"Supermax" acerta ao unir fantasia e clichês de reality show

É realmente um novo e produtivo tempo no segmento das séries nacionais da Globo. Nicho dominado por comédias e, de vez em quando, uma ou outra experimentação, o cenário atual mostra que a direção da emissora pretende ir mais além. Amorteamo, no ano passado, já havia trazido algum frescor na área, e a empolgante estreia de Supermax é uma prova de que podemos esperar novas e boas experiências neste setor.

Salvo engano, é a primeira vez que uma série da Globo mergulha tão profundamente no campo do suspense, aventura e, principalmente, terror. E o mais interessante é que a premissa de Supermax parte de um universo já bastante conhecido do público brasileiro: o reality show. Ao centrar o enredo em um reality show no qual seus participantes ficam confinados num presídio de segurança máxima, Supermax, neste primeiro episódio, ofereceu uma brincadeira metalinguística que deixou a plateia à vontade e familiarizada. Tudo estava ali, como no bom e velho Big Brother: um grupo de participantes heterogêneo, um conjunto de regras de convivência, provas de resistência, dentre tantos elementos já tão enraizados no espectador deste tipo de atração.

Além, claro, da presença de Pedro Bial, que deixou este limiar entre ficção e realidade ainda mais saboroso. Assim como acontece no Big Brother, Bial surgiu em cena como o único contato entre os participantes do programa Supermax e o “mundo real”, ocupando seu lugar como oráculo, ditando as regras e fomentando discussões. E os participantes, claro, aparecem atentos a cada palavra do apresentador, reagindo de acordo com suas personalidades distintas. Do primeiro contato entre Pedro Bial e os “presidiários”, o público também pôde conhecê-los.

E, assim, o primeiro episódio de Supermax funcionou no mesmo esquema de um primeiro episódio de Big Brother. Além da apresentação das regras e do contato de Bial, os participantes foram apresentados por frases e uma ou outra revelação de suas vidas exteriores. Já se sabe que todos cometeram crimes antes de estar ali, e desvendá-los será um exercício a se praticar nos próximos capítulos. Um deles já teve a vida passada exposta: Diana (Fabiana Gugli) é uma ex-prostituta que sofria maus-tratos do marido e acabou assassinando-o. Também já houve uma espécie de “confraternização” entre os internos, quando surgiram as primeiras aproximações e as primeiras rusgas. E, por fim, uma prova de resistência valendo a liderança, que, em Supermax, é mais valiosa que uma liderança de Big Brother. Segundo Bial, a liderança em Supermax dá ao vitorioso uma espécie de poder supremo, e o líder poderá, até, definir quem come e quem não come.

A experiência metalinguística proposta pelo primeiro episódio de Supermax foi ainda mais fortalecida pelo fato de a grande maioria dos atores envolvidos não ser conhecida. Apenas Mariana Ximenes, a Bruna, e Cléo Pires, a Sabrina, são grandes estrelas. O fato de as duas também integrarem o elenco de Haja Coração não compromete, afinal, são dois produtos bastante distintos.

O gancho proposto ao final da estreia de Supermax foi bastante eficiente. Cecília (Vânia de Brito), ainda recupera o fôlego da prova de resistência quando avista, numa brecha em uma porta, o olhar de uma estranha criatura. É neste momento que o público começa a notar que Supermax não é apenas um reality show de confinamento, e sim uma história de suspense e terror, que terá uma mitologia própria. Afinal, o que é aquela criatura? Por que ela está ali? Os confinados correm algum perigo sobrenatural? Estas são algumas das perguntas deixadas no ar e que devem garantir o retorno do espectador na próxima semana.

Com roteiro esperto e envolvente, e fotografia e direção ousadas, Supermax prova que há vida inteligente longe das comédias globais. Trata-se de uma experiência acertada, que muito deve somar à teledramaturgia da emissora.

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André Santana

News: "Torre de Babel" estreia no Viva

Os fãs de teledramaturgia já podem comemorar. Em outubro, o Viva estreia três novelas emblemáticas: Torre de Babel, Pai Herói e A Gata Comeu.

O mês começa com Torre de Babel, que substitui Meu Bem, Meu Mal a partir do dia 10 de outubro, às 14h30 (horário alternativo às 1h30). Em 1998, a ousadia de Sílvio de Abreu vinha mais uma vez à tona no horário nobre da Globo. A trama repleta de mistérios, vinganças e conflitos marcou o folhetim, considerado um dos mais importantes da carreira do autor. A abordagem de temas até então considerados incomuns na televisão, como homossexualidade, violência e drogas na classe média, inicialmente virou polêmica na mídia e causou incertezas para o público.

"A novela foi muito especial e difícil. Pela primeira vez, neste horário, tinha-se a liberdade de falar de todos os assuntos que eram, até aquele momento, tabus. O primeiro capítulo já foi um escândalo. No dia seguinte, os jornais só falavam disso. Aí teve início um rebuliço, uma revolução, digamos assim. A imprensa começou a fomentar ainda mais escândalo do que a novela tinha. Com o decorrer da história, consegui segurar o público. E ele veio... e aí, veio de coração aberto. A novela explodiu e foi um grande sucesso. A trama é muito forte, com personagens muito fortes. Eu tinha fé", descreve o autor, em entrevista exclusiva ao canal.

De controvérsia e duvidosa, Torre de Babel conquistou o telespectador e virou mais um sucesso de tantos criados por Sílvio. Com colaboração de Bosco Brasil e Alcides Nogueira, direção geral de Denise Saraceni e direção de Carlos Araújo, José Luiz Villamarim e Paulo Silvestrini.

Ambientada em São Paulo, a produção começa com uma cena de crime: o ex-perito em fogos de artifícios José Clementino (Tony Ramos), que trabalha como pedreiro na construção de um luxuoso shopping center, assassina a esposa ao flagrá-la com outros dois homens. Ele é condenado a vinte anos de prisão e, ao ser libertado, coloca em prática seu plano de vingança contra o dono da construtora, César Toledo (Tarcísio Meira), que colaborou para sua acusação. A explosão tão planejada do Tropical Towers acontece, e o enigma da vez é descobrir o responsável, que só é revelado ao fim da trama.

