"Domingo Show" e "Hora do Faro" podem mudar de horário

Deu na coluna do Flavio Ricco desta quinta-feira, dia 31: a Record estuda trocar o horário do Domingo Show, de Geraldo Luis, e do Hora do Faro, do Rodrigo Faro. Segundo o jornalista, estudos da emissora concluíram que a inversão entre os dois programas dominicais poderia resolver o problema de audiência das tardes do canal, tendo em vista que Geraldo, com seu programa ao vivo, consegue índices bastante interessantes, enquanto Rodrigo ainda deixa a desejar.

Obviamente, trata-se ainda de um estudo, uma hipótese, que pode ser descartada a qualquer momento. Mas, caso a ideia vá adiante e a inversão de horários se concretize, a direção da Record estará reconhecendo que tirar Rodrigo Faro dos sábados e colocá-lo aos domingos foi um grande erro. Afinal, o que a emissora fez foi o famoso “tapa aqui, descobre ali”: precisava preencher a lacuna deixada pelo fim do Programa do Gugu, e acabou movendo o então O Melhor do Brasil, que fazia sucesso aos sábados. A Record concluiu, erroneamente, que o público de O Melhor migraria para os domingos sem nenhuma perda.

Este erro a emissora já reconheceu. O processo de mudança que levou O Melhor do Brasil a se transformar em Hora do Faro já era uma tentativa de tornar a atração mais compatível com sua nova condição de programa dominical. E a Record não economizou: recrutou Ignácio Coqueiro para assumir a direção-geral do programa, adquiriu formatos enlatados e construiu uma grande estrutura para que Rodrigo Faro se equipasse na disputa pela audiência com o Eliana, do SBT. Quadros como Isso Eu Faço e Topa Um Acordo são praticamente programas dentro do programa, e Hora do Faro passou a ser apresentado com três ambientes distintos, alguns bastante suntuosos. O cofrinho foi quebrado, mas os resultados não apareceram. No ar há alguns meses, Hora do Faro ainda tem dificuldades diante do Eliana.

Enquanto isso, o Domingo Show trouxe Geraldo Luis ao primeiro dia da semana e, de cara, apresentou índices de audiência bastante satisfatórios. Apresentado ao vivo, o programa tem a chance de ir se moldando ao gosto da audiência, e se construindo no ar. Hora do Faro, com sua megaestrutura, exige ser pré-gravado, o que o impede de mudar de rumo ao sabor da resposta do público. Além disso, o Domingo Show tem aquela “pegada sensacionalista esperta” que faz a diferença. Quando entrou no ar, deu trabalho até à Globo e seu Esquenta. A briga com a líder de audiência já arrefeceu, mas o Domingo Legal de Celso Portiolli nunca mais foi o mesmo desde que Geraldo surgiu.

Sendo assim, não é difícil prever que, caso passe a ser exibido mais tarde, o Domingo Show dê trabalho ao Eliana, e até roube alguns pontinhos da programação da Globo. No entanto, o Hora do Faro ficaria em maus lençóis, pois passaria a enfrentar o Domingo Legal, que está combalido, mas, como é ao vivo, sempre poderá contar com um elemento-surpresa. Além disso, o Hora do Faro indo ao ar num horário menos nobre poderia não só perder público, mas também enfraquecer seu lado comercial e, assim, o grande investimento em sua realização não se justificaria. Afinal, pra que exibir um programa tão suntuoso numa faixa em que a TV ainda rivaliza com o almoço em família? Tudo ainda é mera especulação, mas caso aconteça algo neste sentido, seria o fim do reinado de Rodrigo Faro na programação da Record.



Escrito por André San às 19h31
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TV Paga: Syfy exibe a segunda temporada de "Metal Hurlant Chronicles"

O Syfy estreia no dia 7 de agosto, quinta-feira, às 20h, a segunda temporada da série Metal Hurlant Chronicles. Os seis episódios do segundo ano serão exibidos em sequência.

A série de ficção científica e ação é antológica, isto é, cada episódio possui histórias independentes e não possui elenco fixo. O que as interliga é a trajetória de um meteoro que viaja pelo espaço mudando a vida de quem cruza seu caminho - e o futuro de suas civilizações.

A produção franco-belga é inspirada na HQ francesa Metal Hurlant, que nos Estados Unidos é conhecida como Heavy Metal.

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Escrito por André San às 19h30
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20 anos depois, "Castelo Rá-Tim-Bum" vira cult

Celebrando 20 anos de sua estreia, que acontecia lá no já longínquo ano de 1994, o programa infantil Castelo Rá-Tim-Bum ressurge das cinzas com aura de cult. A atração é um dos carros-chefes da programação de aniversário da TV Cultura, que completa 45 anos de existência, e ganhou uma megaexposição no MIS (Museu da Imagem e do Som de SP). Reprisado durante anos pela Cultura, a série andava fora do ar, mas retornou recentemente na faixa das 19h30.

Resultado: sucesso de público! Enquanto a exposição do MIS acumula filas quilométricas diárias, a reprise do Castelo na TV fez a audiência da Cultura crescer. Segundo o site Na Telinha, a TV Cultura viu sua plateia aumentar, tanto na faixa das 11h30 quanto na das 19h30. Na faixa noturna, o acréscimo foi de 67% em relação à semana anterior, informou o portal.

