Gugu volta ao ar e faz as pazes com o sucesso

Ao que tudo indica, Gugu Liberato acertou em cheio ao deixar as tardes e noites de domingo para apostar num programa trissemanal noturno. Seu novo Gugu, exibido de terça a quinta-feira nas noites da Record, teve uma excelente estreia: levou a emissora à liderança na audiência em vários momentos e obteve ampla repercussão. As duas primeiras edições de Gugu levaram o apresentador a voltar a brigar de igual para igual com a Globo, coisa que o loiro não conseguia há tempos.

Em seus áureos tempos na programação dominical, Gugu chegou a levar a Globo ao desespero. O antigo Domingo Legal foi, durante um bom tempo, líder absoluto de audiência, deixando a programação dominical da Globo comendo poeira. O incômodo do Domingo Legal era tanto que o canal dos Marinho teve que rebolar para tentar estancar o sucesso do então moço do SBT e sucessor natural de Silvio Santos. Para garantir a liderança, o Domingo Legal apostava em quadros populares (e popularescos), como os “clássicos” Táxi do Gugu, Bom Dia Legal e a infalível Banheira do Gugu, além de forte investimento em pautas jornalísticas, com entrevistas bombásticas.

A Globo tentou atacar, lançando outros programas de domingo que pudessem alavancar o Domingão do Faustão, grande “rival” do Domingo Legal. Além disso, tentou popularizar a atração de Fausto Silva, chegando a apostar em pautas de conteúdo duvidoso, como a presença de Latininho, ou o “inesquecível” sushi erótico, que rendeu uma enxurrada de críticas à emissora. Quando Gugu passou a fazer sucesso com o espaço jornalístico, a direção do Domingão do Faustão tentou combatê-lo com a mesma arma, mas do jeito mais estranho possível: tratou de botar Britto Jr logo ao lado de Faustão, informando os espectadores do dominical. Obviamente, a ideia naufragou e Britto logo sumiu do palco de Faustão.

E foi justamente uma pauta dita “jornalística” que levou o Domingo Legal de Gugu à derrocada. Em 2003, quando o programa levou ao ar a falsa entrevista com membros da facção criminosa PCC, a credibilidade do loiro foi ladeira abaixo. No dia seguinte à entrevista, o apresentador Marcelo Rezende, então no comando do programa Repórter Cidadão, na RedeTV, tratou de analisar a entrevista detalhe por detalhe, informando aos espectadores que aquilo tudo era uma encenação. Depois disso, o Domingo Legal chegou a ser suspenso, e logo depois o SBT iniciou uma operação para tentar salvar a imagem de Gugu, chamuscada após o triste episódio. Aos poucos, o ocorrido foi sendo esquecido, mas, sem dúvidas, foi a partir daí que a carreira de Gugu Liberato entrou num declínio.

Incomodar a Globo? Depois disso, Gugu só fez isso em ocasiões muito esporádicas, tanto no Domingo Legal, ainda no SBT, quanto no Programa do Gugu, já na Record. No entanto, mais de um ano de descanso da telinha somado aos novos dias da exibição do seu programa podem ter feito bem à Gugu. Tanto que ele voltou ao ar fazendo barulho, algo inimaginável até pouco tempo atrás.

O novo Gugu não tem nada de novo, além do novo horário e novos dias de exibição. Mas os resultados no Ibope e a ampla repercussão provaram que Gugu ainda tem, sim, lenha para queimar. E a reação da concorrência foi imediata. Na quinta-feira, sabendo que seu Tá no Ar – A TV na TV não tinha o apelo para brecar o programa da Record, a direção da Globo tratou de esticar o capítulo da novela Império, empurrando a atração de Marcelo Adnet para perto da meia-noite, ou seja, seu antigo horário de exibição. Assim, claro, a Globo conseguiu reduzir a média da concorrência, mas o Tá no Ar realmente acabou amargando a segunda colocação.

Sabia-se que o principal prejudicado seria o Programa do Ratinho, que era o concorrente direto de Gugu. Mas o “novo” programa da Record atingiu mesmo foi a Globo. Ratinho amargou o terceiro lugar, mas sua média de audiência não foi muito diferente do habitual (aliás, até subiu com a entrevista com a atriz Florinda Meza, exibida no dia da estreia de Gugu). Ou seja, foi da Globo mesmo que Gugu roubou público. Assim, ressuscitou uma briga que parecia já ter ficado morta e enterrada num passado distante.

E o que Gugu trouxe efetivamente? Nada diferente do habitual. Curiosidades (como um homem que atraía objetos de metal com o corpo), brincadeiras com a plateia e por telefone, atrações musicais e uma entrevista com Suzane Von Richthofen foram as atrações. A entrevista, claro, foi o que mais chamou a atenção do público. E uma entrevista questionável em vários pontos, diga-se, já que em muitos momentos o bate-papo e a edição pareceram querer transformar Suzane em vítima, coisa que ela não é. Fora o fato de ela não ter dito nada de muito novo que pudesse justificar uma entrevista.

Gugu agora entra em sua segunda semana com muitos desafios. A emissora, claro, vai querer repetir os bons números da estreia. E deve-se considerar que os bons resultados são creditados, também, ao fator curiosidade, que sempre cerca uma estreia deste porte. É de agora em diante que se poderá analisar com mais cautela o real estrago que Gugu Liberato à noite poderá causar aos domínios globais. Além disso, não dá para se fazer “entrevistas bombásticas” todas as semanas. A produção do programa deverá quebrar a cabeça para trazer assuntos que também tenham esse apelo junto ao público. Outro desafio de Gugu é não bater de frente com a produção do Domingo Show, de Geraldo Luis, que basicamente sobrevive de “bombas” parecidas. Daí a passarem a disputar pautas a tapa não será muito difícil. No mais, uma concorrência de fato é sempre interessante para o público, pois tira a grade do marasmo e obriga as emissoras a se mexerem.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 20h45
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Oficial: Xuxa é da Record!

Fim da novela! Em comunicado oficial distribuído à imprensa no dia de hoje, 26, a Rede Record convocou jornalistas para uma coletiva a ser realizada no próximo dia 5 de março. Segundo o comunicado, a emissora e Xuxa Meneghel têm um importante aviso a fazer. Na recente coletiva da emissora para divulgar sua nova programação, o vice-presidente do canal, Marcelo Silva, disse que a Record e Xuxa anunciariam juntos quando o acordo fosse finalmente firmado. Pois o dia chegou.

