News: Telecine Cult exibe "Maratona Hitchcock"

No dia 29 de abril, quando se completam 36 anos da morte do Mestre do Suspense, o Telecine Cult exibe a Maratona Hitchcock. Praticamente um curso intensivo de cinema em mais de 12 horas seguidas com sete produções de tirar o fôlego. São elas: Cortina Rasgada, O Homem Que Sabia Demais, Festim Diabólico, Psicose, Os Pássaros, Um Corpo Que Cai e Janela Indiscreta. Às 11h20, Cortina Rasgada abre a sessão. No filme, o cientista americano Michael Armstrong (Paul Newman) decide desertar para Berlim Oriental e conseguir fundos para um projeto. Mas Sarah Sherman (Julie ndrews), noiva do pesquisador, intercepta uma mensagem para ele e resolve segui-lo.

Às 13h45, vai ao ar O Homem Que Sabia Demais. Durante uma viagem a Marrocos, o médico Ben McKenna (James Stewart) ouve de um moribundo os planos para um assassinato. Para impedir que ele vá até a polícia, os criminosos decidem sequestrar o filho de Ben como garantia. A produção faturou o Oscar de Canção Original, com Whatever Will Be, Will Be.

Às 16h, será exibido Festim Diabólico, primeiro filme colorido de Hitchcock. Depois de estrangular David (Dick Hogan), um colega de turma, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger) resolvem comemorar o que consideram ter sido um crime perfeito. Para tal, promovem uma festa para a família e os amigos da vítima com o corpo dentro de um baú utilizado como mesa. O requinte de crueldade terá seu fim quando um antigo professor deles começa a suspeitar do evento. A história é inspirada num assassinato real, ocorrido em Chicago.

Às 17h35, é a vez de o clássico Psicose ir ao ar. Depois de dar um desfalque na imobiliária onde trabalhava, a secretária Marion Crane pega o carro e foge com o dinheiro. Debaixo de uma forte tempestade, ela resolve parar e se hospedar em um decadente hotel de beira da estrada, o Bates Motel, sem imaginar o risco que está correndo. O longa foi indicado ao Oscar nas categorias Diretor, Atriz Coadjuvante, Fotografia e Direção de Arte.

Às 19h40, Os Pássaros dá sequência ao especial. No clássico de Alfred Hitchcock, a bela socialite Melanie Daniels (Tippi Hedren) viaja para a pacata cidade de Bodega Bay, na Califórnia, para encontrar o charmoso solteirão Mitch Brenner (Rod Taylor). Ao chegar lá, é atacada por uma gaivota, e milhares de pássaros aparecem na cidade iniciando uma terrível série de ataques. A produção foi indicada ao Oscar de Efeitos Especiais.

Às 22h, Um Corpo Que Cai é exibido. John 'Scottie' Ferguson (James Stewart), detetive aposentado de São Francisco, é chamado para vigiar Madeleine Elster (Kim Novak), mulher de um amigo. Com tendências suicidas, ela se joga em uma baía e é salva por ele, que morre de medo de altura. O episódio, no entanto, aumenta a obsessão dela por lugares altos e faz com que o detetive enfrente seus maiores medos para protegê-la.

À 0h30, Janela Indiscreta (1954) encerra o especial. Nesse outro clássico de Hitchcock, o repórter Jeff (James Stewart) está com a perna quebrada e não pode sair de seu apartamento. Para passar o tempo, ele observa seus vizinhos com um binóculo. Um dia, desconfia que um deles matou a própria mulher e desapareceu com o corpo. O filme foi indicado ao Oscar nas categorias Diretor, Roteiro, Fotografia e Trilha Sonora.

Siga-me no TWITTER: www.twitter.com/AndreSanBlog

Geraldo Luís perde "Domingo Show" e pode sair da Record

O quiproquó da semana na TV: Geraldo Luís não é mais o apresentador do Domingo Show, da Record. Há pouco mais de uma semana, o jornalista e a direção da emissora têm protagonizado uma verdadeira queda-de-braço, que culminou com o afastamento definitivo do âncora. Sem programa e sem perspectiva de novo trabalho, Geraldo pode deixar a Record. Segundo o site Notícias da TV, de Daniel Castro, a emissora pode rescindir o contrato com o apresentador.

Tudo começou no domingo retrasado, dia 17. Em função da transmissão da votação da Câmara dos Deputados sobre o andamento do processo de impeachment da Presidente da República, o Domingo Show foi menor, o que culminou com uma edição mais enxuta de uma matéria realizada por Geraldo Luís. Na matéria, o apresentador conversa com José Mário Teixeira do Nascimento, o Zezo, ex-catador de lixo que hoje é milionário. A edição do material desagradou o apresentador, que desabafou no ar, ao vivo, sobre o ocorrido. Entendendo que Geraldo Luís expôs desnecessariamente um problema interno, a direção da Record optou por suspendê-lo e, no domingo seguinte, dia 24, foi Luiz Bacci quem comandou o Domingo Show.

Segundo o site Notícias da TV, a direção da Record decidiu nesta segunda-feira, 25, pelo afastamento definitivo de Geraldo Luís do Domingo Show. O contrato do apresentador, que iria até 2017, poderá ser rescindido. Caso não seja, Geraldo deve ficar na geladeira do canal. Enquanto isso, o apresentador foi alvo de diversas especulações. Logo após a decisão de sua suspensão, ele foi visto visitando a RedeTV, dando margem aos comentários de que estaria se transferindo para o canal de Amílcare Dallevo e Marcelo de Carvalho. Alguns veículos chegaram a especular que o SBT também teria interesse no passe do apresentador. Vale lembrar que, anos atrás, Silvio Santos tentou contratar Geraldo Luís para comandar a nova versão do Aqui Agora (aquele que teve Luiz Bacci e cia, e que durou um mês), mas a Record conseguiu segurá-lo.

Esta não é a primeira vez que Geraldo é suspenso. No ano passado, segundo diversos veículos, o apresentador comprou briga com Ignácio Coqueiro, então diretor do Hora do Faro, porque as duas produções vinham disputando uma mesma pauta. Como punição, perdeu uma reportagem com Mara Maravilha para Luiz Bacci.

O Domingo Show é, hoje, um dos programas de maior audiência da linha de shows da Record. Seu formato costuma apelar para a exploração da desgraça alheia e sensacionalismo barato, tal qual os dominicais dos anos 1990, e Geraldo Luís costuma se destacar por ser falastrão e atacar no ar seus desafetos. Coloca-se como um paladino, como boa parte dos apresentadores de programas policiais. Um estilo de gosto duvidoso, mas que tem seus admiradores, afinal o Ibope fala por si. Sua saída não deve alterar os bons resultados da atração, já que, com Luiz Bacci, Domingo Show chegou à liderança no último domingo, batendo o SuperStar, da Globo. E assim, em meio a toda esta confusão, quem saiu ganhando foi mesmo Bacci, que terá novamente em mãos seu tão sonhado programa de auditório. Que coisa, não?

