Globo completa 50 anos enfrentando desafios

Logo mais à noite, a Globo exibe um show especial em comemoração aos seus 50 anos. Realmente, é um marco a se celebrar. Afinal, neste meio século de vida, a emissora tornou-se uma potência da comunicação, primando pelo desenvolvimento técnico e artístico, alçando o título de uma das mais importantes produtoras de televisão do mundo. Líder absoluta de audiência no Brasil, a Globo prima pelo acabamento de seus produtos, seja no jornalismo, na linha de shows ou, principalmente, na sua dramaturgia.

No entanto, o canal comemora 50 anos em meio a uma série de desafios. Sua atual grade de programação enfrenta, hoje, uma fuga de público. Tal fato ainda não sinaliza sua perda de liderança, mas faz com que seus diretores fiquem mais atentos às mudanças nos hábitos do público. Atualmente, a preocupação maior do canal atende pelo nome de Babilônia. A novela das nove, principal produto da Globo e da televisão brasileira, nunca foi tão pouco assistida quanto o cartaz atual, de autoria de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga. Para tentar reverter a queda, a emissora já vem promovendo ajustes no enredo, mas nada que sinalize para uma grande virada em seus números. A trama começou interessante, mas as tais mudanças têm descaracterizado a história inicial, o que pode desagradar quem a comprou desde o início. Vale a pena transfigurar uma história desta maneira?

O desempenho aquém das expectativas de Babilônia faz surgir uma série de análises denunciando uma nova crise das novelas brasileiras. No entanto, nestes 50 anos de Globo, o que ficou claro é que estas crises são cíclicas e acontecem de tempos em tempos. Logo deve vir uma nova trama que “pegará” e trará de volta os espectadores perdidos por Babilônia. Taí os horários das seis e sete que não nos deixa mentir: Sete Vidas e Alto Astral conseguiram reverter a tendência de queda que estas faixas vinham desenvolvendo. Até mesmo a atual temporada de Malhação também conseguiu estancar a queda, enquanto o Vale a Pena Ver de Novo vive uma boa fase com o repeteco de O Rei do Gado.

A atual linha de shows da emissora também vive um momento de contrastes. Há coisas boas no ar, como a última temporada de Tapas & Beijos, que parece rumar a um desfecho com chave de ouro. A série protagonizada por Fernanda Torres e Andrea Beltrão estreou sob o desafio de substituir o desgastado Casseta & Planeta e foi bem-sucedida na missão: estreou cambaleante no roteiro, mas logo encontrou um rumo e seus personagens criaram vida própria. Sairá do ar este ano e deixará saudades. Outro bom produto em exibição é Os Experientes, que, mesmo no horário ingrato da sexta à noite, tem emocionado com boas histórias, excelente direção e um elenco de veteranos primoroso. O problema maior da linha de shows é mesmo a novidade Chapa Quente, que estreou para substituir A Grande Família, mas não disse a que veio. De humor batido, daqueles que provocam riso amarelo, a produção não tem grandes personagens ou situações, e Leandro Hassum e Ingrid Guimarães parecem repetir os mesmos tipos de sempre. Muito chata.

Enquanto isso, as tardes da emissora também carecem de atenção. O clássico Vídeo Show já foi uns quatro programas diferentes apenas nos dois últimos anos, o que o descaracterizou e o desgastou. Mesmo a fase atual, com Monica Iozzi e Otaviano Costa, tendo suas qualidades, fato é que as constantes mudanças fizeram o público fugir e parece que não estão dispostos a voltar. Ainda é cedo para conclusões mais definitivas, afinal a nova fase acaba de estrear, mas pode-se questionar se vale mesmo a pena insistir na atração. Outro clássico que também passa por desgaste é a Sessão da Tarde. Aliás, não só esta, mas todas as faixas de filmes da grade já não fazem mais muito sentido. Afinal, quem quer ver filme tem um sem-número de opções atualmente, e não precisa de TV aberta para isso.

Por isso mesmo, a atual grade tem um grande acerto com a extinção do Cine Fã-Clube, exibido até a semana passada nas tardes de sábado. Com isso, o Estrelas passa a ser exibido mais tarde e, consequentemente, em rede nacional. Assim, a Globo corrige um erro que já vinha de anos, ao “esconder” um produto seu e de qualidade numa faixa local, enquanto exibia filmes de gosto duvidoso para todo o país. As mudanças na grade de sábado também ampliam os espaços da programação das emissoras afiliadas, que seguem ocupando a faixa pós-Jornal Hoje, e também as manhãs. E as retransmissoras sem programas locais neste horário agora exibem o Como Será? mais tarde, às 7h. Excelente mudança.

Outra mudança que se revelou bem-sucedida na história recente da Globo foi a reformulação de sua grade matinal. O canal aumentou o espaço do jornalismo, que agora começa às 5h, e substituiu a programação infantil por programas ao vivo de variedades, dando mais flexibilidade e dinamismo à programação. A trinca Mais Você, Bem Estar e Encontro com Fátima Bernardes, que estreou sob muitas desconfianças, revelou-se uma boa ideia, afinal!

Ou seja, são muitos os erros e acertos, algo normal numa trajetória tão longa e cheia de percalços. Fato é que a Globo tem muito o que comemorar neste aniversário de 50 anos, pois construiu uma potência televisiva que tem o trunfo de valorizar o talento brasileiro. Parabéns!

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 11h59
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"Malhação" completa 20 anos fazendo as pazes com o sucesso

Amanhã, a novelinha adolescente Malhação chega a uma importante marca. Pois foi no dia 25 de abril de 1995, ao som de “Assim Caminha a Humanidade”, com Lulu Santos, que a trama da tarde foi ao ar pela primeira vez. De lá para cá, Malhação passou por altos e baixos, sofreu algumas mudanças no formato e, vira e mexe, é ameaçada de sair do ar, até que acerta a mão e volta aos holofotes. Nestes anos todos, o programa teve o trunfo de servir como celeiro de talentos à Globo e ainda ser palco de discussões sobre assuntos da juventude.

