunados neste plano de “conquistar” o Império das Joias.

Fica claro que tudo isso era uma série de emendas mal costuradas quando surgiram as pontas soltas de toda a saga: se José Pedro era um vilão frio, por que se mostrou frágil a maior parte da trama? Se Maurílio era filho de Silviano, por que tratava o pai friamente, mesmo quando estava a sós com ele? José Pedro também sempre tratou o mordomo de maneira distante, mesmo quando os dois estavam sozinhos. E José Pedro e Maurílio também tinham seus embates, a sós. Estavam fingindo para quem? Para o espectador? Acreditar que os três formavam uma “gangue do mal” desde o início da história é difícil, muito difícil de engolir. Além disso, quando apareceram juntos nas cenas derradeiras, seus diálogos didáticos que tentavam dar algum sentido a toda essa confusão estavam dignos da Escola Walcyr Carrasco: constrangedores. Othon Bastos bancando o Esqueleto do He-Man com discursos megalomaníacos foi complicado de conceber.

Silvio de Abreu, mestre em tramas policiais, já declarou que começa a elaborar sua história a partir do desfecho. Sabendo onde quer chegar, o autor trata de tecer os rumos adequados para tornar a saga um tanto coerente. “Ah, mas é novela, não é documentário! Pra que cobrar tanta coerência?”, pode perguntar o leitor. Respondo: uma trama policial carece, sim, de um mínimo de coerência. Se o autor convida seu público a bancar o detetive, ele tem que oferecer uma estrutura de pistas lógicas, para que o espectador embarque na investigação. Se a solução da trama for toda esculhambada, um grande vale-tudo, quer dizer que toda a história foi uma grande enrolação. Se é preciso “saber voar”, como tanto ensina Gloria Perez, então, por favor, não faça uma trama policial. Faça um romance convencional e ponto. Novela não precisa ser realidade (dá pra aceitar numa boa a troca de noivas no dia do casamento, é “coisa de novela”), mas uma história policial precisa, sim, fazer sentido.

Se tivesse seguido sua ideia original, de fazer de Cora e Maria Marta (Lilia Cabral) suas grandes vilãs, talvez Império tenha sido mais bem-sucedida. Digo isso baseado nos primeiros capítulos, quando foi apresentada uma trama redonda, com um núcleo familiar central forte e cheio de possibilidades. José Alfredo foi um excelente protagonista, um anti-herói cheio de nuances, como há muito tempo não se via. E Alexandre Nero prova, a cada novo trabalho, o grande ator que é. Mesmo emendando um trabalho no outro, o ator constrói tipos tão distintos que é impossível enxergar resquícios de seus personagens anteriores.

Várias tramas paralelas de Império sofreram mutações pouco convincentes. Os personagens homossexuais, por exemplo, pareciam todos em dúvida quanto sua real orientação. Claudio (José Mayer) era bissexual, mas acabou largando o amante Leonardo (Klebber Toledo) para viver feliz seu casamento com Beatriz (Suzy Rêgo). No final, do nada, largou a mulher e voltou para o amante garotão. Xana Summer (Aílton Graça) foi outra (ou outro?) difícil de compreender. No início, todos a tratavam como mulher (era “A” Xana) e a própria arrastava uma asa para Elivaldo (Rafael Losso). Do nada, ela esqueceu o irmão de Cristina, se engraçou pela Naná (Vivianne Araújo) e todos passaram a chamá-la (ou chamá-lo) de “O” Xana. Era um travesti, virou um crossdresser. E ainda houve tramas dispensáveis e pouco empolgantes, como a de Salvador (Paulo Vilhena), explorado por Orville (Paulo Rocha) e Carmen (Ana Carolina Dias); a de Juju Popular (Cris Vianna), que enfrentou a traição do marido e as sonolentas armações de Xênia (Elaine Mickely); e ainda a da família de Jurema (Elizângela) e Reginaldo (Flavio Galvão), dispensável. Destaque mesmo foram o casal Severo (Tato Gabus Mendes) e Magnólia (Zezé Polessa), ótimos!

