A lenda do segundo horário de novelas

Enquanto a Globo vive sua vidinha com uma grade formada por seis novelas diárias, as outras emissoras tentam há anos entrar nesta seara. Hoje, Record e SBT têm sua teledramaturgia, que, entre erros e acertos, sabem viver razoavelmente bem. A Record fez sucesso com suas novelas no passado, mas hoje pena para reconquistar o público. Já o SBT penou até achar um rumo, quando suas adaptações mexicanas murcharam, e hoje acertou ao definir a segmentação, apostando fundo na dramaturgia infantil.

E o que SBT e Record têm em comum? Simples: o fato de viverem às voltas com a promessa da abertura de um segundo horário para novelas. Na emissora de Silvio Santos, vira e mexe, surge alguma informação de que, no ano seguinte, o canal abrirá uma nova faixa de novelas inéditas, voltadas ao público adulto. No entanto, tal informação fica somente nisso, na base da da conversa. Não se ouve falar de nada concreto neste sentido. Provavelmente, nada acontecerá, ao menos enquanto as novelas infantis seguirem apresentando resultados satisfatórios.

No entanto, na Record, a coisa é mais séria. O canal, desde que assumiu a postura “a caminho da liderança”, sonhava com uma grade semelhante à da Globo, com três faixas para novelas. Chegou a ter tal grade, lá no ano de 2006, quando Alta Estação, Bicho do Mato e Cidadão Brasileiro estavam em exibição ao mesmo tempo. No entanto, a terceira faixa durou pouco, já que a trama juvenil de Margareth Boury (muito boa, diga-se) saiu do ar e não teve substituta nacional. O canal de Edir Macedo chegou a ficar um bom tempo exibindo dois folhetins, mas, atualmente, há apenas uma novela no ar, Vitória.

Desde então, começou o disse-me-disse sobre quando, afinal, a Record voltaria a ter um segundo horário de novelas. A definição veio no momento em que a direção da casa resolveu transformar o projeto da minissérie Moisés e os Dez Mandamentos em novela. Assim, a emissora lançaria sua primeira novela bíblica, e até havia anunciado que a trama estrearia ainda no ano passado, na faixa das 20h30. Porém, logo, Moisés foi adiada para 2014. Neste ano, foi novamente adiada, para 2015. E, agora, segundo o colunista Flavio Ricco, o canal desistiu do segundo horário de novelas de vez, e Moisés deve entrar na faixa atual, substituindo Vitória no ano que vem.

A Record tem tomado uma série de decisões equivocadas, mas, neste caso, sua direção agiu bem. Afinal, não haveria o menor sentido investir num segundo horário de novelas no momento em que o primeiro horário vai mal das pernas. Vitória é apenas mais um entre tantos fiascos que a emissora exibiu nos últimos anos. O ideal é a direção de teledramaturgia da casa direcionar seus esforços para tentar salvar a faixa que está no ar, antes de lançar uma nova faixa. Do contrário, passaria a ter dois problemas, ao invés de um. Melhor dar um passo de cada vez.



Escrito por André San às 20h40
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TV Paga: "Amor em 4 Atos" estreia no Viva

No ano em que completa 70 anos, Chico Buarque é homenageado no Viva com a exibição de Amor em 4 Atos, microssérie inspirada em suas canções. Com direção-geral de Roberto Talma, a produção entra na faixa de seriados para substituir As Cariocas a partir do dia 8, toda segunda, às 23h10. As músicas "Ela Faz Cinema", "Construção", "Mil Perdões", "Folhetim" e "As Vitrines" norteiam os quatro episódios estrelados por atores como Osmar Prado, Vladimir Brichta, Carolina Ferraz, Dalton Vigh, Alinne Moraes, Malvino Salvador, Marjorie Estiano e Camila Morgado.