Quando entrou no ar, Malhação não era uma novela, e sim um seriado diário cujas histórias duravam uma semana. Tudo se passava numa academia, que dava nome à trama, de propriedade de Paula (Silvia Pfeifer), e era palco da história de amor envolvendo Héricles (Danton Mello) e Isabella (Juliana Martins). Destaque para Mocotó (André Marques), típico “jovem ‘experto’ carioca” que caiu nas graças do público do programa e sobreviveu às primeiras mudanças de elenco. Tornou-se até o dono da academia e também “apresentador”, quando Malhação, numa de suas reformulações, passou a ser ao vivo. Em queda no Ibope, Malhação só decolou quando, em 1999, ganhou formato de novela e deixou a academia para se instalar num colégio.

Foi justamente Mocotó quem fez a “ponte” entre as temporadas, vendendo a academia Malhação e abrindo, ao lado, o restaurante Guacamole – a academia, assim, tornava-se o colégio Múltipla Escolha (e o Guacamole viraria Gigabyte tempos depois). Na fase Múltipla Escolha, as histórias se passavam no colégio, na lanchonete, no clube e nas casas dos protagonistas, enquanto o elenco e a trama se renovava de tempos em tempos. Assim como num colégio real, o lugar recebia novos alunos e era palco de novas histórias todos os anos, garantindo a renovação da trama. Esta fase fez Malhação atingir índices respeitáveis de audiência, como na temporada de 2004, a da Vagabanda, maior sucesso da história da atração.

Porém, a fase Múltipla Escolha foi perdendo fôlego conforme as tramas foram ficando repetitivas. Logo começaram algumas mudanças, como a substituição do Múltipla Escolha pelo Primeira Opção. Mas a simples mudança de escola não refrescou a situação, e Malhação acabou adotando, novamente, um novo formato: em 2011, com a estreia de Malhação Conectados, cada temporada passou a contar uma história única, sem relação com a trama anterior e sem cenário fixo. Neste contexto, cada temporada passou a ter, também, autores e diretores de núcleo distintos. Como na grande primeira mudança, o novo formato de Malhação também foi “pegando” aos poucos, e pode-se dizer que a trama atual, chamada de Malhação Sonhos, conseguiu reverter a tendência de queda de audiência da atração. Escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm, com direção de núcleo de José Alvarenga Jr, e tendo como cenário uma academia de artes marciais e uma escola de artes, a história tem boa audiência e boa repercussão nas redes sociais.

Sendo assim, Malhação tem motivos para comemorar seus 20 anos, pois vem conseguindo provar que, apesar das constantes ameaças de cancelamento, têm sim a capacidade de se renovar de tempos e tempos e, assim, garantir sua longevidade. Para marcar a data especial, o programa exibirá amanhã, dia 24, uma abertura que resgatará personagens marcantes destes anos de produção. E para aumentar o clima saudosista, a próxima temporada do programa será assinada por Emanuel Jacobina, um dos criadores da atração e responsável por uma de suas grandes reformas, quando a academia deu espaço à escola. Parabéns a todos os responsáveis pela longevidade de Malhação. Há quem torça o nariz, mas é fato que se trata de um feito e tanto!



Escrito por André San às 21h09
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Mudando de Canal: RedeTV contrata Edu Guedes e Celso Zucatelli

Celso Zucatelli e Edu Guedes são os novos contratados da RedeTV. Na tarde de ontem, 22, os apresentadores estiveram na sede da emissora, em Osasco, onde foram recebidos por executivos do canal para as assinaturas dos contratos.

Na emissora de Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho, Zucatelli e Edu vão comandar o Melhor pra Você, um programa matinal exibido de segunda a sexta-feira. Entusiasmado com a nova atração, que tem estreia prevista para maio, Zucatelli falou sobre a parceria com Edu neste retorno à TV.  "Trabalhar com ele é um prazer enorme, temos uma amizade e uma relação de confiança que vai além de qualquer coisa. Torcemos muito um pelo outro e quando estamos juntos isso cresce. Montar uma equipe com essa mesma vibração e encontrar um lugar tão especial como a RedeTV, que acredita no projeto, tem uma estrutura incrível e nos recebeu de braços abertos, é uma satisfação muito grande. Não tem como não estar feliz!".

Edu Guedes também comemorou a chegada à nova casa. "Para mim é muito importante estar aqui, na RedeTV. Gostaria de agradecer, realmente, pela oportunidade de realizar esse trabalho e, depois de mais de 20 anos de experiência, continuar levando amor e carinho para tantos lares no Brasil através da culinária. A RedeTV ouviu o público. A RedeTV quer o que o público quer", disse Edu.

Wanderley Villa Nova assina a direção-geral do Melhor pra Você, que terá uma terceira apresentadora, também oriunda da Record. Com a recusa de Chris Flores, que permanece na emissora da Barra Funda, a RedeTV contratou Mariana Leão, que apresentava o segmento carioca do Hoje Em Dia.

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Escrito por André San às 21h07
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Márcio Garcia pode voltar à Record

Lá pelos idos de 2004, quando a Record resolveu ser grande, surpreendeu a todos ao contratar alguns nomes que, até então, eram medalhões da Globo. Um deles era Márcio Garcia, que acabara de explodir como o michê Marcos, da novela Celebridade, trama que atuou após passar anos na função de apresentador do dominical Gente Inocente, também bem-sucedido. Na emissora paulista, Márcio estreou no comando do game show com cores de reality Sem Saída, até ser escalado para substituir Raul Gil nas tardes de sábado, nascendo assim O Melhor do Brasil. Também fez pontas nas novelas Prova de Amor e Vidas Opostas.

O Melhor do Brasil estreou tímido, com um formato de “show de talentos”, promovendo concursos no estilo “quem é o melhor cantando?” ou “quem é o melhor dançando?”. Aos poucos, a atração foi perdendo o ar de concurso para se tornar um programa de variedades, e foi crescendo. Márcio, super à vontade diante de uma plateia, comandava uma série de quadros interessantes, entrevistas com celebridades, games e o hit Vai Dar Namoro. Com o sucesso da atração, o apresentador recebeu convite para voltar à Globo e aceitou, entregando o comando de seu programa para Rodrigo Faro. Na “nova velha” emissora, Márcio estreou sob a promessa de fazer uma novela e, depois, ganhar um programa de auditório.