O comunicado indica que acontecerá um grande momento da televisão brasileira. Veja na íntegra: “A Rede Record de Televisão e a apresentadora Xuxa Meneghel informam que têm um importante comunicado a fazer na próxima semana, em São Paulo. Xuxa e a direção da Record estarão à disposição dos jornalistas a partir das 15 horas, da próxima quinta-feira (05), no Centro de Produção da Rede Record. Será um momento marcante da televisão brasileira e para a história da Record que investe intensamente em inovação e qualidade”.

Ou seja, finalmente chega ao fim mais uma saga televisiva nacional, que ganhou força no final do ano passado. Com dificuldades em realocar Xuxa em sua grade de programação, a Globo e a apresentadora colocaram um ponto final à relação de quase 30 anos de serviços prestados. E a Record, que há tempos vinha sinalizando a vontade de realizar uma contratação de peso, tratou de iniciar conversas com a loira. Quando as negociações vieram à tona, especulações tomaram conta da imprensa, das redes sociais e dos fãs. Nos últimos dias, com um aparente silêncio no assunto, até ventilou-se que as negociações entre Xuxa e Record haviam perdido força, e até se falou que o SBT havia entrado no páreo para arrematar o passe da artista.

A confirmação da chegada de Xuxa Meneghel à programação da Record sinaliza um momento da emissora de apostar em produtos populares, de auditório, utilizando medalhões do passado. Gugu Liberato estreou o seu Gugu na noite de ontem, 25, e foi muito bem, atingindo dois dígitos no Ibope (coisa que a Record não via há tempos) e chegou a liderar na audiência por um bom tempo. Agora é Xuxa, outro ícone de gerações passadas, que reforçará a grade do canal. Sabe-se que, para Xuxa, a ideia é um talk show diário, aos moldes do The Ellen DeGeneres Show (que, dizem, pode ser vespertino ou noturno), e ainda um semanal.

Finalmente, Xuxa terá numa nova casa a chance de se reinventar. Afinal, essa é a única maneira de ela garantir sua permanência na televisão brasileira. A Record, parece, tem um projeto novo para ela, e pode oferecer condições para que isso aconteça. Vale lembrar que foi a Record que conseguiu reinventar Eliana, numa bem-sucedida transição do público infantil para o adulto. Quem sabe Xuxa não tem a mesma sorte.

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Escrito por André San às 19h32
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Volta de Gugu pode movimentar o horário nobre da TV aberta

Nesta quarta-feira, 25, a Record põe no ar Gugu, o novo programa de Gugu Liberato na TV brasileira. O animador, que está há mais de um ano longe das telinhas, desde que pôs fim ao seu Programa do Gugu, nos domingos da própria Record, agora ocupará as noites da emissora de terça a quinta-feira, às 22h30. Mesmo que, aparentemente, Gugu não traga nada de novo ao que o público do apresentador já esteja habituado, a nova atração pode, sim, causar um movimento interessante no horário nobre das TVs abertas.

Com a estreia de Gugu, a Record volta a apostar num programa popular em seu horário nobre. O objetivo é voltar a fortalecer a linha de shows da faixa das 22 horas. Tentativas neste sentido vêm sendo feita desde o ano passado, quando o canal retirou sua novela deste horário e, em seu lugar, realocou seus semanais. Vieram o Repórter Record Investigação, os reality shows e o Me Leva Contigo?. No entanto, nenhum grande resultado surgiu no horário. E é este o desafio de Gugu Liberato em seu novo desafio: agregar mais público à linha de shows da emissora. Para isso, foi desenhado um programa de auditório com variedades, praticamente o mesmo dominical tradicional do apresentador, mas agora pulverizado em três noites na semana.

Já faz tempo que Gugu Liberato não é mais sinônimo de grande audiência na TV brasileira. Os áureos tempos de líder de audiência nas tardes de domingo ficaram para trás, e o loiro perdeu fôlego. Ainda no SBT, Gugu aparecia um tanto apático e desanimado. Quando mudou para a Record, acreditou-se que a estrutura da nova casa pudesse dar novo fôlego à sua carreira, o que não aconteceu. No entanto, talvez agora livre de diversas cobranças (na passagem anterior, seu salário era milionário e ele estava jogado aos leões na guerra dominical), Gugu consiga recuperar o viço perdido. Só o fato de ele sair de seu dia tradicional já lhe dá alguma vantagem.

Com um programa popular exibido após às 22h, Gugu Liberato terá como concorrente direto o Programa do Ratinho. O apresentador do SBT também não está mais em seu auge, mas consegue se manter, até porque não tem concorrentes diretos muito ameaçadores. Pois agora terá, já que Gugu virá para tentar atrair justamente a fatia de público de Ratinho. Ou seja, desde já, acredita-se que as produções de Gugu e do Programa do Ratinho passem a “quebrar a cabeça” para manter-se nesta nova competição. E uma “briga” como essa, se for saudável, só fará bem aos dois programas e, consequentemente, seus públicos. Desde que não nivelem por baixo (o que não é tão impossível de acontecer, dado o histórico dos dois apresentadores), haverá aí uma movimentação bem interessante. Vamos ver o que acontece. Para enfrentar a estreia de Gugu, o Programa do Ratinho receberá Florinda Meza, a dona Florinda do Chaves, ao vivo no palco. Artilharia pesada!

A briga entre Gugu e Ratinho no horário nobre resgatará a lembrança dos programas de auditório noturnos, que eram mais comuns até meados dos anos 2000. A noite já abrigou games de Silvio Santos, entrevistas de Hebe Camargo, musicais e programas de variedades diversos, como o É Show, Quarta Total, Alô Christina, Boa Noite Brasil, entre tantos outros. Atualmente, os programas de auditório noturnos praticamente não existem. O Programa do Ratinho é praticamente o único. Há o Superpop, mas ele deixou de ser programa de auditório de variedades para virar uma arena de debates absurdos há tempos. Agora é a hora de conferir se o público sente falta deste tipo de atração, ou não. 



Escrito por André San às 16h18
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Mudando de Canal: RedeTV estreia programa "Chega Mais"

Na tarde de ontem, 23, a RedeTV reuniu a imprensa, na sede do canal em Osasco, para o lançamento do Chega Mais, seu novo programa dominical. A atração estreia dia 1º de março e é uma parceria da RedeTV com a Mega Model, uma das maiores agências de modelos do país, com um casting de mais de 400 profissionais, incluindo as tops de maior prestígio do Brasil.