Personagens ambíguos e um elenco de peso fazem parte da trama: Adriana Esteves, Cacá Carvalho, Christiane Torloni, Claudia Jimenez, Claudia Raia, Cleyde Yáconis, Danton Mello, Edson Celulari, Glória Menezes, Juca de Oliveira, Karina Barum, Letícia Sabatella, Maitê Proença, Marcello Antony, Marcos Palmeira, Natália do Vale, Silvia Pfeifer, Stênio Garcia, entre outros.

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Band pode resgatar "Melhor da Tarde", diz sites

Deu na internet: a Band planeja retomar o programa Melhor da Tarde em 2017. A atração, que foi exibida entre 2001 e 2005 na emissora, pode retornar para atender o departamento comercial do canal e trazer algum conteúdo para suas tardes, atualmente alugadas para o horrendo caça-níqueis Qual É o Desafio?. A informação foi dada por Keila Jimenez, em seu blog no R7, e Guilherme Beraldo, do Portal 4. No entanto, a assessoria do canal não confirmou a informação.

Melhor da Tarde estreou originalmente em 2001, num momento em que a Band buscava uma grade mais popular e agressiva para fazer frente aos demais canais abertos. Na época, as atrações ditas “femininas” das tardes passavam a dar menos espaço para culinária e artesanato para priorizar jornalismo, debates e fofocas. Assim, o canal investiu pesado numa programação ao vivo e lançou, numa só tacada, o Dia Dia com Olga Bongiovanni, Melhor da Tarde e Hora da Verdade com Marcia Goldschimidt, para incrementar suas manhãs e tardes. Melhor da Tarde ocupava a faixa entre 13h e 17h e era apresentado por Astrid Fontenelle, Leão Lobo e Aparecida Liberato.

O formato surgiu quando Sonia Abrão fazia sucesso lendo revistas de celebridades no ar em seu A Casa É Sua, da RedeTV. Logo, outros vespertino passaram a apostar na fórmula, como o Mulheres, da Gazeta, que tinha Marcia Goldschimidt e Leão Lobo; e o Note e Anote, da Record, apresentado por Claudete Troiano. Melhor da Tarde foi a resposta da Band ao novo cenário, e a direção do canal foi justamente buscar na Gazeta seu time para o vespertino, contratando Márcia para o Hora da Verdade, e Leão para o novo Melhor da Tarde. Assim, o Mulheres passou às mãos de Christina Rocha e Clodovil, enquanto Leão, Astrid e Aparecida comandavam a tarde da Band. Astrid era a âncora e fazia entrevistas e jornalismo, enquanto Leão Lobo contava suas fofocas e Aparecida Liberato dava dicas de numerologia.

Aos poucos, Melhor da Tarde foi mudando. Perdendo espaço na grade para o Hora da Verdade, seus assuntos foram ficando mais restritos. Assim, Aparecida Liberato foi a primeira a deixar a atração. Mais tarde, a Band encaixou uma faixa de novelas à tarde e “separou” Astrid e Leão: no Melhor da Tarde 1, antes da novela, Astrid apresentava variedades, e no Melhor da Tarde 2, após o folhetim, Leão Lobo fazia fofocas. Tempos depois, a segunda parte do Melhor da Tarde se tornou o De Olho nas Estrelas, e Astrid seguiu sozinha no Melhor da Tarde até o início de 2005, quando é substituída por Leonor Correa. A irmã do Faustão comandou a fase final do vespertino, que acabou extinto em setembro do mesmo ano, para dar lugar ao Pra Valer, com Claudete Troiano. Daí em diante, a Band fez uma série de apostas para suas tardes, todas de vida curta: Atualíssima, Boa Tarde com Silvia Poppovic, Pop Corn TV e Muito + foram algumas das tentativas.

Segundo Keila Jimenez e Guilherme Beraldo, atores, uma apresentadora famosa que está fora do ar e um cozinheiro que também é apresentador estariam cotados para a nova versão do programa. Mas, como dito acima, o canal não confirma qualquer movimentação neste sentido. Mas como a Band adora negar informações, o melhor mesmo é saber dar tempo ao tempo para ver se Melhor da Tarde volta ou não. Seria uma boa por vários motivos: nos livraria do pavoroso Qual É o Desafio?, traria algum conteúdo para as tardes do canal e, ainda, poderia trazer de volta alguma apresentadora afastada do vídeo. Dona Band, aproveita a ideia, e tente buscar Silvia Poppovic ou Regina Volpato de volta! Não seria bem legal?

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"Sem Rodeios" é boa opção para o fim de tarde

De vez em quando a RedeTV acerta. Lançada às pressas para substituir o fiasco Olha a Hora!, a revista eletrônica Sem Rodeios, exibida diariamente às 18h, mostrou-se uma ótima aposta da emissora. A audiência não anda lá essas coisas e já houve até substituição de apresentadora (saiu Ana Paula Couto e entrou Renata Teodoro), mas o programa reforça a boa mão da emissora na concepção de bons programas jornalísticos.

Sem Rodeios foi lançado a toque de caixa para substituir Olha a Hora!, de Luciano Faccioli, tentativa do canal de fazer frente aos policiais Cidade Alerta e Brasil Urgente no horário. Porém, sem os mesmos recursos, e com um apresentador sem o mesmo traquejo de Marcelo Rezende e José Luiz Datena, a atração acabou revelando-se um grande fracasso.