Castelo Rá-Tim-Bum marcou época na televisão brasileira. A atração era uma espécie de sequência de Rá-Tim-Bum, infantil de caráter pedagógico do início dos anos 1990. O Castelo seguia a linha educativa de seu antecessor, mas os quadros pedagógicos eram costurados por aventuras vividas por personagens que habitavam um castelo mágico. O protagonista é Nino (Cassio Scapin), um aprendiz de feiticeiro de 300 anos de idade, que vive com os tios, a feiticeira Morgana (Rosi Campos), uma contadora de histórias, e seu irmão Dr. Victor (Sergio Mamberti), feiticeiro e cientista inventor.

O castelo era ainda habitado por criaturas mágicas, como a cobra Celeste, o Gato Pintado, o monstro Mau e as botas falantes Tap e Flap. E recebia visitantes, como as crianças Pedro (Luciano Amaral), Biba (Cintia Rachel) e Zequinha (Freddy Allan), além do extraterrestre Etevaldo (Wagner Bello), da jornalista Penélope (Angela Dip), do entregador de pizza Bongô (Eduardo Silva) e da criatura folclórica Caipora (Patrícia Gaspar). Havia ainda o vilão, Dr. Abobrinha (Pascoal da Conceição), um especulador imobiliário que queria comprar o castelo e derrubá-lo para construir um prédio de 100 andares. Todos esses ingredientes, somados a um roteiro esperto e um visual colorido e mágico, fizeram do Castelo uma verdadeira febre, levando a TV Cultura a atingir índices inéditos de audiência até então. Nino e companhia chegaram a incomodar as emissoras comerciais.

O marco de 20 anos do Castelo serviu para que toda uma geração recordasse um momento único da televisão brasileira. Afinal, o sucesso do programa não foi à toa: foi a somatória de um investimento financeiro e humano que raramente se viu na TV nacional, ainda mais em se tratando de um programa infantil. Seus personagens tornaram-se ícones e, até hoje, são lembrados com carinho por seus fãs, que hoje já têm seus 25 ou 30 anos (como este que vos escreve). Ah, que bom seria se alguma emissora de televisão se dispusesse a produzir algo tão grandioso e de tamanha qualidade. Saudades!



Escrito por André San às 18h02
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Séries em Série: Quarta temporada de "Rookie Blue" estreia em agosto

O Canal Universal estreia no dia 2 de agosto, sábado, às 19h, a quarta temporada de Rookie Blue. O novo ano da série conta com participação recorrente da atriz Aliyah O'Brien (Operações Especiais), além de participação especial de Louis Ferreira (SGU Stargate Universe).

Em "Surprises", episódio de estreia que traz participação especial de Louis Ferreira (SGU Stargate Universe), Andy (Missy Peregrym) e Nick (Peter Mooney) estão trabalhando infiltrados para prender dois homens, Von (Tyler Hynes) e PJ (Luis Fernandes), que fazem tráfico de metanfetamina. Jacob Blackstone (Louis Ferreira), do Esquadrão Antidrogas, também está participando das investigações.

Dov (Gregory Smith) conversa com Chris (Travis Milne) e confessa que, para ele, não está funcionando morarem juntos no apartamento. Apesar disso, Dov lhe diz que não quer que o amigo saia de lá. Enquanto isso, Oliver (Matt Gordon) encontra Sam (Ben Bass) fazendo corrida no caminho para a delegacia. Oliver oferece carona ao colega, mas ele recusa. Chegando ao distrito policial, seguem para uma reunião. Frank (Lyriq Bent) anuncia que terão de trabalhar com radares, pois os principais cruzamentos da cidade estão bloqueados.

Oliver trabalha junto com Dov, que se recusa a utilizar o colete de trânsito para sua segurança. Os dois conversam e Dov comenta que nunca se sentiu tão bem quanto agora que está fazendo celibato. Já Oliver conta que retomou seu casamento e que está feliz. Von e PJ aparecem no apartamento de Andy e Nick, e levam o policial, pois têm um trabalho para ele fazer relacionado a uma entrega da droga. Andy logo avisa Jacob, que pede que ela vá atrás do parceiro e descubra se haverá mesmo uma carga. Porém, era uma armadilha.

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Escrito por André San às 18h01
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"Império" chacoalha horário nobre da Globo

O telespectador da Globo acordou. Após seis meses de grandes cochilos em frente à TV, o espectador viciado numa novela das nove finalmente despertou para acompanhar Império, o novo carro-chefe da programação global. Nesta primeira semana, a trama de Aguinaldo Silva chegou com tudo, injetando doses generosas de ação e fisgando em cheio o público. A saga de José Alfredo (Chay Suede/Alexandre Nero) emplacou logo de cara e promete boas emoções para os próximos meses.

Assim como Em Família, Império também começou com um prólogo, no intuito de contextualizar o público sobre a origem dos protagonistas da saga. Mas, ao contrário do que aconteceu na trama de Manoel Carlos, o prólogo de Império foi empolgante. Conhecemos José Alfredo já no tempo presente, mas logo embarcamos em suas lembranças, acompanhando sua intensa história de amor com Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli) e seu ingresso ao tráfico de diamantes, que o levou a ser um grande empresário do ramo da joalheria. No capítulo de quinta-feira, 24, a trama voltou ao presente e apresentou ao público a gama de personagens e tramas paralelas, e sem perder o fôlego.