O primeiro episódio mostra a história da jovem cineasta Letícia, interpretada por Marjorie Estiano, e do pedreiro Antônio (Malvino Salvador). Moradora de um prédio no centro de São Paulo, Letícia mantém um relacionamento com André (André Frateschi), herdeiro da família real. A protagonista desta trama tem um sonho: concluir seu primeiro clipe. Mas ela não consegue se concentrar no projeto, já que o apartamento acima do seu está em obra. De um jeito inusitado, Letícia conhece Antônio, e os dois se encantam um pelo outro.

O programa seguinte aborda o casamento em crise de Lauro (Dalton Vigh) e Maria (Carolina Ferraz). Após anos de relacionamento, as desconfianças e os ciúmes estão falando mais alto. Um dos motivos é o reencontro de Lauro com Dora (Gisele Fróes), sua ex-mulher. O episódio conta ainda com a participação de Dudu Azevedo.

Os dois últimos destacam a história de Ary (Vladimir Brichta). Depois de um desentendimento com a mulher, Selma (Camila Morgado), ele passa uma noite com Vera (Alinne Moraes), até então, uma desconhecida, por quem se apaixona. E parece que o destino está a seu favor. Ao decidir se mudar, Ary descobre que, coincidentemente, Vera será sua vizinha. A trama é composta por outros personagens como o travesti Ana (Alice Assef), seu parceiro Giovani (Gustavo Machado) e Marcos (Osmar Prado), um corretor de imóveis que vira um filósofo solitário à noite.

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Escrito por André San às 20h39
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Quem fica com Fabio Porchat?

O humorista Fabio Porchat já é um tanto onipresente há tempos. É um dos destaques do Porta dos Fundos, famoso canal de vídeos de humor da internet, estampa diversas campanhas publicitárias e está sempre presente em programas de televisão. Contratado da Globo até o final do ano passado, passou pelo Zorra Total, Esquenta!, A Grande Família, e até pelo Medida Certa do Fantástico. Fora de lá, já visitou diversos programas de praticamente todas as emissoras e esteve à frente do Tudo Pela Audiência, do Multishow, ao lado de Tatá Werneck. O moço também pode ser visto nos cinemas, em diversas produções.

Tamanha popularidade faz com que Fabio desperte o interesse de diversos canais para novos trabalhos. Fora da Globo, o jovem foi cotado para fazer um sitcom no SBT recentemente. Semanas atrás, o colunista Flavio Ricco noticiou que a Band sonha com Porchat na bancada do CQC, liderando uma grande reformulação almejada no humorístico das noites de segunda. Agora, foi a vez de Fabíola Reipert noticiar que Fabio estaria na mira da Globo para substituir Jô Soares.

Esta última informação já me parece mais distante. A emissora dos Marinho já avisou que o Programa do Jô seguirá com reprises até seu titular se recuperar totalmente do problema de saúde que o tem mantido afastado. Ou seja, não existe qualquer intenção de contar com um substituto para cobrir a licença médica do veterano. E sobre substituí-lo de vez, já que Jô anda sendo acusado de ultrapassado desde que o The Noite, de Danilo Gentili, começou a incomodá-lo, também me parece precipitado afirmar qualquer coisa neste sentido. Pouco provável.

Já a sondagem da Band parece mesmo mais quente. Primeiro, porque a emissora tem interesse não somente no passe de Porchat, mas também da Porta dos Fundos. O canal de vídeos já vai em direção à TV e, em breve, seus esquetes integrarão a programação do canal pago Fox. Nada impede que o próximo passo seja a TV aberta. O empecilho maior pode ser a liberdade editorial, tendo em vista que a Porta dos Fundos é famosa por suas polêmicas ao tocar em assuntos espinhosos, enquanto a Band já censurou comediante, quando afastou Rafinha Bastos do CQC pelo famigerado comentário sobre Wanessa Camargo.