Tanto que apenas uma semana depois da estreia, Olha a Hora! perdeu uma hora de sua duração (inicialmente ia ao ar das 17h às 19h15) para a programação da Igreja Universal do Reino de Deus, que alugou a faixa. E, surpreendentemente, Olha a Hora! conseguiu o feito de derrubar ainda mais a já baixa audiência recebida pela programação da Igreja. O péssimo resultado pode ser creditado ao próprio Faccioli, que é até um repórter interessante (ele fazia boas matérias nos tempos do Tudo a Ver, na Record), mas deixa a desejar como apresentador. Com fala empostada e radiofônica e comentários pouco relevantes, o jornalista não consegue segurar o público.

Devido a este fiasco, surgiu Sem Rodeios. Comandado pela prata da casa Mauro Tagliaferri, acompanhado dos competentes João Paulo Vergueiro e Renata Teodoro, a atração mescla o noticiário do dia com entretenimento e muita análise, trazendo convidados para comentar e aprofundar as diversas pautas do dia. O programa conta ainda com uma boa equipe de reportagem, excelente desempenho do time de apresentadores e consegue ser um noticioso de postura conversada e informal, mas longe da pirotecnia e da gritaria sanguinolenta dos jornais do horário da Record e da Band.

Na verdade, por mais que a RedeTV sempre tenha apresentado conteúdo de entretenimento de qualidade duvidosa, seu jornalismo sempre se destacou pela qualidade. O canal tem um telejornal principal, o RedeTV News, que é muito bem-feito, e sempre teve em sua grade outras atrações de jornalismo de qualidade, como os extintos Good News e Tema Quente, além de É Notícia, Leitura Dinâmica e Debate Brasil, que seguem no ar. Atualmente comandado por Franz Vacek, o jornalismo da RedeTV ganhou reforços interessantíssimos no último ano, como o programa de reportagens Documento Verdade, o esportivo Super Faixa do Esporte e o talk show Mariana Godoy Entrevista. Sem Rodeios veio para ampliar a boa leva de programas jornalísticos do canal e oferecer uma boa opção ao espectador. Aliás, o canal faria muito bem em ampliar, cada vez mais, sua produção jornalística, que destoa bastante das outras atrações da grade.

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André Santana

"Justiça" chega vitoriosa à última semana

Entrando em sua última semana de exibição, a minissérie Justiça já merece figurar no rol das melhores produções de 2016 na televisão brasileira. A série ofereceu ao público uma teledramaturgia diferenciada, não apenas pelo formato pouco usual na TV aberta de mostrar quatro histórias diferentes a cada dia da semana que se cruzam, mas também pelo enredo provocativo proposto pela autora Manuela Dias. Após quatro primeiros episódios impactantes e o latente questionamento sobre o que é, afinal, justiça, a história tomou rumos inusitados, garantindo a surpresa e até a indignação do espectador.

As histórias exibidas às segundas e terças são os dois maiores exemplos deste rumo provocativo. A noite de segunda é dedicada à saga de Elisa (Débora Bloch), que viu a filha, Isabela (Marina Ruy Barbosa), ser morta a tiros pelo namorado Vicente (Jesuíta Barbosa). Os sete anos que Vicente passou encarcerado alimentaram a raiva de Elisa, fazendo com que ela se preparasse para uma vingança pessoal. Assim que Vicente deixou a cadeia, a amargurada professora já estava prestes a matá-lo. Acabou desistindo do plano ao ver que Vicente tinha uma família e uma filha também chamada de Isabela. Mas seguiu com raiva da vida, questionando se sete anos preso eram preço suficiente a se pagar por um crime desses. Enquanto isso, Vicente se mostrou extremamente arrependido, procurando, todo o tempo, o perdão de Elisa. E a aproximação de ambos e seus desdobramentos culminaram, na última semana, a uma improvável atração mútua.

Enquanto isso, às terças-feiras, acompanhamos o drama de Fátima (Adriana Esteves), empregada da casa de Elisa. Ela vai presa depois que o vizinho policial planta drogas em sua casa, querendo se vingar da moça quando ela mata seu cachorro. A partir daí, Fátima vê sua vida desmoronar. Enquanto passa sete anos na cadeia, seu marido morre e seus filhos se perdem na vida. A menina se torna prostituta, e o menino assaltante de rua. Assim que ela volta para casa, a encontra abandonada e destruída, tal qual sua família. E, com resignação, tenta reconstruí-las. O vizinho Douglas (Enrique Diaz) ainda está lá, também não num bom momento na vida. E uma improvável amizade surge entre ambos. Douglas ajuda Fátima a resgatar os filhos, enquanto a vizinha até aceita ser madrinha de casamento do policial.

Os rumos das histórias de quinta e sexta-feira são menos surpreendentes, mas não menos impactantes. Na história de quinta, vemos Rose (Jessica Ellen) e Débora (Luisa Arraes) tentando resgatar a amizade abalada após a prisão da primeira. Enquanto a primeira se envolve com seu traficante, a segunda é obcecada por se vingar de um estuprador, o que a faz perder o casamento e o emprego. E, às sextas, acompanhamos a jornada de Maurício (Cauã Reymond), tentando se vingar do político Antenor (Antonio Calloni), que atropelou sua esposa Beatriz (Marjorie Estiano) e fugiu, deixando a jovem bailarina paraplégica. Em comum, todas as histórias se desenrolam sem melindres, com poucos momentos de tranquilidade em meio ao turbilhão de sequências duras.

O enredo sem meias-palavras de Justiça, somado ao formato pouco usual, a coloca como um grande acerto da Globo. Propondo um vai-e-vem temporal e a oportunidade de o público acompanhar o mesmo acontecimento por diversas vezes, cada uma sob uma perspectiva diferente, o formato confere um sabor especial à narrativa. Isso sem falar na qualidade do elenco: grandes atores em grandes momentos! Débora Bloch e Adriana Esteves são as líderes do enredo, imprimindo com sensibilidade todo o turbilhão de sentimentos de Elisa e Fátima. As jovens Jessica Ellen e Luisa Arraes chamam a atenção, assim como Jesuíta Barbosa, um grande ator da nova geração. Vladimir Brichta se despe dos tipos cômicos de seus últimos trabalhos e convence como Celso, um personagem dúbio que transita por todas as tramas. E Leandra Leal, a Kellen, mostra sua força. Não há um elo mais fraco no elenco.

