"Gugu" volta ao ar pouco inspirado

Com o fim do dominical Programa do Gugu, muito se especulou sobre o futuro profissional de Gugu Liberato, um dos principais nomes da televisão brasileira. Não faltou quem acreditasse que o loiro não mais voltaria à TV, afinal, o animador tirou longas férias antes de planejar seu retorno. Quando saíram as primeiras informações de que ele negociava com emissoras para lançar seu novo programa, desta vez como produtor independente, ficou claro que Gugu almejava mudanças, já que o projeto anunciado era noturno e a ser exibido durante a semana. Ou seja, Gugu abandonava em definitivo o domingo, dia da semana que o consagrou.

Assim nasceu Gugu, lançado no ano passado pela Record. Exibido à noite, de terça a quinta, a atração veio para preencher a lacuna deixada pelas novelas do canal, que deixaram a faixa das 22 horas para se encaixar às 20h30. O animador voltou fazendo barulho, apostando, sobretudo, em entrevistas bombásticas com, digamos, “presos famosos”, como Suzane Von Richthofen e o goleiro Bruno. Na salada da atração também havia musicais, brincadeiras no palco e reportagens externas. Ou seja, na prática, Gugu mudou apenas de dia, pois seu programa não fugiu muito da fórmula que o consagrou aos domingos com seus Domingo Legal, do SBT, e Programa do Gugu, na própria Record. Mesmo assim, alcançou um bom resultado para a emissora, sobretudo às quartas-feiras.

Daí a decisão de lançar a nova temporada de Gugu como um semanal, apenas às quartas-feiras, em 2016. A atração voltou ao ar na última semana prometendo uma temporada mais longa que a do ano passado, que terminou em setembro: a ideia, agora, é atravessar o ano todo. Gugu voltou com pequenas alterações no cenário, mas sem nenhuma novidade de fato. Aliás, como agora o programa terá apenas uma edição por semana, esperava-se que voltasse ao ar mais recheado de atrações, mas não foi isso que aconteceu. Pouca coisa marcou o retorno do programa.

Grande parte da atração foi dedicada a especular sobre como teria sido enterrada a comediante Dercy Gonçalves: de pé, como ela desejava, ou deitada? Enquanto a reportagem repetia a “empolgante” pergunta à exaustão, o apresentador recontou a trajetória da personagem, por meio de imagens, vídeos e depoimentos de amigos e familiares. É sempre bom relembrar Dercy, uma das maiores artistas do Brasil, mas o mote da reportagem me pareceu completamente equivocado, para não dizer desrespeitoso. Seria mais bonito se a reportagem se mostrasse apenas como uma grande homenagem à Dercy, e não ficasse especulando sobre seu sepultamento e fazendo visitas ao túmulo da artista.

Na sequência, Gugu recebeu no palco a dupla sertaneja Bruno e Barretto, que ficou famosa nas redes sociais após a péssima performance em participação no Encontro com Fátima Bernardes, na qual não se entendia nada da letra das canções. No melhor estilo João Kleber, Gugu explorou a péssima repercussão da participação no programa da Globo, mas adiou o quanto pôde a explicação da dupla sobre o ocorrido, dedicando boa parte do tempo dos artistas no palco para exibir vídeos com depoimentos dos familiares. No fim, a dupla explicou que não tiveram tempo de passar o som na participação no Encontro, daí a fraca performance, explicação essa que eles já haviam dado em outros lugares, inclusive no Vídeo Show, na própria Globo. A participação deles só serviu mesmo para mostrar ao público que, passando o som ou não, eles não são mesmo lá grandes cantores. Aliás, durante a apresentação da dupla houve um “apagão” no palco, já para cumprir a tradição de falhas técnicas na estreia. Lembra que no ano passado deu problema no áudio da entrevista da Suzane? E, pouco tempo depois, Wanessa Camargo pagou um mico cantando uma música ao vivo no palco, enquanto em casa se ouvia outra canção? Falha nossa.

Mesmo sem grandes atrações, Gugu não decepcionou na audiência, registrando bons índices e mantendo a Record na vice-liderança. A noite de quarta-feira é realmente um bom dia para programas noturnos de variedades, pois são a melhor opção para bater de frente com o futebol, da Globo. Mas não seria ruim se o programa caprichasse mais no conteúdo. A Record já tem dois programas de auditório noturnos em sua linha de shows, Programa Xuxa Meneghel e Gugu, e os dois carecem de mais conteúdo. Há quem diga que logo virá mais um, nas noites de sexta, comandado por Sérgio Marone, então já ficamos na torcida pra que não seja mais um programa sem recheio. Por enquanto, a emissora acerta mais nas noites de terça e quinta, com Troca de Família, Câmera Record e Repórter Record Investigação. Saudades dos programas de auditório noturnos realmente interessantes...

André Santana 

News: Syfy estreia nona temporada de "Doctor Who" em março

O Syfy estreia no dia 4 de março, sexta-feira, às 21h, a nona temporada de Doctor Who, com a exibição do episódio "The Magician’s Apprentice". A série foi adquirida pelo canal, que também irá transmitir o oitavo ano da produção. Os episódios da nona temporada poderão ser assistidos às 21h dublados e às 22h legendados.

No dia 29 de fevereiro, às 21h, será exibido o especial "Doctor Who Explained". Nele, os telespectadores serão introduzidos ao universo da série e, ainda, poderão assistir aos dois primeiros episódios da oitava temporada em seguida.

Lançada há 52 anos, Doctor Who é a mais antiga série de ficção-científica da televisão, e parte significativa da cultura popular britânica. A história segue as aventuras do Doutor, um Lorde do Tempo, que navega pelo universo com uma sucessão de companheiros em uma nave espacial que viaja no tempo e espaço sob a forma de uma antiga estação da polícia britânica. O Doutor combate uma variedade de inimigos, enquanto trabalha para salvar civilizações, ajudar pessoas e satisfazer sua curiosidade.