A novela foi Caminho das Índias, e Márcio viveu Bahuan, o mocinho da história. Porém, o protagonista não funcionou e tornou-se coadjuvante, perdendo espaço para o terceiro vértice do triângulo amoroso central da trama de Gloria Perez, o Raj de Rodrigo Lombardi. Apagado, Márcio acabou vendo a promessa de seu programa não sair do papel. Enquanto isso, seguiu engatando trabalhos como ator, como na série Na Forma da Lei. Chegou a declinar de personagens em Fina Estampa e Guerra dos Sexos. Sua última novela foi Amor à Vida, onde participava de um núcleo constrangedor. E, no momento, Márcio pode ser visto numa participação na série Tapas & Beijos, mas, segundo o site Na Telinha, seu contrato com o canal carioca chegou ao fim e não foi renovado.

Por isso, segundo Flavio Ricco, o passe de Márcio vem despertando o interesse da concorrência. O colunista do UOL informou que, nos bastidores da Record, não se descarta trazer o apresentador e ator de volta aos domínios da Barra Funda. Ainda segundo Ricco, existe até mesmo a possibilidade de Márcio voltar a comandar O Melhor do Brasil. Como se sabe, o título foi extinto após ser transferido para as tardes de domingo e virar o atual A Hora do Faro, de Rodrigo Faro.

Há alguns anos se dedicando ao cinema, não se sabe ao certo se é do interesse de Márcio Garcia voltar a comandar um programa de variedades semanal. Mas que seria uma boa ideia, ah, isso seria! As tardes de sábado da Record estão jogadas às traças, e uma volta de O Melhor do Brasil sob a batuta de Márcio seria uma bela opção. Afinal, Márcio é um excelente apresentador (sempre disse aqui que ele é melhor apresentador do que ator). Por essas e outras, não dá pra entender o que se passa na cabeça dos diretores da Globo, que tinha um apresentador do calibre de Márcio Garcia na geladeira, enquanto se apostava em Zeca Camargo e Otaviano Costa para o Vídeo Show, por exemplo. Agora, fala-se até que o canal deve apostar no ator Ricardo Pereira como um dos apresentadores do novo programa das manhãs de sábado. Vai entender... Bom, Márcio seria um belo reforço para a Record, que vem apostando em programas de auditório diversos. Um cast de animadores formado por Gugu Liberato, Xuxa Meneghel, Rodrigo Faro e Márcio Garcia não seria uma má ideia.

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Escrito por André San às 19h43
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"Tá no Ar" tem brilhante segunda temporada

Se em sua primeira temporada, o humorístico Tá no Ar – A TV na TV surpreendeu o público e a crítica ao tratar, com bom humor e muita ironia, da programação da televisão (incluindo-se aí personagens e formatos da Globo e da concorrência), na segunda temporada a atração sagrou-se, em definitivo, como uma das melhores novidades dos últimos anos na nossa TV. Nesta segunda leva, Marcelo Adnet, Marcius Melhem e cia voltaram ainda mais afiados, atirando para todos os lados e passando por cima de tudo que é tabu. Até mesmo temas espinhosos, como religião, não escaparam do olhar crítico da trupe.

A temporada começou já fazendo barulho em quadros como Barracos da Bíblia, no qual satirizava o formato do Casos de Família, do SBT, e protagonizado por personagens bíblicos. A Galinha Convertidinha mostrou-se um hit infantil, com paródias das clássicas canções infantis que alfinetava diversas religiões. Quadros que deram certo no ano passado voltaram ainda melhores, como o Jardim Urgente, sátira dos programas policiais Brasil Urgente e Cidade Alerta, que acertou em cheio na dose de ironia. O apresentador que se comporta como paladino da justiça tratando de casos passados na pré-escola diverte e ainda expõe a infantilidade do tom que estes programas costumam adotar.

O último episódio da temporada de Tá no Ar, exibido na última quinta-feira, 16, fechou a safra com chave de ouro. Numa homenagem aos 50 anos da Globo, a atração abusou do efeito zapping com imagens históricas e inusitadas da própria emissora. Conectou o passado e o presente ao colocar os protagonistas da novela Irmãos Coragem ao lado do Comendador (Alexandre Nero), de Império. Também trouxe o Militante (Adnet) para a frente da porta do canal, listando os 50 segredos da emissora. Revelou que o menino Chaves, do SBT, já foi figurante em produções da Globo. E teve ainda a “audácia” de colocar Antonio Fagundes dançando “Não se Reprima” com os Menudos.

O tradicional clipe final fez uma sátira da abertura da novela Vale Tudo e repetiu frases nas quais não perdoou emissora nenhuma. “Tem que ter anões em programas bizarros”, “bota beijo gay, mulher pelada e um pastor rezando um copo d’água”, “eu já vi jogarem bacalhau em pobre e debate editado pra me convencer”, “vi TV nascer bancada por dízimo correndo atrás pra alcançar o plim-plim”, “Brasil, a TV é um negócio que vive do seu ócio, se liga em mim”... Enfim, tal clipe resumiu bem o que foi a segunda temporada de Tá no Ar: esquetes rápidas e espertas que satirizavam formatos de TV para abordar, de modo bem humorado e crítico, assuntos do cotidiano nacional e internacional, com total liberdade. Mais do que entreter, Tá no Ar diverte e provoca reflexão. A turma de Adnet conseguiu uma espécie de “carta de alforria” da emissora, ficando livre para falar da concorrência e fazer piada de anunciantes e de assuntos espinhosos, e soube utilizar desta liberdade da melhor maneira possível.

São muitos os trunfos de Tá no Ar – A TV na TV. O roteiro, como já foi dito, é um deles: Adnet, Melhem e a equipe de redatores conseguiram captar a essência dos mais variados formatos televisivos e colocá-los a serviço da mensagem e da piada que queriam passar. E o elenco pintou e bordou, valorizando tal material e traduzindo-o em momentos divertidíssimos. Adnet e Melhem são divertidos e a gente já sabia, mas Tá no Ar também colocou outros rostos conhecidos fazendo graça e agradando, como Danton Mello e Georgiana Góes. Luana Martau, revelação recente de novelas, já havia mostrado seu lado bem humorado nos trabalhos anteriores e apareceu sempre à vontade no humorístico. Welder Rodrigues, que conheceu a fama como o Jajá do Zorra Total, volta à cena com seu já antológico apresentador do Jardim Urgente. E rostos menos conhecidos, como Carol Portes, Márcio Vito, Maurício Rizzo, Verônica Debom e Renata Gaspar, são gratas revelações. Renata, aliás, já pode ser vista no (chato) Chapa Quente.