André Santana

"Power Couple" não traz novidades, mas diverte

Uma mistura do Jogo dos Casais do Programa Silvio Santos com Casa dos Artistas, Big Brother Brasil e até A Fazenda. Esta pode ser uma definição do Power Couple Brasil, novo reality show que a Rede Record estreou há duas semanas, nas noites de terça-feira. A nova atração reúne casais “famosos” em busca do prêmio de um milhão de reais. Mas, para ganhar, eles devem passar uma temporada numa mansão e participar de diversas provas no qual testarão suas afinidades. Roberto Justus comanda a coisa toda.

Power Couple Brasil é um projeto antigo da Record. Ainda chamado de Power Couple – Discutindo a Relação, o reality começou a ser anunciado em 2014, com previsão de estreia para 2015. César Filho, recém-contratado pela emissora, era o nome mais cotado para a condução do programa, e ainda teria ao seu lado sua esposa, Elaine Mickely (o curioso é que a emissora contava com o casal na condução enquanto a atriz estava no ar na Globo, vivendo a Xênia de Império). No entanto, César Filho foi deslocado para o Hoje Em Dia e o reality acabou na gaveta do canal. Desenterrado no final do ano passado, o programa ganhou Roberto Justus, que acabara de apresentar A Fazenda, na condução. E sem esposa ao lado.

Já chamado de Power Couple Brasil, a nova atração já chegou com a missão de ser uma espécie de “nova” A Fazenda, já que o mais provável é que o reality rural não tenha uma nova edição em 2016. Dificilmente o programa terá a mesma força do outro, tendo em vista que A Fazenda é diário e conta com uma interação mais intensa do público que, por meio de votação, define quem continua e quem sai do jogo. Em Power Couple, são as provas que definem os casais que seguem na competição. É mais justo, mas mobiliza menos a audiência. Mesmo sem se tornar hit, Power Couple vem registrando audiência satisfatória, mantendo e ampliando o público do Troca de Família nas noites de terça e ajudando a consolidar este dia e horário como a nova faixa de realities da Record. Uma boa estratégia.

Nesta primeira edição, são muitos os participantes, entre famosos, sem-famosos e quase-famosos. São eles: Andréia Sorvetão & Conrado, Cristiane & Túlio Maravilha, Emilene & Popó (os primeiros eliminados), Gian (da dupla Gian e Giovanni) & Tati Moreto, Gretchen & Carlos, Laura Keller & Jorge Souza, Pietra & Mario Velloso, e Simony & Patrick Souza. Um bom grupo, bem variado e cuja maioria dos nomes é bem conhecida do público. O confinamento permite com que o público acompanhe as dificuldades de relacionamento e convivência, comuns em qualquer Big Brother e similares da vida, e tem rendido bons momentos. No episódio de estreia, por exemplo, ficou evidente que o destaque e a afinidade mostrados por Laura e Jorge deixaram os outros preocupados, enciumados e até despeitados. Foi divertido!

Além de conviverem, os casais são submetidos às mais diferentes provas, todas elas que lembram muito as competições de casais que existem nos programas de auditório desde sempre. Os games usam e abusam de clichês sexistas (homens não sabem fazer duas coisas ao mesmo tempo; mulheres não sabem dirigir), testam os conhecimentos pessoais dos casais, dentre outras habilidades. Nas provas separadas por sexo, os homens devem apostar uma quantia em dinheiro em suas mulheres, e vice-versa, e assim vão acumulando pontos para se manterem no jogo. As apostas rendem momentos divertidos, como quando tanto Túlio quanto Cristiane não apostaram nada em seus pares.

Ou seja, Power Couple Brasil reúne tudo o que já foi visto em realities e programas de auditório desde sempre. Mas é um bom entretenimento e diverte, graças a esta boa mistura entre game e reality show, a boa escolha do elenco e a edição caprichada, que sabe manter a tensão e o mistério quando precisa. O elo mais fraco é mesmo seu apresentador: Roberto Justus foi robótico em A Fazenda, e segue robótico em Power Couple. No entanto, como suas intervenções não são tão drásticas, isso não chega a ser um problema. Mas a Record bem que podia avaliar melhor as escolhas de seus apresentadores de reality... No mais, Power Couple é divertido e pode funcionar bem como sala de espera ao Cozinha em Guerra, de Buddy Valastro, próxima atração da faixa que virá engrossar a lista de realities culinários (e baterá de frente com o MasterChef, diga-se).

André Santana

News: Terceira temporada de "O Negócio" estreia neste domingo

Protagonistas de O Negócio, Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista) são mulheres comuns, com problemas comuns. Elas são lindas e inteligentes e enfrentam dificuldades na vida profissional e pessoal. Karin tem altos e baixos na empresa e na vida pessoal ao tentar seguir carreira como executiva, sem deixar de lado o sonho de uma vida com um grande amor. Já Luna e Magali encaram um desafio em conjunto e conciliar o dia a dia com seus respectivos relacionamentos com Oscar e Zanini.

Elas seguem caminhos diferentes, mas acabam se reencontrando. Na primeira vez, elas aplicaram estratégias de marketing à prostituição, descobriram o sucesso e abriram a Oceano Azul, empresa que unia prostituição a oportunidades de negócios. Depois, as meninas se juntam ao antigo cafetão Ariel (Guilherme Weber) para abrir um novo clube, superar a antiga empresa e marcar a volta ao ramo dos programas. Agora, dois anos depois, elas se unem novamente para novos negócios.

Para esquentar a trama, outros personagens entram na série. A bela e jovem Mia foi educada para ser melhor em tudo, mas ainda não encontrou algo que a realize. Mas isso muda quando ela começa a trabalhar com Karin. Outra novidade é fazendeiro e artesão de produtos orgânicos Chris Muller. Ele chega e se apaixona perdidamente por uma das garotas.

A terceira temporada de O Negócio estreia neste domingo, 24, às 21h, na HBO.

Informações da HBO e do Correio Brasiliense.

Curta o TELE-VISÃO no Facebook: www.facebook.com/blogtelevisao

Mudança de fase derruba "Velho Chico"

Em nova fase desde a semana passada, quando sua narrativa chegou ao tempo presente, a novela Velho Chico tem encontrado alguma dificuldade em conquistar o público. Após uma primeira fase belíssima, tomada por texto impecável, atuações intensas e uma direção artesanal de saltar aos olhos, a segunda fase entrou em cena e causou estranheza na audiência. Os números, antes estáveis na casa dos 30 pontos no Ibope, deram uma pequena recuada. E a direção da emissora já detecta alguns motivos da rejeição à nova fase da trama de Benedito Ruy Barbosa e família.