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SBT escala elenco de "Carinha de Anjo"

Não temos a menor ideia de quando Cúmplices de um Resgate chegará ao fim, porque, né, o SBT adora esticar uma novela infantil, mas já sabemos que Carinha de Anjo foi o texto escolhido para ganhar uma versão nacional na emissora e dar sequência à bem-sucedida faixa de novelas infantis da emissora. A trama, cuja versão dublada fez muito sucesso no Brasil no início da década passada, está sendo adaptada pela equipe de Leonor Correia, supervisionada por Iris Abravanel, informou o jornalista Flavio Ricco.

Na última semana, foi divulgado em sites diversos que, após uma grande bateria de testes, foi escolhida a protagonista da produção. Trata-se da pequena e fofa Lorena Queiroz, de 5 anos, que reviverá Dulce Maria, a doce menininha que movimentava um colégio interno de freiras na novela. Na trama, Dulce Maria é deixada no colégio de freiras por seu pai, e lá conhece uma noviça que ela pretende transformar em madrasta.

Além da pequena protagonista, o SBT também já escala o elenco adulto da trama. Segundo diversos sites, a atriz Joana Fomm já acertou sua participação no folhetim. Caberá a ela o papel da Madre Superiora, figura que será constantemente atormentada pelas travessuras de Dulce Maria e suas amigas. Será a volta de Joana Fomm num papel regular numa novela: a atriz foi vista recentemente numa participação marcante em Boogie Oogie, na Globo, mas não faz uma trama inteira desde Bang Bang, em 2005. Sem dúvidas, uma excelente aquisição da emissora de Silvio Santos.

Nomes como Priscila Marinho (que está no ar como a Sheila na reprise de Caminho das Índias), Kayky Britto (visto recentemente em Alto Astral) e Milena Toscano (que acaba de atuar na ainda inédita Escrava Mãe) também já estariam com os dois pés no canal da Anhanguera. Não se sabe exatamente que papéis fariam, mas há quem aposte que Priscila será a Irmã Fabiana, uma freira atrapalhada do colégio, enquanto Kayky e Milena seriam o casal central: ele, o viúvo pai de Dulce Maria, e ela, a noviça que se apaixona por ele. Ainda não estou preparado para ver Kayky Britto como pai de família numa novela, confesso, mas Milena Toscano me parece um bom nome para viver a mocinha (lembrando que ela protagonizou Araguaia, na Globo). Outros nomes confirmados em Carinha de Anjo são os dos ex-Carrossel Maisa Silva e Jean Paulo Campos. Mas a pergunta que não quer calar é: quem, afinal, dará vida à divertida Tia Peruca??? Aguardemos.

Como se vê, o SBT parece disposto a apostar alto em Carinha de Anjo. E a aposta tem razão de ser, afinal, embora ainda seja um bom negócio para a emissora apostar em novelas infantis, é fato que elas vêm perdendo força. Carrossel explodiu, Chiquititas teve altos e baixos e Cúmplices de um Resgate segue um pouco abaixo de suas antecessoras. Isso se deve, principalmente, a dois fatores: o acerto da Record com suas novelas bíblicas, exibidas no mesmo horário; e o fato de Cúmplices de um Resgate ter uma pegada mais infanto-juvenil, tal qual Chiquititas e mais distante do universo mais infantil de Carrossel. Carinha de Anjo já tem essa pegada mais infantil de Carrossel. Vamos ver o que acontece.

André Santana

News: Comedy Central comemora quatro anos na televisão brasileira e estreia "Drunk History"

No mês em que comemora quatro anos no Brasil, o canal Comedy Central promete muita diversão e gargalhadas com a estreia de Drunk History. O programa conta com a participação de artistas conhecidos como Winona Ryder, Owen Wilson, Jack  Black, Bill Hader, Kristen Wiig, entre outros, e estreia na quarta-feira, 10 de fevereiro, às 21h h, no Comedy Central.

Drunk History é muito bem humorado e funciona da seguinte maneira: enquanto um artista convidado divide com a audiência sua versão ‘embriagada’ e muito criativa de um fato histórico, um grupo de atores interpreta a narrativa, respeitando toda e qualquer situação maluca que possa aparecer.

“O novo programa é a terceira estreia do canal só neste ano. Community e a animação TripTank chegaram a grade em janeiro e, em março, a audiência pode esperar a grande estreia de Portátil com a equipe de Porta dos Fundos”, comenta  Federico Cuervo, vice-presidente sênior e gerente da marca Comedy Central. “Além desses, novos episódios do aclamado South Park e novas temporadas de Batalha de Lip Sync, Inside Amy Schumer e Comedy Central Stand Up estão por vir”, finaliza o executivo.

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Sorte da Band existir "Os Simpsons"

O que seria da Band se não existisse Os Simpsons? Afinal, se não fosse a ótima animação da família amarela, a emissora paulista teria como único programa diário de entretenimento o matinal Dia Dia, do intocável Daniel Bork. O canal vem preenchendo sua grade matinal, vespertina e noturna com maratonas das aventuras de Homer, Bart e cia. Muito pouco para um dos principais canais abertos do país.

Depois que seu último investimento vespertino, o famigerado Tá na Tela, naufragou, o canal nunca mais investiu num programa diário, além do Dia Dia, que não fosse essencialmente esportivo ou jornalístico. Tratou de substituir as patacoadas de Luiz Bacci por reprises de Os Simpsons, que já figurava na programação noturna. O desenho conseguiu manter bons índices a custo quase zero nas tardes da Band, o que o credenciou a ocupar, também, as manhãs, anteriormente divididas entre Daniel Bork e séries e desenhos infanto-juvenis.