E, com ou sem Porta dos Fundos, Fabio Porchat é um nome em alta, que desperta o interesse não apenas da Band, mas também de outros canais. O ator participou recentemente do CQC, dividindo a bancada com Marcelo Tas, Marco Luque e Dani Calabresa, e se saiu muito bem. Como o programa de humor não anda em sua melhor fase na audiência, uma contratação de peso seria uma boa injeção de ânimo. Mas, por enquanto, tudo ainda está no campo das especulações. Certo mesmo é que Fabio Porchat estrelará a nova temporada do Tudo Pela Audiência no Multishow. As gravações já começaram.



Escrito por André San às 11h37
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TV Paga: "Cinelab" mostra os segredos dos efeitos especiais com baixo orçamento

O Canal Universal estreia sua primeira produção brasileira original no dia 3 de setembro, quarta-feira, às 19h45. Trata-se da série Cinelab, formato de reality-show que acompanha o desafio de três especialistas em efeitos especiais para realizar uma cena de ação com grandes efeitos, baixo orçamento e muita criatividade. A primeira temporada conta com 13 episódios no total.

Produzido pela Boutique Filmes, o Cinelab irá ao ar também no Syfy e Studio Universal. No Syfy, a estreia será no dia 8 de setembro, segunda-feira, às 19h45, e no Studio Universal, no dia 12 de setembro, sexta-feira, às 21h30. A cada episódio, Antonio Ravan - no papel de produtor - desafia os experts em efeitos especiais e visuais Kapel Furman, Armando Fonseca e Raphael Borghi a reproduzir cenas de ação como tiroteios, perseguição de carros, explosões e ataques zumbis em um curto espaço de tempo e com pouquíssimo dinheiro.

No primeiro episódio, "O Alien Explosivo" , Kapel, Armando e Raphael recebem mil reais para realizar uma sequência de ação envolvendo um alienígena e o grande desafio do efeito especial será explodir uma van em movimento com passageiros. Para isso, os três precisam encontrar uma van com um preço acessível em um ferro-velho, uma locação segura, além de um dublê e uma atriz. Para os efeitos do alienígena, é usada até massa de pastel como pele. Porém, há imprevistos - como o preço do veículo, que está muito caro para o orçamento da produção, e a falta de itens para a explosão - que precisam ser contornados em apenas um dia.

"A ideia do programa é mostrar como realizar efeitos especiais com mais criatividade do que dinheiro. Gostamos muito do conceito apresentado pela Boutique Filmes e decidimos estabelecer uma parceria de coprodução, pois acreditamos que o Cinelab tem tudo para agradar nosso público, que se interessa por cinema e assuntos relacionados a esse universo", comenta Milton Xavier, Gerente de Programação do Canal Universal. "O Universal deu todo o apoio para que o nosso time de não-ficção desenvolvesse o formato original. Kapel, Armando e Raphael também são grandes personagens e tem grande química entre eles e isso foi fundamental para a série funcionar", diz Tiago Mello, da Boutique Filmes.

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Escrito por André San às 11h36
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Troféu Santa Clara 2014 elege os piores da televisão

Na última segunda-feira, 11 de agosto, foi comemorado o dia da televisão. É o dia de Santa Clara, padroeira da TV. Para comemorar a passagem da data, o blog TELE-VISÃO, pelo sétimo ano consecutivo, promove o Troféu Santa Clara, que elege os piores da televisão em 16 categorias. Os “premiados” são eleitos por um júri composto por blogueiros especialistas em TV. São eles: Alencar Tognon (Blog Alencar Tognon), Brunno Luiz (Tô Ligado!), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Dias (O Cabide Fala), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guto Renosto (TV Sem TV), Isaac Santos (Posso Contar Contigo?), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunnes (Blog de Knunnes), Lucas Andrade (Cascudeando), Lucas Martins Néia (Telenovelo) e André San (TELE-VISÃO). Vamos aos vencedores?

