"Férias" de Matheus Ueta pode indicar o fim do "Bom Dia e Cia" com apresentadores

No último sábado, 13, o apresentador mirim Matheus Ueta se despediu do Sábado Animado avisando o público que entraria em férias. Assim, o matinal de sábado e também o diário Bom Dia e Cia passariam a ir ao ar sem apresentador, mantendo apenas os desenhos, durante o período de férias de Matheus. Foi o que aconteceu. Desde a última segunda-feira, 15, o Bom Dia e Cia tem ido ao ar apenas com seus desenhos animados, sem os jogos por telefone que costuram a atração.

Esta é a primeira vez na história do Bom Dia e Cia que o programa vai ao ar sem apresentação. No ar há 21 anos, a atração já foi apresentada pelas loiras Eliana e Jackeline Petkovic, e, depois, por uma série de apresentadores-mirins, como Kauê Santin, Jéssica Esteves, Yudi Tamashiro, Priscila Alcântara, Maisa Silva e Jean Paulo Campos. Por um curto período, foi também comandado por palhaços em esquema de rodízio, como Bozo, Vovó Mafalda e a dupla Patati Patatá. Matheus Ueta e Ana Vitória Zimemrmann formaram a última dupla infantil à frente do programa, que se desfez quando Ana foi afastada, pois a direção da emissora a considerava muito crescida para o posto. Desde então, o SBT vinha fazendo testes para encontrar uma substituta para a jovem, mas ninguém foi escolhido até aqui.

As férias de Matheus Ueta geraram diversos comentários. Enquanto, oficialmente, o menino apenas cumpre férias, alguns veículos deram como certo o fim da era de apresentadores do infantil. Em sua coluna, o jornalista Flavio Ricco informou que Silvio Santos teria ficado irritado com a demora no processo de escolha da substituta de Ana Vitória, e ele mesmo teria decretado uma pausa na produção do programa. Segundo Ricco, Silvio teria dado um prazo de 15 dias para que a questão fosse solucionada.

No entanto, nos últimos quatro dias, o Bom Dia e Cia não sofreu maiores alterações de audiência sem a presença de apresentadores e jogos. Ou seja: não é impossível que a direção do SBT conclua que a faixa pode se manter sem a produção própria e sobreviva apenas de enlatados. Até porque o Bom Dia e Cia sempre se sustentou com suas animações. A apresentação apenas atendia ao comercial do programa. Mas sabe-se bem que o comercial não anda lá essas coisas, já que o merchandising dentro do programa foi proibido e a publicidade voltada às crianças nos intervalos passa por restrições. Deste modo, não há mais qualquer motivo, seja comercial ou de audiência, que justifique a presença de Matheus ou de qualquer outro apresentador.

Mesmo assim, transformar o Bom Dia e Cia numa mera faixa de desenhos seria uma perda e tanto. Tudo bem que seu formato está mais do que desgastado, mas, mesmo assim, a atração era a única produção infantil na TV aberta brasileira. Mais do que isso: tem uma história de 21 anos. Que bom seria se o programa ganhasse novos investimentos, um novo formato, novos desenhos... Mas, ao que tudo indica, o programa parece caminhar mesmo rumo à extinção. 



Escrito por André San às 20h34
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Séries em Série: Quinta temporada de "The Good Wife" estreia em outubro

O Canal Universal estreia no dia 2 de outubro, quinta-feira, às 22h, a quinta temporada de The Good Wife, com a exibição do primeiro e segundo episódios em sequência. O novo ano da série conta com participação especial recorrente de Matthew Goode (The Americans), Eric Bogosian (Law & Order: Criminal Intent), Melissa George (Grey's Anatomy), Juliet Rylance (A Entidade), Ben Rappaport (Outsourced), Jason O’Mara (Terra Nova). Além disso, a nova fase conta ainda com a participação especial de Jeffrey Tambor (Arrested Development) e Talia Balsam (Elementary), e nova participação de America Ferrera (Ugly Betty), Carrie Preston (True Blood), Gary Cole (American Gothic) e John Noble (Fringe).

Em "Everything is Ending", que marca a estreia da participação recorrente de Melissa George (Grey's Anatomy) e Ben Rappaport (Outsourced), Alicia (Julianna Margulies) trabalha em uma apelação de um caso do "corredor da morte" com Will (Josh Charles) e Diane (Christine Baranski). Tudo começou quando a execução de um preso dá errado e, assim, ela tem o desafio de correr contra o tempo.

Por isso, ela não consegue manter o foco na nova firma em sociedade com Cary (Matt Czuchry). A advogada tenta manter a discrição, porém, algumas pessoas começam a desconfiar que algo está acontecendo. Ao mesmo tempo, Peter (Chris Noth), após ser eleito governador, está à procura de alguém para ocupar o cargo de Chefe da Casa Civil.

Em "The Bit Bucket", que traz nova participação especial de Stockard Channing (Da Magia à Sedução), um dos clientes de Internet da Lockhart & Gardner processa a Agência de Segurança Nacional por não divulgar informações sobre seus usuários como outras empresas fizeram. Alicia e Cary ficam encarregados do caso e saem vitoriosos.

Veronica (Stockard Channing), mãe de Alicia, está de volta e ouve, por acaso, uma conversa sobre os problemas financeiros da filha com o sócio da nova firma. Com isso, ela decide convidar Alicia para comer comida mexicana juntas. Mas a conversa se centra no passado e advogada questiona à sua mãe por que não gostava dela quando criança. Enquanto isso, a indicação de Diane à Corte Suprema tem um entrave, mas, mesmo assim, Will pede a ela que garanta o cargo. A sócia da Lockhart & Gardner recusa, porém, depois é influenciada por outras opiniões, o que pode trazer consequências.