Buscando inspiração na tecnologia, no mundo jovem e no universo da moda, Chega Mais promete criar um domingo diferente de tudo o que já foi visto na TV. Renata Kuerten, Matheus Mazzafera e Adriano Dória comandam a atração, que também contará com participações especiais das tops internacionais Isabeli Fontana, Ana Beatriz Barros e Raica Oliveira, e do DJ Boss In Drama. ''O Chega Mais é um passo muito importante na minha carreira, vou começar 2015 com o pé direito e com muito ânimo. Estou muito feliz por fazer parte deste projeto", disse Renata Kuerten sobre a expectativa para o projeto, que marca sua estreia na TV como apresentadora.

Diretamente do estúdio G da RedeTV, o cenário da atração desconstrói os habituais auditórios televisivos, transportando a plateia e o público de casa a um fantástico e eletrizante clima de festa. Chega Mais também um elenco de 12 participantes fixos, seis homens e seis mulheres do casting da Mega, uma turma que vai participar de diversos quadros que misturam competição, entrevistas e assistencialismo.

No cenário comercial, o Chega Mais já estreia com sucesso absoluto. "A RedeTV promove um programa de alta qualidade, inovador e atendendo aos anseios do anunciante e do telespectador. As cinco cotas de patrocínio comercializadas já estão vendidas para grandes marcas: Unilever (Seda), Morena Rosa, Bombril, Hypermarcas (Atroveran e Risque) e Vult Cosmética", destacou Alexandre Raposo, vice-presidente Comercial e Institucional da RedeTV. Amilcare Dallevo Neto, diretor Nacional de Vendas do canal, acrescentou que o Chega Mais é um produto para quebrar paradigmas da TV brasileira: "É um programa apresentado por modelos, que só tem gente bonita, e que não atua única e exclusivamente no ambiente fashion, trazendo uma surpresa agradável para o telespectador".

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Escrito por André San às 16h17
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Loteamentos de horários atravanca grade da RedeTV

As emissoras menores de televisão no Brasil, atualmente, seguem sobrevivendo do loteamento de horários. Estes canais locam grandes faixas de horário dentro de suas grades de programação para a exibição de programas de terceiros, como atrações de televendas e, principalmente, de igrejas. Dentre as principais redes de TV do país, a Band e a RedeTV aparecem como grandes utilizadoras de tal recurso. Já faz tempo que o programa da Igreja Internacional da Graça de Deus, o Show da Fé, é exibido no horário nobre da Band, e representa uma importante fonte de renda para a emissora. Mas, na RedeTV, o loteamento de horários para igrejas é mais grave, pois interrompe sua grade de programação em diversos momentos do dia.

Atualmente, a RedeTV dá início à sua programação às 5h, com o programa da Igreja Internacional da Graça de Deus. Entre 8h30 e 11h30, entra sua grade matinal propriamente dita, com as exibições do infantil TV Kids, do intragável Você na TV e do esportivo Bola Dividida. Ao meio-dia, volta a programação religiosa, desta vez com os programas da Igreja Universal do Reino de Deus, que ocupa nada menos que três horas da tarde do canal. A Tarde É Sua, de Sonia Abrão, entra em seguida, às 15h, ficando no ar até 17h, quando, novamente, entra a programação religiosa, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Às 18h, recomeça a grade, com Te Peguei, Muito Show e TV Fama. Aí, às 21h20, o que entra? Igreja Internacional da Graça de Deus! Depois disso, as atrações religiosas retornam apenas na madrugada, a partir de 1h30. E essa é apenas a grade diária: aos finais de semana, a coisa piora bastante.

É um dinheiro importante para o caixa da emissora? Sem dúvidas, senão o canal não recorreria a tal manobra. Mas é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que alivia as finanças da empresa, a prática de se vender faixas horárias da programação para igrejas representa, também, profundos prejuízos às metas de audiência dos canais, pois estes programas derrubam os índices. Sendo assim, acaba por prejudicar os outros programas da grade, que, com dificuldades de atrair público em meio a tanta programação religiosa, podem ver seu faturamento ameaçado. Afinal, um programa precisa de público para poder atrair anunciantes. 

Veja o A Tarde É Sua, de Sonia Abrão, por exemplo. O programa aparece "ensanduichado" por duas faixas loteadas para igrejas. Recebe o horário da Igreja Universal e entrega para a Igreja da Graça. O vespertino está no ar há anos e conta com uma plateia cativa, chegando a se destacar no Ibope em alguns momentos. Já imaginou o que aconteceria se, ao invés de receber o horário em baixa das igrejas, Sonia Abrão tivesse a alavanca de um outro programa que o antecedesse? Com certeza, os resultados seriam bem mais interessantes.

E a grade noturna? A Igreja da Graça ocupa a faixa das 21h20, interrompendo a curva ascendente da audiência herdada pelo TV Fama, um dos programas de maior Ibope da emissora. O religioso derruba os índices e entrega em baixa para o jornalístico RedeTV News, que acabou empurrado para a esquisita faixa das 22 horas. Quando exibido mais cedo, o noticiário se destacava mais. Já no novo horário e depois da igreja, seus índices acabaram prejudicados. E o "efeito dominó" é implacável: a linha de shows do canal, empurrado para a faixa das 23 horas, é completamente inexpressiva. Superpop, Luciana By Night, Sob Medida e o reality recém-encerrado The Bachelor, passam em brancas nuvens.

Fontes diversas afirmam que está praticamente certa a contratação de Chris Flores, Edu Guedes e Celso Zucatelli para o comando de uma revista eletrônica aos moldes do Hoje Em Dia. Dada a programação de gosto duvidoso do canal, tal projeto, sem dúvidas, provocaria um belo salto de qualidade na grade da RedeTV, cuja programação de entretenimento é toda calcada em fofocas e exploração da desgraça alheia. Se o tal "novo Hoje Em Dia" mantiver a proposta de variedades, jornalismo e prestação de serviço que o trio de apresentadores sempre fez na Record, traria um bom diferencial à grade da RedeTV. Mas não adianta nada oferecer um bom produto se a grade não colaborar para seu sucesso. Na programação de uma emissora, o conjunto é importante. 

Uma grade de programação bem pensada pode fazer toda a diferença. Veja o exemplo do SBT, que, anos atrás, vinha numa crise sem precedentes. A emissora só reverteu sua queda ao apostar numa grade mais coerente e sem mudanças absurdas. O investimento foi quase zero, afinal boa parte da grade é tomada por enlatados e reprises. Mas toda ela foi desenhada de modo harmônico, e o "efeito dominó" aconteceu, alavancando a programação da emissora. Há quanto tempo o canal de Silvio Santos não realiza aquelas mudanças loucas que o caracterizava anos atrás? A RedeTV devia tomar consciência disso. Com esse monte de programas religiosos "interrompendo" a grade de manhã, de tarde e de noite, não há programação que se sustente. 