Assim, já deu para perceber que, com Império, a direção da Globo luta com todas as suas armas para tentar recuperar o público da faixa nobre, que dispersou (ou adormeceu) no período de Em Família. Como o próprio Aguinaldo Silva já adiantou, trata-se de um novelão clássico, com todos os principais elementos de um bom folhetim, todos bem posicionados. Na nova trama, Aguinaldo retoma um núcleo central que vem se repetindo com certa frequência desde abandonou as novelas rurais para apostar em tramas urbanas: a da família poderosa e seus conflitos entre pais e filhos. A base de Império lembra Rei Lear, de Shakespeare, mostrando a luta de herdeiros pela atenção do pai e o controle dos negócios da família. Sendo assim, Império remete à Suave Veneno, e José Alfredo tem muito de Waldomiro Lopes (José Wilker): sai o rei do mármore, entra o rei das joias (ou melhor, o “imperador das joias”).

Assim como Waldomiro, José Alfredo tem três filhos: o ambicioso, a descolada e o rebelde sem causa. O mais velho, José Pedro (Caio Blat), quer o lugar do pai; a do meio, Maria Clara (Andrea Horta), é a preferida do pai, sua herdeira natural; e o mais novo, João Lucas (Daniel Rocha), é o que se sente rejeitado, e cria problemas com seu excesso de rebeldia. José Alfredo ainda precisa enfrentar os desmandos da ex-mulher Maria Marta (Lilia Cabral), que superprotege o filho mais velho; e ainda terá que lidar com uma filha “bastarda”, já que seu caso passado com Eliane teve como fruto Cristina (Leandra Leal), que deverá descobrir a verdade sobre sua origem já nos próximos episódios. E a mocinha trará a tiracolo a tia Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes), até aqui a grande vilã da novela.

Os capítulos mais recentes também apresentaram outros personagens interessantes, como o jornalista do mal Teo Pereira, num Paulo Betti impagável repetindo o bordão que o próprio Aguinaldo Silva adora usar em seu blog: “quereeeedo!”. E o que dizer de Xana Summer, com um Ailton Graça todo trabalhado no Lafayette de True Blood? Império promete bons momentos de diversão, com o humor ácido que Silva sempre imprime em seus textos.

A primeira semana de Império foi uma sucessão de acertos: boa apresentação dos personagens, grandes e deslumbrantes tomadas e uma direção segura de Rogério Gomes, estreando na direção de núcleo no horário mais nobre da Globo. Os atores que interpretaram os protagonistas jovens não decepcionaram e convenceram em seus papéis, corrigindo um erro da antecessora Em Família que nunca saiu da cabeça do espectador. Chay Suede estreou na Globo com o pé direito, num papel complicado que ele fez lindamente. Até o sotaque, que poderia ser um problema, foi incorporado naturalmente. Chay tem futuro. Já Adriana Birolli não é lá uma grande atriz, mas conseguiu remeter à Lilia Cabral, seja pelos maneirismos, seja pela semelhança física. Foi bem. Vanessa Giácomo e Malu Galli não se parecem, mas convenceram como a mesma pessoa. E o grande destaque foi mesmo Marjorie Estiano, que encarnou a vilã Cora com uma segurança que impressionou. Drica Moraes assumiu a personagem e a manteve nas alturas. Cora promete!

Além disso, Império não economizou trama e teve uma primeira semana lotada de grandes acontecimentos. Ao que tudo indica, Aguinaldo Silva tem em mãos uma trama ambiciosa, com muito drama e ação. Com isso, espera-se que ele se redima da patacoada que foi Fina Estampa, sua última novela, caracterizada pela trama frouxa e pelo humor boboca. Império e Suave Veneno, como dito acima, se assemelham, mas a primeira teve mais cuidado com a construção da trama e a apresentação dos personagens. Império parece beber da mesma fonte de Senhora do Destino, que também tinha uma espinha dorsal semelhante à Suave Veneno, mas foi mais feliz na construção e condução de seus protagonistas. Outro acerto de Império é sua trilha sonora, lotada de clássicos eternos. O tema de abertura, uma versão de “Lucy in The Sky With Diamonds”, é um desbunde.

Império já estreou arrancando elogios do público e da crítica especializada. Bom sinal. Pode ser o início de um novo período de boas novelas no horário nobre da Globo, depois de um longo e tenebroso inverno. A audiência, carente de uma trama emocionante e arrebatadora, agradece.



Escrito por André San às 15h36
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Tele-Sessão: "Percy Jackson e o Mar de Monstros" no Telecine

Baseado na série literária de Rick Riordan, Percy Jackson e o Mar de Monstros estreia no dia 26 de julho na Rede Telecine. Quem assina a direção é Thor Freudenthal, assumindo o posto ocupado por Chris Columbus no primeiro longa da franquia.

Orçado em US$ 90 milhões, o filme acompanha a jornada épica do filho de Poseidon, Percy (Logan Lerman), para realizar o seu destino. Junto aos seus amigos semideuses Annabeth (Alexandra Daddario) e Grover (Brandon T. Jackson), ele precisa encontrar o Velocino de Ouro, único artefato com poder suficiente para protegê-los da destruição total. Os três, então, embarcam em uma perigosa odisseia nas águas nunca navegadas do Mar de Monstros, conhecido também como Triângulo das Bermudas.