Houve alguns acidentes de percurso, naturais numa novela. A saída de Drica Moraes obrigou a direção a trazer de volta Marjorie Estiano, que reassumiu Cora. A manobra foi muito criticada, mas não vi como um problema. Drica precisou sair e foi substituída. A substituição de atores é comum nas novelas mexicanas, séries americanas e até em séries cinematográficas. Por que nas novelas brasileiras isso ainda é um tabu? Talvez tenha sido mais difícil de engolir por parte dos espectadores porque Marjorie era a “Cora jovem”, e, portanto, aos olhos do público, a personagem rejuvenesceu. Isso até virou piada no texto, quando o autor revelou que Cora “manteve a cútis” por beber um tal de “xixi de jacaré”. Ironia para tratar do assunto: Cora não rejuvenesceu, apenas a atriz que foi trocada. Por isso mesmo, era Marjorie, e não Drica, que aparecia numa cena de um vídeo que mostrava Cora e Jairo (Julio Machado) se livrando do corpo de Fernando (Erom Cordeiro). A cena foi refeita, ao invés de manterem a original com Drica, exatamente para deixar claro que se tratava de uma substituição. E é preciso elogiar a performance de Marjorie: mesmo Cora não sendo mais a grande vilã prevista, a atriz fez um belíssimo trabalho e merece todos os aplausos.

Além de Marjorie e Nero, também merecem aplausos Drica Moraes (sua Cora tinha todo um trabalho corporal e gestual impressionante), Lília Cabral (Marta era a frasista da novela), Andrea Horta (Maria Clara foi outra que mudou de rumo, mas a atriz esteve impecável em todos eles), Suzy Rêgo, Leandra Leal (Cristina era meio chata, como a maioria das mocinhas, mas a atriz mandou bem), Danni Barros (como não se apaixonar pela Lorraine?) e Paulo Betti (Téo Pereira não foi unanimidade, mas eu, particularmente, gostei!). Também merece crédito a boa direção de Rogério Gomes. No mais, Império teve seus momentos, mas será lembrada como uma trama irregular, que poderia ser melhor do que foi. 



Escrito por André San às 16h00
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TV Paga: Nickelodeon lança novas séries

A Nickelodeon traz duas novas atrações à programação que estreiam no mês de março. A animação Get Blake! e a série em live action Max & Shreed estreiam nesta segunda-feira, 16, às 17h; e na próxima segunda, dia 23, às 20h, respectivamente.

Get Blake! é uma série de animação que apresenta Blake Myers, um menino de 13 anos, e seu melhor amigo Mitch, que constantemente se encontram cercados por três esquilos no quarteirão da sua cidade. Estes não são esquilos normais... São esquilos alienígenas! E vieram do futuro com um objetivo: capturar o Blake para impedir que ele se torne Blake Myers, o guarda do espaço, herói que combate esquilos alienígenas. Mas esse trio de esquilos bobos rapidamente aprende que a operação “Get Blake” não é tão fácil assim...

Max & Shred mostra o que acontece quando você coloca um profissional de snowboard e um gênio da ciência debaixo do mesmo teto. Quando Max Asher se muda para uma cidade de esqui para viver com Alvin “Shred” Ackerman e sua família, uma amizade improvável nasce. Max ama encarar as montanhas de neve e Shred ama encarar os livros. Mesmo sendo dois meninos totalmente diferentes, eles podem confiar um no outro. Não há problema que seja grande demais para essa dupla.

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Escrito por André San às 15h59
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"Boogie Oogie" e o problema das tramas ágeis demais

A novela Boogie Oogie termina amanhã, dia 6, com pontos positivos e negativos. A trama teve o mérito de revelar mais um autor de novelas, o estreante em terras brasileiras Rui Vilhena. Em meio a esta latente necessidade de renovação do gênero, trazer sangue novo é sempre bom. Mesmo trazendo uma trama que nada mais era que um emaranhado de clichês, Vilhena a construiu de maneira competente, embora as vezes tenha resvalado no didatismo e na redundância. Por outro lado, Boogie Oogie expôs as dificuldades na construção de tramas ditas “ágeis”, que parece ser a palavra da vez no mundo das telenovelas.