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 14h25
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"SuperStar" terá novo júri e novo dia de exibição

Mesmo sem ser considerado um sucesso de público, o reality show musical SuperStar, da Globo, terá uma nova temporada em 2015. A atração apresentada por Fernanda Lima e André Marques voltará a reunir bandas, que disputarão a atenção do público e o prêmio. O esquema deve ser o mesmo: a banda se apresenta por trás de uma tapadeira, que sobe quando o público vota por meio de um aplicativo para dispositivos móveis. Mas haverá novidades: o júri surgirá renovado e o dia de exibição pode ser alterado.

A emissora já anunciou a contratação de Paulo Ricardo e Thiaguinho. Os cantores substituirão Dinho Ouro Preto e Fabio Jr, que deixam a atração. Estes foram alvos de críticas pela atuação meio “surreal”: Fabio pouco falava de relevante, enquanto Dinho “viajava demais” (embora tenha sido o único a fazer observações verdadeiramente pertinentes). Do júri original, fica apenas Ivete Sangalo, que roubou a cena na temporada anterior com suas tiradas espirituosas. Além do júri, o time de apresentadores também terá uma baixa: Fernanda Paes Leme, responsável pela interação com internautas e bate-papos com as bandas nos bastidores, não deve retornar. Uma pena, já que ela mandou muito bem na edição anterior.

Outra novidade do SuperStar é seu novo dia de exibição. O programa deve deixar as noites de domingo, faixa na qual sofreu para manter a liderança no Ibope. A emissora ainda não confirma, mas fontes diversas afirmam que a nova temporada do reality deve ser exibida nas noites de terça. Se assim for, SuperStar deve começar após Tapas & Beijos, e a terceira linha de shows da Globo, assim, não será extinta como se acreditava, e deve voltar em abril. Afinal, é pouco provável que o Profissão Repórter saia de cena. É mais lógico supor que o programa de Caco Barcellos virá na sequência de Fernanda Lima e cia.

SuperStar foi alvo de severas críticas no ano passado por diversos motivos. Logo na estreia, vieram as reclamações dos telespectadores de que o aplicativo utilizado nas votações não estava funcionando direito. O canal se propôs a resolver o problema. Além disso, Fernanda Lima surgiu desconfortável em cena nos primeiros episódios, o que a levou a sofrer críticas. Acusaram-na de não saber apresentar programa ao vivo. Parte do seu desconforto refletiu-se na explicação da mecânica do programa, que pareceu ao público bastante confusa em seu início. Além disso tudo, ainda havia a participação esquisita de Fabio Jr e Dinho Ouro Preto. Tudo isso levou parte do público a torcer o nariz e o programa foi rotulado como fracasso.

Uma pena, se considerarmos que SuperStar, conforme foi se desenvolvendo, acabou ganhando um corpo interessante. O afunilamento da disputa fez aparecer diversas bandas muito boas, dos mais variados gêneros, mostrando ao público em geral que se faz muito mais música boa no país do que a grande mídia costuma mostrar. Os semifinalistas representaram gêneros diversos e ganharam torcidas apaixonadas. E as bandas que disputaram a final, Malta e JamZ, arrebataram fãs. A primeira sagrou-se vencedora e tem feito bonito nas vendas de seu álbum de estreia, coisa rara em se tratando de vencedores de realities musicais no Brasil. Ou seja, ao que tudo indica, o azeitamento da fórmula poderá fazer com que o SuperStar finalmente diga a que veio em 2015 (se bem que eu ainda preferia Fabio Jr ou Dinho Ouro Preto ao “onipresente” Thiaguinho...).

PS: acompanhei SuperStar com prazer em 2014 e torci pela banda JamZ, formada por músicos da mais alta qualidade. Os rapazes ficaram na segunda colocação, mas já estão com um trabalho interessante circulando por aí. É o que eu mais tenho ouvido no momento, e recomendo! Os meninos são ótimos!



Escrito por André San às 15h45
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Séries em Série: Episódio de "Law & Order: SVU" tem direção de Mariska Hargitay

O Canal Universal exibe no dia 24 de fevereiro, terça-feira, às 22h, o 12º episódio inédito da 16ª temporada de Law & Order: Special Victims Unit, que conta com direção de Mariska Hargitay a participação especial de Armand Assante (A Odisseia).

Em "Padre Sandunguero", os detetives Olívia (Mariska Hargitay) e Carisi (Peter Scanavino) estão no meio de uma investigação quando um homem entra na Unidade de Vítimas Especiais a procura de Amaro (Danny Pino). Olivia descobre que o homem é o pai do detetive, Nicolas (Armand Assante). Enquanto isso, Amaro e Fin (Ice-T) interrogam um suspeito. Olívia interrompe e leva Amaro até seu pai. O detetive fica desconfortável com a presença do pai e seu convite para almoçar.

Após a resistência de Amaro, os dois acabam almoçando juntos. O detetive não consegue esconder sua irritação e afirma que não o vê desde que ele tinha 15 anos e que ele não pode simplesmente reaparecer. Nicolas lhe conta que vai casar e gostaria da presença de seu filho na cerimônia.

Dias após o ocorrido, Nicolas está comemorando seu noivado, com a mãe, a irmã e a filha de Amaro. De repente, Amaro recebe um ligação de sua filha que, em desespero, avisa ao pai que estão todos brigando. Amaro se dirige ao local que já está cheio de policiais e paramédicos. Ele se deparada com uma moça sendo retirada em uma maca e a identifica como a noiva.

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Escrito por André San às 15h43
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Sucesso de "O Rei do Gado" mostra a força das novelas do passado

Deu no jornal: a reprise de O Rei do Gado está bombando! Com médias em torno dos 17 pontos no Ibope, a trama de Benedito Ruy Barbosa, exibida pela segunda vez no Vale a Pena Ver de Novo, tem feito bonito. Levantou a média no Ibope da Globo no horário de exibição e chega a encostar (ou até vencer) as tramas que entram na sequência na grade, como Malhação e Boogie Oogie. Um feito e tanto!

Com suas novelas perdendo público ano a ano, a Globo sempre reacende a discussão sobre o o futuro do gênero de dramaturgia preferido dos brasileiros. Diz-se que os espectadores estão enjoados do formato da telenovela, preferindo atrações mais curtas e mais ágeis. No entanto, a discussão pega ainda mais fogo quando a emissora acerta no cartaz de sua tradicional faixa de reprises. Afinal, se uma novela exibida há quase 20 anos ainda é capaz de registrar bons números e levantar seu horário, por que cargas d'água as atuais não tem a mesma força?

