Iris Abravanel acerta com adaptação de "Chiquititas"



Iris Abravanel, primeira-dama do SBT, lançou-se como novelista em meio à grande desconfiança. E não era para menos: a esposa de Silvio Santos nunca havia assinado roteiros para televisão e sua faceta de escritora era desconhecida pelo grande público. Mesmo assim, como ela sempre conta em entrevistas, resolveu se aventurar pelo segmento devido à dificuldade do marido de contratar novelistas consagrados para escrever folhetins no SBT. A desconfiança aumentou quando Revelação, sua primeira obra, foi anunciada durante todo o ano de 2008, tendo a estreia adiada inúmeras vezes e, quando estreou, não empolgou muito.

Isso não impediu a senhora Abravanel de seguir trilhando sua carreira de autora de novelas. Depois de Revelação, sua única obra original até aqui, vieram uma série de adaptações de textos: Vende-se um Véu de Noiva, Corações Feridos, Carrossel, Chiquititas e, agora, Cúmplices de um Resgate, a estrear nesta segunda, 03. Além de todas estas tramas, Iris e sua equipe também roteirizaram Patrulha Salvadora, série derivada da novela Carrossel. Em meio a esta extensa gama de trabalhos, os grandes destaques da carreira de novelista de Iris Abravanel foram mesmo as adaptações de novelas infantis. O SBT sempre teve como um de seus pilares a programação infantil, e as novelas voltadas aos pequenos vieram ao encontro deste público cativo. Além disso, em meio à parca produção neste segmento na TV aberta como um todo, os folhetins infanto-juvenis do SBT vieram preencher uma importante lacuna.

Neste contexto, observa-se uma interessante evolução no trabalho de Iris Abravanel e sua equipe (formada pelos redatores Rita Valente, Carlos Marques, Fany Higuera, Gracy Iwashita, Gustavo Braga e Marcela Arantes). Chiquititas, cujos últimos capítulos vão ao ar nos próximos dias, juntamente com os capítulos iniciais de Cúmplices de um Resgate, acabou resultando num dos melhores trabalhos de Iris e cia. Mais do que uma adaptação de um texto argentino (da ideia original de Cris Morena, escrita por Gustavo Barrios e Patricia Maldonado), a nova versão de Chiquititas mostrou-se como uma nova novela, que, embora tenha mantido personagens e situações da trama original, acabou por tomar um rumo distinto. Arrisco dizer que Iris Abravanel ajustou o argumento inicial, reconfigurou diversas peças e acabou apresentando um produto melhor e mais interessante que a primeira versão, exibida no SBT entre 1997 e 2001.

Considerada por muitos a maior novela exibida no Brasil, com mais de 800 capítulos, a primeira versão de Chiquititas tem esta marca contestada, e com razão. Isso porque sua trajetória foi dividida em temporadas, com enredos distintos, além de ter sofrido duas pausas em sua exibição (entre janeiro e março de 1999 e janeiro e março de 2000). Já a versão atual, exibida entre 2013 e 2015, sai de cena com mais de 400 capítulos, mas contou praticamente uma história só. Com uma espinha dorsal mais bem-definida, a atual Chiquititas acabou por corrigir várias falhas no enredo apresentadas pela primeira versão.

O pontapé inicial das duas versões de Chiquititas é o mesmo: a origem do orfanato Raio de Luz e os mistérios que o cercam. Mili, a protagonista, não sabe que é fruto do amor proibido entre Gabi e Miguel: ela, herdeira milionária, e ele, filho da empregada. Sem aceitar a relação, o pai de Gabi, José Ricardo Almeida Campos, decide esconder a neta, e cria o Raio de Luz para abrigá-la. Paralelamente, Chiquititas narra a história de amor entre Carolina, amiga das crianças do orfanato, e Junior, irmão de Gabi que, depois de uma temporada fora, volta à casa da família e decide investigar os mistérios do Raio de Luz. Com Maria Cecília, Carol e Junior formam um tradicional triângulo amoroso, enquanto são envolvidos por tudo o que cerca o Raio de Luz e seus habitantes, até que a mocinha vira a diretora do orfanato. Juntos, enfrentam Carmen, tia de Junior, e Cíntia, namorada de José Ricardo, que têm seus motivos para querer acabar com o local.

A partir daí,as duas tramas divergem. A primeira versão de Chiquititas explora o passado de Mili nas duas primeiras temporadas. Terminada a trama, a novela vai ganhando outros personagens e enfoques. As temporadas podem até ser divididas entre os namorados de Carol, vivida por Flavia Monteiro, que foram quatro: Junior (Alex Benn), Fernando (Nelson Freitas), Felipe (Marcos Pasquim) e Rian (Carmo Dalla Vecchia), com quem se casa na temporada final. Já na nova versão, Iris Abravanel manteve o casal principal intacto até o fim. Personagens equivalentes a Fernando e Felipe até surgiram, mas tiveram personalidades e funções dentro da trama modificadas.

Para conseguir manter a mesma espinha dorsal com fôlego por mais de dois anos, Iris Abravanel fez diversos malabarismos. Entre eles, aproveitar entrechos de temporadas posteriores, mas com os personagens que já tinha em mãos. Por exemplo: na primeira versão, Junior vai embora e Carol se envolve com Fernando, mas ganha uma nova rival: Andrea (Bianca Rinaldi), uma ex-namorada do médico que retorna alegando ter um filho dele. Na nova versão, Andrea (Thais Pacholek) também apareceu, e com trama parecida, mas ela era ex-namorada de Junior (Guilherme Boury), e não de Fernando (Paulo Leal). Assim, Junior permaneceu na história até o fim. O mais interessante é que até Maria Cecilia (Lisandra Parede), primeira antagonista de Carol (Manuela do Monte), também ficou na história: terminado o triângulo amoroso inicial, ela se casa com Tobias (Pedro Lemos) e vive outras histórias com ele. Na versão original, Maria Cecilia (Carmela Medeiros) e Tobias (Carlos Weigle) simplesmente deixavam a trama. Até mesmo a mãe de Maria Cecilia ganha uma trama: na primeira versão ela se chamava Fernanda (Bibi Vogel) e apenas ajudava a filha com suas armações para ficar com Junior; na segunda versão, ela se chama Eduarda (Virgínia Novick) e vive situações cômicas como uma perua tendo que ser “pobre”.