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Escrito por André San às 20h33
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Patrícia Poeta sai e Renata Vasconcelos assume "Jornal Nacional"

Três anos depois da saída de Fátima Bernardes, o Jornal Nacional volta a tomar conta do noticiário televisivo por conta de mudanças em sua bancada. E, mais uma vez, trata-se da mudança de âncora. Patrícia Poeta, a substituta de Fátima, deixa o jornalístico em novembro; Renata Vasconcelos passa a ocupar a cadeira ao lado de William Bonner. Com isso, Poliana Abritta assume a vaga de Renata no Fantástico, enquanto Patrícia Poeta terá um novo destino.

A notícia pegou todo mundo de surpresa, afinal, foi pouco o tempo que Patrícia Poeta esteve à frente do principal telejornal do país. Menor ainda foi o tempo que Renata Vasconcelos comandou o Fantástico: menos de um ano. E vale lembrar que, quando Fátima Bernardes anunciou que deixaria o JN, o nome de Renata Vasconcelos foi cogitado para a vaga. Patrícia Poeta foi anunciada como sua sucessora desde o início, mas notícias de bastidores davam conta de que, antes de o martelo ser batido, a direção da Globo considerava tanto Renata, então no Bom Dia Brasil, quanto Patrícia, na época no Fantástico.

O tempo curto que Patrícia Poeta ficou no JN, o tempo mais curto ainda que Renata Vasconcelos ficou no Fantástico, somado ao tempo menor ainda que Poliana Abritta se tornou correspondente em Nova York, indica que tal mudança foi articulada recentemente. A Globo nega e diz que, desde quando Patrícia Poeta assumiu o jornalístico, já havia acertado que ficaria apenas três anos na bancada. Mas, claro, não faltam especulações sobre todo este ocorrido. Segundo o site Notícias da TV, Patrícia Poeta pode ter caído, e o articulador de sua queda seria William Bonner, que nunca teria digerido a presença da jornalista no JN. Outras fontes dizem que o desempenho mediano de Patrícia na cobertura da Copa e das Eleições, somado ao bom desempenho de Renata Vasconcelos quando cobria as folgas da titular, teriam levado à decisão da troca.

Especulações à parte, fato é que a Globo fez uma boa troca. Nada contra Patrícia Poeta, que é talentosa, mas é notório que ela jamais disse a que veio no JN. Já Renata Vasconcelos tem uma postura mais séria, que combina com a bancada do noticioso, e aparecia deslocada na condução do Fantástico, que pede mais descontração. A chegada de Renata ao JN, assim, corrige um erro: lá atrás, quando Fátima saiu, Renata deveria ter sido sua substituta natural, tendo em vista que Patrícia Poeta sempre esteve muito bem na condução do Fantástico e não precisava sair. Mas saiu e, agora, deixa o Jornal Nacional para, segundo a Globo, desenvolver um novo projeto na área do entretenimento.

E, agora, a pergunta que não quer calar é: o que Patrícia Poeta fará no entretenimento? Estaria ela seguindo os passos da própria Fátima Bernardes, que atualmente assina o matinal Encontro? Vários veículos afirmaram que o tal projeto de Patrícia seria um novo programa vespertino, já que a tarde é, atualmente, a faixa mais problemática da Globo. Não é de hoje que dizem que as comemorações dos 50 anos da emissora, que acontecem no ano que vem, incluem uma ampla reforma na grade, o que poderia culminar com o fim da Sessão da Tarde. Há quem diga que a ideia da Globo é investir mais em programação ao vivo, e o tal projeto de Patrícia Poeta poderia ir neste caminho. Será que teremos uma espécie de Encontro com Patrícia Poeta vespertino? Tempo ao tempo.



Escrito por André San às 18h35
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TV Paga: Viva estreia "Meu Amigo Encosto", sua primeira série de dramaturgia

A comédia Meu Amigo Encosto, primeira série de ficção coproduzida pelo Viva, estreia no canal dia 24 de setembro, às 21h. Protagonizada por George Sauma e Danilo de Moura, a atração também traz no elenco Fani Pacheco, Márcia Cabrita, Cadu Fávero, Amanda Richter e Maria Joana. 

Com argumento de Thiago Luciano, o projeto foi desenvolvido no 1° Programa Globosat de Roteiristas em 2013 e teve seu roteiro trabalhado em um writer's room, integrado por Thiago e os roteiristas Tony Goes e Fausto Noro. O processo contou com a supervisão de Jacqueline Cantore e pesquisa de Helena Perim.  Maria Carmem Barbosa colaborou como consultora. Paulo Fontenelle comanda a direção da série, que tem a Panorâmica como produtora responsável.

A série conta a história de Ivan (George Sauma), dono da mal sucedida loja de fantasias "Rita Fantasias". O nome do local é uma homenagem a sua ex-mulher, interpretada por Maria Joana. Bela e interesseira, Rita está sempre disposta a tirar proveito dos pequenos lucros do estabelecimento. Há algum tempo a vida de Ivan anda mal: coleciona problemas financeiros na loja, as relações amorosas estão cada vez mais raras e os amigos sumiram.

Após uma armação da vendedora de sua loja, Rosimary (Amanda Richter), que é apaixonada pelo patrão, Ivan acaba na clínica do excêntrico e tecnológico "Encostologista" Dr. Clint (Cadu Fávero), e descobre o motivo dos seus problemas: um encosto. E o pior, é o único que consegue enxergá-lo. Janjão (Danilo de Moura) é um homem enorme, carismático e divertido, que se encostou em Ivan porque se identifica com seus vícios em chocolate e uísque. Folgado e espaçoso, ele transforma a vida do encostado em um verdadeiro caos. Em 13 episódios, Meu Amigo Encosto mostra a convivência de Ivan e Janjão.