Um dos problemas apontados é a entrada de Antonio Fagundes vivendo Afrânio, o Coronel Saruê, personagem muitíssimo bem defendido por Rodrigo Santoro nos primeiros capítulos. Farei coro às críticas: Fagundes vem fazendo um Saruê que em nada lembra o construído por Santoro. Não se trata de semelhança física (não acho que os atores que dividem personagens em fases distintas devam ser parecidíssimos), e sim de composição mesmo. O Afrânio de Santoro era humano, intenso, de carne e osso. O de Fagundes é praticamente uma figura cômica.

Carol Castro e Christianne Torloni também não são parecidas fisicamente, mas é mais fácil acreditar que Iolanda ainda é a mesma mulher, agora mais madura. O mesmo vale para a Tereza de Camila Pitanga e o Santo de Domingos Montagner, todos bem afinados com os trabalhos de Julia Dalávia e Renato Góes. Mas Fagundes parece ter criado um novo personagem e não há qualquer resquício do Afrânio jovem no atual Saruê. A coisa fica ainda pior porque Fagundes tem repetido o mesmo tipo já visto em outras produções: mais uma vez ele aparece falando com a batata na boca, enrolado, tal qual em O Rei do Gado, Duas Caras e Tempos Modernos. Antonio Fagundes, ótimo ator que é, não devia cair neste piloto automático. E o erro não é apenas dele. A direção de atores devia estar mais antenada e orientado tanto Santoro quanto Fagundes para que eles seguissem o mesmo rumo. É evidente que o tempo mudou Saruê, isto está claro no texto, mas devia haver algum ponto em comum para que o público pudesse acreditar que se trata do mesmo personagem. Até aqui, está difícil.

Outra reclamação tem a ver com o visual atemporal mostrado em cenários e figurinos. A direção de Luiz Fernando Carvalho tem imprimido características mais lúdicas herdadas de produções como A Pedra do Reino e Meu Pedacinho de Chão. A primeira fase era ainda mais carregada neste sentido, mas, mesmo suavizada na segunda fase, a caracterização causa estranheza. É como se a novela não vivesse os tempos atuais. A intenção é clara: os figurinos antiquados traduzem que o tempo não passou naquelas terras. A ideia é mostrar que o coronelismo e a política local pouco evoluíram dos anos 1960 para cá. Mas isso não foi bem compreendido, até porque se trata de uma proposta ousada para uma novela. Talvez Carvalho fosse mais feliz se imprimisse realismo à nova fase, tal qual em Renascer e O Rei do Gado, outras parcerias entre o autor e o diretor. Segundo alguns sites, a direção da Globo já pediu que Velho Chico adéque seu visual ao tempo presente para não confundir o público.

Velho Chico em nova fase não é uma novela ruim. A trama tem acrescentado novos núcleos e novos personagens, vem acertando o tom nos embates políticos, e ainda oferece um romance central bem interessante entre Tereza e Santo. Particularmente, gosto do casal e da história. Talvez o que falte sejam realmente alguns ajustes que, aliás, são naturais na implantação de qualquer novela. A nova fase acaba de começar e ainda tem boas chances de dizer a que veio.

PS: é engraçado que praticamente todos os atores foram trocados desde a estreia de Velho Chico até aqui. Todos, menos Selma Egrei, a Encarnação, Gésio Amadeu, o Chico Criatura, e Umberto Magnani, o padre Romão. A caracterização de Selma Egrei está ótima, e vê-se claramente que o tempo passou para ela. Mas Chico Criatura e padre Romão pouco mudaram dos anos 1960 para cá. Que coisa, não?

André Santana

Loiras enfrentam sobe-e-desce de audiência

Xuxa Meneghel, Angélica e Eliana têm em comum o fato de serem apresentadoras de TV, loiras, bonitas e que fizeram sucesso como animadoras infantis no passado. Mas não é só isso: as três estão vivendo, atualmente, um verdadeiro sobe-e-desce de audiência das atrações que comandam na Record, Globo e SBT, respectivamente. Angélica e Eliana, que perderam público recentemente, tiveram desempenho atípico e cresceram no último final de semana. Já Xuxa perdeu um pouco o público conquistado nas últimas semanas.

Em post publicado no sábado passado, o TELE-VISÃO já havia atentado ao fato de que o Estrelas, de Angélica, perdeu público desde que mudou de horário no ano passado, pulando da faixa das 14h para às 15h. No entanto, no último sábado, 16, o programa voltou ao seu horário original em razão de transmissão de futebol no dia, que alterou a grade da emissora excepcionalmente. Resultado: exibido após o Jornal Hoje, Estrelas bateu seu recorde de audiência no ano, com média de 13 pontos no Ibope. Na faixa das 15h, o programa dificilmente ultrapassa os 9 pontos. Ou seja, mais uma vez fica provado que o que derrubou o programa de Angélica foi sua mudança de horário. Estrelas tem cara de programa de hora do almoço, isso é fato.

Já no domingo, o programa Eliana, do SBT, há tempos não ficava na vice-liderança no Ibope. No último ano, a atração perdeu terreno para o Hora do Faro, da Record. No entanto, a última edição do programa de Eliana bateu recorde, com média de 10 pontos no Ibope, bem à frente da Record. O bom resultado se deve ao fato de que o SBT optou por não exibir a votação da Câmara dos Deputados sobre o andamento do processo de impeachment da Presidente da República, ao contrário da Record, e se deu bem. Ou seja, assim como Angélica, Eliana colheu os bons frutos aproveitando-se de um dia atípico. E, assim como a loira da Globo, a loira do SBT perdeu terreno no último ano por problemas na grade da emissora. Isso porque a estreia do Mundo Disney derrubou a audiência do SBT no início da tarde de domingo, e Eliana não tem mais a alavanca do Domingo Legal, que enfraqueceu quando perdeu muito tempo de exibição. Com isso, a Record avançou com seus Domingo Show e Hora do Faro.

Enquanto Angélica e Eliana viveram dias atípicos e viram seus índices crescerem, Xuxa Meneghel, da Record, viu sua audiência cair após algumas semanas em curva ascendente no Ibope. Desde que mudou de diretor, o Programa Xuxa Meneghel ganhou mais ritmo e um conteúdo mais diversificado, o que resultou num tímido crescimento: Xuxa pulou de 5 para 7 pontos no Ibope e deixou de perder do Máquina da Fama, do SBT. No entanto, nesta segunda, 18, Xuxa voltou a cair, perdeu para Patrícia Abravanel e voltou à casa dos 5 pontos. Interessante notar que o sobe-e-desce de Xuxa sempre tem a ver com o seu conteúdo: a subida anterior aconteceu em programas mais interessantes; o desta segunda estava fraco toda vida e a audiência caiu. Ou seja, Ignácio Coqueiro ainda não achou um rumo certo para a atração da estrela da Record.