Já a história de Mili (Giovanna Grigio) ficou mais bem contada, já que teve direito a um maior envolvimento entre a “órfã” e seus pais. Gabi (Naiumi Goldoni) e Mili desenvolveram uma linda relação, mesmo sem saber que são mãe e filha, ao contrário da versão original, na qual Gabi (Claudia Santos), ainda doente, parte para Londres com o irmão Junior, e volta muuuuitos capítulos depois, já curada (e com novo rosto, já que a atriz Vanusa Ferlim assume o papel), para encontrar a filha e dar um final à saga da Mili de Fernanda Souza, num entrecho um tanto apressado.

Além de reposicionar personagens e tramas, a nova versão de Chiquititas também alterou cenários, deixando a história mais harmônica. Assim, se na primeira versão Carol era funcionária de uma fábrica de alimentos, a Pureza, na nova versão ela inicialmente trabalha no Café Boutique, um cenário bem mais adequado e menos “sisudo” para sediar uma trama infantil. O Raio de Luz, que teve três sedes na primeira versão, ficou no mesmo lugar na segunda versão. Assim, crianças que entram na trama no decorrer da história, que antes eram vizinhos das crianças do orfanato quando elas mudaram de casa, agora são colegas da escola. Com isso, outra correção de percurso foi feita, já que na versão original, com as constantes mudanças de elenco, eram comuns alguns personagens “sumirem”, tendo o desfecho apenas comentado em cenas sem muita importância. Desta vez, as moradoras do Raio de Luz permaneceram as mesmas, ganhando desfechos mais felizes.

Mantendo a boa audiência do horário, Chiquititas entra em sua reta final com missão mais do que cumprida. A trama consolidou a dramaturgia do SBT, conferindo, finalmente, uma identidade à dramaturgia da emissora. Iris Abravanel demorou um pouco, mas agora deixa bastante claro a todos a sua real contribuição para o departamento de novelas do canal do maridão. Que a boa fase permaneça com Cúmplices de um Resgate, pois, com Chiquititas, ela acertou em cheio!

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 14h29
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Novelas da tarde derrubam Record



Ao que tudo indica, não foi uma boa ideia a Record substituir o Programa da Tarde por reprises de novelas. Nos três primeiros capítulos de Prova de Amor e Dona Xepa, exibidos entre segunda e quarta, a audiência não foi das melhores. Além da pontuação menor que a atração de Britto Jr e Ticiane Pinheiro, as reprises da Record acabaram por prejudicar a grade, já que o Cidade Alerta, que entra na sequência, já encontra dificuldades em elevar os números recebidos pela trama protagonizada por Angela Leal.

Prova de Amor estreou com 4 pontos de média no Ibope e vem oscilando entre 2 e 4 pontos desde então, derrubando a boa audiência herdada do Balanço Geral. Mas a situação de Dona Xepa é ainda pior: a trama estreou com 2 pontos e vem penando para manter o número. Em algumas situações, chegou a ficar à frente apenas de emissoras nanicas, como Record News e Rede Brasil, por exemplo.

Ontem, quarta-feira, dia 29, Dona Xepa entregou o horário para o Cidade Alerta marcando 2,8 pontos no Ibope. Assim, Marcelo Rezende foi obrigado a cortar um dobrado para conseguir elevar os índices. Segundo o site Notícias da TV, enquanto concorreu com a novela Coração Indomável, do SBT, o Cidade Alerta registrava minguados 2,7 pontos, ante 8 da trama mexicana. Subiu depois e acabou fechando com média de 7,1 pontos. Pouco, se considerarmos que a atração, sempre uma das maiores audiências da Record, chegava aos dois dígitos com uma certa facilidade.

Situação irônica, se lembrarmos que o próprio Marcelo Rezende reclamava dos números em baixa que herdava do agora extinto Programa da Tarde e havia sugerido uma reprise de novela para alavancar seus números. Mas, claro, Rezende sugeriu A Escrava Isaura, única novela da emissora que consegue fazer sucesso quando é reapresentada. Provavelmente, se fosse a trama baseada no romance de Bernardo Guimarães a escalada para a missão, teria resultados ao menos um pouco melhores que Dona Xepa, que foi um verdadeiro fiasco quando exibida originalmente. A escolha da obra de Gustavo Reiz mostrou-se um equívoco da direção da emissora. Mas não havia o que fazer: se optasse por exibir A Escrava Isaura, a Record estaria queimando cartucho, já que sua próxima trama das 20h30 será Escrava Mãe, uma espécie de prólogo da outra história.

Mas não se trata apenas de um erro na escolha das tramas a serem reapresentadas, tendo em vista que Prova de Amor foi um sucesso, mas sua reprise não empolga. Talvez o erro seja mesmo ter optado por reprisar novelas, numa faixa horária já dominada por repetecos de folhetins, ainda mais sendo no mesmo momento em que a Globo exibe uma dobradinha formada por Caminho das Índias e O Rei do Gado, e o SBT bomba com a inédita Coração Indomável. O ideal seria mesmo a Record optar por ser uma alternativa, em vez de oferecer conteúdo idêntico ao da concorrência. Agora é esperar pra saber se a emissora insistirá com a estratégia ou fará uma nova manobra para tentar estancar a queda da audiência vespertina. Lembra que chegaram a interromper a reprise de Essas Mulheres certa vez? Ou picotaram indiscriminadamente a reapresentação de Vidas Opostas? Não seria de se estranham se Pica-Pau, Todo Mundo Odeia o Chris ou Tudo a Ver voltassem ao ar na faixa a qualquer momento.

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Escrito por André San às 20h28
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Cultura pode ter genérico de "Chaves", diz site



Deu no Notícias da TV na semana passada: a TV Cultura gravou piloto de um novo programa infantil que pode ser um “genérico” do seriado Chaves, mexicano exibido há séculos pelo SBT. Segundo matéria de Daniel Castro, a emissora produziu piloto de um programa chamado Quinho e Sua Mochila, que se passaria numa vila e seguiria a linha de humor popular. Segue trecho da nota de Castro: “o projeto foi encomendado pelo presidente da emissora, Marcos Mendonça, com a orientação expressa de ser uma versão do humorístico estrelado por Roberto Gómez Bolaños, morto no ano passado”.