Justiça seja feita, a atual situação das novelas da Globo não é das piores. Boogie Oogie, a trama das seis, é a mais problemática atualmente: depois de um início promissor, a novela de Rui Vilhena perdeu fôlego e caminha para seu desfecho em queda livre no Ibope, graças à falta de novas situações na história, que atualmente sobrevive na base do famigerado "segredo da Carlota (Giulia Gam). Já Alto Astral, novela do estreante Daniel Ortiz, não explodiu, mas conseguiu recuperar o horário do estrago causado por Além do Horizonte e Geração Brasil. Às nove, Império ainda não bateu nos 40 pontos, mas também conseguiu reverter a curva decrescente herdada de Em Família, o que é um bom sinal.

Mesmo assim, o sucesso de uma re-reprise faz pensar. Faz pensar que, provavelmente, as últimas grandes novelas foram realizadas nos anos 1990 (claro que há grandes e honrosas exceções nos anos 2000). O Rei do Gado foi a última novela realmente interessante do medalhão Benedito Ruy Barbosa, que, depois, escreveu as fracas Terra Nostra e Esperança, e só fez as pazes com seu público nos remakes de suas próprias obras no horário das seis, como Cabocla ou Paraíso. E foi uma das últimas novelas de temática rural no horário nobre. Ou seja, o público pode estar sentindo falta do cenário campestre, que deu espaço a um sem-número de sagas urbanas nos anos 2000. 

O Rei do Gado é uma novela boa! Mas caminha a passos mais lentos e contemplativos, formato que já teve o final decretado pelos críticos. Particularmente, creio que ainda existe, sim, espaço para tramas menos corridas, desde que sejam boas, claro! Em Família mesmo, foi acusada de ser um fiasco por ser lenta. Discordo: pra mim, foi um fiasco pela absoluta falta de trama. Talvez o grande problema das novelas atuais é que se busca uma agilidade que, por vezes, é impossível de manter. Ou então, busca-se grandes estripulias para reinventar a roda. Nada contra a inovação, pelo contrário: sou a favor de tramas experimentais. Mas as experiências precisam ter uma razão de ser. Falta às novas tramas a capacidade de arrebatação, uma constante nas décadas passadas. O sucesso de O Rei do Gado mostra que tais qualidades jamais envelhecem.

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Escrito por André San às 14h11
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Xuxa, Angélica, Eliana e mudança de público

Desde o final do ano passado, os profissionais que cobrem TV e o público que consome este tipo de informação estão em polvorosa, na expectativa sobre o futuro da apresentadora Xuxa Meneghel. Segundo fontes diversas, o compromisso da artista com a Globo, emissora que a inventou como ídolo infantil (ela não era "ídolo" na época da Manchete, vá?) e a tornou uma das maiores estrelas do Brasil, terminou no final de janeiro de 2015. Desde então, temos acompanhado a saga "vai pra Record ou não vai?", pois, segundo consta, seus advogados e a emissora já chegaram aos termos, e agora só falta a assinatura de Xuxa. Caso a contratação se confirme, a loira deverá se tornar uma espécie de Elle DeGeneres tupiniquim, comandando um talk show vespertino diário, o que seria uma grande reinvenção em sua carreira, contruída sob atrações infantis e musicais.

Sabendo dos planos da Record para tentar reinventar Xuxa na TV, fica a dúvida sobre a demora neste processo de transição de público com relação à apresentadora. Afinal, foi Xuxa quem abriu caminho para a profusão de loiras comandando programas infantis, que deu a tônica das produções para pequenos nas décadas de 1980 e 1990. Dentre tantas que surgiram no rastro da "rainha dos baixinhos", apenas duas consolidaram-se de fato na televisão brasileira: Angélica e Eliana. A primeira foi substituta de Xuxa no lendário Clube da Criança e experimentou muito sucesso junto às crianças. No entanto, foi a primeira das apresentadoras infantis a manifestar publicamente a vontade de mudar de público. Já a segunda foi uma invenção de Silvio Santos e que, mais tarde, já na Record, percebeu que os programas infantis estavam em baixa e tratou de buscar um público diferenciado. Em comum, tanto Angélica quanto Eliana trataram de contruir sua transição aos poucos, acostumando o público de que já não falavam apenas com crianças devagar, até construírem seus espaços junto aos outros apresentadores da TV aberta brasileira.

Angélica abriu caminho. Logo que estreou na Globo, ela lutava por um programa para adolescentes, além dos dois programas infantis que comandava na programação da emissora. A ideia era fazer algo semelhante ao Milk Shake, semanal já com uma pegada menos infantil que ela comandou com sucesso na Manchete. O tal programa, a princípio, não aconteceu, e Angélica tratou de tocar seus infantis, que fizeram muito sucesso nos primeiros anos, mas perderam fôlego no decorrer do tempo. Sua última aposta no segmento, Bambuluá, não aconteceu, o que acendeu o sinal de alerta na direção da Globo. Começou aí a fase de transição de Angélica, que, inicialmente, passou a falar com a família dentro do Vídeo Show, quando emplacou o quadro Vídeo Game. Ótima sacada da emissora, que deu à apresentadora um espaço dentro de um programa já bastante visto por jovens e adultos, facilitando a tão almejada mudança de público. Na mesma época, veio o comando do reality show Fama, que também auxiliou neste processo. Assim, quando finalmente a apresentadora ganhou um programa para chamar de seu, o Estrelas, sua imagem já estava completamente dissociada dos programas infantis. O semanal, exibido aos sábados, nunca decepcionou no Ibope, e caminha para seu décimo ano de exibição.

Com Eliana, o processo não foi muito diferente, mas aconteceu depois do de Angélica. Na Record, a loira acostumou-se a liderar a audiência matinal com seu infantil Eliana & Alegria. No entanto, passado o auge, o programa começou a dar sinais de desgaste. Assim, a emissora apostou num outro infantil, Eliana na Fábrica Maluca, que não deu muito certo. A atração migrou para as tardes e passou, aos poucos, a ser reformulada, ganhando contornos de game show e colocando adolescentes na plateia. Já chamado apenas de Eliana, o programa serviu para mostrar que a apresentadora sabia, sim, falar com um público mais velho. Por isso, a direção da Record resolveu extingui-lo e tratou de reinventar Eliana, deixando-a um tempo fora do ar, para voltar mais tarde com o dominical Tudo É Possível. Deu certo. No comando de um programa de variedades semanal, Eliana destacou-se na audiência, conseguindo até vencer o Programa Silvio Santos, na época exibido de tarde no SBT. Quando Gugu assinou com a Record, Silvio Santos tratou de trazê-la de volta ao SBT, onde voltou com status de estrela no comando de um dominical que leva seu nome. No ar há seis anos, o programa briga dignamente pela vice-liderança, e consolidou o nome de Eliana como apresentarora de vez.