O sucateamento da grade diurna da Band tem a ver com falta de recursos e falta de criatividade. A emissora estacionou nos investimentos, algo que pôde ser observado desde o ano passado, com os cancelamentos de diversos programas: além do já citado Tá na Tela, saíram de cena também Sabe ou Não Sabe, Agora É Tarde e até o CQC, no final do ano passado, além do encurtamento do Café com Jornal. E a falta de criatividade pôde ser observada em suas últimas apostas na programação diurna, sempre tomada de produções inexpressivas. Se for pra injetar recursos em programas desinteressantes dos quais ninguém se interessa, melhor mesmo poupar esforços e energia. Pena que o mercado audiovisual sofre com isso, com menos espaço para trabalho. Enfim...

É uma pena que uma rede do tamanho da Band pareça tão perdida, e com uma grade tão pobre. Nada contra Os Simpsons, que é uma excelente animação, mas é triste saber que o canal não tem nada além disso para mostrar ao seu público. Os Simpsons é ótimo e merece estar no ar, mas seria bem mais interessante se a atração ocupasse apenas a faixa noturna, onde se encaixa melhor, e deixasse as manhãs e tardes livres para que haja uma maior variedade na programação.

Se o canal ainda não está saudável financeiramente o suficiente para investir em produção própria, poderia, ao menos, variar os enlatados que exibe. Animações infanto-juvenis, por exemplo, seriam uma excelente opção, afinal, os desenhos estão sumindo da TV aberta. No passado, a Band ensaiou tomar o lugar da extinta Manchete como a “casa” das animações japonesas no país, atração que sempre tem público cativo e fãs ardorosos. E, hoje, não há canal aberto que exiba este tipo de produção: a Globo, que investiu bastante no segmento no passado, saiu de cena, e o SBT, que ainda exibe desenhos, parece preferir as animações norte-americanas. A RedeTV também já investiu nestes produtos, mas também desistiu. Enquanto isso, a Band tem em seu cardápio coisas como Dragon Ball Kai, mas o exibe em horários impossíveis. Ou seja, não falta só grana e criatividade: falta vontade de fazer algo diferente. E dá-lhe Simpsons!

André Santana 

"Amor & Sexo" transforma noite de sábado num grande auditório

Tempos atrás, a noite de sábado na TV aberta era considerada um horário “morto”. Os canais não faziam grandes investimentos na faixa, alegando share baixo no dia da semana em que muitos espectadores preferem desligar o aparelho e fazer outros programas. Os poucos investimentos no horário até pareciam suicídio, e a lista de atrações que tentaram seu lugar ao sol neste dia complicado é bem grandinha: lembram do Arena SBT? Do Projeto Fashion? Do Caixa Preta? Ou do Famosos Quem?

Com isso, a noite de sábado acabou se tornando um lugar para o humor mais “tradicional”. Foi ali que A Praça É Nossa, do SBT, reinou por anos, antes de migrar para a quinta-feira. Para combatê-la, a Globo fez o caminho inverso: tirou o Zorra Total das noites de quinta, onde a atração nasceu, e a realocou nas noites de sábado, onde se estabeleceu. A Record correu por fora e acabou por encaixar ali o seu Show do Tom, de Tom Cavalcante, após tentar a programação diária e dominical. Vale lembrar ainda que o SBT tentou retomar o humor nas noites de sábado após a saída da Praça, lançando o tosquíssimo Sem Controle, de vida curta (amém!).

Dito isso, chama a atenção a atual aposta das três principais emissoras abertas nas noites de sábado atualmente. Globo, SBT e Record contam com uma grade recheada de atrações neste horário, e a maioria é de programas de auditório, que andavam meio esquecidos da programação noturna. Quando a líder optou por inverter o Altas Horas e o Supercine, acabou por colocar Serginho Groismann batendo de frente com o Legendários, de Marcos Mion, dando início a uma interessante batalha de programas de auditório nas noites de sábado. O público pôde optar pelas entrevistas e musicais variados da atração da Globo ou as brincadeiras e maluquices do show da Record, que ainda é precedido por outro programa de auditório de variedades, o Programa da Sabrina.

Quando a batalha parecia polarizada pela Globo e Record, o SBT ressurgiu no horário com o despretensioso Sabadão com Celso Portiolli. Criado para compensar a perda de duas horas da duração do Domingo Legal em razão da estreia do Mundo Disney, o programa começou completamente sem rumo, mas, aos poucos, foi lançando quadros variados e chamando a atenção de audiência. Hoje, o programa de Celso é uma colcha de retalhos de atrações, apostando em musicais, games e quadros de namoro, além de externas. Em pouco tempo conseguiu crescer consideravelmente e, hoje, já começa a incomodar o Legendários, brigando de igual para igual pela vice-liderança no Ibope. Nada mal para uma atração que nasceu totalmente no improviso. E a RedeTV também corre por fora, apostando no game show Mega Senha, de Marcelo de Carvalho, também com bons resultados.

E, no meio deste fogo cruzado, a Globo surpreendeu ao lançar a nova temporada do Amor & Sexo, de Fernanda Lima, justamente neste horário. A atração voltou ao ar na semana passada prometendo uma leva de 10 novos episódios para cobrir as férias do Zorra. A decisão surpreende, já que o canal poderia tapar o buraco apenas com a edição de sábado do Big Brother Brasil, mas optou por dar nova sobrevida ao ótimo programa de Fernanda Lima, que voltou ao ar com tudo. Para se adequar ao novo dia, Amor & Sexo voltou com embalagem mais de “show”, mas não perde de vista o debate sobre comportamento que sempre o caracterizou. Melhor ainda: seu momento mais informativo voltou bastante engajado, querendo esclarecer ao público dúvidas sobre questões de gênero e sexualidade.