A notícia surpreendeu a todos, já que ela chega num momento em que o canal atravessa uma crise (a TV Cultura deixará de ser transmitida em parabólicas para enxugar gastos e não vai renovar o contrato da apresentadora Marina Person, por exemplo) e até vem adiando a produção de novos episódios da Vila Sésamo. No entanto, em razão da repercussão da informação, a própria TV Cultura tratou de esclarecer. Segue abaixo trecho da nota que o canal enviou ao Notícias da TV:

“(...) a emissora costumeiramente recebe projetos de produtoras independentes (…). Um deles é um projeto ainda sem nome, provisoriamente chamado de Quinho (apelido de um membro da equipe) (…). Trata-se de uma proposta da produtora Comunicult, que é a responsável pelo formato, roteiro, elenco e direção. Na equipe, figuram profissionais que já trabalharam no Bambalalão e no Quintal da Cultura, e em outros programas da emissora. A participação da TV Cultura limita-se à cessão de estúdio e equipe técnica, que não implica em custos adicionais para a emissora, para a realização de um piloto, cujo resultado será avaliado posteriormente”, diz a nota enviada ao Notícias da TV.

Ou seja, pelo jeito, segundo a Cultura, não será desta vez que teremos novo genérico de Chaves. E é melhor mesmo que isso não aconteça. Primeiro, porque um programa neste perfil nada tem a ver com a proposta infantil da emissora. E segundo, porque qualquer tentativa de se clonar Chaves acaba naufragando. A história já bem mostrou que a criação de Roberto Gomez Bolaños é única e inimitável, e qualquer tentativa de fazê-lo soará bem ridícula. Lembra da Vila Maluca, que a RedeTV exibiu em 2004? Era um horror!

Mas vou ainda mais longe: em 2000, a RedeTV exibiu, durante uma semana, a série Miguelito. Produção independente recusada pela Record, a comédia passou às mãos de Amílcare Dallevo e era uma cópia fiel de Chaves, ao contrário de Vila Maluca, que era parecido, mas não exatamente uma cópia. Mas Miguelito era, pois tinha todos os personagens criados à imagem e semelhança de Chaves e seus amigos. Eduardo Estrella, que hoje integra o elenco de Chapa Quente, era o protagonista desta produção tão constrangedora, que a RedeTV não exibiu mais do que cinco episódios da atração, que ia ao ar de segunda a sexta, às 17h30. De triste lembrança.



Escrito por André San às 18h54
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Séries em Série: Em "Bates Motel", Norma sai de casa



O Canal Universal exibe no dia 6 de agosto, quinta-feira, às 22h, o sexto episódio da terceira temporada de Bates Motel, que conta com participação especial de Wilson Bethel (Hart of Dixie).

No episódio "Norma Louise", Norma (Vera Farmiga) fica completamente fora de si após saber que Dylan (Max Thieriot) estava escondendo Caleb (Kenny Johnson) em sua fazenda. Então, ela faz uma mala e deixa a casa em que vive com os filhos. Por isso, Norman (Freddie Highmore) tem um acesso de raiva e começa a quebrar todas as coisas da casa. E, por acidente, no calor do momento, Dylan acaba ferindo o irmão que desmaia.

O filho mais velho da matriarca tenta insistentemente falar com ela por telefone, pedindo ajuda para Norman. Mas, como ela não sabe o que realmente aconteceu, atira em seu celular para que ninguém consiga encontrá-la. Ela acaba indo para o centro da cidade e entra em uma loja badalada em busca de algumas roupas que lhe façam parecer parte do local. Após, ela resolve trocar de carro também. No supermercado, o xerife Romero (Nestor Carbonell) compra alguns mantimentos e se dirige ao estacionamento. Mas, quando chega ao seu carro sofre uma emboscada e é atingido por uma bala no peito.

Em casa, Norman acorda e diz para o irmão que a mãe deles não voltará. O instinto dela é partir, assim como ela abandonou a casa dos pais e nunca mais falou com eles ou como ela deixou o Arizona e não disse nada a Dylan. E, dessa vez, ela está deixando os dois. Dylan tenta convencer o irmão de que Norma não o deixaria, mas ele insiste dizendo que a conhece muito bem. Então, Emma toca a companhia, Dylan lhe conta tudo o que está acontecendo, e ela se oferece para ficar e ajudar.

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Escrito por André San às 18h52
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"Tomara que Caia" e a dificuldade de se criar algo original



Faz tempo que se fala que a TV brasileira se tornou refém de formatos importados. Não são poucos os exemplos de atrações que nada mais são que versões nacionais de formatos consagrados e vendidos pelo mundo. Eles estão na Globo (Big Brother Brasil, SuperStar, The Voice, além de quadros de praticamente todos os programas de entretenimento do canal), no SBT (Esquadrão da Moda, Cozinha Sob Pressão e Bake Off – Mão na Massa, que estreia hoje à noite), na Record (A Fazenda, O Aprendiz e quadros de Hora do Faro e Programa da Sabrina), na Band (MasterChef, CQC) e na RedeTV (The Bachelor).

Trata-se de uma verdadeira profusão de formatos, negociados entre emissoras nacionais e distribuidoras mundiais. São tantas as ofertas e elas se proliferaram na grade da TV aberta com tanta força, que ficou a impressão de que os canais brasileiros já não conseguem criar nada por eles mesmos. Essa impressão chegou ao alto executivo da Globo, que resolveu, assim, criar uma espécie de departamento de desenvolvimento de novos formatos, capaz de fazer frente às Endemols e Fremantles da vida. E o primeiro produto original deste novo segmento da Globo foi Tomara que Caia, atração que estreou no último domingo, 19, sob uma saraivada de críticas.

Desenvolvido sob o guarda-chuva do diretor Boninho (aquele que ganhou a alcunha de “diretor micro-ondas”, já que seus principais sucessos são versões nacionais de formatos importados), Tomara que Caia surgiu com a proposta de ser uma mistura entre game e programa de humor. Traz duas equipes formadas por quatro atores que se revezam na atuação de um esquete cômico. Enquanto uma equipe realiza a cena, a outra propõe “troladas”, dificuldades que a outra equipe deve inserir durante a cena. No momento das troladas, o espectador, por meio de um aplicativo, define se a equipe em cena permanece no palco ou se a outra equipe entra em seu lugar.