Há quem diga que novelas de ritmo mais lento, daquelas que vão lançando tramas aos poucos, não agradam mais o público. Com um ritmo de vida cada vez mais intenso, o telespectador já não tem mais paciência para tramas que se arrastam, dizem. E Boogie Oogie parecia que queria driblar tudo isso. Em suas primeiras semanas, tudo acontecia de forma tão intensa, que perder um capítulo fazia o público ter a sensação de ter perdido algo importante. A saga da troca na maternidade de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin) não economizou desdobramentos, e os primeiros capítulos de Boogie Oogie correram num ritmo alucinante.

E a trama foi bem construída, com personagens interessantes e que despertavam a atenção. Os destinos cruzados de Sandra e Vitória entrelaçavam os núcleos da novela, todos muito bem amarrados. Os pais biológicos de Sandra, que criaram Vitória, traziam a vilania de Boogie Oogie: Fernando (Marco Ricca), o pai, e sua coleção de amantes; e Carlota (Giulia Gam), a mãe, vilã-mor que infernizava a vida de todos enquanto tentava controlar as puladas de cerca do marido. Já os pais biológicos de Vitória, que criaram Sandra, traziam o lado mais “bonzinho” da trama: Beatriz (Heloisa Perissé) e Elísio (Daniel Dantas) pareciam um casal típico e conservador dos anos 1970, embora também tivessem seus segredos. Fechando o mosaico da trama, vinha a família do mocinho, Rafael (Marco Pigossi), que foi disputado por Sandra e Vitória.

Rui Vilhena, para manter a história aquecida, foi usando e descartando tramas por toda a obra. Primeiro, focou no triângulo amoroso central, criando o conflito entre as rivais Sandra e Vitória. Depois, veio à tona a troca dos bebês, que foi explorada feito um telefone sem fio por todos os personagens da saga até chegar a quem de fato interessava. Começou o processo de “troca de família”, com Sandra e Vitória conhecendo as realidades de suas origens biológicas. Aí veio o mistério em torno da paternidade de Vitória, que poderia ser filha biológica tanto de Elísio quanto de Paulo (Caco Ciocler), um amante do passado de Beatriz. Além disso, as tramas paralelas também foram caminhando sem maiores dificuldades. Ao mesmo tempo, o autor foi dando cada vez mais espaço ao tal “segredo da Carlota”: a grande vilã da trama escondia um passado negro e fazia de tudo para ninguém descobrir.

Pois bem: tudo que foi descrito acima foi se desenrolando, sendo explorado até a última gota. E, praticamente nestes dois meses finais, toda a trama foi se fechando em torno do tal “segredo de Carlota”. Rafael e Sandra finalmente consolidaram suas relações, enquanto Vitória passou a caminhar rumo à redenção. E TODOS os personagens da novela passaram a traçar estratégias para, enfim, descobrirem o tal segredo. Carlota fez todas as artimanhas possíveis e imagináveis para tentar manter seu segredo a salvo, enquanto alguns personagens da novela foram morrendo por se aproximarem da “terrível verdade”. Porém, aos poucos, o segredo foi sendo revelado, e diz respeito a um passado de contraversão de Carlota e seu primeiro marido, além de vários outros personagens que o envolvem, que são uma espécie de quadrilha. Até aqui, tal história sinistra do passado da vilã não empolgou ninguém.

E todo este mistério em torno de Carlota foi ficando cansativo. Boogie Oogie passou a andar em círculos, e nem de longe lembrava a novela ágil de seu início. Ao focar a reta final de sua trama num único assunto, Rui Vilhena levou a novela ao desgaste. E é aí que se questiona a necessidade de se fazer uma novela tão ágil, que, em tese, é o que o público quer: como não economizar história e manter o interesse da audiência até o fim? É uma tarefa complicadíssima, que raramente se consegue cumprir. Basta relembrar tramas recentes: a atual Império, ou Amor à Vida, ou ainda Joia Rara, exemplos de tramas que começaram com fôlego e foram perdendo força no decorrer dos capítulos. Fenômeno cada vez mais comum nesta busca incessante por “tramas ágeis”.