Amor & Sexo acerta ao dar a este assunto o espaço que ele merece, num tom natural e informativo, e sem ser chato. Aliás, é corajoso (e necessário) o programa se mostrar tão engajado nestas questões. Seu lado “show” também funciona bem, com brincadeiras e besteiróis que arrancam muitas risadas do espectador e até da apresentadora, num clima descontraído que tem tudo a ver com a noite de sábado. E Fernanda Lima surge cada vez mais à vontade no comando do programa: é no Amor & Sexo que ela se mostra ao público como uma animadora de mão cheia e uma comunicadora eficiente. Fernanda é uma das melhores apresentadoras da TV brasileira.

Amor & Sexo e Altas Horas na Globo, Sabadão no SBT, Programa da Sabrina e Legendários na Record... a TV aberta tem opções de programas de auditório para todos os gostos na noite de sábado. O momento até remete aos tempos em que Fausto Silva e Gugu Liberato surgiam na TV com seus Perdidos na Noite e Viva a Noite (salvo as devidas proporções). Uma prova de que não existe um horário “morto” na TV, e sim horários que carecem de mais investimento e apostas.

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André Santana 

News: Em inédito de "Chicago Fire", Boden é preso

O Canal Universal exibe no dia 1º de fevereiro, segunda-feira, às 22h, o nono episódio inédito da quarta temporada de Chicago Fire. Em "Short and Fat", Boden (Eamonn Walker) foi preso após ser acusado de agressão e invasão. Donna (Melissa Ponzio) consegue retirá-lo da delegacia, mas, para isso, coloca a casa deles em perigo.

No Batalhão 51, Riddle (Fredric Lehne) lhes apresenta o novo comandante, que irá liderá-los até que Boden tenha resolvido suas questões pessoais. Para a surpresa de todos, Patterson (Brian White) é anunciado.

Patterson faz um discurso e diz que sabe que todos não estão entusiasmados, já que as circunstâncias não colaboram, mas pede a confiança dos bombeiros e paramédicos. Como Chilli (Dora Madison) e Jimmy (Steven R. McQueen) chegaram atrasados, o novo comandante chama a atenção dos dois. Ele também diz que Cruz (Joe Minoso) não pode mais deixar seu amigo Freddie (Ralph Rodriguez) ficar no batalhão.

Em um resgate, carros bateram embaixo de uma ponte. Enquanto Dawson (Monica Raymund) retira pedaços dos veículos, um homem começa a falar com ela e a destratá-la por ser mulher, além de assediá-la verbalmente. De volta ao batalhão, Cruz precisa contar à Freddie que ele não pode ficar mais no Batalhão. Otis (Yuri Sardarov) e Herrmann (David Eigenberg) resolvem ajudá-lo e lhe oferecem uma vaga no Molly’s. Freddie fica muito feliz em aceitar.

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Xuxa tem novo diretor na Record

As mudanças no Programa Xuxa Meneghel continuam. Depois de optar por seguir exibindo o programa gravado, e não mais ao vivo, a direção da Record escalou um novo diretor para a atração: sai Mariozinho Vaz e entra Ignácio Coqueiro. Segundo fontes diversas, um dos principais problemas do programa constatado pela cúpula da emissora, é seu conteúdo fraco, e espera-se que, sob nova direção, o Xuxa encontre seu rumo.

Sob a curta direção de Mariozinho Vaz, o Xuxa Meneghel se apresentou ao público como um “programa mutante”. Estreou bastante inspirado em The Ellen DeGeneres Show, seja no cenário, na identidade visual e no conteúdo principal, baseado em entrevistas. No entanto, a atração acabou virando “freguês” do Programa do Ratinho e do Máquina da Fama, e aí começaram as mudanças. As entrevistas perderam força e entraram concursos variados, que iam de talentos garimpados na internet, de crianças e até de escolha de uma atriz para atuar na novela A Terra Prometida.

Sem uma identidade definida, o Programa Xuxa Meneghel também pecou ao insistir em dois quadros que o acompanham desde a estreia: o Conto de Fadas, sobre sexo, e o Toc Toc, no qual Xuxa visita seus espectadores. O primeiro é bobo toda vida e nunca disse a que veio. E o segundo parece querer exaltar a imagem de “rainha” da apresentadora, o que fica extremamente cansativo. Com um roteiro fraco, o programa ficou enfadonho.

O curioso é que Mariozinho Vaz foi o diretor do TV Xuxa, na Globo, entre os anos de 2008 e 2011, sem dúvidas a melhor fase do último programa de Xuxa na “Vênus Platinada”. Exibido nas manhãs de sábado, o programa seguia o formato de “colcha de retalhos”, com uma sucessão de quadros. Conteúdo não faltava: quadros como Show de Babá, Meninos x Meninas, Papo X, Tempo de Baixinho e Estilista Revelação divertiam bastante. A atração só perdeu força quando saiu das manhãs para ocupar as tardes de sábado, e o formato vitorioso matinal não funcionou à tarde, o que culminou com a saída de Mariozinho do comando. Obviamente, a noite de segunda também pede um formato diferente do que era o programa de Xuxa nos sábados de manhã, mas a boa fase deste período mostra que Mariozinho Vaz foi, sim, um bom diretor para Xuxa no passado.

Ignácio Coqueiro, que assume a direção-geral do Programa Xuxa Meneghel nesta semana, também é um bom nome. Em seu currículo estão o Caldeirão do Huck, na Globo, e a transformação do O Melhor do Brasil em Hora do Faro, na própria Record. Caberá a ele, agora, reinventar Xuxa mais uma vez. O caso é que há quem diga que Xuxa é bastante participativa na condução do programa e nem sempre aceita sugestões da direção, e isso é um problema. Para vingar em sua nova posição, a apresentadora deve ser receptiva às mudanças e sugestões de Coqueiro. Torçamos pra que consiga, pois, como já foi dito aqui, a atração tem um potencial enorme, que não é explorado adequadamente. Vamos ver o que acontece.