A princípio, trata-se mesmo de uma ideia original e que pode divertir. Mas, na prática, não foi isso o que aconteceu, daí a grande quantidade de críticas que a estreia de Tomara que Caia mereceu. São duas as grandes falhas da atração, ao menos do que pôde ser observado na estreia: elenco irregular e mecânica de jogo pouco funcional. No primeiro caso, Tomara que Caia traz no mesmo elenco Dani Valente, Fabiana Karla e Heloisa Perissé, três atrizes com ótimo timing para comédia e que sabem se virar no improviso, quando necessário; e também Marcelo Serrado, Nando Cunha e Eri Johnson, que mais pensam que são engraçados do que realmente são; e Priscila Fantin e Ricardo Tozzi, atores sem traquejo nenhum para humor de improviso. O programa contou ainda com a Cia Barbixas de Humor, excelentes no humor de improviso. Mas, com pouco espaço, eles nada puderam fazer.

Quanto à mecânica de jogo, Tomara que Caia sofre com a falta de boa fluidez. A ideia de “interromper” a encenação para incluir dificuldades aos atores é boa, mas, na prática, acabou se tornando uma interrupção pela interrupção, sem qualquer propósito para o andamento da cena. Por exemplo, na primeira “trolada”, os atores tinham que atuar como se estivessem num barco. Eles fizeram algumas micagens, utilizaram remos imaginários e disseram algumas bobagens. Neste meio-tempo, a audiência decidiu que eles deviam continuar a cena. Assim, quando o tempo da trolada acabou, eles simplesmente voltaram ao texto do ponto que haviam parado. Ou seja, a “trolada” não influi no andamento da história, e o improviso, que seria o charme do programa, basicamente não acontece. Sendo assim, a tal da “trolada”, que devia ser a grande sacada do Tomara que Caia, torna-se simplesmente uma interrupção incômoda da cena. E, se levarmos em consideração que o texto da cena era fraco toda vida, daí já se pode observar o caos que foi o programa de estreia.

Para a criação de seu “formato original”, Boninho e sua equipe nada mais fizeram que unir uma série de elementos de outras atrações já vistas. Juntaram o humor de esquetes com o improviso visto em programas como Quinta Categoria e É Tudo Improviso, acrescentaram pitadas de Você Decide e elementos de game show e, voilà, nasceu Tomara que Caia. Até aí, nenhum demérito: grande parte dos formatos importados que vemos por aí nada mais são que variações de outros programas. Juntar várias ideias para criar algo original é super válido. Mas esta “mistura” precisa fazer sentido. Talvez o grande erro do Tomara que Caia tenha sido se inspirar nos programas de humor de improviso, mas “amarrá-lo” num texto condutor. Estas duas características se mostraram conflitantes no produto final. Melhor seria se tivesse mais improviso e menos texto, afinal, Quinta Categoria e É Tudo Improviso eram divertidíssimos.

Segundo notícias que circularam no meio televisivo nesta semana, a direção da Globo também avaliou negativamente a estreia do Tomara que Caia e a equipe já estaria promovendo ajustes para deixar o programa melhor. O ideal seria mesmo melhorar o texto e encontrar maneiras de “incorporar” os desafios à trama, buscando uma maior harmonia no conjunto do programa. No mais, a estreia de Tomara que Caia serviu para mostrar que algo está sendo feito para se buscar novas e originais ideias. A TV brasileira tem talento e capacidade para criar mais e depender menos de formatos enlatados. A estreia de Tomara que Caia não foi das melhores, mas significa um importante passo na busca por novas ideias. E isso é muito positivo.



Escrito por André San às 12h27
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Tele-Sessão: "Loucas Pra Casar" estreia no Telecine



Sucesso do cinema nacional, o filme Loucas Para Casar estreia hoje, 25, no Telecine. Com direção de Roberto Santucci e trazendo no elenco Ingrid Guimarães, Tatá Werneck e Suzana Pires, o longa confirma a boa fase das comédias do cinema brasileiro.

O romance entre Malu e Samuel dura três anos. Enquanto espera ardentemente por um pedido de casamento, ela descobre outras duas mulheres na vida do namorado: a dançarina Lúcia e a carola Maria. Mesmo chocadas com a traição, as três vacilam entre se unir em uma vingança ou lutar para ver quem leva a melhor e se casa com ele.

Loucas Para Casar estreia neste sábado, 25, às 22 horas, no Telecine Premium, e amanhã, 26, às 20h, no Telecine Pipoca.

Contato: andresantv@yahoo.com.br .  



Escrito por André San às 12h25
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Globo vive boa fase com suas novelas (menos "Babilônia", claro!)



Entrando na reta final, Babilônia definitivamente não conseguiu se livrar da má impressão inicial e teve um péssimo desempenho do início ao fim. Sem sinal de que irá empolgar mesmo em seus momentos derradeiros, a obra de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga é figura destoante na grade de programação da Globo. Sim, porque a trama das nove é a única, atualmente, a não apresentar resultados satisfatórios no Ibope.

Surpreendentemente, as novelas que estão bombando atualmente estão na faixa da tarde. A reta final de O Rei do Gado levou o Vale a Pena Ver de Novo a bater recordes de audiência. Ontem, 22, por exemplo, a saga de Bruno Mezenga (Antonio Fagundes) teve a incrível média de 21,4 pontos no Ibope. Malhação, também na reta fina da temporada, também foi bem e cravou 20,1.

À noite, mais bons números. Além do Tempo parece que realmente veio pra causar e, em sua segunda semana de exibição, segue mantendo índices superiores à Sete Vidas, sua antecessora no horário. Ontem marcou 24 de média. A novela das sete, I Love Paraisópolis, também vem sustentando seus bons índices e registrou 25 pontos. Assim como a novela das seis, a trama de Alcides Nogueira e Mario Teixeira vem marcando índices maiores que os de Alto Astral, novela que a antecedeu e que já havia superado os parcos desempenhos dos seguidos fracassos das 19 horas. Por fim, Verdades Secretas também não tem decepcionado na faixa das 23 horas.

Ou seja, tudo estaria azul para a Globo se não fosse Babilônia. A novela das nove é o calcanhar de Aquiles da atual grade do canal. No mesmo dia 22, dia ótimo para Vale a Pena Ver de Novo, Malhação, novela das seis e novela das sete, a trama das nove registrou parcos 24 pontos de média no Ibope. Ou seja, empatou com Além do Tempo e “perdeu” de I Love Paraisópolis. O fraco desempenho da história acaba enfraquecendo a linha de shows da Globo. Programas como Tapas & Beijos e Chapa Quente têm números nada excepcionais.