Percy Jackson e o Mar de Monstros estreia neste sábado, 26, às 22h, no Telecine Premium e Telecine Premium HD, e domingo, 27, às 20h, no Telecine Pipoca e Telecine Pipoca HD.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 15h35
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"Arena SBT" chega ao fim e "Caso Encerrado" está de volta (de novo)

Alguém no SBT deve ser mesmo muito apaixonado pela Dra. Ana Maria Pólo! Foi só a emissora finalmente extinguir o Arena SBT, esportivo que não vingou no Ibope, que já veio a confirmação de que o telebarraco dublado Caso Encerrado voltará à programação, substituindo-o. A produção do canal Telemundo já foi exibida em diversos horários na emissora, sempre com parcos resultados de audiência.

Falemos primeiro do Arena SBT. Uma das apostas da emissora para 2014, o esportivo humorístico nunca conseguiu chegar ao formato ideal. Era esportivo, mas tratava de assuntos, muitas vezes, requentados, trazendo poucas informações realmente relevantes. Era humorístico, mas suas piadas eram fracas e, salvo uma ou outra ideia, simplesmente não fazia rir. Além disso, sofreu com o horário ingrato: noite de sábado, com a rodada do Campeonato Brasileiro ainda acontecendo, sempre pareceu um equívoco. Assim, o programa não vingou na faixa das 22h, migrou para o início da madrugada, mas mesmo assim não disse a que veio. Sobreviveu apenas até o fim da Copa do Mundo.

Em seu lugar, na meia-noite de sábado para domingo, volta o Caso Encerrado. O programa da Telemundo é apresentado pela advogada cubana Ana Maria Pólo, que faz as vezes de juíza nos mais diversos casos, envolvendo famílias, vizinhos ou problemas de trabalho. A apresentadora não economiza nas caras e bocas e, ao ouvir todos os lados da situação, é categórica ao proferir suas sentenças, batendo com o martelo em sua mesa.

O programa foi uma das apostas do SBT para a faixa das 18h30 neste ano. Mas, como não emplacou, logo mudou de horário. Foi parar às 13h30 e ganhou uma edição noturna, aos sábados, justamente antecedendo o Arena SBT, e era chamado de Caso Encerrado Proibido. Neste horário, foram exibidos os casos que não eram permitidos irem ao ar à tarde. Logo na estreia, mostrou um “incrível” caso de um homem que se apaixonou por uma zebra! Enfim, é um programa trash toda vida, totalmente dispensável, e que nunca justificou sua exibição por aqui.

Não dá pra entender porque o SBT insiste com o Caso Encerrado. Seus resultados anteriores já deixaram bem claro que a audiência da emissora não está interessada neste programa bizarro. O canal tem tantas boas séries disponíveis, que poderiam muito bem ocupar este horário vago, mas ao invés disso preferem apostar em tranqueira. Já que o SBT não tem mais sua faixa de séries na madrugada diária, poderia dedicar suas noites de sábado aos seus melhores títulos de seriados. Uma maratona entre 22h e 3h caberia, pelo menos, cinco bons programas. Não custa sonhar...



Escrito por André San às 18h57
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TV Paga: "Melhores Resorts de Inverno", do canal OFF, estreia a 2ª temporada

Na quarta-feira, dia 23 de julho, estreia a 2ª temporada de Melhores Resorts de Inverno, no Canal OFF. Comandada pela snowboarder Raquel Iendrick, esta edição do programa foi gravada no Japão – local com mais de 500 resorts de luxo destinados à prática do esporte – e contou com a participação de Marcos Batista, considerado o principal atleta brasileiro da modalidade. A série conta com 13 episódios e a produção é da KN Vídeo.

Raquel Iendrick é atleta profissional e faz parte da Confederação Brasileira de Desportos de Neve (CBDN). Coleciona diversos títulos, como vice-campeã de slopstyle (manobras em saltos e obstáculos) e revelação do ano pela CBDN.

O programa estreia nesta quarta-feira, 23, às 22h, e será exibido também às sextas, 15h30, sábados, às 21h, e domingos, às 12h.

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Escrito por André San às 18h56
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"O Rebu": um remake com ar de novidade

Numa safra de novelas mornas, o anúncio do remake de O Rebu plantou uma semente de esperança aos amantes da teledramaturgia nacional. Afinal, a produção envolvia o texto de George Moura e Sérgio Goldenberg, a dupla responsável por dois dos melhores produtos da TV brasileira dos últimos tempos, as minisséries O Canto da Sereia e Amores Roubados. Na direção, outro nome que também assinou estas produções, José Luiz Villamarim, alçado ao posto de diretor de núcleo. Além disso, havia a trama em si, uma adaptação de O Rebu, de Braulio Pedroso, uma das mais ousadas novelas das dez da Globo, produzida nos anos 1970.

O Rebu é uma trama histórica pela sua narrativa arrojada. Não-linear, a trama se passava em três tempos distintos: numa festa na mansão de um milionário para receber uma princesa italiana, onde um corpo aparece boiando numa piscina; no dia seguinte, com a investigação do crime; e em flashbacks, que revelavam o passado dos personagens, os convidados da tal festa. Tudo era mostrado ao mesmo tempo, num vai-e-vem temporal até então inédito nas novelas. O mistério imperava, pois, nos primeiros capítulos, o público só sabia que havia acontecido um assassinato, mas não sabia nem ao menos quem era a vítima, quanto mais o assassino. A vítima só seria revelada na metade da trama, e o assassino, claro, no episódio final.