São tantos os pontos positivos do Tá no Ar, que seu principal ponto negativo acaba sendo sua curta duração. A primeira leva de episódios contou com nove capítulos, e a segunda encerrou sua trajetória com dez. Sempre, claro, deixando um gostinho de “quero mais”. Neste segundo ano, o programa chegou a ganhar um horário mais acessível, agora alocado na segunda linha de shows, mas a concorrência de Gugu e A Praça É Nossa acabou fazendo a emissora empurrar o humorístico para mais tarde. Mesmo assim, Tá no Ar observou um certo aumento em sua média de audiência. Porém, neste caso, números são menos importantes: Tá no Ar é campeão de repercussão e críticas positivas, e, portanto, um sucesso legítimo. Fica a torcida para que a terceira temporada aconteça.

Com o fim do Tá no Ar – A TV na TV, as atenções agora se voltam à estreia do novo Zorra Total. Marcius Melhem e Mauricio Farias são, respectivamente, os novos redator e diretor do tradicional humorístico e prometem um programa mais jovem e rápido, com mais cenas, mais referências à realidade e menos bordões. Ou seja, a promessa é algo próximo da agilidade do Tá no Ar, e esperamos que assim seja. No entanto, tal estreia já terá um desafio e tanto, que será convencer o público de que este Zorra Total nada terá a ver com o “velho” Zorra. O título está desgastado, e percebo isso no meu dia-a-dia. Explico: algumas pessoas vieram me perguntar o que a Dani Calabresa vai fazer na Globo, e quando eu explico que ela vai para o Zorra Total, a reação é sempre um “nossa, coitada!”. Ou seja, o título, por si só, causa rejeição. Se a reformulação será tão profunda como se anuncia, o canal devia ter começado mudando o nome do programa, para desvinculá-lo de sua fase anterior e tão rejeitada. Vamos ver como será. 



Escrito por André San às 13h44
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Tele-Sessão: Megapix exibe especial "Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado"

Um dos grandes sucessos do cinema entre os adolescentes na virada da década de 90, a franquia Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado terá todos os filmes exibidos em sequência na terça-feira, 21 de abril, no Megapix. A partir das 18h30, a noite será repleta de sangue e sustos com Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, Eu ainda sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (20h30) e Eu Sempre Vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado (22h30).

O terror começa, às 18h30, com Eu Sei o que Vocês fizeram no Verão Passado. Em uma pequena cidade costeira, quatro jovens atropelam, e aparentemente matam, um desconhecido. Com medo das consequências desse acidente, decidem se livrar do corpo e o jogam no mar. A vida de cada um dos quatro toma rumos diferentes e, um ano depois, eles se reencontram na cidade, quando misteriosos acontecimentos fazem o passado vir à tona.

Logo depois, às 20h30, é a vez de Eu Ainda Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Dois anos após o incidente, Julie (Jennifer Love Hewitt) retorna ao colégio, mas continua tendo terríveis pesadelos. Na tentativa de ajudá-la, sua melhor amiga Karla sugere uma viagem para as Bahamas. O que elas não sabem é que o perigoso assassino ainda está solto e mais perto do que elas imaginam.

Para fechar o especial, vai ao ar, às 22h30, Eu Sempre Vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Uma brincadeira baseada numa lenda assustadora resulta na morte acidental de um jovem, impulsionando o grupo de amigos responsável pelo acidente a fazer um pacto de silêncio. Porém, quando eles começam a receber mensagens ameaçadoras sobre o ocorrido naquele verão, percebem que correm um grande perigo.

Contato: andresanv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h43
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Globo acerta e erra no "novo" (de novo) "Vídeo Show"

No ar desde a semana passada, o “novo” Vídeo Show não tem nada de novo. Na verdade, a atração retomou seu formato anterior, de estilo revista, e voltou a ser apresentado ao vivo, como era em 2009. A maior diferença entre o programa de 2009 e o atual é a maneira com que seus apresentadores se comportam: se há seis anos, André Marques, Luigi Baricceli, Fiorella Matheis, Ana Furtado e Geovanna Tominaga apareciam quase como num telejornal, a atual dupla, formada por Otaviano Costa e Mônica Iozzi, surge bem mais descontraída.

E é justamente neste ponto que o “novo” Vídeo Show acertou, sobretudo com a aquisição de Mônica Iozzi. Abusando de seu humor e sua ironia que foram lapidados em seus anos de CQC, a nova apresentadora chegou chegando, e tornou-se um ótimo motivo para assistir ao vespertino. Mônica não se leva a sério, tira sarro de todo mundo, abusa do sarcasmo e já se mostra totalmente à vontade na bancada do programa. Logo que chegou, disparou, ao ser apresentada por Otaviano Costa: “estou muito feliz de estar aqui, mesmo sendo com você...”.

O festival de pérolas continuou durante a semana e Mônica seguiu afiada com seus comentários. E seu alvo preferido continuou sendo Otaviano Costa. Na sexta, dia 10, ao receber Fernanda Lima para falar sobre a estreia da segunda temporada do SuperStar, Mônica suplicou: “vamos trocar? Você me dá o André (Marques) e pode levar o Otaviano com você”, sugeriu. A moça também não economizou na crise de riso quando noticiou o ensaio sensual do ex-BBB Adrilles. Enfim, foram vários os bons momentos que Mônica proporcionou aos espectadores do Vídeo Show desde que estreou à frente da atração.

Já Otaviano Costa ainda parece deslocado. Colocar alguém ao seu lado contribuiu para deixá-lo menos engessado, é verdade. No entanto, ainda assim, o apresentador soa forçado. Enquanto Mônica parece à vontade, Otaviano declama. E, enquanto isso, notícias de diversos sites dão conta de que a Globo não deve renovar o contrato de Márcio Garcia, que deixou a Record seduzido pela possibilidade de apresentar um programa no canal dos Marinho, coisa que não se concretizou. E fica a pergunta: por que raios o canal dispensa um ótimo apresentador como Márcio e mantém em seus quadros um nome mediano como Otaviano? Nada contra Otaviano, ele diverte bastante no Amor & Sexo, por exemplo, mas ele não se encaixou no Vídeo Show. Enquanto isso, Márcio já foi substituto de Miguel Falabella no vespertino nos anos 1990 e, sem dúvidas, funcionaria ali.