Mas enquanto Angélica e Eliana se reinventavam, o que fazia a pioneira Xuxa? Andava para trás. Afinal, justiça seja feita, foi Xuxa a primeira a fazer a transição. Ainda no comando do infantil Xuxa Park, a loira emplacou o Planeta Xuxa, inicialmente nas tardes de sábado e, depois, aos domingos. No Planeta, Xuxa aparecia falando de igual para igual com os jovens, atingindo em cheio um público que havia crescido com ela. E basta ver pelas reprises do Viva que Xuxa desabrochava como uma animadora competente, interagindo com a plateia, brincando e se divertindo em seu palco com os convidados, com uma presença cênica que nunca mais se viu. Quando o Xuxa Park saiu do ar e o Planeta Xuxa continuou, parecia que a apresentadora havia, finalmente, feito a passagem. Mas o rompimento com sua empresária e diretora de seus programas, Marlene Mattos, e a vontade de voltar a falar ao público infantil, fizeram com que Xuxa botasse um ponto final no Planeta Xuxa e voltasse aos infantis. Foi aí que ela se perdeu. Xuxa no Mundo da Imaginação e o TV Xuxa diário não deram certo. Ela tentou voltar a falar com toda a família no TV Xuxa semanal, mas seu viço no palco diante de sua plateia já estava bem diferente dos tempos do Planeta Xuxa

Para reconquistar seu lugar na TV, Xuxa precisa seguir o exemplode suas sucessoras, Angélica e Eliana, e abandonar de vez sua imagem de apresentadora infantil. Xuxa não apresenta infantis desde 2007, último ano do TV Xuxa diário, mas, mesmo assim, ainda não conseguiu se desfazer desta imagem. A Record tem um plano de reinvenção interessante para ela, que é o da apresentação de um talk show diário. No entanto, seu desempenho num programa destes moldes ainda é um tanto obscuro, afinal, Xuxa não é Ellen DeGeneres. Um semanal de variedades talvez fosse uma maneira menos arriscada para que Xuxa pudesse reencontrar seu público. Ficamos na torcida para que ela consiga conquistar o seu espaço, em qualquer emissora que esteja.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 15h02
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Antigo trio do "Hoje Em Dia" pode voltar ao ar em nova emissora

A substituição de Chris Flores, Celso Zucatelli e Edu Guedes por Ana Hickmann, César Filho e Renata Alves no comando do matinal Hoje Em Dia, da Record, ainda está rendendo pano pra manga. Pipocam notícias dando conta de que teria sido um mau negócio para a emissora substituir o time tradicional da atração. Já foi noticiado que o novo trio vem tendo dificuldades em segurar a audiência. Além disso, consumidores do arroz Prato Fino, anunciante do programa, estariam insatisfeitos pela marca agora ser anunciada por Hickmann, que não teria “cara de quem faz arroz”, e fazem campanhas de boicote ao produto.

Enquanto isso, pouco se falou sobre o destino dos antigos nomes do programa. Surgiram rumores de que Chris Flores poderia ganhar um quadro de entrevistas com celebridades no Domingo Espetacular, mas nada foi confirmado. No entanto, uma outra informação passou a correr por esses dias na imprensa: segundo o site Yahoo!, Chris, Celso e Edu estariam negociando com a direção da RedeTV a condução de um programa nos mesmos moldes do Hoje Em Dia. Segundo o site, o departamento comercial da RedeTV já estaria estudando a viabilidade comercial do programa, que seria exibido nos finais de tarde.

Enquanto isso, o jornalista José Armando Vannucci noticiou que a RedeTV está empenhada em contratar o trio e já estuda a hipótese de solicitar à Record o cancelamento das multas contratuais dos apresentadores para que a saída dos três ocorra de forma amigável. Como, ao que tudo indica, a Record não tem planos para eles, o mais provável é que isso aconteça sem maiores problemas. E, caso consiga, a RedeTV terá dado uma cartada de mestre, afinal, um programa aos moldes do Hoje Em Dia no fim da tarde seria muito mais interessante que pegadinhas velhas ou uma sucursal do TV Fama, não?

Chris, Celso e Edu formaram um time interessante, que conta com fãs ardorosos. Basta perceber os movimentos destes fãs nas redes sociais, pedindo insistentemente à Record que os recoloque no Hoje Em Dia. Sendo assim, estes fãs ficariam satisfeitos ao vê-los juntos novamente, mesmo que seja numa nova casa. Claro, isso não é garantia de grande audiência: a nova atração, se realmente acontecer, deve apresentar resultados mais de acordo com a realidade da RedeTV. Mesmo assim, seria a chance da emissora melhorar sua grade. Afinal, finalmente o canal estaria deixando de recorrer a ex-BBB’s e ex-Fazenda’s para comandar seus programas, e apostando em nomes já consolidados.

Vale lembrar que o SBT já tentou emplacar um Hoje Em Dia no final da tarde. Foi no ano de 2008, e a atração era o já “histórico” Olha Você, comandado por Claudete Troiano, Alexandre Bacci, Ellen Jabour e Francesco Tarallo. A atração foi um fiasco e acabou reformulada um sem-número de vezes, deixando de ser um Hoje Em Dia genérico pra se tornar uma espécie de telejornal de variedades vespertino, ganhando um monte de apresentadores novos, como Izabella Camargo, Guilherme Arruda e Eloy Nunnes. Saiu do ar rapidamente. Mas o projeto da RedeTV tem a vantagem de contar com apresentadores já entrosados, o que pode fazer  a diferença. Vamos ver o que acontece.



Escrito por André San às 18h16
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Tele-Sessão: Studio Universal exibe especial dedicado às musas do cinema

O Studio Universal apresenta nos dias 16 a 19 de fevereiro, segunda-feira à quinta-feira, às 20h, a sessão de filmes Studio Musas. A faixa trará filmes com grandes atrizes do cinema que acontecem na praia, que conta com a estreia do longa Antes Só do Que Mal Casado (2007) no último dia do especial.