Tantas qualidades culminam por apontar os holofotes para a autora de Justiça, a jovem Manuela Dias, roteirista que emplaca seu segundo trabalho solo na Globo, sendo que o primeiro também foi ao ar este ano, a minissérie Ligações Perigosas, exibida em janeiro. Se Manuela já havia mostrado competência na adaptação do romance de Choderlos de Laclos, a autora, agora, ressurge com um texto ainda mais maduro. Nada mal para a autora que, na televisão, até então, tinha no currículo colaborações em infantis, como Bambuluá, séries, como A Grande Família, e novelas, como Cordel Encantado e Joia Rara. Alçada a titular em duas das melhores produções de 2016, a autora firma-se como uma das principais revelações do time da Globo. Num momento propício para o lançamento de novos roteiristas, uma grata surpresa!

Manuela divide o mérito da excelência alcançada em Justiça com o diretor José Luiz Villamarim, que vem assinando os produtos mais inventivos da Globo nos últimos anos. Experiente profissional de televisão, o diretor integrou o time de diretores de diversas tramas de sucesso, como O Rei do Gado, Anjo Mau e Torre de Babel, chegando à direção geral de novelas a partir de Andando nas Nuvens, porém sempre submetido a um diretor de núcleo. Mas foi quando se tornou diretor titular de novelas que passou a capitanear algumas novas experiências, como as malfadadas Bang Bang e Tempos Modernos. Até que dividiu a direção geral de Avenida Brasil com Amora Mautner e, a partir daí, engatou uma série de trabalhos reconhecidos pelo arrojo: O Canto da Sereia, Amores Roubados, O Rebu e, agora, Justiça. Manuela Dias e José Luiz Villamarim, uma dobradinha que deu certo! De olho neles!

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André Santana

News: Peter Florrick é preso em inédito de "The Good Wife"

O Canal Universal exibe no dia 23 de setembro, sexta-feira, às 20h, o 19º e 20º episódios da sétima temporada de The Good Wife na sequência, que contam com a participação especial de Chuck Cooper (O Gângster).

Em "Landing", Alicia (Julianna Margulies) conta a Jason Crouse (Jeffrey Dean Morgan) que vai se divorciar de Peter Florrick (Chris Noth). Ela quis que Jason fosse o primeiro a saber pois não queria que ele pensasse que ela o está pressionando para ter um relacionamento mais sério. Logo depois, Alicia recebe a ligação de um dos seus clientes, Jeff Dellinger (Zach Woods), que teve problemas na imigração dos EUA, no aeroporto do Canadá. Em seguida, Eli (Alan Cumming) liga para a advogada pois Peter está sendo preso por realizar uma anulação de um crime em troca de doações eleitorais. Alicia diz que não pode ajudá-lo no momento, pois precisa ir ao Canadá.

No Canadá, Jeff foi detido pela alfândega dos EUA por se recusar a responder as perguntas da imigração. Houve uma briga entre os policiais dos EUA e do Canadá, pois, segundo os canadenses, Jeff não esteve na área da alfândega dos EUA e, por isso, não é obrigado a apresentar seu passaporte. Enquanto isso, Mike Tascioni (Will Patton) conta a Peter que ele será preso e processado no dia seguinte, e será liberado após o pagamento da fiança. Porém, o agente do FBI, Connor Fox (Matthew Morrison), chega minutos depois para leva-lo à delegacia e, de propósito, chamou repórteres para registrar o governador algemado.

Já em "Party", Connor oferece um acordo de três anos na prisão para Peter Florrick e o caso vai a julgamento. Eli pede a ajuda de Jason para descobrir o porquê Peter é culpado para elaborar a defesa. Enquanto isso, Alicia está dando uma festa em seu apartamento para celebrar o casamento de Howard Lyman (Jerry Adler) e Jackie Florrick (Mary Beth Peil). Para aproveitar a ocasião, o filho de Alicia e Peter, Zach Florrick (Graham Phillips), pede sua nova namorada, Hannah McCreary (Taylor Rose), em casamento.

Peter e Alicia conversam com Zach e ele conta que também decidiu largar a faculdade para se mudar para a França com Hannah.

Após pedir demissão da Florrick, Agos & Lee, Cary (Matt Czuchry) pede para Louis Canning (Michael J. Fox) ser seu advogado no caso de Peter Florrick. Na época em que Peter fez a anulação, Cary trabalhava como procurador com o atual governador. Ele tem medo que Peter tente incriminá-lo para se livrar das acusações.

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SBT amplia programação jornalística na madrugada

Mais uma novidade a jato do SBT. De última hora, a emissora promoveu uma reformulação quase total de sua programação da madrugada. Já se sabia que Otávio Mesquita teria uma nova atração aos sábados no canal, mas, até então, não se falou que o Okay Pessoal!!! sairia do ar por causa disso. Mas, nesta semana, o programa já não foi mais ao ar. E mais: as séries que eram exibidas após a atração também não deram as caras esta semana. Em seu lugar, o SBT passou a reprisar o Jornal do SBT em looping eterno, até o horário do Primeiro Impacto, às seis da manhã.

Ao que tudo indica, a mudança aconteceu para testar o conteúdo jornalístico nas madrugadas. E os resultados devem ter sido animadores para a direção da casa, já que, a partir já da próxima madrugada de segunda, 19, para terça, 20, a emissora lançará o SBT Notícias, novo jornal que ocupará toda a grade da madrugada do canal, entre o Jornal do SBT e o Primeiro Impacto. Segundo o colunista Flavio Ricco, o SBT já está fazendo testes para escolher os dois apresentadores do SBT Notícias, que deve ser exibido ao vivo. Com a novidade, a programação jornalística do SBT aumentará bastante.