Pior novela: “Geração Brasil”

A atual trama das sete, de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, estreou com a promessa de ser tão boa quanto Cheias de Charme, novela sensação também de autoria da dupla. Mais uma da série: promessas não cumpridas! “Geração Brasil explora a aura da tecnologia que impregna a obra como um todo. Não emociona. Não diverte. Personagens que não criam identidade ao público. Mais um erro da TV Globo na faixa das sete”, avalia Fabio Maksymczuk. “Geração Brasil é chata, boba, buscou apenas interagir com outras mídias e se esqueceu de contar uma boa história”, define Lucas Andrade. Sete votos.

Foram lembradas: Em Família (2 votos); Amor à Vida (2 votos); Além do Horizonte (1 voto).

Pior ator: Gabriel Braga Nunes

O Laerte de Em Família foi incompreendido pelo público. Era um apaixonado, um louco? Estava feliz, triste, com sono, com dor de barriga? O olhar vidrado e inexpressivo do personagem é “mérito” de seu intérprete, num trabalho que beirou o pouco caso. “Talvez seja implicância, mas o ator totalmente sem expressão soava falso como Laerte, parecendo não estar confortável em cena”, avalia Jurandir. “[Voto no Gabriel Braga Nunes], pois seu Laerte era um mala insuportável”, decreta Kleber. Três votos.

Foram lembrados: Thiago Rodrigues (2 votos); Rodrigo Lombardi (1 voto); Caio Castro (1 voto); Vinícius Tardio (1 voto); André Di Mauro (1 voto); Fiuk (1 voto); Marcelo Schimidt (1 voto); Malvino Salvador (1 voto).

Pior atriz: Bruna Marquezine

Definitivamente, o casal Laerte e Luiza, de Em Família, não convenceu ninguém. Se o intérprete de Laerte foi eleito o pior ator, nada mais natural que seu par levante a estatueta de pior atriz. Luiza não deixa saudades. “A atriz potencializou a chatice de Luíza na novela Em Família. Uma coisa é ser mimada. Outra bem diferente é ser irritante. É só comparar o desempenho com Carla Marins (Joyce, em História de Amor) e Gabriela Duarte (Maria Eduarda, em Por Amor), atrizes que viveram personagens semelhantes em novelas de Manoel Carlos.  A jovem demonstrou não estar preparada para um desafio tão grande”, compara Fabio Maksymczuk. “Tá certo que Bruna não é uma atriz tão ruim, mas merece destaque pela insuportável Luiza. A personagem mala foi um dos diversos motivos para se passar longe desta novela”, afirma Guto. Quatro votos.

Foram lembradas: Virgínia Novick (1); Adriana Birolli (1); Christiana Ubach (1); Tania Toko (1); Flavia Alessandra (1); Isabelle Drummond (1).

Pior apresentador: Zeca Camargo

Zeca Camargo saiu do Fantástico com a missão de ser o novo rosto do novo Vídeo Show. Mas, saltitante e esfuziante toda vida, o apresentador só conseguiu deixar o vespertino da Globo ainda mais chato do que já estava. “Não que não seja ruim, ou que não tenha talento, todos conhecem as qualidades de Zeca, entretanto, no Vídeo Show, ele carregou muito na tinta”, pondera Endrigo. “Um ótimo entrevistador nos áureos tempos da MTV. Não combina com a proposta do Vídeo Show. Em alguns momentos se mostra efusivo, noutros parece absolutamente deslocado das temáticas do programa. Não tá numa boa fase, e nisso, apenas nisso, vem a calhar com o programa”, analisa Isaac. “Ele não se encontrou no Vídeo Show. Simples assim”, completa Lucas Andrade. Cinco votos.

Foram lembrados: Geraldo Luis (3); Britto Jr (2); Raul Gil (1); Luiz Bacci (1).