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Escrito por André San às 18h35
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"O Rebu": 40 anos depois, trama segue à frente do seu tempo

Em 1974, O Rebu entrou para a história da teledramaturgia brasileira. A obra de Bráulio Pedroso foi celebrada a ponto de habitar o imaginário popular, até mesmo daqueles que nem sequer a assistiram, e a conheciam apenas através de pesquisas e do santo YouTube (grupo ao qual este jornalista, nascido em 1984, se enquadra). Por ter sido um sucesso? Longe disso. Segundo especialistas, a novela das dez não foi um estouro de audiência, tendo em vista que foi considerada confusa demais pelo espectador médio. A trama marcou mesmo e entrou para a história graças ao seu formato inovador, afinal, centrar a ação de uma novela inteira em apenas 24 horas é considerado uma ousadia até mesmo nos dias de hoje. E foi justamente esta ousadia que afastou o público há 40 anos.

Os autores George Moura e Sérgio Goldenberg, que assinaram a nova versão de O Rebu, concluída na noite de ontem, 12; e José Luiz Villamarim, diretor de núcleo da nova obra; foram categóricos ao afirmar que, em 2014, o público estaria mais apto a acompanhar uma trama de temporalidade não-linear. Vai-e-vem temporais já estão na ordem do dia, seja nos seriados americanos, seja numa boa quantidade de filmes. Assim, quando O Rebu entrou no ar, ficou a dúvida sobre qual seria a reação do público diante de uma trama que ainda é considerada ousada, mesmo sendo um remake de uma obra dos anos 1970. Passados 36 capítulos, a conclusão de muitos especialistas foi de que a ação fragmentada, que mantinha uma linha passada em 24 horas, mas lotada de flashbacks, ainda seguiu sem compreensão por parte da audiência. E este foi um dos motivos apontados pelo parco resultado no Ibope da obra.

Além disso, O Rebu também foi considerada enfadonha para alguns, já que passou boa parte dos capítulos distribuindo pistas falsas e se distanciando de seu mote original, que era a investigação sobre o assassinato de Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira), um safado profissional de tecnologia que mantinha relações obscuras com os protagonistas da trama, Angela Mahler (Patrícia Pillar) e Carlos Braga (Tony Ramos). Ou seja, muita gente que entendeu a confusão temporal, acabou por se cansar da história quando ela mudava o foco para personagens mais distantes do centro de seu enredo. Isso também explica o baixo Ibope. Por fim, também explica o resultado morno a lambança que a Globo fez na exibição, exibindo O Rebu mais cedo às segundas e cancelando o capítulo de quarta-feira. A ideia era atender às reclamações de quem viu O Astro, Gabriela e Saramandaia e se incomodou por ter de esperar até meia-noite para ver o capítulo que sucede o futebol na quarta-feira. Tapou aqui, descobriu ali.

Dito isto, fica a conclusão que, sob a prisma dos resultados práticos, O Rebu deixou a desejar. Não atendeu à expectativa da audiência por se mostrar um produto não muito popular num veículo de comunicação de massa. No entanto, sob o ponto de vista da produção da teledramaturgia brasileira, O Rebu trouxe novas possibilidades ao gênero e sai de cena com todos os méritos. Tornou-se um produto cult, graças à sofisticação, tanto do texto quanto da produção e direção.

A trama de O Rebu trouxe uma gama de situações bem mais ampla do que seu mote inicial do “quem matou?”. Claro, a questão era importante e desencadeava toda a ação, mas havia mais do que isso no enredo. Todos aqueles convidados da festa, que vez ou outra tornaram-se suspeitos do crime, eram pessoas interessantes, cada uma delas dona de seus universos particulares. Seus dramas pessoais ganharam contornos envolventes, daí a necessidade de alguns capítulos mais distantes da investigação do crime. Gilda (Cassia Kis Magro) e Bernardo (José de Abreu), por exemplo: um casal dono de uma relação desgastada, e cada um com um amante a tiracolo, trocam farpas enquanto assistem a própria ruína de sua família. Família esta que ameaça ressurgir na reta final, quando um problema com a filha de ambos força uma reaproximação.

Outras boas tramas não faltaram, como a do jornalista Oswaldo Pamplona (Julio Andrade), que sofria de transtorno bipolar, e sua mulher, Camila (Maria Flor), que tentava salvá-lo de si mesmo, ao mesmo tempo em que revelava uma misteriosa conexão com Kiko (Pablo Sanábio). Ou Roberta (Mariana Lima), a organizadora da festa, e seus problemas com drogas. E o que dizer do envolvimento sexy e intenso entre Maria Angélica (Camila Morgado) e o ladrão Alain (Jesuíta Barbosa)? Ou da alegria de viver (e de beber) da mãe de Angélica, a doidivanas Vic (Vera Holtz)?

No núcleo principal, Tony Ramos e Patrícia Pillar brilharam, numa dobradinha cheia de emoções. Assim como Sophie Charlotte (Duda) e Daniel de Oliveira, ótimos defendendo personagens bastante complexos. Os dois últimos capítulos foram de tirar o fôlego. No penúltimo capítulo, Duda revela seu envolvimento na morte do rapaz. A surpresa aumenta quando descobrimos que Angela sabia e era cúmplice da filha adotiva. E, no último capítulo, quando parecia que tudo estava resolvido, eis que uma reviravolta revela que foi Angela, e não Duda, a responsável pela morte de Bruno. E que o fez por ciúme da filha adotiva, tal qual Conrad Mahler, o anfitrião da festa na versão original de O Rebu. A sequência final, quando Angela finalmente é baleada e morta por Severino (Claudio Jaborandy), a mando de Braga, encerrou com a tensão necessária esta novela diferente do habitual.

Assim como a versão dos anos 1970, a versão anos 2010 de O Rebu deve ficar marcada na história da teledramaturgia brasileira. Pela qualidade e sofisticação de seu texto, pelo desempenho de seus grandes atores, e pela criatividade de sua direção, que soube passar ao público toda a efervescência da festa, e toda a tensão nos momentos críticos da investigação do assassinato de Bruno Ferraz. Sem dúvidas, uma das melhores produções do ano.