André Santana

News: "No Limite" estreia no Viva

Praia deserta, sombra e água fresca nem sempre são sinônimos de descanso. Principalmente no caso dos participantes de No Limite, primeiro reality show da televisão brasileira. A partir de 28 de janeiro, às 23h, o Viva exibe a eletrizante disputa da primeira edição da atração, realizada em 2000, pela Globo. A cada semana, o apresentador Zeca Camargo anuncia novos desafios e surpresas na gincana de sobrevivência que parou o país. A direção geral é de Boninho.

Há 16 anos, a fictícia Praia dos Anjos, a cerca de 100 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, ofereceu barreiras naturais e muita adrenalina para as provas do reality. Ao longo de 23 dias, a região inóspita foi cenário do confinamento de 12 pessoas, com idades entre 20 e 54 anos, que toparam testar suas resistências físicas e psicológicas. A cabeleireira Elaine, a atriz Pipa, o bailarino e ex-menino de rua Vanderson, a dona de casa Ilma, o líder comunitário Amendoim, a estudante de ensino médio Hilca, o motociclista Thiago, o advogado recém-formado Marcus, a advogada Andrea, a estudante de serviços sociais Juliana, o bancário Jeferson e o aposentado Chico venceram obstáculos, conviveram em condições hostis e enfrentaram seus limites na competição.

Na primeira fase do programa, os integrantes foram distribuídos em duas equipes: Kuaray e Jaxi, que significam Sol e Lua em guarani. Os grupos eram incumbidos de realizar tarefas em que todos os concorrentes precisavam participar. O time que perdesse era obrigado a optar por um dos colegas para deixar a atração e essa votação era feita secretamente no "Portal dos Quatro Elementos". A cada conquista, os vitoriosos recebiam objetos representando água, ar, fogo e terra para preencher a mandala. Além disso, essas superações eram recompensadas com cartas que traziam notícias dos parentes, produtos de higiene e alimentos. Em determinada etapa da atração, as provas começaram a ser individuais.

Rotina intensa e coragem resumem o dia a dia dos competidores no meio dessa aventura emocionante. Entre as dificuldades, os adversários decifravam mensagens codificadas da produção, batalhavam por comida (caça, pesca e colheita de frutos), improvisavam para dormir e se arriscavam em locais desconhecidos da natureza. Mas, de todos os desafios que encararam, o mais marcante, por suas reações, foi quando tiveram que comer olhos de cabras.

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"Chaves" deixa a programação diária do SBT (de novo)

O SBT já não mexe mais tanto na grade como fazia num passado não muito distante, mas ainda apronta das suas de vez em quando. A “novidade” da vez da emissora de Silvio Santos foi eliminar, mais uma vez, a série Chaves da programação diária. A atração, anteriormente exibida entre 18h30 às 19h45, agora é exibida apenas em algumas praças na faixa das 19h20, onde boa parte das emissoras do SBT exibe programação local; na rede, Chaves vai ao ar apenas aos sábados, às 6h e às 18h30, e aos domingos, às 9h.

A emissora, com a mudança, deu mais espaço às novelas mexicanas exibidas à tarde. Cuidado com o Anjo, Teresa e A Dona tiveram seus capítulos diários aumentados: a primeira, anteriormente exibida das 15h30 às 16h30, agora vai ao ar das 15h45 às 17h15; a segunda, que antes era exibida das 16h30 às 17h30, agora começa mais tarde, às 17h15; assim, A Dona foi empurrada para o antigo horário de Chaves, indo ao ar das 18h20 às 19h45 (termina às 19h20 em algumas praças).

A mudança se justifica pelos bons resultados obtidos pelos folhetins vespertinos da emissora. Para se ter uma ideia, Cuidado com o Anjo e Teresa ganharam “de lavada” ao concorrerem com o Cidade Alerta, da Record, na última sexta-feira, dia 22. Segundo o site Notícias da TV, Cuidado com o Anjo ganhou do telejornal por 7,6 a 2,5; já Teresa levou de 7,8 a 3,4. Cidade Alerta melhorou contra A Dona, mas ainda assim perdeu por 7,9 a 6,2. Cidade Alerta só se recuperou mesmo contra Chaves e SBT Brasil. Ou seja, o “esticamento” dos capítulos das novelas pretende deixar a vida do noticioso da Record um tanto mais complicado. Mas vale lembrar que o Cidade Alerta, atualmente, está sendo apresentado por Luiz Bacci, pois seu titular Marcelo Rezende está em férias; a expectativa é que a audiência volte a subir com o retorno de Rezende.

Além disso, o cancelamento de Chaves da grade diária pode ser creditado também à tentativa da emissora de dar um “descanso” ao moleque do oito. De tempos em tempos, o SBT costuma tirar Chaves da grade diária, voltando a exibir a série algum tempo depois. Há certo tempo atrás, Chaves deixou a faixa das 18h para dar espaço a uma versão diária do game show Roda a Roda, com Patricia Abravanel, mas a filha número pim não conseguiu sustentar a boa audiência da lendária série mexicana. E os fãs, claro, fizeram muito barulho até que o SBT resolvesse voltar com a série.

Não é ruim o SBT colocar Chaves no descanso, afinal, a emissora costuma exibir três episódios da série em sequência, e diariamente. Como não são tantos episódios assim, as reprises das reprises das reprises acabam mesmo cansando. Só ficou ruim para o espectador das novelas da tarde que, agora, serão forçados a se adaptar. Coitado daquele que costumava ver A Dona e, depois, mudar pra Globo pra acompanhar Eta Mundo Bom!, pois, agora, as duas tramas batem de frente. Complicou.