Pior apresentadora: Ana Furtado

Bicampeã na categoria, Ana Furtado agora é líder do MSP – Movimento dos Sem Programa. Enquanto não encontra um palco para chamar de seu, a senhora Boninho se especializa em ser estepe, cobrindo as férias de todos os apresentadores do núcleo comandado pelo maridão. Em 2014, Ana esbanjou sua ~simpatia~ tanto no sofá do Encontro com Fátima Bernardes quanto na plateia do Superstar. “Fica fácil sobreviver na TV sendo esposa de um dos diretores mais prestigiados do meio — apesar de sobreviver com formatos comprados. Ela força muito a barra, uma simpatia inexistente”, diz Endrigo. “E não é que o Boninho insiste em colocar sua esposa na programação da emissora? Essa tá em tudo quanto é programa, daqui a pouco vão querer colocá-la na bancada do Jornal Nacional no lugar da Patricia Poeta”, prevê Guto. Quatro votos.

Foram lembradas: Ana Hickmann (3); Patricia Abravanel (1); Pâmela Domingues (1); Eliana (1); Luciana Gimenez (1); Daniela Albuquerque (1).

Pior programa humorístico: “Zorra Total”

No ar há 15 anos, a atração se mantém no ar por pura inércia, pois não faz rir. Seu formato calcado em bordões e textos pobres e infantiloides soa pré-histórico. “Cada vez se é mais difícil fazer humor no Brasil, algo que prenda o público e faça realmente rir é uma difícil missão dos comediantes de hoje em dia. Destaco neste gênero de pior do ano o Zorra Total, porém minha crítica vai a todos os programas do gênero de forma geral”, afirma Alencar. “Repertório limitadíssimo; há muito que não renova nem mesmo seus personagens e bordões. E o que esperar da tal reformulação que se anuncia?”, indaga Lucas Martins. Dez votos e o grande campeão do Santa Clara 2014.

Foi lembrado: Encrenca (2).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

O locutor oficial da Globo segue imbatível no Troféu Santa Clara, vencendo na categoria desde a criação do mesmo, em 2008. Em ano de Copa, o “amor” por Galvão só faz crescer no coração e na alma do brasileiro. “Ele já explicou seu modo de narrar, justificou-se de mil maneiras, mas não adianta... Eu continuo a não ver sentido em reiterar duzentas vezes um comentário acerca de uma imagem que também se repete ad nauseam na tela – e olha que eu nem entendo muito de futebol...”, diz Lucas Martins. “Se ele é um vendedor de emoções, nesta Copa a voz dele chegou a pifar, a partir das oitavas no sofrido jogo contra o Chile e no vexame contra a Alemanha parecia que estava em um cortejo fúnebre”, explica Kleber.  “Puxa-saco do Neymar define”, resume Lucas Andrade. Nove votos.

Foram lembrados: Ulisses Costa (1); Alex Escobar (1).



Escrito por André San às 13h15
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2014

Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

O programa consagra Marcelo Rezende em definitivo, afinal, não é qualquer um que segura uma atração com tão pouco material por mais de três horas. Mas aí eu te pergunto: quem é que aguenta ficar três horas assistindo a isso? “O que considero de pior na televisão brasileira, sem dúvidas é o sensacionalismo barato para chamar a atenção do público, e obter audiência infiel. Ou seja, uma audiência por ‘prender’ telespectadores e não ‘conquistar’ os mesmos.Considero o sensacionalismo imoral e antiético para a televisão brasileira, portanto Cidade Alerta, sem dúvidas, é o que há de pior no gênero”, decreta Alencar. “Sensacionalista e baixo”, resume Fabio Dias. Cinco votos.

Foram lembrados: Balanço Geral (3); Domingo Espetacular (2); Tá na Tela da Band (1).

Pior programa infantil: “Bom Dia e Cia”

Fica a dúvida: Bom Dia e Cia venceu por que é mesmo o pior, ou seria por que é praticamente o único na categoria? Seja como for, o prêmio é merecido, já que seu formato batido e seus desenhos velhos já estão mais do que cansados. “Só existe o Bom Dia e Cia e TV Globinho. Ambos, um amontoado de desenho”, justifica Brunno, que votou também no infantil da Globo. “O mesmo formato, os mesmos desenhos de anos atrás, a mesma roleta, o periquito que sorteia mensagens de autoajuda. Definitivamente, o programa só é considerado bom por falta de algo melhor”, decreta Guto. Seis votos.