Na segunda-feira, dia 16 de fevereiro, será exibido o filme A Onda dos Sonhos. O longa Mamma Mia! será apresentado no dia 17 de fevereiro, terça-feira. Já no dia 18 de fevereiro, quarta-feira, é a vez de Como se Fosse a Primeira Vez. Para finalizar, no dia 19 de fevereiro, quinta-feira, estreia Antes Só do Que Mal Casado.

Confira abaixo a grade de exibição do Studio Musas:

Dia 16 de fevereiro, segunda-feira:

20h: A Onda dos Sonhos

Dia 17 de fevereiro, terça-feira:

20h: Mamma Mia!

Dia 18 de fevereiro, quarta-feira:

20h: Como se Fosse a Primeira Vez

Dia 19 de fevereiro, quinta-feira:

20h: Antes Só do Que Mal Casado

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Escrito por André San às 18h15
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Globo lança novas temporadas de "Profissão Repórter" e "Tá no Ar"

Terminada a minissérie Felizes Para Sempre?, a linha de shows da Globo volta a promover estreias nesta semana. Hoje, dia 10, logo depois do Big Brother Brasil, começa mais uma temporada do jornalístico Profissão Repórter. Já na quinta, dia 12, é a vez de mais uma leva de episódios do humorístico Tá no Ar – A TV na TV, também depois do BBB. Note que os dois programas, anteriormente exibidos na terceira linha de shows, agora ocuparão o segundo horário. Assim, serão exibidos mais cedo que o habitual.

A emissora ainda não confirma, mas muitos colunistas de TV afirmam que as estreias desta semana são um demonstrativo de que a Globo pretende eliminar de vez a terceira linha de shows. Exibida às terças e quintas, a faixa é o lar de vários programas de temporada da emissora, como os dois já citados, e também Globo Mar, Na Moral, Amor & Sexo, além de algumas séries, como Suburbia e Afinal, o que Querem as Mulheres?. No entanto, vale lembrar que é comum o canal suspender a faixa entre os meses de janeiro e março, retomando-a em abril. Será que isso vai acontecer neste ano?

Além de sinalizarem um possível fim da terceira linha de shows, as estreias desta semana também marcam o fim da exibição de minisséries e seriados neste horário no começo do ano. A faixa pós-BBB, quase sempre, era reservada aos produtos de dramaturgia: primeiro, eram as macrosséries; depois, temporadas de séries variadas. A exceção foram os anos de 2008/09, quando foi lançada a faixa de filmes Festival de Sucessos, ou o ano de 2010, quando Amor & Sexo ocupou as noites de terça, após os paredões do reality de Pedro Bial. Agora, é um jornalístico e um humorístico que ficam com a vaga, enquanto as noites de sexta seguem dedicadas ao Globo Repórter.

Sendo assim, como será que fica a grade a partir de abril? Caso a terceira linha de shows realmente tenha sido extinta de vez, o Profissão Repórter pode continuar ocupando a faixa após Tapas & Beijos, que volta para sua última temporada. Sendo assim, haverá um espaço a menos para séries na programação. A série Pé na Cova, que também ocupa este horário, mudará de dia? Pouco provável, né? Por outro lado, não se fala da volta de alguns programas de quinta-feira. O que virá quando a nova temporada de Tá no Ar acabar? Mistééérios...

Independente do fim da terceira linha de shows ou não, será uma experiência interessante Profissão Repórter e Tá no Ar irem ao ar cedo. O jornalístico de Caco Barcellos vinha perdendo fôlego em seu horário anterior. Já o humorístico de Marcelo Adnet foi sucesso de crítica, mas a audiência também não foi nada exorbitante. O horário avançado de exibição das duas produções pode ser um motivo para este público não tão extenso. Agora é hora de ver se, mais cedo, os programas conseguirão atrair uma plateia mais ampla. Tomara que sim, tendo em vista que são duas ótimas atrações!



Escrito por André San às 18h11
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TV Paga: Viva exibe último episódio de "Rebobina"

O Rebobina do dia 11 de fevereiro convida Ingra Liberato, Ana Carolina, Lúcia Veríssimo e Marcius Melhem a recordarem a febre do sertanejo que tomou conta do Brasil na década de 1990. A atração, exibida pelo Viva, faz um passeio pelos modismos, canções e personagens ícones da época . "Não tem samba nacional! A trilha sonora do inicio dos anos 90 no Brasil é uma moda de viola caipira, um pouco triste, um pouco romântica, quase sempre cantada por uma dupla", resume Zé Pedro.

No programa que encerra a temporada, as mais famosas duplas sertanejas do país são enaltecidas e os artistas no palco lembram como viveram essa fase. Camisa xadrez, bota de caubói e jeans rasgado formavam o figurino típico, segundo o DJ e apresentador.

Além da música, as novelas rurais também são tema da conversa. Personagens memoráveis, aberturas marcantes e grandes enredos são debatidos entre os participantes. Marcius Melhem é o mais empolgado ao recordar suas musas dos folhetins: "Eu era um grande fã da Ingra e da Lucia. Era adolescente e ficava super animado quando elas apareciam tomando banho de rio, cavalgando, etc.", conta o humorista.

O quadro no qual os convidados contam um mico da época faz Ingra revelar gafes cometidas durante apresentações com cavalos: "Uma vez eu fui saltar os arcos de fogo e pegou fogo no meu cabelo". O Rebobina vai ao ar a partir das 22h45.

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Escrito por André San às 18h10
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Em "Império", Aguinaldo Silva recicla suas próprias tramas

Em entrevista recente, o autor Aguinaldo Silva explicou, mais uma vez, porque abandonou as novelas de realismo fantástico, passadas em cidadezinhas do Nordeste. Consagrado pelo estilo herdado de Dias Gomes, Silva foi autor de folhetins de realismo mágico que fizeram história, como Tieta, Pedra Sobre Pedra, Fera Ferida ou A Indomada. No entanto, após Porto dos Milagres, Aguinaldo abandonou de vez as sagas rurais para se dedicar a tramas urbanas, como Senhora do Destino e Duas Caras. Ele explicou que fez isso porque percebeu que estava se repetindo, e que as tramas estavam ficando parecidas, o que o incomodava.