André Santana

Walcyr Carrasco volta ao seu habitat natural com "Eta Mundo Bom!"

Com Eta Mundo Bom!, a recente estreia do horário das seis da Globo, o público da faixa teve a chance de ter de volta uma trama com vários elementos dos quais esteve habituado tempos atrás, mas que andavam meio sumidos. Uma trama açucarada, caipira, simples e com humor ingênuo, nos mesmos moldes das novelas das seis de maior sucesso da década de 2000, como O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Alma Gêmea. E não tinha como ser diferente, afinal, Eta Mundo Bom! marca o retorno do autor Walcyr Carrasco ao horário que o consagrou na Globo, assinando uma trama totalmente fiel ao seu estilo e remetendo aos clássicos mais recentes do horário. Ou seja, trata-se de uma novela à prova de erros.

O sucesso da primeira semana de Eta Mundo Bom! mostra que o canal acertou em cheio ao apostar na simplória saga do caipira Candinho (Sérgio Guizé), um otimista incorrigível que sai em busca de sua origem. Trata-se de mais um acerto da emissora no horário das seis que, como o TELE-VISÃO não cansa de apontar, tornou-se a faixa de novelas mais diversificada da grade da Globo. Veja só: Eta Mundo Bom! sucedeu um romance espírita (Além do Tempo), que por sua vez entrou na vaga de uma crônica cotidiana bem realista (Sete Vidas), e que foi a sucessora de uma saga urbana passada nos anos 1970 (Boogie Oogie), e que entrou logo após uma fantasia lúdica (Meu Pedacinho de Chão)... Ou seja, é a hora perfeita de resgatar o romance rural de época!

Outro acerto foi justamente trazer de volta o autor Walcyr Carrasco ao seu habitat natural. Sem dúvidas, foi no horário das seis que o autor emplacou suas principais e melhores obras. E o Ibope concorda com isso, afinal foram as suas novelas as mais vistas do horário na década passada. Carrasco saiu dali para escrever novelas das sete pouco expressivas e uma novela das nove boa de Ibope, mas bastante irregular no quesito trama. Se redimiu na faixa das onze, onde assinou a regular Gabriela e a ótima Verdades Secretas. Tal passeio pela grade deixou evidente a versatilidade do autor e sua total sintonia com seu público, afinal, praticamente todas as suas tramas tiveram boa resposta na audiência, mas é inegável que seu estilo um tanto didático e, por vezes, infantiloide, destoava dos horários mais avançados por onde peregrinou. No entanto, este seu estilo é perfeito para o horário das seis, uma faixa que pede uma trama mais escapista, uma distração envolvente e gostosa.

E Eta Mundo Bom! oferece tudo isso. Traz de volta os diálogos no estilo jogral, quase teatral, que combina muito bem com a proposta da história. E dá-lhe gente jogada no chiqueiro, guerra de comida, pessoas acima do peso chamadas de “baleia!”, gente magra chamada de “palito!”, pouca sutileza e muita explicação, com o maniqueísmo muito bem marcado. O casal principal, Candinho e Filomena (Débora Nascimento) são fofos, bondosos e muito, muito ingênuos. Presa fácil para os vilões bem malvados, como Ernesto (Eriberto Leão) ou a vilã-mor Sandra (Flavia Alessandra), uma espécie de reedição da bruxa Cristina, de Alma Gêmea.

As tramas, de fácil digestão, fisgam o público sem dificuldades: é simples torcer para que Candinho encontre logo sua mãe Anastácia, vivida por uma Eliane Giardini que, sem dúvidas, é um dos grandes nomes do elenco. Também é fácil se compadecer dele quando foi tão maltratado pela família que o acolheu, encabeçada por Cunegundes (Elizabeth Savalla um tanto exagerada). E há ainda uma trama que deve ser tão importante quanto a central, que é a saga da mocinha Maria (Bianca Bin), que, grávida do namorado que acaba de morrer, é expulsa de casa pelo pai conservador (Tarcísio Filho). Isso sem falar nos personagens simpáticos, que divertem com sua presença, como o Professor Pancrácio (Marco Nanini sempre ótimo), ou a doce Eponina (Rosi Campos).

Ou seja, Eta Mundo Bom! foi concebida para ser um sucesso instantâneo, com uma fórmula simples e eficiente, capaz de atrair as atenções de toda a família. Ingênua e divertida, não reinventa a roda, mas trata-se de um entretenimento eficiente. Como foi dito, uma novela à prova de erros, com um Walcyr Carrasco escrevendo para um público do qual entende como ninguém. Para os fãs de um bom novelão, vale o ingresso.

Contato: andresantv@yahoo.com.br .

André Santana

News: "Preview" recebe Cauã Reymond e Sophie Charlotte

Sophie Charlotte e Cauã Reymond são os convidados do Preview, que vai ao ar na próxima segunda-feira, 25 de janeiro, no Telecine Pipoca. Os dois atores contaram à apresentadora Renata Boldrini detalhes das filmagens de Reza a Lenda. No longa, que acaba de estrear nos cinemas, os dois integram um grupo de justiceiros que roda pelo sertão de moto com o sonho de devolver justiça e paz ao povo oprimido da região.

"É muito bacana fazer dentro de casa o que estamos acostumados a consumir lá fora. É uma aposta fantástica dos produtores, diretores. O filme tem cenas dramáticas bem fortes, mostra a fé e tem ação. Isso é bom demais. Tudo na mesma produção", elogia Cauã sobre o longa, que já está sendo apontado como uma espécie de "Mad Max brasileiro".