Ou seja, as três loiras precisam de ajustes. Angélica precisa de um programa mais dinâmico se quiser viver mais tranquila na faixa das 15h de sábado da Globo; Eliana precisa de uma alavanca melhor na grade dominical do SBT; e Xuxa precisa de um conteúdo mais diversificado e atrativo do que o que apresenta atualmente. Quem sabe elas não conseguem estabilizar esta verdadeira montanha-russa de audiência?

André Santana

"Liberdade Liberdade" tem potencial

Antes de entrar no ar, a nova novela das onze, Liberdade Liberdade, já vivia uma novela à parte. Desde que foi anunciada sua produção, seus conturbados bastidores povoaram o noticiário televisivo. Baseada na obra Joaquina, Filha de Tiradentes, de Maria José de Queiroz, a trama teve argumento e desenvolvimento inicial realizado pela autora Márcia Prates, sob supervisão de Euclydes Marinho. Mas Marinho acabou deixando o trabalho, sendo substituído por Gloria Perez. Na sequência, foi divulgado que a veterana novelista também deixou o posto, passando o bastão para Mário Teixeira. Eis que, mais adiante, os primeiros capítulos da trama foram reprovados pelo Fórum de Teledramaturgia da Globo, o que culminou com o afastamento de Márcia Prates. Teixera passou de supervisor a autor principal e reescreveu os capítulos, que começaram a ser exibidos na última segunda-feira, 11.

Tanta confusão pode ter deixado o espectador que tem o hábito de acompanhar o noticiário televisivo desconfiado. Afinal, é realmente uma boa ideia uma novela sobre a filha de Tiradentes lutando pela liberdade nas Minas Gerais dos tempos do Brasil colônia? Sem dúvidas, seria uma novela das onze diferente de suas antecessoras, a maioria remakes de tramas dos anos 1970 e contemporâneas. Verdades Secretas inaugurou a sequência de novelas das onze com textos inéditos, mas também contemporânea. Uma trama com um contexto histórico tão “distante” seria bem aceito?

Pois a trama entrou no ar e a impressão ruim causada pelo troca-troca de autores e supervisores foi desfeita. O que se vê no ar é um trabalho da mais alta qualidade. A direção artística de Vinícius Coimbra é acertada e o texto de Mário Teixeira, embora resvale no didatismo em vários momentos, é maduro e funciona. Além disso, a escalação do elenco é acertada e a história que se pretende contar é, sim, bem interessante.

No entanto, os primeiros capítulos de Liberdade Liberdade ainda não apresentaram muito da trama em si, preferindo contextualizar o espectador quanto ao período histórico, daí o tom didático inicial. O primeiro episódio foi todo usado para mostrar a origem de Joaquina (Mel Maia), que, filha de Tiradentes (Thiago Lacerda), vê o pai ser condenado por traição e enforcado. Adotada por Raposo (Dalton Vigh), ela segue com ele para Portugal. Torna-se Rosa (Andreia Horta), crescendo com os mesmos ideais libertários do pai. Ao voltar para o Brasil junto com a coroa portuguesa, ela chega à Vila Rica e se engaja na luta pela liberdade do país.

Como se trata de uma novela, Liberdade Liberdade não escapará da fórmula do folhetim. Mas nesta primeira semana, o fundo histórico acabou tomando conta da tela, dando pouco espaço aos demais elementos da narrativa. Um triângulo amoroso já foi formado. Xavier (Bruno Ferrari) é um jovem médico que acaba de voltar ao Brasil após anos de estudos em Portugal. Ele é prometido de Branca (Nathalia Dill), o melhor partido de Vila Rica. Mas é claro que ele já mostrou interesse por Rosa, despertando a ira da antagonista. Além disso, Rosa será o alvo de Rubião (Mateus Solano), o vilão da história. Foi ele quem entregou Tiradentes à Família Real Portuguesa e se tornou Intendente de Vila Rica. Ele se apaixona pela mocinha, sem saber que ela é filha do homem que traiu.

Como se vê, Liberdade Liberdade tem uma boa história para contar. Além disso, a produção de época caprichada nos remete de imediato às antigas macrosséries da Globo que, por anos, faziam a alegria dos fãs da boa teledramaturgia todo verão, sempre entre janeiro e março. Tramas envolventes e de contextos históricos bem definidos, a maioria de autoria de Maria Adelaide Amaral, marcaram época, como A Muralha ou A Casa das Sete Mulheres. E, por se passar nas Minas Gerais do início do século 19, Liberdade Liberdade ainda nos remete ao clássico Xica da Silva, da TV Manchete, outra boa produção a usar o Brasil colônia como pano de fundo.

Ótima atriz, Andreia Horta não decepciona como a protagonista. A atriz já havia mostrado sua força em trabalhos como a série Alice, na HBO, e emplacado boas personagens em algumas novelas da Globo, como Império. Perdeu o papel de Toia em A Regra do Jogo quando foi definido que Alexandre Nero seria o protagonista (como foram pai e filha em Império, consideraram que seria estranho), mas sua protagonista finalmente chegou. Está muito bem! Seu par na trama, Bruno Ferrari, retorna à Globo após dez anos de bons serviços prestados à Record. Interessante os papéis centrais estarem nas mãos de jovens talentos que ainda não haviam protagonizado na emissora, ainda mais liderando um elenco cheio de grandes e consagrados atores. Já se destacam desde já também Lilia Cabral, como a dona de cabaré Virgínia, e Maitê Proença, despida de vaidades (e de roupas também...) como Dionísia, tia da protagonista, e que explora seus escravos, inclusive sexualmente. Destaque também para Marco Ricca, fazendo um tipo bem diferente do usual como Mão de Luva. Está ótimo!

Ou seja, Liberdade Liberdade tem grande potencial. Reduzindo o didatismo e aumentando o tom folhetinesco, a trama de Mário Teixeira tem grandes chances de cair nas graças da audiência. Além disso, é bom perceber que a preocupação com a variedade de temáticas chegou também à faixa das onze da Globo, um horário com um potencial de experimentação imenso, dado o horário avançado e o formato enxuto e com poucos capítulos. O público agradece.

André Santana

Sob nova direção, RedeTV muda grade e lança programas

Elias Abrão, irmão de Sonia Abrão, e que por anos dirigiu o programa A Tarde É Sua, agora responde pela direção artística da RedeTV. Na função já há algum tempo, o profissional vem estudando a grade do canal e, agora, colocará em prática algumas mudanças na programação. Entre as novidades, novos horários para alguns programas e a estreia de outros novos. As mudanças devem valer a partir de maio.