Escrito por André San às 13h44
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Tele-Sessão: "Red 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos" estreia no Telecine

Depois de personificar por décadas o policial John McClane de Duro de Matar, Bruce Willis protagoniza Red 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos, que chega este mês ao Telecine.

No segundo filme da franquia, o ator vive Frank Moses, ex-agente da CIA, que tenta levar uma vida tranquila ao lado da namorada, Sarah (Mary-Louise Parker). Mas os dias de ócio terminam quando o companheiro dos tempos de serviço secreto Marvin Boggs (John Malkovich) revela que eles estão correndo perigo. Obrigado a pegar em armas novamente, o ex-policial percorre o mundo, reencontra velhos parceiros e reúne forças para derrotar antigos desafetos.

O termo "RED" significa: Retired Extremely Dangerous. Ou seja, Aposentados Altamente Perigosos, numa alusão aos personagens do filme que são ex-agentes da CIA. A história é oriunda dos quadrinhos de mesmo nome criados por Warren Ellis e Cully Hammer.

O longa estreia neste sábado, 13, às 22h, no Telecine Premium e Telecine Premium HD, e neste domingo, às 20h, no Telecine Pipoca e Telecine Pipoca HD.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h43
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"A Grande Família" sai de cena e entra para a história

Hoje, 11 de setembro de 2014, é um dia histórico na televisão brasileira. Logo mais à noite, vai ao ar o último episódio de A Grande Família, o mais longevo e bem-sucedido seriado da televisão brasileira. No ar desde 2001, a atração firmou-se como um dos mais importantes programas do país, e fez história ao conseguir ficar no ar por tanto tempo mantendo intacta sua qualidade. Sem dúvidas um feito e tanto, e sua saída de cena deve afetar o espectador, que já se habituou a encontrar a família Silva toda noite de quinta.

Lineu (Marco Nanini), Nenê (Marieta Severo), Bebel (Guta Stresser), Tuco (Lucio Mauro Filho), Agostinho (Pedro Cardoso), Beiçola (Marcos Oliveira), Mendonça (Tonico Pereira) e Paulão (Evandro Mesquita) já são íntimos do público brasileiro. Outros personagens recorrentes também deixaram sua marca, como Junior (Fabio Porchat), Gina (Natália Lage), ou a inesquecível Marilda (Andréa Beltrão), que tanta falta fez quando deixou o programa. Isso sem falar no eterno patriarca Seu Flor (Rogério Cardoso), figura terna e saudosa que abrilhantou os primeiros anos da atração. A Grande Família construiu tipos inesquecíveis, que deixarão saudades.

A Grande Família sobreviveu todos esses graças ao texto esperto, que soube usar o tempo a seu favor. Nestes 14 anos, o tempo passou também na série: os personagens envelheceram, evoluíram, tomaram diferentes rumos. Lembra dos primeiros anos? A situação financeira da família era mais crítica, até porque Lineu era o único provedor do lar, e a família Silva, sejamos sinceros, era formada por verdadeiros parasitas. O tempo trouxe o amadurecimento necessário para que todos se transformassem. Agostinho, depois de um bom tempo às custas do sogro, começou a trabalhar. Foi até garçom de motel antes de fazer carreira como taxista. Bebel virou manicure, e até Nenê foi trabalhar fora.

Tudo isso foi trazendo novas dinâmicas e novas situações ao programa. A família, que antes morava junta, foi se separando (mas se mantendo sempre por perto), até voltar a se unir na reta final. A casa dos Silva deixou de ser o único cenário do programa, que ganhou uma rua, com vizinhos e agregados. Isso deu margem ao surgimento de coadjuvantes que ajudaram a contar essa história. Beiçola, por exemplo, está ali desde o primeiro episódio, mas garantiu mais espaço no decorrer da série. Marilda viu seu salão de beleza ser palco de outras tantas situações. Esse crescimento fez com que os arcos dramáticos se tornassem maiores, desdobrando-se, fazendo com que situações permeassem vários episódios e atravessassem a temporada. Nos últimos anos, A Grande Família praticamente contou uma história só, dividida em episódios. Ou seja, o próprio formato do programa amadureceu.

Claro que A Grande Família não escapou de um desgaste natural. Por mais que a equipe de roteiristas tenha sido hábil em propor novas situações, um esgotamento foi inevitável. Mas, mesmo que seus últimos anos não tenham sido tão bons quanto os primeiros, fato é que A Grande Família, mesmo num momento não tão bom, ainda mantinha sua qualidade acima da média. Sai de cena porque é preciso. Mas deixa saudades eternas e firma-se como um dos raros bons momentos da televisão brasileira. Bom momento que durou 14 anos. Adeus, família Silva! Foi bom passar tantos anos com vocês!



Escrito por André San às 18h33
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TV Paga: Luigi Cani estreia 3ª temporada de "Sem Asas" no canal Off

Em 11 de setembro, às 21h, o Canal Off estreia a 3ª temporada do programa Sem Asas, com o multiatleta Luigi Cani. Dono do recorde mundial de velocidade em queda livre, o brasileiro passa pelo Rio de Janeiro e também por cidades da Califórnia, Suíça, Itália e Austrália, desafiando as leis da gravidade em saltos de Wingsuit e Base Jump. Mikael Santiago é o diretor da série, que será exibida até o dia 9 de outubro.

O curitibano Luigi Cani é produtor, dublê e paraquedista. Ao longo da carreira, o atleta já realizou mais de 11 mil saltos e quebrou vários recordes mundiais, individuais e coletivos. Em Sem Asas, Luigi Cani mostra o que há de mais espetacular por trás dos saltos de wingsuit, uma roupa especial que une braços e pernas através de uma membrana de tecido para ganhar projeção horizontal durante a queda livre, e dos saltos de basejump, em que um paraquedas amortece a queda.