Rodado em Petrolina, no interior de Pernambuco, durante um mês o meio, o filme traz Cauã na pele de Ara, o líder dos motoqueiros armados, e Sophie como Severina, companheira dele. Quando o grupo pratica um ousado roubo desperta a ira de Tenório (Humberto Martins), que inicia uma caçada sanguinária para acabar com o bando.

Sophie Charlotte se disse impactada pela história desde a primeira leitura do roteiro: "Algumas coisas passam pela sua cabeça e você começa a se inspirar. A preparação já foi muito gostosa. O Chico Accioly, preparador, ajudou muito". O Preview é o programa da Rede Telecine voltado para a cobertura dos principais lançamentos do cinema no Brasil e no mundo, e vai ao ar às 20h, às segundas-feiras, no Telecine Pipoca.

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"Programa Xuxa Meneghel" deixa de ser ao vivo

Uma das novidades envolvidas na contratação da apresentadora Xuxa Meneghel pela Record é que a animadora passaria a apresentar seu programa ao vivo. Seria algo realmente novo na carreira da artista, que apresentou atrações ao vivo na Globo apenas em poucos momentos especiais. Sua última atração no canal, o TV Xuxa, sempre foi exibido gravado. Pois bem: a coisa já não será mais assim. O Programa Xuxa Meneghel passará a ser gravado previamente. Oficialmente, trata-se de uma medida de contenção de despesas. Extraoficialmente, a direção do canal estaria incomodada com algumas declarações da apresentadora.

O Programa Xuxa Meneghel já vem sendo exibido gravado desde meados de dezembro. Xuxa adiantou as gravações de seu programa porque o RecNov, complexo de estúdios da emissora no Rio de Janeiro, foi arrendado para a produtora Casablanca e, portanto, passaria por um inventário entre os meses de dezembro e janeiro. A apresentadora retornou de férias esta semana e, segundo o jornalista Fernando Oliveira, recebeu a notícia de que seu programa continuaria sendo exibido pré-gravado. Ainda segundo Fefito, ela luta nos bastidores do canal para tentar reverter a situação.

Boa parte dos programas gravados que foram exibidos entre dezembro e janeiro registraram os mais baixos índices de audiência do histórico da atração. Ou seja, do ponto de vista da audiência, o Programa Xuxa Meneghel funciona melhor ao vivo. No entanto, com edições gravadas, a direção da atração ganhará a oportunidade de acertar o ritmo do programa, um de seus principais problemas. Ao vivo, o programa parece pouco dinâmico. Na edição, a “gordura” poderá ser enxugada.

Além do ritmo, outro problema do Programa Xuxa Meneghel, este já apontado aqui no blog, é que a atração passa a impressão de que não há roteiro. Fica parecendo que Xuxa recebe os convidados e não sabe muito bem o que fazer com eles. No final, passam-se 1h30 da duração do programa, e fica a impressão de que absolutamente nada aconteceu. É preciso roteirizar Xuxa, colocá-la em pautas interessantes, render assunto.

Veja: na segunda-feira retrasada, Xuxa recebeu Valeska Popozuda e, mesmo colocando-a no quadro Conto de Fadas, no qual faz perguntas picantes aos convidados, foi tudo muito desinteressante. O programa simplesmente não rendeu. Resultado: bateu recorde negativo no Ibope, registrando parcos 4,9 pontos. Já na segunda passada, o programa pareceu mais redondo: começou com um bate-papo com Marcelo Rezende, passou para uma pauta na qual a apresentadora conversou com um rapaz que vive há 15 anos num aeroporto, depois recebeu uma dupla sertaneja que faz imitações e, por fim, apresentou um musical com MC Sapão, tudo isso permeado com brincadeiras com a plateia. Pareceu mais recheado, e o roteiro funcionou, tanto que a audiência subiu um pouco: 6,3, segundo o Ibope. Ainda é pouco, mas melhorou.

Ou seja, se o Programa Xuxa Meneghel ainda não emplacou até agora, é porque falta conteúdo à atração. Infelizmente, o programa ainda é muito baseado e dependente de sua anfitriã, e isso não pode. É preciso convidados interessantes (e que não precisam ser, necessariamente, famosos) e um bom roteiro, para aproveitá-lo ao máximo. Por exemplo: que tal receber Chris Flores, prata da casa, e fazer um bate-papo sobre sua carreira? Chris é fruto da mídia impressa, foi transformada em apresentadora pela própria Record e hoje comanda um programa que vai muito bem de audiência. Histórias interessantes não faltariam, e está tudo ali, à disposição! Este é o grande desafio do diretor Mariozinho Vaz: tornar o Xuxa Meneghel mais dinâmico e interessante.

André Santana

News: "TV Pirata" e "Viva o Gordo" de volta no Viva

A partir de 27 de janeiro, as quartas do Viva serão ainda mais animadas com a estreia de dois humorísticos emblemáticos: TV Pirata (na faixa das 21h30) e Viva o Gordo (às 22h30). Consagrados nos anos 1980, os programas são considerados atemporais com piadas, esquetes irônicos e personagens lendários.

Em 1988 começava TV Pirata, sucesso de público e crítica. Composta por um elenco fixo de artistas, a atração ironiza a realidade do país com humor sofisticado em quadros-sátiras à programação televisiva, das novelas aos anúncios comerciais. As edições contam com bordões e personagens irreverentes como o Barbosa, de Ney Latorraca. Entre os roteiristas, TV Pirata tem nomes como: Luis Fernando Veríssimo, Mauro Rasi, Pedro Cardoso, Vicente Pereira, Felipe Pinheiro, Patrycia Travassos, Bussunda, Claudio Manoel, Marcelo Madureira, Helio de La Peña, Reinaldo, Beto Silva e Hubert. No elenco, um time de peso: Marco Nanini, Ney Latorraca, Louise Cardoso, Débora Bloch, Diogo Vilela, Cláudia Raia, Guilherme Karan, Cristina Pereira, Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães.