A primeira mudança será a inversão de horário entre o TV Fama e o RedeTV News. O programa de fofocas, que vai ao ar na faixa das 19h, migrará para às 21h30, após o Show da Fé, de R. R. Soares. Enquanto isso, o telejornal apresentado por Luciano Facciolli e Amanda Klein passa para a faixa das 19h. A ideia é fazer do principal jornal da casa o primeiro entre os telejornais noturnos da TV aberta, enquanto o TV Fama num horário mais avançado terá como missão ser a alavanca para a programação de entretenimento noturna da emissora. Missão espinhosa, pois não é fácil suceder um programa religioso que derruba os índices de audiência, mas ao menos a grade fica mais coerente, pois o TV Fama irá esquentar uma plateia do entretenimento e entregará para a linha de shows. Faz sentido.

Outra novidade é a extinção do Você na TV, de João Kleber. O vespertino, que já foi matinal, está cada dia mais “doido”, apostando em namorados invisíveis e histórias sobrenaturais. Por isso, é melhor mesmo que saia do ar antes que a “criatividade” de sua equipe atinja níveis estratosféricos. Na faixa das 17h, então, entrará um novo programa jornalístico, do qual a emissora ainda não revela muito. Mas, a julgar pelo horário de exibição e sua duração (mais de duas horas diárias), é provável que seja um jornal policial aos moldes do Brasil Urgente, da Band, e Cidade Alerta, da Record. Vale lembrar que a RedeTV exibiu neste horário no passado o Repórter Cidadão, que chegou a ter como apresentadores José Luiz Datena e Marcelo Rezende.

Com a extinção do Você na TV, João Kleber vai retomar seu antigo projeto de programa semanal aos moldes do Cassino do Chacrinha. Chamado de JK Show, a nova atração irá ao ar nas noites de domingo e deve apostar em concursos de calouros e outras variedades. João já deu entrevistas afirmando que será a volta de sua persona bem-humorada. Melhor assim! Ainda aos domingos, deve ser lançado o Plantão Animal, que irá ao ar às 16h e pretende mostrar a ação de hospitais veterinários sem fins lucrativos. Será a volta da emissora ao filão “pet” que explorou por anos com o Late Show, de Luisa Mell (no mesmo horário, inclusive). E também a volta de Jackeline Petkovic, ex-Fantasia e Bom Dia e Cia, à TV. Será ela a apresentadora da nova atração.

Por fim, outra novidade da grade do canal será o Tá Sabendo?, uma mistura de TV Fama e Vídeo Show a ser comandado por Thiago Rocha. A atração será matinal, das 8h30 às 9h30, e terá como missão alavancar o Melhor pra Você. Como se vê, a ideia de Abrão é adequar a grade aproximando programas de maior afinidade, extinguindo outros que não fazem muito sentido e dando certa unidade à programação. É um bom caminho. Mas enquanto o horário do almoço e a faixa das 20h30 ainda estiver sendo locada para igrejas, os resultados fatalmente serão modestos, já que há sérias “interrupções” ao longo do dia. Complicado.

André Santana

News: Nick descobre que existe o livro Grimm

O Canal Universal exibe no dia 22 de abril, sexta-feira, às 21h, o décimo episódio inédito da quinta temporada de Grimm, que conta com a participação especial de Rick Overton (Cloverfield: Monstro) e Carsten Norgaard (Alien vs. Predador).

No episódio "Map of the Seven Knights", o tio de Monroe (Silas Weir Mitchell), Felix (Rick Overton), após descobrir que ele tem um amigo Grimm, entra em contato para enviar fotos que são de interesse de Nick (David Giuntoli). Monroe e Rosalee (Bree Turner) percebem que Felix encontrou um livro Grimm e chamam Nick para vê-lo.

O detetive se interessa pelo livro, mas Monroe não consegue falar com Felix. Nesse momento, Oscar Vasicek (Adam O'Byrne) e Krisztian (Carsten Norgaard) entram em seu antiquário atrás do livro, após matar Andrea (Lucy Paschall), a mulher que o entregou a Felix.

Mais tarde, Felix aparece na casa de Monroe e Rosalee sem avisar para falar com Nick. O detetive começa a desconfiar de Felix e pede o apoio de Trubel (Jacqueline Toboni), que o acompanha até o local. Lá, Monroe explica que Trubel também é Grimm e o Felix se transforma em wesen para se proteger. Após Monroe e Rosalee acalmarem todos, Felix mostra o livro Grimm para Nick e afirma que ele possui outros 20. Além disso, ele conta que os livros pertenciam a um Grimm e estavam escondidos no sótão de sua casa.

Curta o TELE-VISÃO no Facebook: www.facebook.com/blogtelevisao

"SuperStar" não tem cara de programa de domingo

Mesmo sem emplacar em suas duas primeiras edições, o SuperStar estreou a sua terceira temporada no último domingo, 10, e desta vez nas tardes da Globo. E, ao considerar os parcos resultados da estreia, este terceiro ano também deverá caminhar aos trancos e barrancos. Se quando exibido à noite, o reality show musical era freguês do Programa Silvio Santos, à tarde poderá ter problemas com o Domingo Show, da Record.

Se a ideia da Globo era manter os bons resultados alcançados pelo The Voice Kids, que ocupava a faixa até a semana retrasada, a missão não foi bem-sucedida. A atração apresentada por Fernanda Lima rendeu 10,5 pontos no Ibope, ante 16 pontos de média registrada pela competição infantil de Tiago Leifert. Na média, ficou apenas 1 ponto atrás da Record, chegando a ficar atrás do programa de Geraldo Luís em alguns momentos.

Há quem acredite que a ideia de exibir o programa de tarde, e não mais de noite, tenha a ver com o bom resultado do The Voice na faixa. Nesta lógica, outra competição musical poderia render tanto quanto. No entanto, acho que é mais provável que a mudança de horário do SuperStar tenha a ver, principalmente, com a falta de um produto para ocupar o horário. Com o Esquenta! anunciado para voltar apenas no segundo semestre, e Tamanho Família, de Marcio Garcia, ainda em fase de produção, a faixa do início da tarde dominical ficou vaga ao final do The Voice Kids. Remanejar o SuperStar seria uma maneira de ocupar a faixa e ainda a chance de testar o programa num outro horário, já que os resultados alcançados nas noites de domingo deixaram a desejar.

Com uma estreia nervosa, como aconteceu nos anos anteriores, SuperStar foi alvo de muitas críticas. Um erro de Daniela Mercury, que estreia como jurada na competição, acabou prejudicando uma banda participante (embora a emissora tenha avisado que voltou atrás e a banda seguirá na competição) e repercutiu negativamente. O aparente nervosismo de Fernanda Lima, os comentários meio sem propósito de Sandy, ou algumas farpas trocadas nas avaliações também foram apontados como pontos negativos da estreia.