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Escrito por André San às 18h32
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Baixaria tem data de validade: cai audiência do "Você na TV"

No ano passado, a RedeTV recontratou João Kleber, apresentador que, anos atrás, deu dor de cabeça à emissora com seus programas Eu Vi na TV e Tarde Quente. As atrações foram acusadas de desrespeitar os direitos humanos e, por isso, o canal ficou horas fora do ar e foi obrigado a exibir o programa Direito de Resposta, sobre cidadania, no horário. Com isso, os programas saíram do ar e João deixou a emissora. Voltou anos depois, desta vez com a missão de elevar os índices de audiência das manhãs do canal.

A RedeTV nunca conseguiu índices muito expressivos pela manhã. Na faixa, a rede exibiu programas como Bom Dia Mulher, Manhã Maior e Se Liga Brasil, todos sem resultados no Ibope. Nomes como Solange Couto, Ney Gonçalves Dias, Solange Frazão, Amanda Françoso, Olga Bongiovanni, Keila Lima, Arthur Veríssimo, Daniela Albuquerque e Regina Volpato ocuparam o horário, sem sucesso. Com isso, a solução encontrada foi encaixar João Kleber ali, num programa aos moldes do Tarde Quente, agora chamado de Você na TV.

O programa é um engodo, como tudo o que Kleber fez na emissora no passado. Sobrevive basicamente de expectativas vazias. Pessoas “comuns” vão ao palco prometendo revelações bombásticas. O apresentador segura a informação. Pula. Grita. Repete o que foi dito até ali. A trilha sonora dá o clima do suspense. Passam-se longos minutos. João repete tudo de novo. Aproveita para fazer merchandising. Volta. Quando tudo parece esgotado, finalmente a revelação é feita. E é sempre algo muito bobo. Logo entra outro caso, e a mecânica se repete. Sensacionalismo da pior espécie. Mas até que funciona.

Na estreia, Você na TV já elevou consideravelmente os índices de audiência das manhãs da RedeTV. Deixou a última atração a ocupar a faixa, a revista Se Liga Brasil, comendo poeira. A atração de Kleber atingiu picos consideráveis de audiência, chegando a beliscar a vice-liderança em alguns momentos. Porém, o tempo passou e as coisas já não são mais tão fáceis. Segundo o site Na Telinha, a atração de João Kleber amargou apenas 0,4 ponto de média na manhã de ontem, dia 8, um de seus menores índices desde abril do ano passado, quando estreou. Ainda segundo o site, Você na TV teve a pior audiência dentre todos os programas da emissora que vão ao ar entre 7h e meia-noite. Empatou somente com o Bola Dividida, que o antecede na grade matinal do canal.

Não é surpresa. Como já foi dito por aqui, atrações aos moldes do Você na TV, calcado no sensacionalismo e na exploração da desgraça alheia, tende a fazer um bom barulho no início, mas depois perde fôlego. Claro, trata-se de uma fórmula pobre, em todos os sentidos, que acaba cansando seu público. É uma audiência instantânea, que não se sustenta. Você na TV caminha para o patamar dos extintos matinais dos quais herdou a faixa horária. Vamos ver quanto tempo mais de sobrevida a atração alcança. E te cuida, Luiz Bacci, você pode ser o próximo!



Escrito por André San às 18h15
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Tele-Sessão: Megapix exibe especial "A Pequena Sereia"

Os sete mares serão o cenário e Ariel a protagonista das aventuras apresentadas no Especial A Pequena Sereia, que vai ao ar no sábado, dia 13. A diversão começa às 11h05, com A Pequena Sereia, seguido por A Pequena Sereia 2 - O Retorno para o Mar (12h45) e, para fechar, A Pequena Sereia - A História de Ariel (14h15).

A aventura começa com A Pequena Sereia, primeiro longa da franquia. O clássico da Disney conta a história da princesa Ariel, filha caçula do Rei Tritão, comandante dos sete mares. Ao se apaixonar por um príncipe, a bela sereia faz um pacto com a bruxa do mar, Úrsula, que a torna humana. Entretanto, a vilã tem seus próprios planos, que incluem a conquista de todo o reino de Atlântica. A animação foi vencedora de duas estatuetas do Oscar.

Em seguida, é a vez de A Pequena Sereia 2 - O Retorno para o Mar. Após o nascimento de sua filha Melody, Ariel e o príncipe Eric deparam-se com uma ameaça terrível: Morgana, a irmã de Úrsula. Por isso, eles escondem de Melody o passado de sua mãe como sereia. Mesmo assim, ela sente uma forte atração pelo mar, e isso facilita o plano diabólico da bruxa.

Para finalizar, A Pequena Sereia - A História de Ariel vai ao ar. Em um tempo em que a música era proibida no reino de Atlântica, Ariel e suas seis irmãs precisam escolher entre cumprir as ordens do pai, rei Tritão, e cantar. Nessa aventura, a Pequena Sereia e seus amigos, Sebastião e Linguado, tentarão restabelecer a canção no reino.

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Escrito por André San às 18h14
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"Master Chef" e "Tá na Tela": novidades destoantes na Band

No último mês, logo após o fim da Copa do Mundo, a Band tratou de promover algumas mudanças em sua programação. A emissora promoveu duas estreias: a primeira, Tá na Tela, era a aguardada estreia do “menino de ouro” Luiz Bacci no canal, após uma contratação com grande repercussão; a segunda, Master Chef, é mais um reality importado que ganha uma versão brasileira, e agora sob a batuta de Ana Paula Padrão. Em comum, os dois programas têm à frente nomes que ganharam fama no jornalismo, mas agora flertam com o entretenimento. De diferente, o fato de que, enquanto o primeiro utiliza das mais manjadas fórmulas baratas para conquistar audiência fácil, o segundo traz uma interessante competição de culinária.