Quarenta anos depois, O Rebu retorna para minar o marasmo das atuais novelas em exibição. A nova versão mantém a narrativa não-linear e o cenário principal, mas altera personagens e situações. Desta vez, a anfitriã da festa é Ângela Mahler (Patrícia Pillar), uma milionária que organiza uma recepção para celebrar o firmamento de um contrato com o megaempresário Carlos Braga (Tony Ramos), um inescrupuloso homem de negócios. Apesar da comemoração, ambos se odeiam e travam uma disputa cheia de intrigas. A festa segue como cenário principal, palco de grandes acontecimentos que culminam num crime.

O morto é conhecido já no primeiro capítulo: trata-se de Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira), profissional de tecnologia que já havia trabalhado para a empresa de Braga e pediu demissão por causa de uma ótima proposta financeira feita por Ângela. Na nova empreitada, na Mahler Engenharia, Bruno se envolve com a protegida da empresária, Duda (Sophie Charlotte), que se apaixona perdidamente pelo rapaz. Ele também se envolve com a advogada Gilda (Cassia Kis Magro), o que azedou a relação com Duda. Bruno também carregava um dossiê que incriminava Braga. Ou seja, muita gente tinha motivo para dar cabo do rapaz.

A nova O Rebu surgiu modernizada. Além das situações serem outras, o sexo dos personagens principais foi alterado. Conrad Mahler (Ziembinski) se tornou Ângela, Cauê (Buza Ferraz) agora é Duda, e a falecida Silvia (Bete Mendes) agora é Bruno. No entanto, a relação entre a trinca segue bem parecida. Cauê era apresentado como afilhado de Conrad, assim como Duda surge como filha de criação de Ângela. Cauê e Silvia tinham um caso mal-resolvido, que não era visto com bons olhos por Conrad, mesma situação na qual se encontram Duda e Bruno. No final da versão original de O Rebu, Conrad revela-se o assassino de Silvia, e o fez por ciúme de Cauê que, na verdade, era seu amante. Será que os atuais autores também manterão este desfecho? A nova O Rebu dá vários indícios de uma possível homossexualidade de Ângela, e não seria de se estranhar a revelação de que ela e Duda possam ter um affair. Mas, como se trata de uma nova história, com uma série de novidades, o mais provável é que o desfecho também seja alterado.

Mas o que fica mesmo é justamente a ousadia narrativa da trama dos anos 1970, com as devidas adaptações. A festa dos anos 1970, com todo o glamour de uma recepção milionária, regada a conversas entre drinks e som de piano, agora se tornou uma megabalada com um repertório retrô dançante de DJs, com uma dose generosa de sexo e drogas. Nos anos 1970, o ritmo das novelas era mais lento e, assim, as cenas de conversas na festa dominavam os capítulos. Agora, tudo é mais clipado, a edição é mais nervosa, fazendo com que os três tempos da narrativa se entrelacem mais intrincadamente. As cenas da festa e os flashbacks dos personagens se misturam ao andamento das investigações, subvertendo toda a ordem cronológica e revelando, aos poucos, quem são e o que faziam ali todos aqueles convidados. Cada um destes quatro primeiros capítulos foi construindo uma gama de tramas e subtramas, lotadas de segredos que, aos poucos, vão surgindo. O público é envolvido pelo clima de mistério e glamour, sendo convidado a bancar o detetive e embarcar naquela festa macabra e seus desdobramentos.

E tudo isso envolto num clima noir, com poucas cores, numa fotografia que, por si só, aumenta a tensão dos acontecimentos. O looping temporal proposto por O Rebu exige atenção redobrada do espectador, que corre o risco de, a qualquer momento, se perder em meio a carga de novas informações que vêm e vão. Sem dúvidas, o grande trunfo de O Rebu é essa capacidade de contar uma história de mistério sem subestimar a inteligência de seu espectador. Ao contrário, estimula-o a raciocinar.

Cabe aqui salientar a qualidade do trabalho de Braulio Pedroso, um dos pioneiros da televisão brasileira. Foi o autor o primeiro novelista a apostar numa novela protagonizada por um anti-herói e com linguagem coloquial, na lendária Beto Rockfeller. Em O Rebu, ele propôs uma nova forma narrativa, indo na contramão das tramas de fácil digestão. E isso nos anos 1970, muito antes de Lost ou outras séries americanas serem consideradas inovadoras por conta da narrativa não-linear. Cabe também festejar a excelente adaptação de George Moura e Sérgio Goldenberg, que soube manter o formato ousado da novela, mas lhe imprimiu novidades capazes de fazer com que o público de hoje se interessasse pela obra. O Rebu é mais uma adaptação certeira da dupla, tal qual O Canto da Sereia e Amores Roubados (estas, adaptações de obras literárias).

O elenco também é certeiro. Patrícia Pillar e Tony Ramos encabeçam com competência a obra, que também conta com inspirados Cassia Kis Magro, José de Abreu (Bernardo) e Vera Holtz (Vic). Também chamam a atenção Camila Morgado (Maria Angélica), Sophie Charlotte e Jesuíta Barbosa (o ladrão Alain), entre tantos outros. Até aqui, não há um elo mais fraco.