Ele tem razão. Suas últimas duas tramas nordestinas, A Indomada e Porto dos Milagres, tinham vários pontos em comum. O núcleo familiar das mocinhas, por exemplo, era praticamente idêntico: Lucia Helena (Adriana Esteves) passou um tempo afastada da cidade, retornando já adulta e encontrando seus tios, a interesseira Altiva (Eva Wilma) e o tio banana Pedro Afonso (Claudio Marzo); o mesmo aconteceu com Lívia (Flavia Alessandra), que retorna à cidade e vive com os tios, a interesseira Augusta Eugênia (Arlette Salles) e o banana Osvaldo (Fulvio Stefaninni). As duas famílias são falidas e veem no casamento da sobrinha a solução para sair do buraco. Ou seja, Aguinaldo Silva admite que se repetiu, e por isso quis fugir do estilo que o consagrou.

No entanto, algumas novelas urbanas depois, já é possível observar que o autor segue se repetindo, sim. Algumas vezes, de forma explícita, como uma espécie de “auto-homenagem”. Em Fina Estampa, por exemplo, cada vez que a vilã Tereza Cristina (Christianne Torloni) empurrava algum inimigo escada abaixo, agradecia a inspiração de Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), a antológica vilã de Senhora do Destino. Sua atual obra, Império, também não escapou de algumas citações e referências às obras anteriores de Aguinaldo Silva.

Entretanto, algumas referências fogem à simples citação e se tornam praticamente reedições. Tramas e personagens inteiros oriundos de outras novelas do autor podem ser encontrados em Império. Em capítulo exibido nesta semana, quando Reginaldo (Flavio Galvão) e Jurema (Elizangela) morrem na casa de Cora (Marjorie Estiano), a sensação de deja vu foi inevitável. Afinal, é a segunda vez que Elizangela tropeça e morre ao cair da escada de uma vilã. Sua personagem Djenane, em Senhora do Destino, teve o mesmíssimo desfecho. Alguém precisa avisá-la para tomar mais cuidado com degraus. Aliás, mortes em escadas realmente se tornaram rotina entre as vilãs de Aguinaldo: além da já citada Tereza Cristina, Cora já usou do expediente para matar Fernando (Erom Cordeiro), enquanto Silvia (Alinne Moraes), de Duas Caras, não empurrou ninguém, mas se jogou escadaria abaixo.

Outras tramas e personagens de Império remetem a histórias anteriores de Aguinaldo Silva. A trama central, em que José Alfredo (Alexandre Nero) comanda uma empresa que é disputada pelos filhos, foi livremente inspirada em Rei Lear, de Shakespeare. A mesma inspiração do núcleo familiar central de Suave Veneno, onde o “rei do mármore” Waldomiro (José Wilker) lidava com suas três filhas, entre elas a vilã Maria Regina (Letícia Spiller), que queria a Marmoreal para ela. Falando em Suave Veneno, Eliseu (Rodrigo Santoro) foi preso na trama por falsificar quadros. Orville (Paulo Rocha) passou pela mesma situação em Império.

Ainda em Império, Tuane (Nanda Costa) abandonou o filho com o pai, Elivaldo (Rafael Losso), e fugiu com outro, voltando anos depois tentando reaver a criança. Aos poucos, ela se redime e volta a formar uma família com eles. Tal qual Teodora (Carolina Dieckmann) em Fina Estampa. Enquanto isso, Robertão (Romulo Neto) abandonou a vida de vagabundagem ao se apaixonar por Érika (Letícia Birkheuer), que o obrigou a trabalhar. O mesmo aconteceu com Benoliel (Armando Babaioff), que vivia dormindo no sofá tal qual Robertão, mas tomou um rumo quando se apaixonou por Fernanda (Júlia Almeida), em Duas Caras. E esses são apenas alguns exemplos.

Além de repetir a si mesmo, chama a atenção o fato de Aguinaldo Silva também estar “tomando emprestado” tramas de colegas. Neste momento de Império, o vilão Maurílio (Carmo Dalla Vecchia) faz de tudo para destruir José Alfredo. No entanto, já sabemos que ele não age sozinho: há um vilão oculto que lhe dá ordens. Só o vemos recebendo ordens ao telefone, dadas por alguém a quem ele chama de “pai”. Esse era exatamente o grande mistério de Belíssima, de Silvio de Abreu, que foi exibida em 2005/06. André Santana (não eu, o Marcello Antony) tirou de Júlia (Gloria Pires) tudo o que ela tinha, agindo sempre a mando de algum ser misterioso, com o qual só se comunicava por telefone. No último capítulo, descobrimos que era a avó de Júlia, Bia Falcão (Fernanda Montenegro), a responsável pelo plano de tomar da neta o que ela tinha.

Claro que Aguinaldo Silva não é o único autor a se repetir. Todos os medalhões da teledramaturgia nacional, como Manoel Carlos, Gilberto Braga, Gloria Perez e Silvio de Abreu, também retomam alguns elementos de suas novelas anteriores. E isso não faz de Império uma novela ruim. Claro, não é a melhor novela de Silva, na minha opinião um de nossos melhores autores, mas é uma trama boa, anos-luz à frente de bombas como Suave Veneno ou Fina Estampa (a pior de sua obra, sem dúvidas). O caso é que todo este pessoal assina produções do horário nobre há anos, e tanta repetição acaba cansando os noveleiros, que não têm a memória tão fraca assim. E essa é uma das razões da importância de se apostar em sangue novo nos folhetins. Novos valores, como Duca Rachid, Thelma Guedes, Filipe Miguez, Izabel de Oliveira, Licia Manzo e cia, além do já veterano João Emanuel Carneiro, precisam surgir. 



Escrito por André San às 12h00
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Séries em Série: Episódio de "Grimm" é inspirado em divindade Hindu

O Canal Universal exibe no dia 9 de fevereiro, segunda-feira, às 22h, o sexto episódio inédito da quarta temporada de Grimm. A história é inspirada na deusa Kali que é cultuada no Hinduísmo. A divindade representa a força feminina e é considerada "mãe" por seus devotos.

Em "Highway of Tears", Juliette (Bitsie Tulloch) decide que Nick (David Giuntoli) precisa ter seus poderes de volta. Nick e Hank (Russell Hornsby) são chamados para investigar um trecho de uma rodovia que é utilizado como área de preparação para rituais wesen.

Wesen deixaram uma cruz wolfsangel em chamas na casa de Nick e Juliette, e Hank usa uma mangueira para apagar o fogo. Juliette avisa o namorado que está disposta a tomar a poção de Adalind (Claire Cofee), e ele concorda.

Eles vão até a casa de Monroe (Silas Weir Mitchell) e Rosalee (Bree Turner) que lhes explica que a cruz é, provavelmente, da Secundum Naturae Ordinem Wesen, uma seita antiga fundada durante a idade média com o objetivo de manter os wesen puros.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 11h59
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