Vale lembrar que não é a primeira vez que o SBT recheia suas madrugadas com noticiosos. No final dos anos 1990, a emissora era parceira do canal CBS Telenotícias no Brasil. A parceria rendia o Jornal do SBT – CBS, que era apresentado por Eliakin Araújo e Leila Cordeiro, diretamente de Miami, e Hermano Henning, de São Paulo. Logo após o jornal, no fim de noite, o canal exibia a faixa Sinal SBT – CBS, que exibida cinco horas de programação da CBS madrugada adentro.

Quando a parceria chegou ao fim, o Jornal do SBT ficou apenas com Hermano Henning e, nas madrugadas, a emissora exibia outro programa que também era chamado de SBT Notícias. Esta versão era exibida de domingo a domingo, e ocupava mais de duas horas da madrugada do SBT. De segunda a sexta, o programa nada mais era que um repeteco do Jornal do SBT, requentado com a inclusão de um quadro de entrevistas com Ney Gonçalves Dias e uma coluna com Cinira Arruda. Aos sábados e domingos, SBT Notícias resgatava alguns assuntos da semana e trazia uma ou outra atualização. Esta versão do SBT Notícias, ao lado do Jornal do SBT e o antigo TJ Manhã, que era exibido às 6h30, cumpria o tempo que a emissora devia preencher com conteúdo jornalístico. Nesta época, o departamento de jornalismo do SBT já era bastante reduzido. Mas reduziu mais ainda tempos depois, culminando com o cancelamento do SBT Notícias e do TJ Manhã, e mantendo o Jornal do SBT praticamente sem conteúdo.

Mais tarde, o título SBT Notícias foi utilizado para o programa de vida curta apresentado por Neila Medeiros, “a única capaz de vencer Datena e Marcelo Rezende”. E, agora, chega para voltar a ocupar a madrugada. E quer saber? Me parece uma boa ideia do canal. Afinal, foi o SBT que descobriu, tempos atrás, que havia uma audiência potencial para jornais na madrugada, quando exibia o antigo SBT Manhã três vezes entre 4h e 6h, seguido do Notícias da Manhã, de César Filho. O sucesso desta grade, sem dúvidas, influenciou a Globo a cancelar o Globo Rural diário e fazer um novo jornal às 5h, o Hora 1. Com isso, o canal de Silvio Santos perdeu espaço nesta seara, mas, com o novo SBT Notícias, voltará a buscar este nicho. Interessante.

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Record cancela reality e pode mudar Xuxa

Deu na internet: a produção do Programa do Porchat “culpou” o Programa Xuxa Meneghel pelo fraco desempenho do programa às segundas-feiras. Recebendo em baixa da atração da loira, o talk show de Fabio Porchat despenca neste dia, fazendo com que sua média semanal fique prejudicada. Nos melhores dias, Porchat tem médias entre quatro e cinco pontos no Ibope; às segundas, estaciona nos três.

O efeito-cascata é implacável. E o Programa Xuxa Meneghel segue dono dos piores índices de audiência da linha de shows da Record. Mas não está sozinho nessa: Batalha dos Cozinheiros, de Buddy Valastro, também não vem atingindo grandes resultados de audiência. Uma performance, diga-se, que não chega a surpreender. Embora tenha começado interessante, com uma triagem com plateia e uma dinâmica divertida de disputa em duplas, a atração logo caiu no marasmo, pois os participantes não são dos melhores, as provas são previsíveis e os conflitos são tolos. Além, claro, do erro crasso da emissora de ter colocado Batalha dos Cozinheiros para bater de frente com o MasterChef, produto consolidado da Band.

Por isso mesmo, a Record já começa a promover mudança em sua linha de shows. A segunda temporada de Batalha dos Confeiteiros, que substituiria a ...dos Cozinheiros, foi cancelada. Em seu lugar, nas noites de terça-feira, a Record passará a exibir a segunda temporada da série A Bíblia, cuja primeira leva fez bastante sucesso no canal. Com isso, a emissora interrompe seus planos de fazer das noites de terça-feira seu espaço para reality shows. O espaço seria revezado entre os realities de culinária e outros produtos da cartela do canal, como A Fazenda, O Aprendiz, Power Couple e Troca de Família.

As noites de segunda-feira também podem sofrer modificações. Há quem acredite que Xuxa pode ser deslocada para as noites de quinta-feira ou as tardes de sábado da Record. A emissora não confirma, mas caso venha a fazer esta mudança, é bom que pensem bem que o principal problema do programa não é seu dia e horário de exibição, e sim seu formato (ou falta de). Programa Xuxa Meneghel flerta com talk show e game show, mas não é nem uma coisa e nem outra. Se mudar para a quinta à noite, baterá de frente com A Praça É Nossa. Se mudar para o sábado, terá que ser totalmente readequado a este novo horário, afinal tarde de sábado não tem nada a ver com segunda à noite. Se mudar de dia apenas por mudar, a Record somente criará mais um problema, ao invés de resolver o que tem.

Enquanto a Record não resolve o que fazer com sua linha de shows, alguns profissionais que dela participaram já têm destino selado. Chris Flores, que fez sucesso no Troca de Família, mas pediu para sair do canal devido a falta de perspectivas, já está de casa nova. A jornalista assinou com o SBT e comandará Fábrica de Casamentos, novo reality show do canal, ao lado de Carlos Bertolazzi. Assim, Chris continua na seara dos realities, agora numa nova emissora, e ingressará num espaço já consolidado a este tipo de programa no canal de Silvio Santos: a noite de sábado. Fará companhia à Ticiana Villas Boas e Danielle Dahoui (que, aliás, está muito bem em Hell's Kitchen). Boa!