Boogie Oogie tem seus méritos: Giulia Gam foi uma ótima vilã, Isis Valverde foi uma bela mocinha, e Bianca Bin encantou como antagonista. Alessandra Negrini e sua maluca Suzana, aquela que trocou os bebês e deu início à história toda, também foi um ponto positivo. Vale destacar também as participações luxuosas de Betty Faria (Madalena), Francisco Cuoco (Vicente), Deborah Secco (Inês), além da breve, porém marcante, passagem de Joanna Fomm, como a tia Odete. A trama também ostentou um charme todo especial, ao se passar nos anos 1970 e trazer a febre da disco music como pano de fundo. A época, aliás, permitiu que se fugisse de facilidades que “matam” algumas novelas atuais, sobretudo no que se refere às tecnologias. A falta de exame de DNA e de internet permitiu vários conflitos. Mas ficou devendo uma história com fôlego: se tivesse sido encerrada há dois meses, Boogie Oogie teria um saldo mais interessante. 



Escrito por André San às 15h04
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Tele-Sessão: Studio Universal apresenta sessão especial com filmes de terror

O Studio Universal prepara para os dias 9 a 13 de março, segunda-feira a sexta-feira, às 22h, a sessão de filmes Studio Extreme que contará com filmes aterrorizantes.

No primeiro dia do especial, 9 de março, segunda-feira, será apresentado o longa Alma Perdida. Já no dia 10 de março, terça-feira, vai ao ar o filme Atividade Paranormal. A sequência Atividade Paranormal 4 é o destaque do dia 11 de março, quarta-feira. Na quinta-feira, no dia 12 de março, o destaque será Filha do Mal. Para finalizar, o longa Gritos Mortais será apresentado no dia 13 de março, sexta-feira.

Confira abaixo a grade de exibição do Studio Spotlight:

Dia 9 de março, segunda-feira:

22h: Alma Perdida

Dia 10 de março, terça-feira:

22h: Atividade Paranormal

Dia 11 de março, quarta-feira:

22h: Atividade Paranormal 4

Dia 12 de março, quinta-feira:

22h: Filha do Mal

Dia 13 de março, sexta-feira:

22h: Gritos Mortais

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 15h03
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SBT anuncia a estreia de "Bob Esponja"

Já estamos carecas de saber que a audiência do Bom Dia e Cia não é mais a mesma há tempos. Mesmo sendo o único infantil matinal da TV aberta (sim, o TV Kids com Teleco e Teco, da RedeTV, já dançou), a atração hoje pilotada por Matheus Ueta e Ana Julia Souza já há muito tempo não repete os bons índices de outrora. Sobre isso, diz-se que infantis não funcionam mais na TV aberta, que as crianças preferem videogames e Cartoon Network, yadda yadda yadda... Mas os analistas de plantão se esquecem de considerar que o programa não traz novidades há muito tempo, ou seja, a molecada pode simplesmente estar enjoada de Super Choque, Liga da Justiça ou X-Men Evolution.

Por isso mesmo, Silvia Abravanel, diretora do programa, já havia alardeado há algum tempo que o Bom Dia e Cia teria novidades em 2015. E, ao que parece, a promessa vai sendo cumprida. O SBT anunciou a compra de novas animações, como Os Padrinhos Mágicos e a nova série animada das Tartarugas Ninja. E eis que, agora, o canal de Silvio Santos já começa a anunciar, com pompa, a estreia de Bob Esponja, que deve acontecer em abril.

Bob Esponja era exibido pela Globo desde 2001. As aventuras da famosa esponja marinha e seus amigos na Fenda do Biquíni fez parte de programas como Bambuluá, TV Globinho, Xuxa no Mundo da Imaginação e TV Xuxa. Desde que entrou no ar, praticamente não saiu de cena, e mesmo com a grade infantil da emissora relegada às manhãs de sábado, lá estava Bob Esponja fritando seus hambúrgueres de siri, logo cedo, no início do final de semana. Bob Esponja era um curinga na programação infantil da Globo, sempre rendendo bons índices de audiência.