Mas o principal motivo para que SuperStar nunca tenha decolado na Globo, a meu ver, não tem muito a ver com suas possíveis falhas técnicas, e sim com o dia de exibição. A programação de domingo, historicamente, possui uma grade que conversa com a família, buscando um público bastante heterogêneo e popular. Por isso mesmo, o Programa Silvio Santos consegue bons resultados ali, assim como o Sai de Baixo, também um programa popular, reinou por muitos anos no mesmo horário. À tarde, a coisa é ainda mais complicada, pois é quando a família está reunida diante da TV. The Voice Kids funcionou porque era um bom entretenimento familiar e popular. Mas SuperStar é uma competição de bandas, muitas delas alternativas e que cantam canções de autoria própria. A atração simplesmente não conversa com o público dos domingos. A emissora, portanto, deveria ter trocado o dia de exibição, e não apenas o horário.

Particularmente, gosto muito do SuperStar, e justamente pelas características apontadas acima. O programa é um palco de novidades, com muitas bandas alternativas e músicas novinhas. Sangue novo provando que há muita coisa boa escondida no cenário musical brasileiro. Mas não acho que seja isso que o público médio dos programas de domingo queira ver. SuperStar, em suma, não tem cara de programa de domingo.

André Santana

"Estrelas" completa 10 anos, mas Angélica merecia mais

Prestes a completar 20 anos de Rede Globo, a apresentadora Angélica comemora a marca de dez anos à frente do Estrelas, semanal no qual conversa com celebridades nas tardes de sábado. Uma marca impressionante, se considerarmos que o Estrelas estreou bem despretensioso. E também uma marca sinônimo de desafio, já que a atração, após 8 anos numa confortável liderança no Ibope, passou a tomar alguns sustos no ano passado, quando mudou de horário e passou a ser exibido em rede nacional. Mas é o espaço que Angélica, uma das principais apresentadoras da nossa TV, conseguiu consolidar, mesmo parecendo muito pouco para ela.

Estrelas estreou em 08 de abril de 2006. Uma das primeiras informações sobre a estreia foi dada pelo jornalista Daniel Castro, em sua coluna Outro Canal, na Folha de S. Paulo. O jornalista noticiou que Angélica, finalmente, iria ganhar seu tão sonhado programa solo, após alguns anos dedicados ao Vídeo Game, no Vídeo Show, e ao reality show musical Fama. O colunista informou ainda que o novo programa seria uma espécie de versão do Vídeo Show dedicado ao mundo das celebridades, funcionando como uma verdadeira “Caras eletrônica”. Alguns dias depois, foi anunciado que o nome do programa seria Estrelas, e ele substituiria a edição de sábado do próprio Vídeo Show, após o Jornal Hoje. Na época, André Marques e Angélica apresentavam juntos a edição de sábado do programa. Ou seja, a apresentadora seguiria no comando do horário, mas desta vez sozinha.

Quando estreou, Estrelas já apresentava um formato bem parecido com o atual. A diferença é que o programa tinha um cenário fixo. Num ambiente semelhante a uma sala de estar, Angélica recebia seus convidados num sofá. Todos eles assistiam juntos às matérias externas do programa, que eram exibidas num telão, e teciam comentários sobre o que era visto. Na época, alguns colunistas comparavam o sofá de Angélica ao sofá da Hebe, com a diferença de que não havia auditório no cenário da loira da Globo. Mas, como as externas davam a tônica do programa, foram elas que permaneceram. O Estrelas ficou fora do ar no período da Copa do Mundo de 2006 e, quando voltou, já não tinha mais o cenário fixo.

Desde então, Angélica aparece conversando com artistas, esportistas e outros famosos em situações diversas. Seja mostrando momentos do cotidiano, ou um passeio ao mercado, ou ainda numa limusine, a pauta do programa variava de acordo com o convidado. Alguns quadros fixos compõem a atração até hoje, sendo o mais antigo o Sabores, no qual celebridades cozinham para Angélica. Há ainda o Meu Cantinho, no qual Angélica visita a casa do convidado, ou o Estrela da Estrela, quando um convidado apresenta uma pessoa importante de sua vida. Recentemente, a atração foi feliz ao lançar dois novos quadros muito interessantes: Minha Vida de Estrela e Origem das Estrelas. No primeiro, um convidado passeia por um ambiente no qual telões relembram declarações que ele fez ao longo de sua carreira. Grandes nomes, como Tony Ramos, Gloria Pires e Betty Faria já passaram pela sabatina de Angélica, sempre proporcionando ótimos momentos. Já no segundo, Angélica revela detalhes interessantes da árvore genealógica do convidado, sempre com muitas curiosidades, como quando Miguel Falabella descobriu um parentesco distante com a atriz Malu Mader.

E foi assim, tocando uma trajetória sem grandes sobressaltos, que Estrelas construiu sua história ao longo de dez anos na grade da Globo. No entanto, no ano passado, o programa, pela primeira vez, ficou em estado de atenção. Isso porque seu horário mudou, passando da faixa das 13h45 para às 15h, entrando na grade nacional do canal. Mas o formato do programa não acompanhou esta mudança, e o que era interessante na hora do almoço passou a soar meio sonolento no meio da tarde. Com isso, a audiência do Estrelas, pela primeira vez em sua história, caiu. O programa ainda segue líder de audiência, mas passou por alguns sustos. Algumas mudanças foram feitas, sobretudo na edição, no intuito de deixar o programa mais dinâmico.

Dez anos de um programa é uma marca respeitável, e Estrelas chega a esta idade com todos os méritos. Angélica é uma ótima apresentadora, simpática e carismática, e consegue registrar bons momentos de seus convidados. Trata-se do programa mais longevo da carreira de Angélica, ao lado do Vídeo Game, que também chegou aos dez anos. Um feito e tanto na carreira da apresentadora que cresceu diante das câmeras, já foi a principal estrela da extinta Manchete, e chegou tanto ao SBT quanto à Globo com status de artista do primeiro time. Famosa por seus programas infantis, a apresentadora cresceu e já não combinava mais com aquele tipo de programa, fazendo uma bem-sucedida transição para a condução de programas para a família. Quando Estrelas entrou no ar, Angélica tinha acabado de passar por uma mudança de imagem, e, na época, pesquisas especializadas a colocavam como uma das artistas mais queridas e de maior credibilidade do país. Ela estampava capas de revistas e sua carreira na publicidade estava em alta, já que ela passava a imagem de mulher madura, independente e bem-sucedida. Ao se casar com o também apresentador Luciano Huck, potencializou a imagem “família” que já transmitia.