No mais, Vídeo Show não trouxe nada de muito novo. Dentre as principais novidades, o quadro Me Engana que Eu Gosto, com Marcelo Serrado, me pareceu uma bobajada sem propósito. Miguel Falabella encerrando a atração faz aumentar a nostalgia de quando o Vídeo Show era um bom programa, mas suas participações aparecem deslocadas no contexto atual. O melhor mesmo é Cissa Guimarães, que sempre esbanja simpatia no quadro Gentem Como a Gente. Na audiência, o Vídeo Show segue com dificuldades de conter o Balanço Geral, da Record, e até As Visões da Raven, do SBT. Vamos ver se a coisa melhora nos próximos dias.



Escrito por André San às 18h23
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Séries em Série: Universal exibe especial crossover de "Chicago Fire", "Chicago P.D." e "Law & Order: SVU"

O Canal Universal exibe no dia 19 de abril, domingo, a partir das 22h, um especial que traz o crossover das séries Chicago Fire, Chicago P.D. e Law & Order: SVU.

Os fãs poderão acompanhar a investigação à uma rede de pedofilia, em que bombeiros e detetives da Unidade de Inteligência e a Unidade de Vítimas Especiais se unem para solucionar, que se passa durante o sétimo episódio das temporadas atuais das três séries.

Veja abaixo os horários do especial que traz o crossover de Chicago Fire, Chicago P.D. e Law & Order: SVU:

Dia 19 de abril, domingo:

22h - "Nobody Touches Anything" - 7º episódio - 3ª temporada - Chicago Fire

23h - "Chicago Crossover" - 7º episódio - 16ª temporada - Law & Order: SVU

0h - "They’ll Have to go Through Me" - 7º episódio - 2ª temporada - Chicago P.D.

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Escrito por André San às 18h22
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"Troféu Imprensa" afunda de vez com indicados pela internet

Se o Troféu Imprensa já vivia, há anos, numa fase de desprestígio, a edição de 2015 fez o prêmio afundar de vez. Se, num passado não muito distante, os indicados em cada categoria eram selecionados a partir de pesquisas realizadas em diferentes classes sociais, agora os concorrentes são escolhidos pela internet. Os três mais votados em enquetes realizadas pelo site do SBT e do Terra são mostrados ao júri formado por jornalistas especializados em TV, e cabe a eles votar. Este sistema não é novo: já faz uns dois ou três ans que o Troféu abandonou as pesquisas e passou a usar enquetes on line. E a votação só tem piorado desde então.

Como se sabe, enquetes na internet estão longe de ser uma amostragem de pesquisa legítima, afinal, estão sujeitas às ações de fãs. Por isso, agora, os indicados ao Troféu Imprensa não mais representam quem, de fato, foi o melhor do ano, mas sim quem tem mais fãs. As bizarrices estão cada vez mais evidentes: se no ano passado, o ator Mateus Solano levou o prêmio de melhor ator ao concorrer com Caio Castro e Jean Paulo Campos (eita!), neste ano quem levou a melhor foi Alexandre Nero, concorrendo com Rodrigo Simas, por Boogie Oogie, e Arthur Aguiar, por Malhação. Claro que os jurados optaram pelo Comendador de Império, afinal, eles não tinham escolha (sem desmerecer a vitória de Alexandre que, sem dúvidas, foi um grande destaque do ano de 2014).

Lília Cabral também ganhou fácil o prêmio de melhor atriz, pela Maria Marta de Império, ao concorrer com Juliana Paiva, de Além do Horizonte, e Marina Ruy Barbosa, de Império. Juliana e Marina são excelentes? Não, mas são ídolos teen. 2014 teve atuações brilhantes de Tony Ramos e Patrícia Pillar, em O Rebu, de Juliana Paes e Osmar Prado, em Meu Pedacinho de Chão, de Giulia Gam em Boogie Oogie... Não dá para levar a sério um prêmio que ignora esses nomes para apostar em rostos jovens saídos de Malhação e cia. Nada contra estes nomes, mas é evidente que ainda não estão prontos para sagrarem-se como melhores do ano.

O fenômeno “quem tem mais fãs ganha” também foi visto na categoria Melhor Novela, com Chiquititas e Malhação, dois produtos infanto-juvenis cujos fãs adoram enquetes na internet, concorrendo com Império. Realmente, 2014 não foi um grande ano para novelas. E, justiça seja feita, Malhação melhorou muito e Chiquititas cumpre bem sua missão de ser um entretenimento infantil saudável. Mas estão longe de serem as melhores, né? Meu Pedacinho de Chão, O Rebu e até Boogie Oogie poderiam ter aparecido como concorrentes de Império. Assim, a trama de Aguinaldo Silva não ganhou por ser a melhor, e sim a “menos pior” entre as indicadas.

Se a ideia é promover interação por meio da internet, esta ideia devia ficar restrita à votação do Troféu Internet, criado exatamente para premiar os eleitos dos internautas. O Troféu Imprensa, no formato atual, não faz mais jus ao nome, afinal, os profissionais da imprensa estão sendo obrigados a escolher entre indicados pífios. Enquetes na internet enfraquecem qualquer premiação: basta lembrar do VMB, da extinta MTV Brasil, que descambou quando seus principais prêmios passaram a ser eleitos pelo público. Apenas no final de sua vida, a premiação optou por voltar a restringir a votação popular, no intuito de recuperar algum prestígio. Com poucos prêmios voltados ao universo televisivo sem amarras de empresas ou emissoras, o Troféu Imprensa se destacava por, ao menos, tentar buscar a imparcialidade. Mas, hoje, na prática, o Troféu Imprensa já não existe mais: Silvio Santos agora entrega dois “Troféus Internet”. Uma pena.



Escrito por André San às 18h09
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TV Paga: Viva exibe "A Iludida de Copacabana", episódio de "As Cariocas"

Alessandra Negrini vive Marta, uma mulher que se declara publicamente realizada, em A Iludida de Copacabana, episódio de As Cariocas que o Viva exibe no dia 20 de abril, às 23h. Assim como as outras protagonistas da atração, chama atenção dos homens por onde passa.