Sendo assim, o SBT deu uma boa cartada ao adquirir a série. Mesmo não sendo uma novidade (afinal, está no ar na TV aberta há 14 anos), Bob Esponja ainda tem apelo e lenha para queimar. Tanto que seu atual longa-metragem, em cartaz nos cinemas do país, tem feito bonito na bilheteria. Além disso, a chegada da série aos domínios de Silvio Santos revela o estreitamento de relações entre o SBT e a Nickelodeon, que, até pouco tempo, tinha parceria com a Band na TV brasileira. O canal dos Saad exibia na faixa Band Kids atrações como Ei, Arnold, A Vida Moderna de Rockko, Invasor Zim, além de séries live action. Pois estas séries saíram da grade da Band há pouco tempo, enquanto o SBT anuncia Bob Esponja, Os Padrinhos Mágicos e Tartarugas Ninja e a série (chata) Kenan & Kel, todas da distribuidora americana. Segundo o site Na Telinha, “o acordo da Nick com a Band está prestes a terminar, devido ao desinteresse do canal do Morumbi nos produtos”. E o SBT, que não dispõe mais dos produtos da Warner à vontade, pode mesmo estar atrás de outras parcerias.

Repito aqui a piada do título de texto publicado pelo site RD1: além de Xuxa, a Globo agora abre mão de Bob Esponja. Ou seja, é a debandada total de dois grandes ícones da programação infantil da emissora. Que elas encontrem o sucesso em suas novas casas, então! Aliás, falando em Xuxa, o site Notícias da TV noticiou hoje, 3, que a direção da Record estaria estudando uma grade repleta de programas de auditório na faixa das 22h30. No estudo, Sabrina Sato ocuparia as noites de segunda, Gugu Liberato entraria às terças e quintas, e Xuxa Meneghel ficaria com as quartas. Isso ainda é só um estudo, mas a ideia me parece uma boa. No passado, a Record fez sucesso com uma linha de shows cheia de programas de auditório. E as noites de quarta me parecem bem adequada à Xuxa. Vamos ver o que acontece.

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Escrito por André San às 18h33
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Gugu volta ao ar e faz as pazes com o sucesso

Ao que tudo indica, Gugu Liberato acertou em cheio ao deixar as tardes e noites de domingo para apostar num programa trissemanal noturno. Seu novo Gugu, exibido de terça a quinta-feira nas noites da Record, teve uma excelente estreia: levou a emissora à liderança na audiência em vários momentos e obteve ampla repercussão. As duas primeiras edições de Gugu levaram o apresentador a voltar a brigar de igual para igual com a Globo, coisa que o loiro não conseguia há tempos.

Em seus áureos tempos na programação dominical, Gugu chegou a levar a Globo ao desespero. O antigo Domingo Legal foi, durante um bom tempo, líder absoluto de audiência, deixando a programação dominical da Globo comendo poeira. O incômodo do Domingo Legal era tanto que o canal dos Marinho teve que rebolar para tentar estancar o sucesso do então moço do SBT e sucessor natural de Silvio Santos. Para garantir a liderança, o Domingo Legal apostava em quadros populares (e popularescos), como os “clássicos” Táxi do Gugu, Bom Dia Legal e a infalível Banheira do Gugu, além de forte investimento em pautas jornalísticas, com entrevistas bombásticas.

A Globo tentou atacar, lançando outros programas de domingo que pudessem alavancar o Domingão do Faustão, grande “rival” do Domingo Legal. Além disso, tentou popularizar a atração de Fausto Silva, chegando a apostar em pautas de conteúdo duvidoso, como a presença de Latininho, ou o “inesquecível” sushi erótico, que rendeu uma enxurrada de críticas à emissora. Quando Gugu passou a fazer sucesso com o espaço jornalístico, a direção do Domingão do Faustão tentou combatê-lo com a mesma arma, mas do jeito mais estranho possível: tratou de botar Britto Jr logo ao lado de Faustão, informando os espectadores do dominical. Obviamente, a ideia naufragou e Britto logo sumiu do palco de Faustão.

E foi justamente uma pauta dita “jornalística” que levou o Domingo Legal de Gugu à derrocada. Em 2003, quando o programa levou ao ar a falsa entrevista com membros da facção criminosa PCC, a credibilidade do loiro foi ladeira abaixo. No dia seguinte à entrevista, o apresentador Marcelo Rezende, então no comando do programa Repórter Cidadão, na RedeTV, tratou de analisar a entrevista detalhe por detalhe, informando aos espectadores que aquilo tudo era uma encenação. Depois disso, o Domingo Legal chegou a ser suspenso, e logo depois o SBT iniciou uma operação para tentar salvar a imagem de Gugu, chamuscada após o triste episódio. Aos poucos, o ocorrido foi sendo esquecido, mas, sem dúvidas, foi a partir daí que a carreira de Gugu Liberato entrou num declínio.