Luiz Bacci e Ana Paula Padrão, donos de trajetórias distintas, seguem agora um rumo que tem sido bastante comum de uns tempos para cá: deixaram o jornalismo para ingressarem no seleto grupo de apresentadores de programas de entretenimento. Casos semelhantes chamaram a atenção da audiência na Globo, que, nos últimos anos, viu Pedro Bial trocar o Fantástico pelo Big Brother Brasil e Na Moral; Fátima Bernardes deixar a bancada do Jornal Nacional para assumir o matinal Encontro; e, mais recentemente, Zeca Camargo sair do Fantástico rumo ao Vídeo Show. A mudança não foi tão significativa para Bacci, que já tem história no segmento de variedades, e que ficou famoso na Record com seu Balanço Geral, que nada mais era que um programa de variedades travestido de jornalismo. Já Ana Paula tinha uma imagem mais séria, a do terninho e da sisudez numa bancada, e, agora, mostra um outro lado para o público.

Luiz Bacci deixou sua confortável vaga de titular do Balanço Geral e de substituto do Cidade Alerta, programa de maior audiência da Record, para se aventurar na Band. Segundo ele mesmo, a mudança foi para “realizar seu sonho” de apresentar um programa de auditório. Passado um mês da estreia do Tá na Tela, já fica fácil concluir que o apresentador realizou seu sonho de maneira parcial, tendo em vista que o programa que assina nas tardes da Band é mais um programa “com auditório” do que um programa “de auditório” propriamente dito. Afinal, “programa de auditório” não é apenas um programa gravado diante de uma plateia: é um gênero televisivo, caracterizado pela participação constante da plateia, que cria um ambiente quente e alegre. Tá na Tela não se enquadra nestes moldes, e nada mais é que uma mistura de jornal policial e telebarraco, que permite também algumas pautas ditas “curiosas” ou “engraçadas”.

No fundo, Tá na Tela é uma espécie de reedição dos programas que Márcia Goldschimidt comandou nas tardes da mesma Band na década passada. Hora da Verdade, Jogo da Vida e Márcia eram programas caracterizados pela abordagem de temas polêmicos, entrevistas no palco que mostravam “histórias de vida”, e uma ou outra reportagem curiosa. O diferencial é a pegada de Balanço Geral que Bacci trouxe da Record, conferindo um ar mais “jornalístico” à atração. E percebe-se claramente que o programa ainda busca uma identidade, variando sua pauta constantemente para sentir a resposta do público. No início, era mais policial; agora, segue mais ameno. O que não mudou é a postura e a condução de Bacci, com muitas interrupções para segurar a audiência, alguma gritaria e aquele sensacionalismo que andava meio sumido da programação vespertina. Bacci é um bom apresentador, sem dúvidas, mas sua atração ainda deixa a desejar.

Já a estreia desta semana, o Master Chef, veio para acrescentar alguma variedade positiva na linha de shows da Band, que não vive sua melhor fase. Exibido nas noites de terça, de cara o programa chama a atenção por ter como mote principal a culinária, um assunto bem familiar na televisão brasileira, é verdade, mas nunca no horário nobre. Seu segundo trunfo é ter à frente Ana Paula Padrão, um dos principais nomes do jornalismo brasileiro, agora diante de um reality show. Ana Paula, que fez fama ao comandar o Jornal da Globo, SBT Brasil e Jornal da Record, agora surge feliz e à vontade ao abordar as histórias de vida dos participantes do reality. Aliás, foi essa sua principal função na estreia da última terça: entrevistar os participantes e contar ao público as regras do Master Chef. Os demais momentos do show foram protagonizados pelo trio de jurados, que promete bons momentos nos próximos episódios.

Master Chef é um programa que reúne participantes que gostam de cozinhar e que pretendem se tornar chefs de cozinha. Sua mecânica lembra muito a dos realities musicais que passaram pela programação brasileira nos últimos anos. A seleção inicial, que peneirou 50 entre 300 candidatos a chef, remeteu ao reality Popstars, do SBT, que reunia vários aspirantes a cantores no Sambódromo de São Paulo. Assim como no Popstars, os jurados do Master Chef foram “passeando” pelos candidatos, mas não para ouvir sua voz, e sim para provar seus pratos. Ao final da primeira peneira, os classificados começaram as audições, remetendo à Ídolos. Diante da bancada de jurados, os candidatos devem preparar um prato. Ao final da experiência, os jurados dão seus veredictos, nem sempre de maneira muito amigável.

Os chefs Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella são os jurados. Como em qualquer programa de calouros, os três assumem papéis distintos: Henrique é mais sério e equilibrado; Erick é o carrasco; e Paola é a fofa. Mas os três sabem ser duros e exigentes de maneira semelhante. Quem destoa é Erick, que abusou demais do papel de “malvado” na estreia. Claro que, como jurado de um programa de culinária, ele tem todo o direito de esculachar o prato do participante, mas ele se mostrou mal educado sem razão aparente em vários momentos. Quando uma das participantes começava a explicar a origem de seu prato, remetendo à família, ele a interrompeu bruscamente. “Você está aqui para cozinhar, não para falar da sua vida”, proferiu. Desnecessário. Mas, no geral, o trio funciona muito bem, e Master Chef rendeu momentos divertidos, seja pelo nervosismo de alguns participantes, ou por alguns tipos “curiosos” que passam por ali, tal que Ídolos diverte com os candidatos ditos “bizarros”.

Master Chef tem uma ótima proposta, uma boa realização, uma apresentadora competente e jurados interessantes. Sem dúvidas, um grande acerto da Band. O mesmo não se pode dizer do Tá na Tela. Sensacionalista e popularesco ao extremo, o programa vai pela via mais fácil da audiência a qualquer preço, esquecendo-se que este tipo de audiência murcha depois de algum tempo. Não precisávamos de outro programa a la Márcia Goldschimidt. 