Agosto será o mês para que a Globo consiga, ou não, acertar sua grade de programação. Já na semana que vem, começa o repeteco de Caminho das Índias, que dividirá o Vale a Pena Ver de Novo com O Rei do Gado por alguns capítulos. Será que a história de Gloria Perez conseguirá manter a boa fase? Missão complicadíssima, hein? Ao mesmo tempo, Malhação também estreia sua nova temporada, e tudo pode acontecer. Mas a maior expectativa é mesmo a estreia de A Regra do Jogo, de João Emanuel Carneiro. Erguer o horário das nove após um desempenho tão parco é missão das mais espinhosas. Será que o pai do “hit” Avenida Brasil consegue?



Escrito por André San às 18h55
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TV Paga: "Cambalacho" de volta no Viva



A dupla de trambiqueiros Naná (Fernanda Montenegro) e Jejê (Gianfrancesco Guarnieri), a mecânica Ana Machadão (Débora Bloch), a caricata Tina Pepper (Regina Casé), a "perigosa" Andréia (Natália do Vale) e Seu Biju (Emiliano Queiroz) são alguns dos personagens que conquistaram o Brasil em 1986 com a exibição de Cambalacho, a primeira novela de Silvio de Abreu após a ditadura militar. O sucesso foi tão grande que, na época, o termo "cambalacho" ganhou as ruas e virou bordão do público, assim como o estilo dos personagens. A partir de 24 de agosto, eles poderão ser vistos no Viva, substituindo a novela Pedra Sobre Pedra.

O autor aborda, com pitadas cômicas, a indulgência do ser humano diante das armações e da corrupção, além de evidenciar a típica mania do brasileiro de querer levar vantagem em tudo. Silvio mostra que a malandragem independe da classe social. Da fictícia vila que reúne o núcleo popular da novela ao bairro elitizado da trama, a conclusão é: dinheiro não justifica ou designa caráter. Como bem explica o trecho da trilha de abertura de Cambalacho, "seja pobre ou rico, aqui tudo se leva no bico". 

Dirigida por Jorge Fernando e Del Rangel, com supervisão de Daniel Filho, a trama se passa em São Paulo. Protagonizada por Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri, conta com elenco de peso: Mário Lago, Cláudio Marzo, Natália do Vale, Suzana Vieira, Emiliano Queiroz, Joana Fomm, Rosamaria Murtinho, Consuelo Leandro, Regina Casé, Débora Bloch, Edson Celulari, Roberto Bomfim, Flávio Galvão, Marcos Frota, Maurício Mattar, Luiz Fernando Guimarães, Paulo Cesar Grande, entre outros.

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Escrito por André San às 18h51
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Disney e SBT firmam novo acordo



Disney e SBT sempre tiveram algum tipo de parceria desde que a rede de Silvio Santos nasceu. Os filmes e séries do estúdio americano abasteciam a grade do canal em seus primórdios, em programas infantis e até em sessões de cinema temáticas, como o Cine Disney, além da exibição do “antológico” Clube do Mickey. No final dos anos 1990, um novo contrato deu exclusividade dos produtos Disney para o SBT por anos, abastecendo mais infantis, faixas de séries e filmes, além da produção do clássico Disney Club.

Com o fim do acordo de exclusividade, boa parte da cartela da Disney passou à Globo. Mas, agora, diversas atrações do selo de Walt Disney voltará às mãos de Silvio Santos, graças a um novo acordo. E desta vez, trata-se de um acordo inédito e funcionará como uma espécie de arrendamento. Segundo matéria públicada no site Meio & Mensagem, a Disney entregará ao SBT blocos de conteúdo de duas horas diárias: de segunda a sexta, das 10h ao meio-dia; e aos finais de semana, das 11h às 13h. Ainda segundo o Meio & Mensagem, toda a venda de publicidade do bloco será da Disney; ao SBT, caberá “a qualificação da faixa e a fidelização do público infantil”.

Com o “Bloco Disney”, o SBT deve exibir produções como Austin & Ally, Phineas & Ferb e 7D, A Casa do Mickey Mouse, Princesinha Sofia, Doutora Brinquedos, Miles do Amanhã, Jake e os Piratas da Terra do Nunca, A Xerife Callie no Oeste, além das produções locais Junior Express, Art Attack, Parquinho, Que Talento! e Violetta. O acordo prevê ainda outros títulos, que ainda não foram anunciados. Além de séries, a parceria também dá direito a emissora paulista a utilizar parte do acervo de filmes produzidos pela Disney. Este novo bloco com produtos Disney deve estrear em 1º de setembro.

Trata-se realmente de um acordo bem interessante. Afinal, já não é de hoje que correm boatos de que, com as mudanças impostas pelo controle da publicidade infantil, a faixa dedicada às crianças do SBT estaria ameaçada. Muitos afirmaram que o comercial da emissora defendia a substituição do Bom Dia e Cia por uma revista eletrônica capaz de aumentar as receitas do canal. Silvio Santos é que foi contra e procurou manter o Bom Dia e Cia. Assim, o SBT foi a única TV aberta comercial a manter intacta sua faixa infantil, enquanto Globo, Record e Band praticamente abandonaram este nicho. Com o atual acordo com a Disney, a programação infantil do canal ganha novos produtos, diversificando a grade. Além disso, resolve-se, a princípio, o problema comercial, já que a faixa fica nas mãos da Disney.

Agora resta saber como a grade do SBT será ajustada com a novidade. Afinal, a Disney passará a ser dona da faixa entre dez e meio-dia durante a semana. Como fica o Bom Dia e Cia neste novo cenário? Será diminuído? Enfrentará mudança de horário e de conteúdo? Vale lembrar que, hoje, o infantil é exibido das 9h às 13h30, sucedendo a faixa de desenhos Carrossel Animado. Ou seja, nada impede que o Bom Dia entre no ar mais cedo e seja encerrado às 10h, antecedendo o bloco da Disney. O que já pode ser dado como certa é a diminuição do espaço do Domingo Legal, já que o acordo prevê que, aos finais de semana, a Disney ocupe a faixa entre 11h e 13h. Assim, o programa de Celso Portiolli deve ficar no ar entre 13h e 15h. É ou não é uma mudança profunda?