Incomodar a Globo? Depois disso, Gugu só fez isso em ocasiões muito esporádicas, tanto no Domingo Legal, ainda no SBT, quanto no Programa do Gugu, já na Record. No entanto, mais de um ano de descanso da telinha somado aos novos dias da exibição do seu programa podem ter feito bem à Gugu. Tanto que ele voltou ao ar fazendo barulho, algo inimaginável até pouco tempo atrás.

O novo Gugu não tem nada de novo, além do novo horário e novos dias de exibição. Mas os resultados no Ibope e a ampla repercussão provaram que Gugu ainda tem, sim, lenha para queimar. E a reação da concorrência foi imediata. Na quinta-feira, sabendo que seu Tá no Ar – A TV na TV não tinha o apelo para brecar o programa da Record, a direção da Globo tratou de esticar o capítulo da novela Império, empurrando a atração de Marcelo Adnet para perto da meia-noite, ou seja, seu antigo horário de exibição. Assim, claro, a Globo conseguiu reduzir a média da concorrência, mas o Tá no Ar realmente acabou amargando a segunda colocação.

Sabia-se que o principal prejudicado seria o Programa do Ratinho, que era o concorrente direto de Gugu. Mas o “novo” programa da Record atingiu mesmo foi a Globo. Ratinho amargou o terceiro lugar, mas sua média de audiência não foi muito diferente do habitual (aliás, até subiu com a entrevista com a atriz Florinda Meza, exibida no dia da estreia de Gugu). Ou seja, foi da Globo mesmo que Gugu roubou público. Assim, ressuscitou uma briga que parecia já ter ficado morta e enterrada num passado distante.

E o que Gugu trouxe efetivamente? Nada diferente do habitual. Curiosidades (como um homem que atraía objetos de metal com o corpo), brincadeiras com a plateia e por telefone, atrações musicais e uma entrevista com Suzane Von Richthofen foram as atrações. A entrevista, claro, foi o que mais chamou a atenção do público. E uma entrevista questionável em vários pontos, diga-se, já que em muitos momentos o bate-papo e a edição pareceram querer transformar Suzane em vítima, coisa que ela não é. Fora o fato de ela não ter dito nada de muito novo que pudesse justificar uma entrevista.

Gugu agora entra em sua segunda semana com muitos desafios. A emissora, claro, vai querer repetir os bons números da estreia. E deve-se considerar que os bons resultados são creditados, também, ao fator curiosidade, que sempre cerca uma estreia deste porte. É de agora em diante que se poderá analisar com mais cautela o real estrago que Gugu Liberato à noite poderá causar aos domínios globais. Além disso, não dá para se fazer “entrevistas bombásticas” todas as semanas. A produção do programa deverá quebrar a cabeça para trazer assuntos que também tenham esse apelo junto ao público. Outro desafio de Gugu é não bater de frente com a produção do Domingo Show, de Geraldo Luis, que basicamente sobrevive de “bombas” parecidas. Daí a passarem a disputar pautas a tapa não será muito difícil. No mais, uma concorrência de fato é sempre interessante para o público, pois tira a grade do marasmo e obriga as emissoras a se mexerem.

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Escrito por André San às 20h45
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Oficial: Xuxa é da Record!

Fim da novela! Em comunicado oficial distribuído à imprensa no dia de hoje, 26, a Rede Record convocou jornalistas para uma coletiva a ser realizada no próximo dia 5 de março. Segundo o comunicado, a emissora e Xuxa Meneghel têm um importante aviso a fazer. Na recente coletiva da emissora para divulgar sua nova programação, o vice-presidente do canal, Marcelo Silva, disse que a Record e Xuxa anunciariam juntos quando o acordo fosse finalmente firmado. Pois o dia chegou.