Escrito por André San às 11h59
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Tele-Sessão: "Blue Jasmine", de Woody Allen, estreia no Telecine

O longa Blue Jasmine, obra que marcou o retorno de Woody Allen à América após anos filmando na Europa, desembarca em setembro no Telecine. Indicado ao Oscar de Roteiro, o filme ficou marcado pela atuação irretocável de Cate Blanchett, que faturou a estatueta de Atriz na premiação e quase todos os outros prêmios aos quais foi indicada como o Globo de Ouro e o BAFTA de Cinema na mesma categoria.

Na trama, Jasmine (Cate) é uma socialite de Nova York, que, ao perder todo seu patrimônio, procura abrigo na modesta casa da irmã em São Francisco. A ex-ricaça passa a enfrentar o desafio de se adequar à nova realidade, longe do mundo de riqueza e ostentação com que estava acostumada.

Blue Jasmine estreia neste sábado, 06, às 22h, no Telecine Premium e Telecine Premium HD, e neste domingo, 07, às 20h, no Telecine Pipoca e Telecine Pipoca HD.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 11h58
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2ª temporada firma "O Negócio" como uma das melhores séries nacionais da atualidade

O canal HBO já está exibindo a segunda temporada de O Negócio, uma produção nacional realizada pela produtora Mixer. A série sobre três garotas de programa que começam a fazer sucesso quando passam a aplicar as leis de marketing na profissão chamou a atenção no ano passado pela qualidade de produção, roteiro e atuações.

A série conta a história de Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista), três jovens e sofisticadas garotas de programa. Na primeira temporada, Karin, ao desejar se ver livre de vez da exploração do cafetão Ariel (Guilherme Weber), decide “caminhar com as próprias pernas” e passar a aplicar o marketing em seus programas. Ao lado das companheiras, ela cria a empresa Oceano Azul, que se torna um grande sucesso no mundo da prostituição de luxo em São Paulo. Ao mesmo tempo, a série explora a vida pessoal de cada uma delas: Karin não quer namorar, mas começa a se apaixonar pelo amigo de infância Augusto (João Gabriel Vasconcellos); Luna tem um namorado de fachada para a família, mas agora se envolveu de verdade com o picareta Oscar (Gabriel Godoy); e Magali, depois de toda uma vida “sem lenço e sem documento”, finalmente aluga um apartamento para chamar de seu.

No segundo ano, com a Oceano Azul já estabelecida, começam a aparecer novos empecilhos na vida de Karin. A empresa começa a sofrer com a pirataria, e há uma mocinha que se passa pela famosa “Karin da Oceano Azul”. A esperta empresária começa a investigar o caso e é surpreendida duas vezes: na primeira, encontra uma Karin que cobra mais barato que ela, mas se assusta quando descobre que a tal moça copia uma outra Karin, e não ela; ou seja, ela é a cópia da cópia! Para se encontrar com a “cópia original”, Karin contará com a ajuda de (quem diria!) Ariel, que, parece, desistiu de tentar prejudicá-la. E é aí que vem a segunda surpresa: a “Karin pirata verdadeira” cobra mais caro que a original, e é nada menos que Livia (Isabel Wilker), a rival de Karin que conhecemos na primeira temporada.

Assim, a segunda temporada de O Negócio deve explorar as estratégias de Karin e suas amigas para combater a Oceano Azul pirata. A ideia das moças é levar o caso à justiça, fazendo um barulho considerável. Ao mesmo tempo, Karin cogita largar de vez o mundo da prostituição, pois está cada vez mais envolvida com Augusto. Enquanto isso, Luna quer fazer de Oscar seu namorado verdadeiro também para sua família, mas Yuri (Johnnas Oliva), o namorado falso, a surpreende pedindo-a em casamento. Já Magali reencontra uma velha amiga, mas se vê em maus lençóis quando o namorado desta, seu ex-cliente, passa a assediá-la constantemente.

Os primeiros episódios da nova safra mostraram que O Negócio ainda tem muita lenha para queimar, ao propor novas e promissoras situações. As protagonistas cresceram e amadureceram, e crescem também suas dificuldades. O texto, esperto, continua fazendo uma interessante ponte entre o show business e o mundo da prostituição. E as personagens, apaixonantes e com intérpretes inspiradas, ganham a torcida do público sem muito esforço.  Com direção geral de Michel Tikhomiroff, direção de episódios de Julia Jordão, e roteiros encabeçados por Fabio Danesi e Rodrigo Castilho, a segunda temporada de O Negócio merece sua atenção. Aos domingos, 21h, na HBO.



Escrito por André San às 18h45
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Séries em Série: Em "Bates Motel", Zane começa uma guerra entre os produtores de maconha da cidade

O Canal Universal exibe no dia 11 de setembro, quinta-feira, às 22h, o oitavo episódio inédito da segunda temporada de Bates Motel. Em "Meltdown", Romero (Nestor Carbonell) age de forma suspeita durante a manhã quando encontra Norman (Freddie Highmore). Norma (Vera Farmiga) leva um pedaço de bolo para o filho, mas ele não aceita. Ela também lhe convida para sair e ele nega a aproximação. Norman está chateado, já que a mãe não lhe conta o que acontece com ele quando tem os "apagões".

Nick Ford (Michael O’Neill) vai até o Motel Bates para se encontrar com Norma. Ele lhe pede que ela marque um encontro com Dylan (Max Thieriot), já que ela lhe deve favores. Mas Norma diz que os dois estão afastados e, em seguida, ele exige que ela se reconcilie com o filho imediatamente.

Enquanto isso, Dylan acorda no matagal em frente ao galpão de seus inimigos e concorrentes de trabalho. Ele foge de lá enquanto Romero (Nestor Carbonell) investiga as mortes que aconteceram no local. Dylan se apressa ao ir para a casa de Jodi (Kathleen Robertson) contar que o ataque foi responsabilidade de Zane (Michael Eklund), irmão dela.