Escrito por André San às 18h37
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Séries em Série: Nova temporada de "Beauty and The Beast" no Universal



O Canal Universal estreia a terceira temporada de Beauty and the Beast no dia 1 de agosto, sábado, às 18h. O novo ano da série contará com dois novos atores que interpretarão um casal de profissionais do Departamento de Segurança Interna e, ainda, duas novas participações que interpretarão as tias de Cat e Heather.

Natasha Henstridge, conhecida por sua atuação nos filmes A Experiência (1995), Meu Vizinho Mafioso (2000), Fantasmas de Marte (2001) e As Espiãs (2002), fará parte da série como Carol e fará parte do cotidiano de Vincent e Cat junto com Bob, interpretado por Alan Van Sprang. O ator já atuou em filmes como Terra dos Mortos (2005), Jogos Mortais 3 (2006), A Ilha dos Mortos (2009) e Imortais (2011). As tias de Cat também aparecerão no elenco, interpretadas por Mung-Ling Tsui (Operação Babá), tia Claire, e Jean Yoon (A Casa dos Sonhos), tia Lily.

No primeiro episódio da terceira temporada, "The Beast of Wall Street", Cat (Kristen Kreuk) e Vince (Jay Ryan) decidem priorizar o relacionamento e seguir com as suas vidas, deixando de lado as antigas preocupações. Para isso, Vince volta a trabalhar como médico e planeja pedir Cat em casamento com o anel de noivado de sua mãe.

Enquanto isso, Cat está recebendo ligações do agente Thomas (Arnold Pinnock) sobre algumas pessoas que estavam apresentando comportamentos estranhos, como Tyler Zane (Maxime Savaria) que conseguiu arrancar a grade da prisão e assassinou dois guardas, por exemplo. Sem contar para Vince, ela aceita o caso e encontra Marisa Zane (Charlotte Arnold), esposa de Tyler, para entender o que estava acontecendo com o seu marido. Na saída, Cat e os agentes Thomas e Bernett (Neil Girvan) são surpreendidos pelos ataques de Tyler, que joga Cat contra a parede, deixa Thomas gravemente ferido e assassina Bernett.

À noite, tudo vai por água abaixo quando Vince cancela o jantar em que ia pedir Cat em casamento porque apareceu uma emergência no hospital. Lá, ele descobre que Cat estava envolvida no caso e, enquanto ela insiste que eles precisam impedir que Tyler machuque outras pessoas, Vince discorda e diz que não quer ter a chance de perder a sua humanidade caso ele fosse procurar por Tyler.

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Escrito por André San às 18h36
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"Além do Tempo" é trama convencional, mas de proposta ousada



Começou muito bem a nova novela das seis da Globo, Além do Tempo. Em sua primeira semana, a história de Elizabeth Jhin já conseguiu o feito de ampliar o público herdado de Sete Vidas, com uma história bem típica do horário das seis. Folhetim puro e dramalhão rasgado, Além do Tempo conta mais uma história de um amor proibido, impedido por rixas familiares passadas, que afetam os protagonistas, o conde Felipe (Rafael Cardoso) e a noviça Lívia (Alinne Moraes). O amor romântico do século 19 segue sendo uma fórmula à prova de erros na faixa.

Mesmo batida, a trama central de Além do Tempo funciona porque tem uma excelente base. Neste caso, centraliza a história a rivalidade entre Emília (Ana Beatriz Nogueira) e a Condessa Vitória (Irene Ravache), a vilã da trama. No passado, a pobre Emília (Gabriela Di Grecco) se envolveu com o rico Bernardo (Bernardo Marinho/Felipe Camargo), filho da Condessa, que não aceitou a relação. Na tentativa de se livrar da nora indesejada, Vitória acabou por provocar a morte do próprio filho (que provavelmente está vivo, já que o ator Felipe Camargo ainda não deu as caras). Anos depois, Vitória retorna à Campobello e reencontra a nora, que tem uma filha, Lívia. Cercando a filha da “infelicidade do amor” enfiando-a num convento, agora a amarga senhora verá Lívia se envolver com Felipe, o sobrinho-neto de Vitória. E como desgraça pouca é bobagem, Felipe é noivo de Melissa (Paolla Oliveira), que não vai entregar o amado para a rival tão facilmente.

Esta estrutura é clássica, mas foi muito bem armada, envolvendo e apaixonando o espectador. Ao mesmo tempo em que o casal principal é gracioso e funciona junto, a trama que os envolve é interessante. Foi a rivalidade entre Vitória e Emília que deu a tônica da primeira semana, amarrando todos os demais personagens, os habitantes de Campobello, todos agitados com o retorno da Condessa. O texto acertado de Elizabeth Jhin e a direção correta de Rogério Gomes potencializaram a performance das atrizes, Irene Ravache e Ana Beatriz Nogueira, que vêm fazendo um jogo de cena bastante intenso e funcional. É ótimo ver em cena Irene como megavilã, tipo que ela raramente faz. E Ana Beatriz também é uma atriz de grandes recursos.

Ou seja, pelo plot inicial, Além do Tempo é uma novela convencional, correta e bastante envolvente. Mas, como se sabe, apesar da trama tradicional, a proposta da história guarda uma ousadia que pode torná-la ainda mais interessante. Isso porque a ideia da autora é contar a saga de Lívia e Felipe no século 19 até o capítulo 70: depois, a trama dá um salto de 150 anos e chega aos dias atuais. Os personagens, assim, passam a ser as reencarnações destes que vemos na tela atualmente. Assim, a proposta é mostrar que os conflitos iniciados há 150 anos podem encontrar suas conclusões ou desfechos diferenciados apenas em outras vidas. Se isso realmente acontecer, o público terá a chance de ver duas histórias distintas, mas unidas por carmas e conflitos de vidas passadas de seus personagens. Com a temática da reencarnação, Elizabeth Jhin encerra sua “trilogia espírita”, formada também por Escrito nas Estrelas e Amor Eterno Amor.

O leitor mais atento pode perguntar: “mas por que o autor deste texto ressalta o ‘se isso realmente acontecer’ no parágrafo acima? Há uma chance de isso não acontecer?”. Bom, a autora e os diretores dizem que o salto no tempo vai, sim, acontecer, e que eles estão estudando qual a melhor maneira de se fazer esta transição. Mas, como se sabe, novela é uma obra aberta, e a ideia inicial pode não se concretizar. Afinal, a primeira semana de Além do Tempo foi muito bem no Ibope e, assim, é bem provável que estejamos diante de um novo sucesso das seis. Sendo assim, quem garante que os bons números não acabem fazendo a autora e a direção se sentirem inseguros de fazer este intenso troca-troca de personagens? Se este sucesso se mantiver, pode ser um risco “substituir” os personagens iniciais que o público já comprou, não é mesmo? Mesmo estes personagens sendo vividos pelos mesmos atores da primeira fase, que é o que vai acontecer.