O comunicado indica que acontecerá um grande momento da televisão brasileira. Veja na íntegra: “A Rede Record de Televisão e a apresentadora Xuxa Meneghel informam que têm um importante comunicado a fazer na próxima semana, em São Paulo. Xuxa e a direção da Record estarão à disposição dos jornalistas a partir das 15 horas, da próxima quinta-feira (05), no Centro de Produção da Rede Record. Será um momento marcante da televisão brasileira e para a história da Record que investe intensamente em inovação e qualidade”.

Ou seja, finalmente chega ao fim mais uma saga televisiva nacional, que ganhou força no final do ano passado. Com dificuldades em realocar Xuxa em sua grade de programação, a Globo e a apresentadora colocaram um ponto final à relação de quase 30 anos de serviços prestados. E a Record, que há tempos vinha sinalizando a vontade de realizar uma contratação de peso, tratou de iniciar conversas com a loira. Quando as negociações vieram à tona, especulações tomaram conta da imprensa, das redes sociais e dos fãs. Nos últimos dias, com um aparente silêncio no assunto, até ventilou-se que as negociações entre Xuxa e Record haviam perdido força, e até se falou que o SBT havia entrado no páreo para arrematar o passe da artista.

A confirmação da chegada de Xuxa Meneghel à programação da Record sinaliza um momento da emissora de apostar em produtos populares, de auditório, utilizando medalhões do passado. Gugu Liberato estreou o seu Gugu na noite de ontem, 25, e foi muito bem, atingindo dois dígitos no Ibope (coisa que a Record não via há tempos) e chegou a liderar na audiência por um bom tempo. Agora é Xuxa, outro ícone de gerações passadas, que reforçará a grade do canal. Sabe-se que, para Xuxa, a ideia é um talk show diário, aos moldes do The Ellen DeGeneres Show (que, dizem, pode ser vespertino ou noturno), e ainda um semanal.

Finalmente, Xuxa terá numa nova casa a chance de se reinventar. Afinal, essa é a única maneira de ela garantir sua permanência na televisão brasileira. A Record, parece, tem um projeto novo para ela, e pode oferecer condições para que isso aconteça. Vale lembrar que foi a Record que conseguiu reinventar Eliana, numa bem-sucedida transição do público infantil para o adulto. Quem sabe Xuxa não tem a mesma sorte.

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Escrito por André San às 19h32
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Volta de Gugu pode movimentar o horário nobre da TV aberta

Nesta quarta-feira, 25, a Record põe no ar Gugu, o novo programa de Gugu Liberato na TV brasileira. O animador, que está há mais de um ano longe das telinhas, desde que pôs fim ao seu Programa do Gugu, nos domingos da própria Record, agora ocupará as noites da emissora de terça a quinta-feira, às 22h30. Mesmo que, aparentemente, Gugu não traga nada de novo ao que o público do apresentador já esteja habituado, a nova atração pode, sim, causar um movimento interessante no horário nobre das TVs abertas.

Com a estreia de Gugu, a Record volta a apostar num programa popular em seu horário nobre. O objetivo é voltar a fortalecer a linha de shows da faixa das 22 horas. Tentativas neste sentido vêm sendo feita desde o ano passado, quando o canal retirou sua novela deste horário e, em seu lugar, realocou seus semanais. Vieram o Repórter Record Investigação, os reality shows e o Me Leva Contigo?. No entanto, nenhum grande resultado surgiu no horário. E é este o desafio de Gugu Liberato em seu novo desafio: agregar mais público à linha de shows da emissora. Para isso, foi desenhado um programa de auditório com variedades, praticamente o mesmo dominical tradicional do apresentador, mas agora pulverizado em três noites na semana.

Já faz tempo que Gugu Liberato não é mais sinônimo de grande audiência na TV brasileira. Os áureos tempos de líder de audiência nas tardes de domingo ficaram para trás, e o loiro perdeu fôlego. Ainda no SBT, Gugu aparecia um tanto apático e desanimado. Quando mudou para a Record, acreditou-se que a estrutura da nova casa pudesse dar novo fôlego à sua carreira, o que não aconteceu. No entanto, talvez agora livre de diversas cobranças (na passagem anterior, seu salário era milionário e ele estava jogado aos leões na guerra dominical), Gugu consiga recuperar o viço perdido. Só o fato de ele sair de seu dia tradicional já lhe dá alguma vantagem.