Na casa de Jodi, os dois irmãos brigam após Zane ter começado uma guerra entre os dois produtores de maconha da região. Dylan precisa entrar na discussão para que os dois consigam se entender. Zane confidencia seu plano de tomar a cidade e acabar com a concorrência. Enquanto isso, Norma entra, sem aviso, no local de trabalho de Dylan. Por isso, é recebida com hostilidade por Remo (Ian Tracey), que não a reconhece.

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Escrito por André San às 18h44
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Há 20 anos, estreava no Brasil "Cavaleiros do Zodíaco"

Minha infância está completando 20 anos! Há pouco tempo, escrevi aqui sobre os 20 anos da estreia do Castelo Rá-Tim-Bum, um dos programas infantis mais marcantes da minha vidinha pueril. E, agora, é a vez de falar dos Defensores de Atena e de sua primeira incursão em terras tupiniquins. Ontem, dia 1º de setembro, completou-se exatos 20 anos da estreia da animação japonesa que se tornou uma verdadeira febre no país, abrindo espaço aos famosos animes na nossa programação.

Cavaleiros do Zodíaco estreou numa já cambaleante Rede Manchete, dentro do infantil Clube da Criança, que, na época, era apresentado pela ex-miss Pat Nogueira (a popular Pat Beijo, e que hoje atende por Patrícia Kiss). Devo confessar que eu era fã do Clube da Criança na gestão Angélica e, depois que a loira deixou o programa para comandar a Casa da Angélica do SBT, eu mudei de canal e passei um bom tempo longe da TV Manchete. Nem sabia que o Clube da Criança ainda existia. Mas um amigo de infância, o senhor Guilherme, descobriu a presença dos Cavaleiros na rede dos Bloch, e tratou de me recomendar. Assim, fui espiar apenas no terceiro episódio. Sendo assim, amanhã é que fará 20 anos que eu vi Cavaleiros pela primeira vez.

Gostei muito do que vi. A Guerra Galáctica, os personagens carismáticos, as lutas com uma dose generosa de violência (estranhei no início a enxurrada de sangue, mas depois me acostumei) e, principalmente, a alusão à mitologia grega. Foi Cavaleiros que me levou a pesquisar mais sobre quem era, afinal, a tal da deusa Atena, seu irmão Ares, e tantos outros seres mitológicos que eram citados no enredo da animação. No intervalo, choviam comerciais dos bonecos da Bandai, aqueles com armaduras de metal, dando destaque aos Cavaleiros de Ouro, que eram protegidos pelos signos do zodíaco. De cara, o cavaleiro de ouro de Câncer, meu signo, era meu sonho de consumo (sonho que nunca realizei, diga-se). Logo, a febre Cavaleiros se instalou. A turminha toda da quarta série falava da animação. Os meninos já haviam escolhido seus cavaleiros preferidos. O meu era o Shiryu, Cavaleiro de Dragão. Foi o boneco do Shiryu o meu presente no Natal em 1995.

Além da mitologia, Cavaleiros do Zodíaco despertou meu interesse para um outro assunto, que viria a me tornar o que sou hoje: o jornalismo. Isso porque, na esteira do sucesso da animação, surgiu a clássica revista Herói, que tratava de cobrir todos os acontecimentos da saga de Seiya e seus amigos. Uma revistinha bem modesta, mas que desenvolveu em mim o hábito de ir à banca toda semana. Da Herói, passei e me interessar por outras publicações. Revistas. Jornais. O jornalismo de variedades me atraiu. Ainda tenho minha coleção de revistas Herói guardadas. E vale lembrar que a Herói fez sucesso e cresceu muito, profissionalizando-se e tornando-se uma referência na cobertura de TV, cinema e quadrinhos. Hoje, infelizmente, a revista não existe mais, mas o site sim, e continua muito bom. Se hoje eu escrevo sobre TV, é porque comecei lendo a Herói. E comecei a ler Herói porque era fã dos Cavaleiros do Zodíaco. Curioso, não?

Naquela época eu ainda estava por fora dos bastidores da TV. Tempos depois que eu fui saber que Cavaleiros desembarcou numa Manchete falida, como um acordo com a empresa que licenciava os bonecos para vendê-los no Brasil. A primeira dublagem, clássica, era cheia de erros, com personagens que mudavam de voz e de nome toda hora. Mas Cavaleiros não só deu sobrevida à Manchete, como abriu caminho para outros desenhos animados japoneses desembarcarem por aqui. A Manchete trouxe Shurato, Yu Yu Hakusho, Sailor Moon, Samurai Warriors, entre outros títulos. O SBT foi no embalo e garantiu Street Fighter Victory, Dragon Ball e Guerreiras Mágicas de Rayearth. Até a Globo, então avessa a este tipo de desenho, se rendeu e exibiu Samurai X. Todos estes desenhos fizeram sucesso, mas nenhum chegou aos pés do barulho que Cavaleiros do Zodíaco fez. Toda a minha geração foi marcada pelos santos guerreiros de Atena. Devo confessar que fiz 30 anos em julho, e dei a mim mesmo de presente o box de DVD com a série completa do Cavaleiros.

Cavaleiros do Zodíaco foi apresentado à geração seguinte nos primeiros anos da década de 2000. Primeiro, no Cartoon Network e, depois, na Band. Seiya e seus amigos também fizeram um bom barulho na TV dos Saad em 2004, quando era exibido na faixa das 17h30. Uma nova leva de bonecos saiu do forno e fez sucesso. Foi a Band que exibiu a Saga de Hades, que era inédita na TV aberta brasileira (na época da Manchete, tal saga ainda não havia sido levada à TV). Mais à frente, por pura falta de visão da rede, Cavaleiros foi relegado à ingrata faixa das 8 da matina. Os direitos de exibição de Cavaleiros do Zodíaco ainda pertencem à Band, que, se fosse mais esperta, programaria uma reprise num horário mais acessível. Um repeteco é sempre bem-vindo.

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Escrito por André San às 19h58
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