No entanto, Estrelas parece muito pouco para Angélica. Ela é uma de nossas melhores apresentadoras da atualidade e construiu uma sólida carreira na TV. Carreira esta sempre construída diante de um auditório. Angélica é exímia animadora, tem uma presença de palco impressionante e sabe comandar game shows como poucos. Mas, sabe-se lá por que, acabou consolidando um espaço num programa de entrevistas com uma pegada mais intimista, que pouco tem a ver com sua trajetória anterior. Assim, ficou a impressão de que o programa que assina, na verdade, carrega muito pouco dela. Angélica é ótima na condução do Estrelas, bem entendido, mas o formato da atração não permite que todo o seu potencial seja aproveitado. Sem dúvidas, ela merecia mais espaço do que o que ocupa atualmente.

Sendo assim, este seria um bom momento para uma reformulação total do Estrelas. Com dez anos no ar, o programa poderia continuar explorando esta marca que consolidou, mas com uma nova roupagem. Por que não voltar às origens e resgatar o sofá que o acompanhou em seus primeiros meses de vida? E por que não colocá-lo diante de um auditório, no qual Angélica pudesse voltar a exercitar todo o seu viés de animadora? As externas podiam continuar, mas sendo costuradas por ações num palco, que valorizasse tanto a anfitriã quanto o convidado. Seria uma forma de Angélica voltar a aparecer na TV como a estrela que sempre foi.

André Santana

"Tá no Ar" e "Pé na Cova": semana de despedidas na Globo

Está sendo uma semana de dolorosas despedidas na tela da Globo. Já nos despedimos do Amor & Sexo que, segundo consta, não voltará mais ao ar. Agora, é tempo de dar adeus a outros dois programas que também se destacaram positivamente na grade da emissora: Tá no Ar, com um dos seus melhores episódios, encerrou sua terceira temporada na terça-feira, enquanto Pé na Cova despediu-se do público na noite de ontem, 07. Ao contrário do humorístico de Marcelo Adnet e Marcius Melhem, que deve voltar em 2017, na Cova não volta mais.

Falemos primeiro do Tá no Ar. A atração, que estreou fazendo barulho ao mostrar uma Rede Globo livre de amarras, seja satirizando marcas e comerciais, seja citando emissoras concorrentes e seus funcionários, fica cada vez melhor. Nesta última temporada, o programa foi fundo na crítica política e social, sempre se baseando em personagens e formatos de programas de TV.

Tá no Ar tem inúmeras qualidades. Uma delas é fazer humor na contramão do que normalmente se faz por aí: são os grandes e poderosos os “atacados”, e não as minorias que costumavam ser estereotipadas e ridicularizadas em programas arcaicos ditos “humorísticos”. Além disso, é um prato cheio para quem curte TV, pois brinca com formatos variados, fazendo o público reconhecê-los e se divertir com eles. O Jardim Urgente, que brinca com os programas policiais, segue tinindo, mas este ano ganhou concorrentes tão inspirados quanto, como o Domingo Nervoso (com uma paródia de Gugu em “pegadinhas” com famosos), ou o Te Prendi na TV, sátira do Você na TV que brincava com a falta de conteúdo do vespertino da RedeTV. O último episódio da temporada foi o melhor de todos: a reunião das Helenas de Manoel Carlos foi uma grande sacada; e a homenagem ao Carlos Alberto de Nóbrega recriando a “Velha Surda” foi especial. Volte logo, Tá no Ar!

E quem se despediu sem a intenção de voltar foi o Pé na Cova. A excelente comédia sobre o bizarro escrita por Miguel Falabella evoluiu com o passar dos anos, partindo do humor das esquisitices para uma verdadeira ode à vida, com muita poesia e reflexão. Os personagens do Irajá criaram vida própria, levantando importantes bandeiras contra a intolerância e a favor da diversidade. Adoráveis malucos que, aos poucos, passaram a conviver com o passado, mergulhando fundo num lirismo raro de se ver numa TV aberta. Se o texto era impecável, ele ainda era mais valorizado com o elenco certeiro da produção.

Mais do que uma “família Addams” tupiniquim, Pé na Cova trazia, a cada episódio, reflexões profundas sobre a vida. Com uma ponta de melancolia e ternura, emocionou. E, claro, divertiu horrores com os diálogos surreais, sobretudo aqueles que escancaravam a ignorância ingênua daquelas figuras. E como se não bastassem todas estas qualidades, o programa ainda terá o mérito de ter sido o último trabalho na TV da genial Marília Pêra, que nos brindou com este trabalho póstumo e nos deu a chance de, pela última vez, vê-la em cena num esplendor absoluto. Como foi bom tomar este último gim com Darlene. Ruço e companhia farão falta, mas já deixaram sua marca em nossos corações. Valeu!

André Santana

News: Canal Universal estreia "Shades of Blue"

O Canal Universal estreia a série Shades of Blue no dia 7 de abril, às 22h. Serão exibidos os dois primeiros episódios inéditos do primeiro ano da série em sequência.

No episódio piloto, os policiais Harlee Santos (Jennifer Lopez) e Michael Loman (Dayo Okeniyi) investigam um possível traficante de drogas, Jamarr (Ify Enemuo), após a denúncia de uma vizinha. No local, enquanto Harlee afasta uma criança que estava brincando no corredor, Michael escuta tiros vindos de dentro do apartamento. Ele acaba atirando no suspeito antes de perceber que o barulho era de um de jogo de vídeo game. O amigo de Jamarr, que também estava no local, conseguiu fugir.

Já em "Original Sin", o agente do FBI, Robert Stahl (Warren Kole), prende Harlee por aceitar suborno e mostrar os crimes de outras duas pessoas da equipe. Ele a solta após ela aceitar ser informante do FBI. Ele coloca uma escuta no colar de Harlee para observar tudo o que acontece na delegacia.

Shades of Blue traz a história de uma policial de Nova York e mãe solteira, Harlee Santos (Jennifer Lopez), que acaba entrando para um grupo de policias corruptos, aceitando subornos usados para dar uma vida melhor à sua filha. Mas, quando ela é desmascarada pelo FBI e forçada a delatar os policias do grupo corrupto ao qual pertence, terá que caminhar sob a linha tênue entre amor, lealdade, honra e traição em nome do futuro de sua filha.

Barry Levinson (episódio piloto), Elaine Goldsmith-Thomas, Benny Medina, Ryan Seacrest e Nina Wass são produtores executivos ao lado de Jack Orman, Adi Hasak e Jennifer Lopez. Shades of Blue é produzida pela Universal Television, Nuyorican Productions, EGTV e Ryan Seacrest Productions. A produção ainda conta com os atores Warren Kole (The Avengers), Dayo Okeniyi (Jogos Vorazes), Drea de Matteo (The Sopranos), Hampton Fluker (Um Sonho Possível), Vincent Laresca (O Espetacular Homem-Aranha) e Sarah Jeffery (Descendants).