Com um programa popular exibido após às 22h, Gugu Liberato terá como concorrente direto o Programa do Ratinho. O apresentador do SBT também não está mais em seu auge, mas consegue se manter, até porque não tem concorrentes diretos muito ameaçadores. Pois agora terá, já que Gugu virá para tentar atrair justamente a fatia de público de Ratinho. Ou seja, desde já, acredita-se que as produções de Gugu e do Programa do Ratinho passem a “quebrar a cabeça” para manter-se nesta nova competição. E uma “briga” como essa, se for saudável, só fará bem aos dois programas e, consequentemente, seus públicos. Desde que não nivelem por baixo (o que não é tão impossível de acontecer, dado o histórico dos dois apresentadores), haverá aí uma movimentação bem interessante. Vamos ver o que acontece. Para enfrentar a estreia de Gugu, o Programa do Ratinho receberá Florinda Meza, a dona Florinda do Chaves, ao vivo no palco. Artilharia pesada!

A briga entre Gugu e Ratinho no horário nobre resgatará a lembrança dos programas de auditório noturnos, que eram mais comuns até meados dos anos 2000. A noite já abrigou games de Silvio Santos, entrevistas de Hebe Camargo, musicais e programas de variedades diversos, como o É Show, Quarta Total, Alô Christina, Boa Noite Brasil, entre tantos outros. Atualmente, os programas de auditório noturnos praticamente não existem. O Programa do Ratinho é praticamente o único. Há o Superpop, mas ele deixou de ser programa de auditório de variedades para virar uma arena de debates absurdos há tempos. Agora é a hora de conferir se o público sente falta deste tipo de atração, ou não. 



Escrito por André San às 16h18
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Mudando de Canal: RedeTV estreia programa "Chega Mais"

Na tarde de ontem, 23, a RedeTV reuniu a imprensa, na sede do canal em Osasco, para o lançamento do Chega Mais, seu novo programa dominical. A atração estreia dia 1º de março e é uma parceria da RedeTV com a Mega Model, uma das maiores agências de modelos do país, com um casting de mais de 400 profissionais, incluindo as tops de maior prestígio do Brasil.

Buscando inspiração na tecnologia, no mundo jovem e no universo da moda, Chega Mais promete criar um domingo diferente de tudo o que já foi visto na TV. Renata Kuerten, Matheus Mazzafera e Adriano Dória comandam a atração, que também contará com participações especiais das tops internacionais Isabeli Fontana, Ana Beatriz Barros e Raica Oliveira, e do DJ Boss In Drama. ''O Chega Mais é um passo muito importante na minha carreira, vou começar 2015 com o pé direito e com muito ânimo. Estou muito feliz por fazer parte deste projeto", disse Renata Kuerten sobre a expectativa para o projeto, que marca sua estreia na TV como apresentadora.

Diretamente do estúdio G da RedeTV, o cenário da atração desconstrói os habituais auditórios televisivos, transportando a plateia e o público de casa a um fantástico e eletrizante clima de festa. Chega Mais também um elenco de 12 participantes fixos, seis homens e seis mulheres do casting da Mega, uma turma que vai participar de diversos quadros que misturam competição, entrevistas e assistencialismo.

No cenário comercial, o Chega Mais já estreia com sucesso absoluto. "A RedeTV promove um programa de alta qualidade, inovador e atendendo aos anseios do anunciante e do telespectador. As cinco cotas de patrocínio comercializadas já estão vendidas para grandes marcas: Unilever (Seda), Morena Rosa, Bombril, Hypermarcas (Atroveran e Risque) e Vult Cosmética", destacou Alexandre Raposo, vice-presidente Comercial e Institucional da RedeTV. Amilcare Dallevo Neto, diretor Nacional de Vendas do canal, acrescentou que o Chega Mais é um produto para quebrar paradigmas da TV brasileira: "É um programa apresentado por modelos, que só tem gente bonita, e que não atua única e exclusivamente no ambiente fashion, trazendo uma surpresa agradável para o telespectador".

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Escrito por André San às 16h17
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