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André Santana

Angélica completa 20 anos de Rede Globo

Na próxima sexta-feira, 16 de setembro de 2016, a apresentadora Angélica completa 20 anos de Rede Globo. Foi neste dia, no ano de 1996, que a loira estreou à frente do game show Angel Mix e da novelinha Caça Talentos, duas atrações que, juntas, formavam a faixa Angélica, criada e dirigida por Boninho, e que ia ao ar das 11h às 12h na Globo, de segunda a sexta. Angélica chegava à Globo após fazer sucesso comandando Casa da Angélica, Passa ou Repassa e TV Animal, três programas diários no SBT. Na emissora dos Marinho, passou a dividir o horário infantil com os cachorros da TV Colosso, que entrava na reta final no mesmo período. A partir de janeiro de 1997, Priscila e seus amigos saíram definitivamente do ar e Angélica passava a ocupar a manhã toda, incorporando desenhos animados às suas atrações.

O Angel Mix original foi criado à imagem e semelhança do Passa ou Repassa, principal sucesso da apresentadora na TV de Silvio Santos. Basicamente, era um game show infanto-juvenil que envolvia duas equipes, laranja e azul, que se enfrentavam em provas diversas. Havia até uma prova “inspirada” no Torta na Cara, a Pergunta Torta. Já Caça Talentos era um folhetim infanto-juvenil onde Angélica interpretava Bela, uma humana que foi criada por fadas e, quando se torna adulta, tem a chance de deixar o “mundo mágico” e voltar ao “mundo real” para escolher em qual dos mundos preferia viver. No mundo real, ela se torna produtora da Caça Talentos, uma agência de talentos que depois se transforma numa produtora de televisão, cujo dono, Arthur Carneiro (Eduardo Galvão) vive na pindaíba. Angel Mix e Caça Talentos fizeram um estrondoso sucesso, alçando Angélica a uma das principais estrelas da TV brasileira.

Em 1997, quando Angel Mix ganhou mais tempo no ar, a atração ganhou outros quadros além dos games. Havia provas com bebês, entrevistas e até mesmo um quadro sobre educação sexual, onde Angélica conversava com a psicóloga Roseli Sayão. Mas, a partir de 1998, a atração começava a se transformar. Sob direção de Jorge Fernando, Angel Mix ganhou um cenário principal em forma de praia e vários segmentos isolados, adotando um formato de revista. No final do mesmo ano, Ricardo Waddington assumiu a direção de núcleo, transformando o Angel Mix em dois programas: um mais infantil, exibido antes de Caça Talentos, e outro mais juvenil, que ia ao ar depois da Fada Bela. Nesta fase, a faixa matinal deixou de se chamar Angélica e virou simplesmente Angel Mix, com Caça Talentos se tornando um quadro do programa.

O Angel Mix infantil, que ia ao ar das 8h às 10h30, teve vários formatos. Primeiro, mostrava Angélica numa floresta encantada, onde dividia a cena com crianças vestidas de animais, e trazia noções de ecologia. Mais tarde, o cenário se tornou uma nave espacial, onde Angélica contracenava com a Tartaruga Tatá e contava histórias. Depois, trazia apenas Angélica sentada diante da câmera chamando desenhos. Por fim, ganhou um pequeno cenário com crianças em cena, que podiam desenhar, pintar e fazer experiências. Já o Angel Mix juvenil teve menos formatos, e todos de vida curta. O primeiro tinha um cenário urbano, com prédios estilizados ao fundo, e com uma banda tocando ao vivo, e era essencialmente musical. Nesta fase, chegou a ser exibido ao vivo em várias ocasiões. Em 1999, este segmento se tornou o Angel Mix Games, com cenário em forma de arena e provas radicais no palco. O Angel Mix Games deu espaço ao Angel Mix Férias, em julho de 1999, que trazia Angélica em viagens. Quando este especial chegou ao fim, Games não voltou ao ar, e Angélica só não sumiu de vez na atração porque logo estreou sua segunda novelinha infanto-juvenil, Flora Encantada.

Em 2000, Roberto Talma assumiu a direção de núcleo e, mais uma vez, reformulou o Angel Mix. O programa ganhou novo cenário, com plateia, e trouxe um segmento de dramaturgia, que mostrava uma família que assistia à atração todos os dias. Ernani Moraes, Alice Borges e Antonio Pedro Borges integravam o elenco. Esta última fase durou até junho de 2000, quando o Angel Mix foi definitivamente extinto. Assim, Angélica passou a apresentar o especial Férias Animadas, atração que introduziu a TV Globinho. A emissora comandada por crianças viria a ser um quadro de Bambuluá, que estreou em outubro daquele ano, trazendo Angélica como protagonista. Tratava-se de mais uma novela infanto-juvenil, um grande investimento da Globo para tentar estancar a queda de audiência de sua programação infantil matinal. Mas não emplacou e saiu do ar no final de 2001, encerrando a trajetória de Angélica como apresentadora infantil. No mesmo ano, a loira chegou a participar da novela Um Anjo Caiu do Céu, vivendo a “anjinha” Angelina. A participação seria de apenas alguns capítulos, mas foi ampliada graças ao sucesso alcançado. Neste ano, a Globo considerou realizar o desejo de Angélica de comandar um programa para jovens, e convocou Jayme Monjardim para formatar uma nova atração para ela. O projeto era de um programa itinerante, que misturava música e viagens, mas não foi adiante.

Enquanto a Globo exibia os últimos capítulos de Bambuluá, Angélica passou a integrar o time do Vídeo Show, comandando o quadro Vídeo Game. Foi ali que começou a bem-sucedida transição de Angélica para programas familiares. O game vespertino foi um grande sucesso e ajudou Angélica a recuperar sua imagem e credibilidade, um tanto arranhadas após o fracasso de Bambuluá. Sua participação no Vídeo Show foi ampliada e, além do Vídeo Game, passou a participar de diversos quadros da atração, ao lado do então âncora André Marques. A dupla divertiu e fez história no vespertino da Globo. Ao mesmo tempo, foi convidada para comandar o reality show musical Fama, que teve quatro temporadas: duas em 2002, quando Angélica dividia o comando com Toni Garrido; e outras duas nos anos de 2004 e 2005, nas quais Angélica surgia sozinha.