O remake de O Rebu é, de longe, a melhor ideia da teledramaturgia da Globo em 2014. Mesmo usando de um formato dos anos 1970, O Rebu surge como um sopro necessário de vitalidade e renovação na seara das telenovelas. Curioso notar que o tal sopro de novidade surge justamente de um olhar apurado do passado. Sintomático. 



Escrito por André San às 12h44
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Mudando de Canal: SBT define substituta de "Chiquititas"

O SBT anunciou oficialmente a substituta de Chiquititas para 2015. A emissora optou por adaptar a novela Cúmplices de Um Resgate, que terá como protagonista a atriz Larissa Manoela.

Escrita por Íris Abravanel, a adaptação ganhará um novo nome que ainda será revelado pelo canal. Na trama, Larisa Manoela, a Maria Joaquina em Carrossel e Patrulha Salvadora, fará as irmãs gêmeas Silvana e Mariana. A série Patrulha Salvadora, por sua vez, saíra do ar após o fim de sua quarta temporada.

Cúmplices de Um Resgate é uma novela da Televisa, com autoria de Socorro González e produzida pela primeira vez no México, em 2002, quando teve como protagonista a atriz Belinda, que depois foi substituída por Daniela Luján. No Brasil, essa mesma produção foi exibida pelo SBT, em 2002 e em 2006.

Fonte: UOL

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Escrito por André San às 12h43
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Viva resgata "Família Dinossauros"

O canal Viva, além de resgatar clássicos da televisão brasileira, também brinda o público nostálgico com boas produções internacionais do passado. A emissora já lotou seus intervalos com chamadas anunciando a volta de Família Dinossauros, um dos mais divertidos e inteligentes seriados de todos os tempos. A atração deve estrear no dia 21 de agosto, uma quinta-feira, mas o canal ainda não divulgou o horário de exibição (deve ser na linha de shows, entre 21h e 0h).

Família Dinossauros é uma produção da Disney, protagonizada pelos incríveis bonecos eletrônicos desenvolvidos por Jim Henson. Como o próprio nome sugere, a série mostra o cotidiano de uma família composta por dinossauros. As criaturas são humanizadas e formam uma estrutura familiar clássica: há Dino da Silva Sauro, o pai; Fran, a matriarca; os filhos Bobby, Charlene e Baby; e a sogra ranzinza Zilda. Há ainda coadjuvantes, como Sr. Richfield, o chefe de Dino; Roy, o melhor amigo de Dino; e Monica, a melhor amiga de Fran.

A série tem vários trunfos. O primeiro deles são os personagens, todos carismáticos e donos de personalidades marcantes. Como acontece na maioria das comédias familiares, o pai protagoniza boa parte dos episódios, normalmente sendo o responsável pelas principais enrascadas do enredo. Enquanto isso, a mãe é a figura apaziguadora, dedicada ao marido e aos filhos. Estes, por sua vez, vivem conflitos típicos da adolescência, enquanto o caçula, um bebê, é responsável pela “fofice” da série.

Mas o trunfo principal é a capacidade do roteiro de tratar de assuntos espinhosos com bom humor. Família Dinossauros tratou de drogas, racismo, sexo, assédio sexual e homossexualidade, entre outros temas, sempre com um tom crítico, mas de maneira delicada e eficiente. O programa chegou até a alfinetar seu próprio meio, com severas críticas ao universo televisivo. Até mesmo seu desfecho tratou de tema polêmico, deixando claro que a ação desmedida do “homem” (no caso, do dinossauro) à natureza pode provocar a extinção dos seres vivos.

Família Dinossauros é um verdadeiro curinga na TV brasileira. Estreou na Globo, no início dos anos 1990, exibido dentro do Xou da Xuxa e, depois, ganhando um horário exclusivo na programação dominical. Depois, foi reprisado nos infantis TV Colosso e Angel Mix. Nos anos 2000, a série foi adquirida pelo SBT, que a exibiu em diversos horários, tanto na programação diária quanto semanal. Mais recentemente, foi adquirida pela Band, que a reprisou no horário nobre. Todas essas exibições têm algo em comum: registraram bons índices de audiência. Ou seja, não tem como não amar essa família e qualquer reprise de Família Dinossauros é sempre bem-vinda.



Escrito por André San às 18h26
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Tele-Sessão: Especial "A Família Addams" no Telecine

O Telecine Fun apresenta, no dia 20 de julho, o Especial A Família Addams. A tarde será animada para toda a família com dois filmes da franquia exibidos em sequência.

A Família Addams abre a sessão às 16h30. Os Addams fazem parte de uma família macabra que corre o risco de perder seu tesouro por conta das dívidas do desonesto advogado Tully Alford (Dan Hedaya). Para roubar o dinheiro, Alford convence Gordon Craven (Christopher Lloyd) a se passar por Fester, irmão perdido de Gomez Addams (Raul Julia). Mas o plano não é tão simples como parece.

Em seguida, às 18h20, estreia no canal A Família Addams 2. Com a chegada do novo bebê do casal Addams, Gomez (Raul Julia) e Mortícia (Anjelica Huston) acabam gerando ciúme nos irmãos Wednesday (Christina Ricci) e Pugsley (Jimmy Workmen), que rejeitam o irmão. Enquanto isso, Fester (Christopher Lloyd) se apaixona pela interesseira babá Debbie (Joan Cusack), que coloca em risco o futuro da família ao mandar as crianças para um acampamento.