O Viva o Gordo estreou em 1981 na Globo. O humorístico foi o primeiro comandado exclusivamente por Jô Soares e marcou a década com bordões memoráveis, como "Soniiinho", "Cala a boca, Batista", "Bótimo, melhor que bom, melhor que ótimo!", "Não quero meu nome em bocas Matildes", "Tem pai que é cego", "Tirante o Aureliano, que fala, vice não fala", "Brasileiro é tão bonzinho", "Falha nossa!", "Bocão!", entre outros. Gravados no Teatro Fênix, os programas contavam com participações especiais e destacavam a política e os costumes do país em paródias.

Além dos personagens representados por Jô Soares, o elenco trazia veteranos do humor como Brandão Filho, Walter D'Ávila e Berta Loran. As atrizes Cláudia Raia e Louise Cardoso também integravam o grupo como jovens promessas. A atração tinha ainda nomes mais reconhecidos por seus papéis em teledramaturgia: Flávio Migliaccio, Pedro Paulo Rangel, Denise Bandeira e Felipe Carone. O título da atração surgiu de uma peça de teatro de Jô Soares, Viva o Gordo e Abaixo o Regime.

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Animação nacional ganha espaço na televisão brasileira

Na última quinta-feira, 14, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou os indicados ao Oscar 2016. Para nós, brasileiros, o anúncio trouxe uma feliz surpresa: a indicação do longa O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, ao prêmio de Melhor Longa-Metragem de Animação. É a primeira vez que uma animação brasileira é indicada ao prêmio desde que a categoria foi criada, em 2002, e é uma boa ilustração do bom momento do Brasil na produção de desenhos animados. Atualmente, boas animações brasucas podem ser vistas no cinema e também na televisão, normalmente dominada por desenhos enlatados.

A exibição de desenhos animados nacionais na programação da televisão brasileira é uma bandeira antiga levantada aqui no TELE-VISÃO. Já batemos nesta tecla em várias ocasiões, como no post publicado em 02 de dezembro de 2006 (ou seja, há quase dez anos), e disponível no link http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2006-11-26_2006-12-02.html . No texto, intitulado “TVs ignoram animação nacional”, o blog criticou o pouco espaço dedicado a estas produções na TV aberta, mesmo já havendo uma boa produção que poderia ser exibida e incentivadas pelos canais nacionais. O TELE-VISÃO tratou do tema várias outras vezes, inclusive tendo participado ativamente da cobertura do AnimaTV, promovido pela TV Cultura, que fomentou a produção de séries nacionais animadas. Na época, o canal exibiu vários episódios-piloto de desenhos, e dois deles foram escolhidos para virar séries completas: Tromba Trem e Carrapatos e Catapultas.

De lá para cá, a coisa melhorou consideravelmente: além de Tromba Trem e Carrapatos e Catapultas, outras séries animadas nacionais ganharam a TV aberta. A Globo, por exemplo, firmou novo acordo com os Estúdios Mauricio de Sousa e exibiu Turma da Mônica nas manhãs de sábado durante um bom tempo. O canal também produziu, em parceria com a Mixer, a animação Sítio do Picapau Amarelo, e, assim como a criação de Mauricio de Sousa, a criação de Monteiro Lobato ia ao ar nas manhãs de sábado. Infelizmente, a principal emissora do país não exibe mais desenhos, e Turma da Mônica e Sítio do Picapau Amarelo deixaram a TV aberta, mas ainda são exibidas na TV paga, em canais como o Cartoon Network.

O Cartoon, aliás, criou a faixa Brasuca para exibir animações brasileiras. Além destas duas já citadas, a emissora também exibe produções como Gui & Estopa e Historietas Assombradas Para Crianças Malcriadas (aliás, uma das melhores séries animadas nacionais que já vi!), entre outras. Além do Cartoon, outros canais pagos também passaram a exibir animações brasileiras (uma consequência positiva da lei que criou cotas para conteúdo nacional na TV paga), como a Nickelodeon (Zica e os Camaleões), Discovery Kids (Peixonauta), Gloob (Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma), entre outras. Na TV aberta, embora a Globo tenha saído de cena, os desenhos brasileiros estão em alta no SBT (que já exibiu Peixonauta e, hoje em dia, exibe a simpática versão animada da novela Carrossel no horário nobre), na Band (com a adulta Homem-Cueca) e na Cultura (que exibe Osmar e outras produções).

Fico particularmente feliz ao perceber que, quase dez anos depois da publicação do texto “TVs ignoram animação nacional”, o cenário atual é muito mais interessante e convidativo. E sigo acreditando neste nicho de mercado e torcendo para que novos desenhos brasileiros encontrem espaço na televisão. Atualmente, sou coordenador local na minha cidade da Mostra do Dia Internacional da Animação, que é promovida anualmente pela ABCA (Associação Brasileira de Cinema de Animação), que reúne o melhor da produção animada nacional e internacional. E a Mostra Nacional reúne, todos os anos, curtas animados brasileiros da mais alta qualidade (e eu tenho o privilégio de ver tudo antes da exibição oficial, que acontece sempre no dia 28 de outubro... eba!). Tem muita gente boa produzindo, existem leis de incentivo que auxiliam no fomento, enfim, é fácil afirmar que existem, sim, bons desenhos animados feitos no Brasil. E a indicação ao Oscar é apenas um indício do valor deste tipo de conteúdo. Sigo na torcida pra que este mercado continue crescendo e aparecendo, não somente no cinema, mas também na nossa TV!

André Santana

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