Apaixonada pela filha e pelo marido, o charmoso Silvinho (Thiago Lacerda), Marta parece se incomodar apenas com a babá da criança. Também, não é para menos, Suelen (Roberta Rodrigues) é uma jovem sensual e ousada.

Quem aparece para tirar ainda mais o sossego da protagonista é Eduardo (Eriberto Leão), um homem misterioso que trabalha com Silvinho em uma loja de automóveis. Basta o marido da moça viajar, que ele não perde tempo e faz revelações inesperadas para Marta, que só precisa ser amada.

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Escrito por André San às 18h07
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"CQC": trocar apresentadores não é a solução

No final do ano passado, as direções gerais de Band e Record bradavam aos quatro ventos que trabalhavam na reformulação de alguns de seus medalhões da programação. No canal dos Saad, a preocupação atendia pelo nome de CQC, antes o carro-chefe da grade, mas que perdeu fôlego e viu seus índices despencarem ao longo do ano de 2014. Já na emissora de Edir Macedo era o Hoje Em Dia, antiga “menina dos olhos” do canal, que andava apagado e carecendo de novidades. No entanto, com os dois programas “reformulados” já no ar, o espectador já percebeu que, apesar da mudança de peças, as atrações seguem as mesmas.

A situação do matinal da Record já foi analisada aqui na época da estreia, quando César Filho, Ana Hickmann e Renata Alves assumiram as vagas anteriormente pertencentes a Chris Flores, Celso Zucatelli e Edu Guedes. Com a chegada dos novos apresentadores, prometeu-se um “novo” Hoje Em Dia. Mas, passados mais de três meses, nada de novo foi visto na revista eletrônica, fora os nomes de quem a conduz. Os novos comandantes nada trouxeram de novidade ao programa, que segue sua vidinha baseada na fórmula “notícias – entretenimento – culinária – prestação de serviço”. A falta de novidades refletiu-se na audiência, que também não se modificou.

No entanto, foi a reformulação anunciada pela Band no CQC que mais chamou a atenção do público. A emissora anunciou, no final do ano passado, a saída de seu âncora, Marcelo Tas. Com ele, saíram também diversos outros nomes, entre eles Felipe Andreolli e Oscar Filho, os últimos repórteres da formação original. Também saíram Dani Calabresa, Naty Graciano, Guga Noblat e Ronald Rios. Em contrapartida, os novos repórteres Erick Krominski e Juliano Dip juntam-se aos remanescentes Mauricio Meirelles e Lucas Salles. Rafael Cortez, também da formação original, retorna à atração para assumir um lugar na bancada e retomar o quadro CQTeste. E o ator Dan Stulbach, conhecido pela atuação em novelas da Globo, assume a ancoragem. Apenas Marco Luque permaneceu em seu lugar, que ocupa desde a estreia da atração, em março de 2008.

Foi realmente uma grande reforma pessoal. Novos nomes se juntaram aos rostos mais conhecidos e a galeria de repórteres ficou mais enxuta (como era em seu início, diga-se), indicando realmente uma grande modificação. No entanto, o que realmente de novo o “novo” CQC mostrou? Até aqui, a resposta é bem simples: nada. Com elenco renovado, a atração mostrou-se com dificuldades em reformular, também, seu conteúdo. Não que ele precisasse ser 100% reformulado, afinal, a proposta do programa é boa: mesclar jornalismo e humor, trazendo informação e diversão ao espectador. Com irreverência e ironia, o CQC leva seu público a refletir sobre os assuntos da semana. Ótimo. Mas, se nos primeiros anos o programa conseguia surpreender e se tornar assunto, hoje ele segue perdendo sua relevância na programação da televisão brasileira.

Há que se considerar, claro, que anos atrás o programa era uma novidade. Além disso, sua direção foi extremamente feliz ao reunir seu elenco, formado por nomes de destaque da nova comédia nacional, e também com talento para a reportagem. O CQC alçou à fama nomes como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Oscar Filho, Rafael Cortez e Felipe Andreolli, seu primeiro e imbatível time de repórteres. Mais tarde, ganhou o reforço de Mônica Iozzi, que entrou no espírito da atração e soube, também, deixar sua marca. E tudo isso ancorado no prestígio e carisma de Marcelo Tas, que imprimiu seu estilo à atração. Foi um time forte, cujo brilho jamais se repetiu quando as primeiras alterações de elenco aconteceram. Mauricio Meirelles e cia têm suas qualidades, claro, mas o viço do time original jamais se reproduziu.

E, na atual temporada, o CQC ainda se viu sem sua referência principal, que era a figura de Marcelo Tas. Dan Stulbach assumiu a bancada, mas os ecos de Tas ainda permanecem ali. Tanto, que muitos chegaram a afirmar que Dan Stulbach parece “interpretar” Marcelo Tas em sua performance à frente do programa. Não acho que seja isso. O que me parece é que a direção da Band foi buscar no mercado um nome cujo estilo se aproximaria ao de Tas. Afinal, quem viu Dan Stulbach como apresentador, seja no Encontro com Fátima Bernardes ou em programas da TV paga, pôde notar que ele ostenta uma persona semelhante à do eterno professor Tibúrcio. Voz empostada, meio “canastrão” (no melhor sentido da palavra), e com senso de humor um tanto fino e irônico, tudo isso já aparecia em Dan Stulbach anteriormente, e também caracteriza o estilo de Marcelo Tas. Assim, ao colocá-lo para substituí-lo, a direção da Band potencializou suas semelhanças. Para o bem e para o mal. E a nova bancada ainda não convenceu: Rafael Cortez pouco acrescentou e Marco Luque segue o mesmo.

O CQC ainda sabe fazer bem o jornalismo com humor. Mas parece engessado na “agenda”. Suas editorias se repetem semana a semana, e as perguntas capciosas dos repórteres parecem, também, cada vez mais repetitivas. Ainda diverte, mas já sem surpresas. A edição lotada de efeitos que caracterizava as primeiras temporadas do programa faz falta. Falta criatividade, seja na abordagem dos repórteres aos entrevistados, seja na formatação dos quadros de entretenimento, seja na elaboração de pautas verdadeiramente significativas. O elenco era o menor dos problemas do CQC, e acabou sendo a única reformulação, de fato, mostrada na temporada 2015 do programa.