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Escrito por André San às 18h25
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Sombra do "Pânico" compromete "Encrenca"

Em busca do sucessor do Pânico na TV, a RedeTV resolveu, agora, apostar num produto “genérico”. Tratou de buscar um grupo de moços engraçados que se destacam no rádio, tal qual o Pânico, que nasceu na Jovem Pan, e entregou-lhes microfones com canopla de ponto de exclamação estampado. A nova trupe segue nas ruas em busca de pautas inusitadas, capazes de arrancar risos do espectador. Assim nasceu o Encrenca, há três semanas no ar nas noites de domingo do canal.

Considerando as equipes que formam o atual Pânico na Band e a nova galera do Encrenca, as comparações são injustas. O elenco do Encrenca tem uma pegada diferente da do Pânico. Enquanto Emílio Surita e cia tem um jeitão de molecagem, com muita tiração de sarro e alguma escatologia, a turma do Encrenca pega mais leve, apostando no factual, mas com comentários irreverentes. Sendo assim, por mais que se assemelhem em alguns traços da proposta, a verdade é que os dois grupos têm mais diferenças do que semelhanças.

Mesmo assim, fica difícil não comparar. Isso porque a RedeTV fez questão de não esconder a “inspiração” do atual programa, e tratou de lotar o Encrenca com uma identidade visual que remete, de imediato, ao Pânico. Está tudo ali: o auditório em forma de arena, os cenários coloridos e cheios de referência à pop arte, as vinhetas realizadas com recursos de animação.., enfim, toda a embalagem do Encrenca é praticamente a mesma do Pânico. Um espectador desavisado pode até achar que sintonizou a Band por engano.

Uma pena, se levarmos em consideração que Tatola Godas, Dennys Motta, Angelo Campos e Ricardinho Mendonça são divertidos e têm um entrosamento bem interessante. O foco não são personagens ou bagunça, e sim comentários divertidos sobre tudo e todos, com uma preferência especial pelas pautas esportivas. Mas todas as referências ao Pânico fazem com que o Encrenca fique à sombra do humorístico da Band, sem permitir mostrar suas próprias qualidades ao espectador. Aos olhos do público, Encrenca soa como uma cópia do Pânico, o que não é verdade.

A RedeTV deveria ter buscado uma outra linguagem para o Encrenca, para fugir de vez da comparação com o Pânico. Colocando-os lado a lado, a audiência ainda vai preferir o “original” à “cópia”. De cara, botaram a perder um projeto que poderia ser bem-sucedido, se tivesse buscado fugir das comparações. Fizeram errado. Pena. Os rapazes do Encrenca, repito, são bons e mereciam um espaço verdadeiramente deles. Ninguém merece viver sob uma sombra.



Escrito por André San às 18h44
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TV Paga: "Sharknado 2" estreia no Syfy em julho

O Syfy Brasil exibe o filme Sharknado 2: A Segunda Onda no dia 31 de julho, quinta-feira, às 20h, apenas um dia após a estreia nos Estados Unidos.

Desta vez, a cidade de Nova York será alvo do tornado de tubarões. A continuação traz novamente Ian Ziering (Barrados no Baile) e Tara Reid (Scrubs) repetindo os papéis de Ian e April. O elenco conta ainda com Mark McGrath, líder da banda Sugar Ray, e Vivica A. Fox (Kill Bill: Volume 2), além da participação confirmada da cantora Kelly Osbourne, do ator Robert Klein (Três Vezes Amor) e do colunista social Perez Hilton.

Outras participações incluem os atores Judd Hirsch (Uma Mente Brilhante), Andy Dick (Caindo na Estrada) e Judah Friedlander (O Lutador), o rapper Biz Markie, a cantora de hip hop Sandra Denton (do grupo Salt-N-Pepa) e o lutador Kurt Angle. Anthony C. Ferrante retorna na direção.

O título original Sharknado 2 - The Second One foi definido após um concurso promovido no Twitter que mobilizou mais de 5 mil pessoas.

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Escrito por André San às 18h43
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"Em Família": a novela que foi sem nunca ter sido

Promessas de tramas com arcos dramáticos fortes, mas que nunca são cumpridas. Assim podem ser resumidas as últimas novelas assinadas por Manoel Carlos na Globo. Em Páginas da Vida, quando Helena (Regina Duarte) resolve adotar, por baixo dos panos, a menina Clara (Joana Morcazel), deu margem a uma série de riscos, entre os quais um embate tenso com a família de Nanda (Fernanda Vasconcelos), a falecida mãe biológica. Mas, na prática, a heroína passou a novela toda lutando pela inclusão da menina com Síndrome de Down (uma luta digna, diga-se, mas pouco para centrar toda a trama de um folhetim), e somente nos últimos capítulos a tal briga pela guarda da criança realmente aconteceu. Em Viver a Vida, a coisa foi pior: Helena (Taís Araújo) precisava enfrentar a mãe e a filha do homem pelo qual se apaixonou e, mais à frente, se ver dividida entre ele e seu filho bastardo. Na prática, ficou chorando por se sentir culpada pelo acidente de Luciana (Alinne Moraes).