Alguém aí se lembra da primeira proposta da novela Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa? Como ela era a novela que estaria em exibição na virada dos anos 1999 e 2000 e iniciaria as “comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil”, Terra Nostra vinha com a proposta de ser uma grande saga que atravessaria o século 20. Ela começaria no período da imigração (como, de fato, começou), atravessaria os anos 1930/40/50 tendo como protagonistas os descendentes da primeira fase, e terminaria no ano 2000, como uma trama contemporânea. Ou seja, teria três fases, com cerca de 60 capítulos cada uma. Assim, a história de Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) seria apenas o pontapé inicial de uma grande saga familiar. Mas, na prática, isso não aconteceu. Com o sucesso inicial da história e a dificuldade de se fazer uma novela “três em um”, com toda a renovação de cenários e elenco que o plano exigia, a ideia acabou abortada. O que prejudicou a obra, aliás, já que a história de amor dos protagonistas não tinha fôlego para 180 capítulos, e a trama se arrastou até chegar ao seu desfecho.

Sendo assim, ficamos na torcida para que a ideia original de Além do Tempo seja mantida. A proposta de se contar duas histórias em uma é um dos principais charmes da história de Elizabeth Jhin e a trama perderá muito caso isso não aconteça. Fora que dá a chance da novelista fazer uma primeira fase sem um final feliz, coisa que normalmente não acontece numa novela das seis. Seria bem legal um desfecho inusitado na primeira fase, que se resolveria apenas numa outra vida, mostrada na segunda fase. E é justamente esta expectativa, somada a um novelão que, até aqui, tem sido bem contado, que faz de Além do Tempo uma boa pedida. Vale acompanhar. 



Escrito por André San às 15h14
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Tele-Sessão: Megapix faz homenagem ao "Dia do Amigo"



Segunda-feira 20 de julho, é um dia especial. Além de ser o dia que este pequeno e cabeçudo blogueiro completa 31 aninhos de vida, a data é, também, o Dia do Amigo. Para celebrar com muita diversão, o Megapix apresenta o Especial Dia do Amigo Animado, com três animações em sequência: Astro Boy (18h50), Shrek Terceiro (20h40) e Rio (22h30).

A diversão começa com Astro Boy, às 18h50. Na futurista Metro City, o Dr. Tenma perde o filho e cria o robô Astro Boy para substituí-lo. O jovem robô possui superpoderes e logo sai em uma aventura para descobrir onde está. Quando sua família e amigos correm perigo, ele retorna para salvá-los.

Em seguida, às 20h40, tem Shrek Terceiro. O ogro mais famoso do cinema está de volta em uma nova aventura. Após a morte do pai da Fiona, Shrek é automaticamente o herdeiro do Reino Tão Tão Distante. Infeliz com a situação, ele contará com a ajuda de seus amigos, Burro e Gato de Botas, para encontrar um substituto para a missão.

Para fechar, vai ao ar Rio, às 22h30. Blu é uma arara azul que nasceu no Brasil, mas depois de ser capturada na floresta, foi parar em Minnesota, nos Estados Unidos. Lá o bichinho é criado pela afetuosa Linda. Ao descobrir que Blu pode ser o último macho de sua raça, Linda concorda em ir para o Rio do Janeiro na tentativa de salvar a espécie. Em meio ao carnaval da cidade, eles irão se meter em muitas confusões.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 15h13
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Silvia Abravanel no "Bom Dia e Cia" e Roberto Justus em "A Fazenda"



Dois dias de reviravoltas excitantes no mundo da TV aberta brasileira. Quem ligou a TV na manhã de ontem no SBT deu de cara com Silvia Abravanel, a filha número dois de Silvio Santos, à frente dos jogos por telefone, girando a roleta de prêmios e chamando mais uma aventura do Bob Esponja no infantil Bom Dia e Cia. E quem ligou a internet hoje deu de cara com a notícia de que Roberto Justus foi o escolhido da direção da Record para encabeçar a nova temporada de A Fazenda, que estreia em setembro. “Estranhos no ninho” é a expressão que define.

Vamos por partes. Silvia Abravanel, diretora do núcleo infantil do SBT, se viu obrigada a assumir sua porção “rainha dos baixinhos” devido a uma decisão judicial, que impediu que os titulares, Matheus Ueta e Ana Julia, apresentassem o Bom Dia e Cia desde ontem, 15. Segundo o blog de Mauricio Stycer, a notificação judicial recebida pelo SBT na noite de terça-feira fala em “adequação de horário” de trabalho das crianças. Advogados da emissora tentam reverter a decisão, mas, enquanto isso, Silvia Abravanel segue à frente da atração.

Assim, Silvia relembra seu momento apresentadora. Pra quem não se lembra, não foi Patrícia Abravanel a primeira herdeira de Silvio Santos a tentar seguir os passos do pai, e sim Silvia. No ano de 2004, a moça surgiu apresentando o enlatado Casos da Vida Real, de vida curtíssima na grade do SBT. Pouco tempo depois, ela retornou ao ar, ao lado de Décio Piccininni, no comando do antológico Programa Cor de Rosa, fruto de um surto passageiro de Silvio Santos, que cismou que queria um programa vespertino aos moldes do TV Fama, da RedeTV, e tratou de tirar vários profissionais da emissora de Amílcare Dallevo para montar o seu “genérico”.

Não satisfeito, Silvio Santos escalou sua “pimpolha” para ancorar a atração. Mas o fato de a atração ser gravada fez o Programa Cor de Rosa um programa de fofocas frias e velhas. Além disso, Silvia não foi lá essas coisas como âncora. Resultado: a atração naufragou e saiu do ar pouco tempo depois, interrompendo a carreira de apresentadora de Silvia Abravanel. Mas agora, mais de dez anos depois, ela ressurge comandando um infantil e, pasmem, tem feito bonito no Ibope! Parece que o jogo virou, não é mesmo?