Siga-me no TWITTER: www.twitter.com/AndreSanBlog

"Amor & Sexo" sai de cena prestando serviço

O último episódio da nona temporada de Amor & Sexo foi ao ar na noite do último sábado na Globo. A atração de Fernanda Lima estava em ritmo de despedida: a trupe que a acompanha relembrou momentos e houve muitos olhos marejados. Segundo diversas entrevistas de Fernanda, o programa não volta mais. Como a temporada de 2013 foi anunciada como a última e houve mais duas depois dela, tínhamos uma pontinha de esperança de que não seria o fim definitivo, mas parece que desta vez a coisa é séria. Amor & Sexo não deve mesmo voltar.

Mas que bom que o programa ganhou uma sobrevida! E, diga-se, foi justamente o anúncio da temporada de 2013 como sendo a última que serviu como injeção de ânimo para que a atração retornasse mais algumas vezes, sempre em forma. Naquele ano, Amor & Sexo já entrou em cena num programa sobre nudez, colocando inclusive figurantes nus no palco. A ousadia fez barulho e a temporada seguiu em alta, tanto que o que seria a última leva acabou garantindo um retorno. Voltou em 2014. Em 2015, com o fim da terceira linha de shows das quintas-feiras, o programa não voltou, mas conquistou uma vaguinha nas noites de sábado logo no início do ano de 2016.

Esta temporada que acaba de se encerrar representa bem o que foi o Amor & Sexo desde que o programa foi criado e sua evolução. A atração estreou como um game show de comportamento, transformou-se numa espécie de “casos de família” sem barraco, até azeitar a fórmula e se transformar numa grande arena de debates. Cada temporada passou a abordar assuntos pertinentes, levantando bandeiras contra a hipocrisia e a favor do diálogo e da diversidade. Nesta última leva, o programa foi fundo na questão da identidade de gênero, promovendo um debate inteligente e sem preconceitos, com muita coragem e informação. Coisa rara de se ver na TV aberta, diga-se.

No episódio final, Fernanda Lima encerrou o programa com um discurso no qual ressaltou o valor da tolerância e do amor ao próximo. Falou da importância da informação para que possamos, dia a dia, desconstruir ideias e valores ultrapassados e compreendermos, todos, o que realmente vale a pena. E que todo ser humano é igual e diferente, e é isso o que nos faz humanos.

Amor & Sexo foi um grande acerto da Globo. Em todos os sentidos. Foi entretenimento da melhor qualidade. Foi divertido, informativo, cheio de nuances. Colocou Fernanda Lima, à vontade diante de uma auditório como poucas, tornando-a uma de nossas principais animadoras da nova geração. Com o fim do programa, Fernanda merece uma nova atração tão boa quanto. Amor & Sexo deixa saudades.

André Santana 

Sabrina Sato ainda não é Sabrina Sato em seu programa

Sabrina Sato é uma das criaturas mais adoráveis da televisão brasileira. Simpática, bonita, divertida e bem humorada, a apresentadora da Record parecer ser uma unanimidade. Circula bem em todos os ambientes, é uma das campeãs de publicidade, enfim, tem entrada nos mais variados segmentos. No entanto, esta Sabrina descrita parece mais evidente diante do público quando ela aparece de visita em outros programas que não o dela. Recentemente, Amaury Jr a entrevistou num baile de carnaval e a conversa foi hilária. Na própria Record, Sabrina rouba a cena quando aparece de convidada em programas como Legendários, Hora do Faro ou Programa Xuxa Meneghel. A “japa” também roubou a cena como apresentadora do especial Família Record, ao lado de Gugu, onde divertiu com tiradas espirituosas.

No entanto, ao completar dois anos à frente do Programa da Sabrina, sua atração nas noites de sábado da emissora, a ex-musa do Pânico ainda não disse a que veio. Não que o programa seja propriamente ruim, ou que a própria Sabrina seja uma anfitriã ruim. Nada disso. Na falta de grandes atrações nas noites de sábado, o programa até se coloca como um bom entretenimento. E Sabrina é uma apresentadora correta. Mas é só isso. E é muito pouco, se considerarmos justamente tudo o que foi colocado no parágrafo acima: Sabrina é muito mais do que aparece no programa que assina.

O Programa da Sabrina parece um programa de auditório “genérico”, tal qual a grande maioria das atrações de auditório da Record. Há pouca (ou nenhuma) diferença entre o programa de Sabrina Sato, ou o Domingo Show de Geraldo Luis, ou ainda Hora do Faro, do “muso” do canal, Rodrigo Faro. Atrações musicais e games no palco, muitas externas com entrevistas com artistas e matérias melodramáticas fazem parte da receita destes três programas. Até os cenários se assemelham, e se algum desavisado assistir a algum deles sem se ater ao dia e ao horário, pode até ficar confuso sobre qual programa, afinal, está assistindo.

Se o formato não ajuda, Sabrina Sato à frente dele surge morna. Em seu próprio programa, Sabrina parece sempre mais apagada do que em suas participações em outras produções. No palco, ainda não encontrou sua persona como animadora. E em externas, que ela costumava arrasar no Pânico com sua irreverência, aqui ela também não rende tanto quanto poderia. Sendo assim, se na falta da apresentadora Sabrina Sato, outra pessoa tivesse que apresentar o Programa da Sabrina, haveria pouca (ou nenhuma) diferença.

Isso não parece ser um problema para a direção da Record. Completando dois anos no ar, o Programa da Sabrina consolidou-se na vice-liderança em seu horário de exibição, com média em torno de 7 pontos no Ibope. Nada mal, ainda mais se levarmos em consideração que o Programa da Sabrina surge “solto” na grade de sábado da emissora, que atualmente é fraca de atrações de variedades. Assim, o programa também se coloca como uma boa alavanca ao Legendários, de Marcos Mion.

Sabrina Sato é uma vencedora. Conheceu a fama como participante do Big Brother Brasil, conseguiu manter-se em evidência graças ao seu bom desempenho no Pânico na TV e Pânico na Band, e soube bem definir a hora certa de alçar voo solo, conquistando seu espaço num programa só seu. Um feito e tanto, e com todos os méritos. Mas, sem dúvidas, o Programa da Sabrina seria mais interessante e divertido se a mesma Sabrina vista no Pânico ou em entrevistas também desse as caras por ali. Não é impossível. Quem sabe, com mais uns anos de experiência, a “japa” finalmente se encontre em seu próprio programa? Ficamos na torcida.

André Santana

Ver mensagens anteriores

Desenvolvimento: Paulo Freitas Nobrega com Bootstrap 3.3.5