A atual Em Família, que termina nesta semana, também não conseguiu fugir da regra que prevaleceu nas últimas histórias assinadas por Maneco. O mote também era interessante: Helena e Laerte são apaixonados desde a infância, mas os ataques violentos de ciúme do moço têm graves consequências que os afastam em definitivo. Anos depois, Laerte (Gabriel Braga Nunes) retorna, encontra Helena (Julia Lemmertz) casada com o homem que mais provocava ciúme nele, Virgílio (Humberto Martins), e se envolve com a filha de ambos, Luiza (Bruna Marquezine). No fundo, a boa e velha disputa entre mãe e filha pelo mesmo homem, que já foi mostrada de outras maneiras em outras novelas de Maneco, mas em Em Família, o drama aparecia mais intenso, afinal, Laerte é claramente desiquilibrado, e tentou matar o pai de Luiza no passado.

O que se espera de um mote destes? Que, com o retorno de Laerte, Helena veria uma paixão adormecida renascer, tal qual a Fênix que os personagens tanto citam. Laerte, por sua vez, se veria dividido entre Luiza, que o faz lembrar de um passado intenso, e a própria Helena, encarnação de uma vida que poderia ter nos dias de hoje. Assim, Helena também enfrentaria grandes dramas, pois se veria novamente apaixonada pelo homem que namora a sua filha e, sem querer, reabriria feridas em Virgílio, que perderia sua mulher e sua filha para o homem que quase o matou no passado. E, como desgraça pouca é bobagem, Shirley (Viviane Pasmanter), que sempre foi apaixonada por Laerte, faria de tudo para fisgar o flautista, desencadeando mais um conflito entre Helena e Luiza. Quanto drama, hein?

Inexplicavelmente, nada disso aconteceu. Laerte retornou e logo se apaixonou por Luiza, encantado pela semelhança entre ela e seu amor do passado. Em nenhum momento, demonstrou ainda sentir algo por Helena. Esta, por sua vez, apenas repetia aos quatro cantos que não deixaria que Laerte se aproximasse de sua filha, enquanto examinava uma caixa cheia de lembranças do ex. Os embates entre Helena e Luiza até aconteceram, mas foram poucos. Helena pouco fez além de reclamar. Virgílio mostrou-se passivo a maior parte do tempo. Laerte e Helena praticamente não se cruzaram depois de todo o acontecido. O passado deles ficou ali mesmo, no passado. Em nenhum momento eles ensaiaram uma recaída. E Shirley, que na primeira fase deixou Helena se afogar sem nada fazer, passou a novela toda com sua metralhadora verborrágica ligada, mas pouco fez para atrapalhar a vida de Helena, Luiza e Laerte.

Sabe-se que Manoel Carlos é adepto da boa crônica cotidiano e, por isso, suas histórias não fazem uso de vilões sociopatas malucos que tanto fazem sucesso nas novelas atuais. Mas o autor já criou, sim, grandes vilões. Lembra do quanto Branca Letícia de Barros Motta (Suzana Vieira) aprontou em Por Amor? E a ninfeta Iris (Deborah Secco), que não deixava Camila (Carolina Dieckmann) em paz em Laços de Família? Shirley poderia ser, sim, uma vilã daquelas, sem necessariamente agir como Carminha (Adriana Esteves) ou Félix (Mateus Solano). Bastava apenas ser a pedra no sapato de Helena. Uma antagonista. A personagem era divertida e Viviane Pasmanter estava ótima, mas Shirley tinha todas as condições de movimentar a trama de Em Família. Ao invés disso, apenas incomodava ao disparar algumas verdades.

Quem também tinha condições de botar Em Família para andar era Laerte. Desde o início da trama, o mocinho deixou claro que não era lá tão mocinho. Seu ciúme era exagerado, sinalizando um desequilíbrio emocional intenso. Mas, passadas as primeiras fases, o personagem retorna apático. Seu olhar vidrado e perdido fez render um sem-número de críticas à atuação de Gabriel Braga Nunes. Apenas na reta final da obra o público pôde constatar que se tratava do mesmo Laerte do passado. Do nada, voltaram suas explosões de ciúme. Laerte agora já age com agressividade com Luiza, fazendo a mocinha finalmente perceber a roubada em que se meteu. Além disso, mostra-se infiel e impaciente com todos, até mesmo com sua mãe Selma (Ana Beatriz Nogueira). Nesta última semana, o personagem parece rumar a um desfecho trágico.

As tramas paralelas também não disseram a que vieram. Juliana (Vanessa Gerbeli) e suas loucuras para se tornar mãe cansaram. Branca (Angela Vieira) e sua eterna dor de cotovelo também não evoluiu. Alice (Erika Januza) se tornar policial após descobrir ser fruto de um estupro foi pra lá de esquisito. Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller) protagonizaram momentos interessantes, mas o romance lésbico também demorou a engrenar. O núcleo da casa dos idosos pouco acrescentou à obra e suas sequências davam sono. De divertido mesmo, apenas os embates entre Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica (Helena Ranaldi) pelo amor de Cadu (Reynaldo Gianecchinni).

Ou seja, Em Família tinha uma espinha dorsal interessante e cheia de curvas dramáticas. Mas, inexplicavelmente, o autor levou sua história em banho-maria, e apenas na reta final a trama saiu de sua profunda hibernação. Infelizmente, Manoel Carlos se despede das novelas com uma obra muito aquém de sua qualidade como autor. O homem que nos brindou com obras do quilate de História de Amor ou Laços de Família não deve ser lembrado pelos seus últimos folhetins. 



Escrito por André San às 11h41
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