Enquanto isso, a Record fez o que pôde para substituir Britto Jr no comando de A Fazenda. Primeiro, cogitou nomes como Gugu Liberato e Luiz Bacci. Depois, tentou contratar Márcio Garcia. Aí, sondou André Marques e Zeca Camargo. Sem sucesso, optou por uma solução caseira, e ainda matou dois coelhos com uma cajadada só. Afinal, ficou evidente que O Aprendiz não volta à grade este ano, então tratou de encaixar Roberto Justus justamente em A Fazenda.

Fica agora a dúvida se a Record fez uma boa troca. Britto nunca foi bem em A Fazenda, é verdade, mas Roberto Justus, de todo o elenco da emissora, parece o menos indicado para a função. Ele é bom em O Aprendiz, mas ali ele está em seu habitat natural, em meio a estratégias de negócios e o mundo corporativo. Como imaginá-lo à frente de um reality sobre a vida no campo? Talvez seja divertido vê-lo distribuindo suas “gentilezas” entre as pseudocelebridades que costumam habitar o programa da Record. Mas não me parece que Justus tem traquejo para um programa neste estilo. Mas, se Silvia Abravanel surpreendeu, quem sabe o mesmo não acontece com Justus, não é mesmo? Fora que será, no mínimo, inusitado, vê-lo proferir um “você está demitido!” para os roceiros. Aguardemos.



Escrito por André San às 19h52
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TV Paga: Nickelodeon estreia "Toni La Chef"



O canal Nickelodeon estreia a produção Toni la Chef, no dia 20 de julho, às 19h. A série relata as aventuras e paixões da inquieta Toni, ao se mudar para Miami para morar com a avó, proprietária de um restaurante. Os protagonistas da nova produção são as atrizes de teatro e televisão Ana Maria Estupiñán, da Colômbia, e Josette Vidal, da Venezuela, além dos mexicanos Luiz Álvarez e Patricio Gallardo, que voltam para a Nickelodeon depois do sucesso de 11 11 y  En Mi Cuadra Nada Cuadra.

Na série, composta por 40 episódios, Toni passa a ficar mais tempo no restaurante da família e ali descobre sua verdadeira paixão: a cozinha. Com uma habilidade natural, temperos especiais e as receitas mágicas que herdou do pai, a protagonista transmite toda emoção através de deliciosos pratos que elabora, de acordo com o gosto de cada cliente.

“Ao produzir uma série que oferece uma nova abordagem em relação a comida, podemos entregar as crianças um entretenimento que é original, divertido e totalmente Nick!”, explica Tatiana Rodriguez, vice-presidente Sênior de Programação da Nickelodeon da América Latina. “A comida inspira, desperta a criatividade e une familiares e amigos – os três ingredientes que compõem o carisma dessa série e seus personagens,” finaliza ela.

Como é possível de se ver, a gastronomia desempenhará um papel importante dentro da história de Toni la Chef através das deliciosas, criativas e divertidas receitas que serão preparadas. Para isso, a série conta com o apoio da renomada Chef Lorena Garcia, apresentadora de grandes programas culinários para diversos canais da televisão norte-americana. Com a ajuda de Lorena, Toni irá inspirar os fãs a encarar a cozinha sob uma nova perspectiva.

Toni la Chef tem produção executiva de Tatiana Rodriguez e foi escrita pela equatoriana Catharina Ledeboer, cujas obras anteriores incluem a série de sucesso da Nickelodeon, Grachi (2ª e 3ª temporada) e sua versão em inglês Every Witch Way para a Nickelodeon EUA.

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Escrito por André San às 19h51
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Márcio Garcia fica na Globo e deve apresentar "The Voice Kids"



Reviravolta na mais nova novela envolvendo a Record na tentativa de contratar um nome da Globo. Quando parecia que estava tudo certo para o retorno de Márcio Garcia à emissora de Edir Macedo, eis que a direção da Globo sacou da manga uma contraproposta e, dizem, deve ficar com o ator e apresentador. Com isso, a Record segue sua jornada em busca de um apresentador para substituir Britto Jr no comando de A Fazenda.

Já faz um bom tempo que a Record sonda Márcio Garcia, mas as negociações tomaram força quando a direção da emissora decidiu procurar um substituto para Britto, depois que o jornalista criticou publicamente a decisão do canal de substituir o Programa da Tarde por reprises de novelas. Na semana passada, fontes diversas davam como certa a volta de Márcio à emissora na qual comandou os programas Sem Saída e O Melhor do Brasil, entre os anos de 2004 e 2008. Em sua proposta, a Record oferecia a Márcio o comando de A Fazenda, outros realities e ainda um cargo de direção em seu núcleo de dramaturgia. No entanto, segundo o site Notícias da TV, de Daniel Castro, as negociações emperraram na questão salarial.

Com Márcio fora do jogo, a Record seguiu em busca de um novo apresentador para A Fazenda. Segundo fontes diversas, a emissora tentou negociar com Zeca Camargo e André Marques, ambos na Globo e prestes a lançar um novo programa, o matinal É de Casa. Dizem que, para Zeca, foi oferecido o comando de A Fazenda e também um talk show. Mas Zeca não teria aceitado trocar de casa. Ou seja, ao que tudo indica, esta novela ainda está longe de acabar. E a Record está mesmo disposta a sumir com Britto Jr de A Fazenda, tamanho o esforço que a rede está fazendo para buscar um novo nome. Que coisa, hein?

Quanto à Márcio Garcia, segundo o site NaTelinha, ele deve mesmo renovar seu contrato com a Globo. Segundo a publicação, a emissora teria oferecido ao apresentador o comando do The Voice Kids, a versão infantil do reality show The Voice, que deve ir ao ar nas tardes de domingo a partir do início do ano que vem. Sabe-se que Tiago Leifert, apresentador da versão adulta, já estava fora desta nova empreitada, então Márcio Garcia surge como um nome bastante forte para assumir a função. Afinal, Márcio fez muito sucesso à frente do Gente Inocente na emissora, também ao lado de crianças, e também nas tardes de domingo. Sem dúvidas, uma excelente escolha para a missão.

Além disso, Márcio Garcia também tem outros projetos junto ao Grupo Globo. Ao lado de Juliana Paes, o apresentador comandou o Globo de Ouro: Palco Viva, no canal Viva, no ano passado. Neste ano, o programa ganhará uma nova leva de episódios, homenageando o Axé, e a dobradinha entre Márcio e Juliana será reeditada. 



Escrito por André San às 18h30
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