A audiência ainda não correspondeu positivamente. CQC segue registrando baixíssimos índices no Ibope, indicando que seu público não comprou as “novidades” do programa. E, com a crise que se instalou na Band, que vem cortando produções e dispensando apresentadores, o CQC corre um sério risco de entrar na linha de tiro. Ou seja, o programa que antes parecia intocado agora pode aparecer como candidato ao limbo. O que seria um final muito triste para um programa que chegou arrebatando e tanto contribuiu para a televisão brasileira.



Escrito por André San às 13h56
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Séries em Série: Em "Chicago Fire", Severide volta de Las Vegas com uma grande novidade

O Canal Universal exibe no dia 13 de abril, segunda-feira, às 23h, o sétimo episódio inédito da terceira temporada de Chicago Fire, que conta com crossover de Chicago P.D. e Law & Order: SVU.

Em "Nobody Touches Anything", Mills (Charlie Barnett) chega ao batalhão e encontra com Newhouse (Edwin Hodge). Ele acredita que há algo de errado com o novato, mas ele assegura que está tudo bem. A filha do novo bombeiro foi selecionada para o campeonato de declaton acadêmico e ele precisa arrecadar 1.500 dólares para pagar pela viagem dela, por isso ele decide vender chocolates no batalhão.

Severide (Taylor Kinney) volta ao trabalho após passar um final de semana em Las Vegas, e todos ficam surpresos e apreensivos com as novidades que ele trouxe da viagem. Em um chamado, um carro fica preso de ponta cabeça em um buraco e os bombeiros precisam desprender a parte de trás do veículo para conseguir retirar a motorista.

Mills e Sylvie (Kara Killmer) atendem a uma ocorrência e, quando chegam ao local, um dos motoristas envolvidos em um acidente se droga e acaba perdendo a consciência e os batimentos cardíacos. Dawson tenta convencer Severide em se abrir e tentar não se esconder atrás das pequenas loucuras que ele tem feito após da morte de Shay (Lauren German), mas os dois acabam trocando acusações e a conversa não acaba bem.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h54
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Ao contrário das demais emissoras, SBT não promove lançamentos

Março e abril são meses de novidades entre as principais emissoras abertas no Brasil. O fim do carnaval sempre dá início à estreia das “novas” grades de programação da maioria dos canais. A Record lançou Gugu, Os Dez Mandamentos e fez estardalhaço com a contratação de Xuxa Meneghel. A Globo aproveita o fim do Big Brother Brasil para colocar no ar suas novas séries, como Chapa Quente (que estreia hoje, 9) e Os Experientes (amanhã, 10). A RedeTV prepara os lançamentos dos programas de Mariana Godoy e outro que deve reunir Celso Zucatelli e Edu Guedes. Até a Band, que anda extinguindo produtos, lançou a novela Mil e Uma Noites. Mas... e o SBT?

Neste primeiro trimestre, a emissora de Silvio Santos pouco se mexeu. A maior movimentação acontece nas faixas de novelas da tarde, com a estreia de Coração Indomável. E, claro, o lançamento de “novas reprises”, como o repeteco de Carrossel, que vem fazendo bonito às 21h, e da enésima exibição de A Usurpadora que, como sempre, também não decepciona. Fora isso, também houve o lançamento da nova temporada de Máquina da Fama, marcando o fim da licença-maternidade de Patrícia Abravanel, além do fim do De Frente com Gabi, substituído pela solução caseira Conexão Repórter. O canal também lançou novos desenhos no Bom Dia e Cia... e só!

Quadro bem diferente do visto no primeiro trimestre de 2014. O SBT seguiu as demais emissoras e também concentrou boa parte de suas estreias no primeiro trimestre do ano, com a badalada contratação de Danilo Gentili, que estreou seu The Noite. Ainda na madrugada, promoveu o retorno de Otávio Mesquita, que segue comandando seu Ok Pessoal!!! até o momento. Mas nem todas as estreias do começo do ano passado tiveram vida longa: lembra do Arena SBT? Então.

O SBT vive uma fase estável na audiência. As reprises de novelas seguram suas tardes e a faixa de novelas infantis noturna mostrou-se um acerto, alavancando toda a grade noturna. O Programa do Ratinho, atualmente, enfrenta concorrência mais ferrenha com Gugu, mas não há sinais de grandes preocupações com o novo cenário. A linha de shows, no geral, mantém a vice-liderança à emissora e, aos domingos, Celso Portiolli, Eliana e Silvio Santos também apresentam resultados satisfatórios. Ou seja, o canal se usa da velha máxima de que “em time que está ganhando não se mexe” e resolveu manter tudo como está.

Para os próximos dias, a única estreia será a segunda temporada do reality show Cozinha Sob Pressão. Daqui uns meses, será a vez da estreia de Cúmplices de um Resgate, sua nova novela, que substitui Chiquititas. Ou seja, nada realmente de novo. Como disse um crítico de TV certa vez: o SBT não tem boas estreias, tem é um bom diretor de programação. A grade atual parece adequada para este momento de instabilidade, mas o espectador sente falta de algo com cheiro de novo no ar. 



Escrito por André San às 20h49
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TV Paga: Comedy Central anuncia nova temporada da "República do Stand-Up"

O canal Comedy Central anuncia a terceira temporada do programa República do Stand-Up, que estreia dia 15 de abril, quarta-feira, às 23h. Rafael Cortez será o apresentador e comandará um time de 30 comediantes talentosos e cheios de energia.

Para apoiá-los, o Comedy Central produziu conteúdo especial para divulgação. Todo o material será veiculado durante o mês de abril. Entre os materiais estão 22 cápsulas inéditas para as redes sociais do canal e no site www.comedycentral.com.br. Cada uma delas é estrelada por um comediante diferente que faz um convite bem humorado para os telespectadores assistirem ao programa. Cenas de bastidores, piadas extras e exclusivas para o site e redes sociais do canal também estão previstas no “pacote” de divulgação do humorístico que inclui ainda anúncio nas revistas TRIP e Rolling Stone e spots na rádio Kiss.