Em 2006, Angélica finalmente veria atendido o seu desejo de um programa-solo, e assim surgiu o Estrelas, que substituiu a edição de sábado do Vídeo Show. Criado para ser uma espécie de “Caras eletrônica”, a atração traz Angélica ao lado de celebridades, em situações e entrevistas diversas. Da estreia até o ano de 2011, Angélica se dividiu entre o Vídeo Game e o Estrelas. Com o fim do game show vespertino, que ficou no ar por dez anos, a loira passou a se dedicar integralmente ao Estrelas. Desde o ano passado, Estrelas passou ao horário das 15h e é exibido em rede nacional. Com a mudança de horário, a audiência da atração caiu um pouco e, a partir daí, surgiram especulações de que a atração poderia ser reformulada. No entanto, não se cogita a extinção da atração, que este ano completou dez anos no ar (falamos sobre isso aqui: http://bit.ly/1qeLRjL).

E, assim, Angélica chega aos 20 anos na Globo com uma bela história para contar. Seja como apresentadora infantil, juvenil ou familiar, seja como atriz, a loira acumulou vários sucessos e bons serviços prestados ao canal. Uma das grandes estrelas da TV brasileira, a apresentadora consolidou seu espaço e segue mobilizando fãs e admiradores. Falta a ela, hoje, uma volta aos programas de auditório, pois Angélica é uma animadora de mão cheia. Este aniversário de 20 anos pode ser uma boa oportunidade para fazer com que Angélica, enfim, volte a ter o espaço que merece.

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André Santana

News: Canal Universal estreia a série nacional "Unidade Básica", com Caco Ciocler e Ana Petta

O Canal Universal estreia sua primeira série de ficção original Unidade Básica no dia 11 de setembro, domingo, às 22h, produzida pela Gullane e dirigida por Carlos Cortez e Caroline Fioratti . Serão exibidos os dois primeiros episódios em sequência. Inspirada em casos reais, a série retrata o dia-a-dia em uma Unidade Básica de Saúde e conta com os atores Caco Ciocler, Ana Petta, Carlota Joaquina, Vinícius de Oliveira, Bianca Müller e Ivo Müller no elenco.

Dr. Paulo, papel de Caco Ciocler, é um médico muito experiente que trabalha há mais de 10 anos em uma Unidade Básica de Saúde da periferia de São Paulo. Sua preocupação é cuidar das pessoas, envolvendo-se com suas histórias de vida, buscando soluções não convencionais para cada caso. Sua vida muda com a chegada da recém-formada Dra. Laura, interpretada por Ana Petta, que pretende ficar pouco tempo na UBS e logo se tornar uma bem-sucedida médica especialista. Mas tudo começa a se transformar quando ela se depara com a complexidade dos casos médicos e a maneira de agir de Dr. Paulo.

No episódio piloto "Vera", Dra. Laura (Ana Petta) chega na Unidade Básica para o seu primeiro dia de trabalho. Dr. Paulo (Caco Ciocler) já tentou contratar outros quatro médicos, mas não encontra nenhum que tenha o perfil para o cargo. Ele comenta com Beth (Carlota Joaquina) que tem quase certeza que ela só quer o emprego para ter qualquer experiência após a faculdade. Dra. Laura participa de sua primeira reunião na UBS com todos os funcionários e a nova estagiária, Samara (Bianca Müller). Dr. Paulo pede para Dra. Laura, Samara e Malaquias (Vinicius de Oliveira) visitarem a casa de uma paciente e descobrirem porque sua diabetes está muito elevada. Lá, ela desmaia e a situação piora. Após, os médicos fazem uma reunião para tentar descobrir o que fazer para que a paciente melhore. Samara começa a estudar as receitas da paciente, enquanto a Dra. Laura acusa o Dr. Paulo de ter muito tempo vago pois percebeu que ele estava flertando com a cuidadora da paciente.

Já no episódio "Juliano", Beth cobra o Dr. Paulo para ele preencher os relatórios dos exames. Porém, o médico está sem tempo e Beth precisa acompanhá-lo durante todo o dia para conseguir finalizar os documentos para ele. Em um deles, Dr. Paulo descobre que um dos pacientes da Dra. Laura está com HIV e ela precisa se preparar para dar essa notícia pela primeira vez em sua carreira. Ao chegar na Unidade Básica, Juliano (Max Nascimento) acha que está com diabetes, mas Dra. Laura explica que ele está com HIV mas não tem os sintomas da doença. Porém, Juliano ainda pode transmitir o vírus para outras pessoas e, por isso, a médica pede para ele fazer outros exames. Após, Dra. Laura percebe que Juliano não fez os novos exames e sumiu do consultório. Dr. Paulo sugere que Vinícius e Dra. Laura procurem o paciente pelo bairro, mas, ao chegar em sua casa, a esposa de Juliano diz que ele está na UBS. Lá, Dra. Laura o encontra sendo atendido por Samara, que se desespera ao saber que ele é soropositivo.

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Expectativas sobre "Jogo da Memória", próxima novela das onze

Aos poucos, a faixa de novelas das onze da Globo vai ganhando novas dimensões. Ela estreou na grade de meio de ano da emissora, e com remakes de tramas clássicas. Hoje, já começa mais “cedo” no ano e abre espaço aos folhetins inéditos. Verdades Secretas e Liberdade Liberdade alcançaram bons resultados, e a expectativa é que a coisa continue bem quando estrear Jogo da Memória, nova trama das onze que será exibida no ano que vem. A autoria é de Lícia Manzo, uma das novas autoras mais festejadas da atualidade.

São vários os motivos que nos levam a crer que Jogo da Memória será uma novela interessante. Quando ainda era chamada de O que Nos Une? (o título definitivo foi anunciado recentemente), a produção já chamava a atenção pela trama inusitada. A história contará a história de três gerações de uma mesma família, em três décadas, e se passará ao mesmo tempo nas décadas de 1940, 1960 e 2000. Pode parecer a mesma proposta ousada de Amazônia, novela de triste lembrança da Rede Manchete, mas Lícia promete continuar focando nas relações humanas, como em suas tramas anteriores. E, sabemos bem pelos seus trabalhos anteriores (Tudo Novo de Novo, A Vida da Gente e Sete Vidas) que ela é boa nisso!