O Comedy Central é a única plataforma global da marca 100% dedicada à comédia 24 horas. O canal de TV é visto em mais de 172 milhões de residências em 22 países ao redor do mundo. O Comedy Central na América Latina soma 19 milhões de assinantes em toda a região e se junta ao portfólio de canais de comédia administrados pela Viacom International Media Networks (VIMN), que são vistos em países como o Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Holanda, Nova Zelândia, Hungria, Polónia, Israel e Áustria.

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Escrito por André San às 20h48
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Com "Os Dez Mandamentos", Record volta a emplacar uma novela

Com uma teledramaturgia cada vez mais apagada, o núcleo de novelas da Record foi se deteriorando diante de seu público. Depois de sucessos como A Escrava Isaura, Prova de Amor, Vidas Opostas e Caminhos do Coração, o canal passou a experimentar fracassos. A partir de Máscaras, a audiência das novelas da emissora só fez cair. E o canal não ajudou, escondendo duas produções em horários esdrúxulos e sem muito cuidado com divulgação. Assim, tramas como Balacobaco, Dona Xepa, Pecado Mortal e, mais recentemente, Vitória, acabaram passando em brancas nuvens.

Por outro lado, a existência do RecNov, complexo de estúdios da emissora onde estão concentradas as produções de sua teledramaturgia, se justificava em razão do sucesso das minisséries de cunho bíblico. Tramas como A História de Esther, Sansão e Dalila, Rei Davi, José do Egito e Milagres de Jesus não decepcionaram na audiência. E mais: imprimiram, finalmente, uma identidade própria às produções da Record. Enquanto as novelas buscavam emular as produções da Globo, as minisséries formataram um padrão Record de dramaturgia. Padrão este que foi crescendo conforme as produções: os cenários com jeito de parque temático e barbas postiças cafonas de A História de Esther foram, aos poucos, dando espaço a produtos tecnicamente mais bem acabados.

Com as novelas em baixa e as minisséries em alta, a produção de teledramaturgia da emissora, então, acabou concluindo que poderia ser uma boa ideia levar a linguagem bíblica também às novelas. E assim, transformou o projeto de Os Dez Mandamentos, que inicialmente seria uma minissérie, numa novela de 150 capítulos. Assinada por Vivian de Oliveira, a nova produção da emissora estreou há algumas semanas, substituindo Vitória, mas sendo exibida mais cedo, na faixa das 20h30, saindo da concorrência direta com a novela das nove da Globo. E foi assim que o canal, finalmente, conseguiu fazer com que uma novela sua voltasse a atingir média de audiência na casa dos dois dígitos, coisa que a Record não via desde Vidas em Jogo, em 2011.

Disputando em pé de igualdade a vice-liderança do horário com Chiquititas, do SBT, Os Dez Mandamentos não tem decepcionado. A trama é grandiosa e dona de vários atrativos, pois narra a história de Moisés (Guilherme Winter) desde seu nascimento, e deve destacar o encontro com Deus no Monte Sinai, as pragas lançadas sobre o Egito, a sua participação na libertação do povo judeu escravizado no país, a passagem pelo Mar Vermelho, a revelação dos dez mandamentos, a travessia de quarenta anos no deserto e a chegada do povo à terra prometida. A Bíblia é recheada de histórias tomadas por heróis e vilões épicos, logo um prato cheio de inspiração aos folhetins. No fundo, é a boa e velha saga do herói, com todos os ingredientes de uma boa trama: intrigas, romance, ação e alguma violência.

A adaptação de Vivian de Oliveira ganha pontos por se mostrar mais preocupada em narrar uma história do que evangelizar. Mesmo formal demais e um tanto didática, o que pode cansar, tendo em vista que ainda teremos mais de 100 capítulos pela frente, até aqui a novela tem se saído bem. A produção é caprichada, a direção de Alexandre Avancini é competente, e a novela tem à disposição um elenco dos mais respeitáveis. Guilherme Winter, que já havia mostrado todo o seu potencial em trabalhos anteriores, é o protagonista por merecimento. Tem estampa e talento para encarar um personagem principal. Atores respeitados como Zecarlos Machado (Seti), Denise Del Vecchio (Joquebede) e Vera Zimmermann (Henutmire) emprestam sua credibilidade à produção.

A audiência correspondeu à qualidade da produção, mas Os Dez Mandamentos também se favoreceu da boa decisão da emissora de não mais exibir folhetins no mesmo horário que a Globo. A história mostra que as novelas da Record se destacam quando são oferecidas como uma alternativa: A Escrava Isaura e Prova de Amor eram exibidas às 19h, horário frágil da emissora líder; e Vidas Opostas e Caminhos do Coração iam ao ar às 22h, num momento em que a novela das nove não terminava tão tarde quanto hoje. Sua única rival direta é mesmo Chiquititas, mas que tem outro público-alvo.

Isso mostra que, quando quer, a Record consegue fazer algo realmente interessante. E, quando se propõe a planejar, acaba traçando estratégias eficientes. Os Dez Mandamentos é o resultado de uma boa estratégia, que foi pensada e decidida em tempo hábil, ao contrário da maioria das decisões que o canal costuma tomar. Que a produção, então, sirva de exemplo para a direção da emissora, para que se evitem erros tolos e desnecessários, normalmente causados por puro imediatismo (como, do nada, trocar os apresentadores do Hoje Em Dia, sem considerar os possíveis problemas comerciais e de audiência, por exemplo).

É boa também a decisão da Record de, a partir de agora, dedicar o horário das 20h30 aos folhetins. Que tal ideia permaneça e as novelas da emissora não voltem a sofrer com o troca-troca de horários que tão mal já fizeram a várias produções (como Poder Paralelo e Pecado Mortal). Outra boa ideia que o canal inaugura com Os Dez Mandamentos é o revezamento de produções de temática bíblica com produções de outros temas (a substituta da trama deve ser Escrava Mãe, de Gustavo Reiz). O nicho bíblico tem cadeira cativa, vide os bons resultados alcançados por todos os produtos deste segmento, mas há outras histórias a se contar. A Record voltando a produzir novelas de qualidade e obtendo sucesso com elas é bom para todo mundo: para a emissora, para o público fã de novelas, para a concorrência e para o mercado de trabalho. 



Escrito por André San às 14h37
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