Além disso, há muitos bons nomes envolvidos na produção. A direção artística será de José Luiz Villamarim, responsável pelos produtos mais bem-acabados e arrojados da Globo nos últimos tempos, como O Canto da Sereia, Amores Roubados, O Rebu e a atual Justiça. E o elenco anunciado é estelar: Cássia Kis, Adriana Esteves, Alexandre Nero, Fabiula Nascimento, Mariana Lima, Murilo Benício, Drica Moraes, Marco Ricca, Sophie Charlotte, Gabriel Leone, Irandhir Santos e Jesuíta Barbosa. Além destes, terá ainda Andréa Beltrão, retornando às novelas passados 15 anos de sua última participação em folhetins, em As Filhas da Mãe. Outra novidade é que a trama será um tanto maior que suas antecessoras, com 70 capítulos.

A experiência, por si só, parece bastante positiva. Desde que foi criada, a faixa de novelas das onze já abrigou remakes de várias espécies. Depois, abriu-se aos textos inéditos, com uma trama urbana e soturna, seguida de um folhetim com pegada histórica. Agora é a vez da delicadeza e da poesia conhecidos dos diálogos de Lícia Manzo invadir esta faixa mais avançada. Com o horário mais tardio, será possível um mergulho ainda mais profundo na alma das personagens, o que pode render bons momentos. Vale lembrar que Sete Vidas, última novela de Lícia, foi concebida inicialmente como uma novela das onze, mas acabou deslocada para o horário das seis (tornando-se uma das melhores da faixa). Ou seja, as perspectivas são boas!

E, assim, a Globo mostra que vem dispensando cada vez mais atenção à faixa de novelas das onze. Com tramas enxutas, que se permitem dar um passo além do que é visto nas histórias exibidas mais cedo, a faixa dá uma liberdade de criação bem maior. Ou seja, o horário evoluiu para um importante balão de ensaio, posicionado estrategicamente na grade, e cujos avanços poderão ser, aos poucos, incorporados às produções dos outros horários. A próxima etapa da faixa é abrigar medalhões que já não mais escrevem (ou não rendem mais tanto) no horário nobre, como Gilberto Braga e Manoel Carlos. Ou até dar espaço a prometida volta de Lauro César Muniz à Globo. Enfim, a novela das onze da Globo evolui a olhos vistos, para a alegria do espectador que adora uma novidade!

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André Santana

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Chris Flores deixa a Record

A jornalista Chris Flores pediu a rescisão de seu contrato com a Record, informou o site Notícias da TV. Segundo matéria assinada por Daniel Castro, a apresentadora se cansou de ficar encostada na emissora e pediu demissão, negociando um rompimento amigável com a cúpula do canal. Seu vínculo com a Record iria até dezembro de 2016.

Chris Flores estreou na Record como colunista de celebridades no antigo Tudo a Ver, com Paulo Henrique Amorim, em 2004. Tempos depois, ingressou no matinal Hoje Em Dia, inicialmente cumprindo o mesmo papel que exercia no vespertino. Porém, em pouco tempo, acabou alcançando o status de apresentadora da atração, ao lado de Britto Jr, Edu Guedes e Ana Hickmann. E evoluiu a olhos vistos. Inicialmente tímida e de visual recatado, Chris tornou-se cada vez mais desenvolta diante da câmera. Deixou o cabelo crescer, abandonou o par de óculos que costumava usar e mudou seu figurino. Tornou-se uma das mais simpáticas apresentadoras da nossa TV, conquistando os espectadores.

Chris Flores conquistou a vaga como colunista de celebridades do Tudo a Ver porque, na época, era editora da revista Contigo!. Aliás, chegou a participar do Troféu Imprensa, no SBT, representando a publicação. Antes disso, editou também a revista Minha Novela, especializada em folhetins. Na época, assinava Christiane Flores e era figurinha carimbada dos programas A Casa É Sua e Falando Francamente, de Sonia Abrão, na RedeTV e SBT, respectivamente. Ela ia ao vespertino uma vez por semana para mostrar a capa da Minha Novela e contar à Sonia Abrão as novidades da semana. Ali, Chris já se mostrava como uma figura terna e simpática e, mesmo com a timidez transparecendo, fazia um bate-bola bem interessante com Sonia Abrão. Relembrar o início de Chris Flores na TV e constatar onde ela chegou é perceber a bem-sucedida transição da profissional da mídia impressa para televisiva.

No entanto, Chris Flores ficou sem perspectivas na Record quando deixou o Hoje Em Dia, numa reformulação total do time de apresentadores da atração imposta pela direção do canal. Chegou a ser cotada para integrar o Domingo Espetacular e o extinto Programa da Tarde, mas nada aconteceu. Retornou ao ar no final do ano com a reprise requentada do Troca de Família, onde seguiu esbanjando simpatia. O reality, mesmo sendo reprise, alcançou excelentes índices de audiência. Bom resultado merecido: Troca de Família é um dos melhores realities já exibidos por aqui. Parecia que Chris seguiria à frente da atração, já que a Record considerava produzir uma nova leva de episódios do programa.

Mas, infelizmente, isso não aconteceu. E Chris Flores, ótima profissional, é mais uma boa apresentadora que está fora do ar na TV brasileira. Ela declarou ao Notícias da TV que não recebeu nenhum convite de outras emissoras (a RedeTV tentou contratá-la no ano passado para o Melhor pra Você, mas ela não aceitou), mas que está aberta a propostas. Na torcida pra que algum outro canal aproveite Chris Flores. Ela é um nome de valor e que não pode ficar de fora da TV.

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André Santana

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