Foram lembrados: TV Globinho (3); Patrulha Salvadora (1); reprise de Carrossel (1); ausência de infantis (1).

Pior programa de variedades: “Programa da Tarde”

Se assistir TV à tarde já é um desafio e tanto, o Programa da Tarde segue sendo um ótimo motivo para manter o aparelho desligado nesta faixa horária. “Uma colcha de retalhos tal qual o Hoje em Dia com a presença dos piores apresentadores”, define Brunno. “Um mais do mesmo cheio de apelações e assuntos descartáveis, aqueles programas de baixo nível, sabe?!”, afirma Jurandir. “Pra você ver como anda péssimo o nível da programação vespertina na TV aberta. Me pergunto afinal pra que a Record gastou um caminhão de dinheiro para um programa que não acrescenta nada na TV?”, pergunta Kleber. Oito votos.

Foram lembrados: Vídeo Show (1); Mulheres (1); Hoje Em Dia (1).

Pior programa de auditório: “Domingo Show”

Os domingos da TV brasileira pareciam já ter superado essa fase de sensacionalismo barato e audiência a qualquer preço. Mas aí apareceu o Domingo Show para provar ao público que velhos e condenáveis hábitos da TV podem ressurgir das cinzas, tal qual a fênix da Helena. “Escolho esse pelo sensacionalismo e pelo ‘já já’ artifício de segurar audiência”, justifica Fabio Dias. “Pelas reportagens e entrevistas polêmicas que fizeram com que a TV ‘voltasse’ à década de 90, quando um show de horrores imperava nos domingos”, lembra Endrigo. Seis votos.

Foram lembrados: Tá na Tela da Band (1); Tudo Pela Audiência (1); Domingo Legal (1); Hora do Faro (1), Sábado Total (1).

Pior reality show: “Big Brother Brasil”

O mais tradicional programa do gênero no Brasil já dá claros sinais de cansaço. Ou alguém ainda aguenta os “u-hus!”, as festas cheias de cachaça e Pedro Bial filosofando? “Já deu o que tinha que dar, né? O ‘pai de direito’ dos realities necessita urgente de fôlego (por mim, poderia ser tranquilamente limado da grade, mas tomo aqui a posição dos fãs – fervorosos nas redes sociais –, patrocinadores, pessoal do comercial da Globo...)”, afirma Lucas Martins. “O BBB 14 enfrentou o desgaste máximo do formato. A décima quarta edição sinaliza que o programa não chama mais tanta a atenção do público. Durante a semana, ainda permaneceu com índices satisfatórios por conta do ‘efeito cascata’. Acrescido a isso, a falta de opções nas outras emissoras. Além disso, neste ano, o BBB14 atrapalhou Amores Roubados. O telespectador teve que aguentar os aspirantes à fama instantânea para acompanhar a interessante minissérie”, analisa Fabio Maksymczuk. Sete votos.

Foram lembrados: Festival Sertanejo (1); A Fazenda (1); Quem Quer Casar com Meu Filho? (1); Superstar (1); Além do Peso (1).

Pior série: “A Segunda Dama”, “Patrulha Salvadora” e “Vai que Cola”

A Segunda Dama foi mais uma série de riso fácil de Heloísa Périssé, que usou e abusou do clichê das gêmeas que trocam de lugar. “Overdose de Heloísa Perissé é pedir pra mudar de canal”, afirma Isaac. Já Patrulha Salvadora foi a tentativa do SBT de continuar colhendo os frutos de Carrossel, mas sem o brilho das aventuras da professora Helena. “Manter as crianças em trabalhos intensos e dar o rótulo para a emissora como infantil, mofo e enlatado, tornou Patrulha Salvadora a pior série do ano”, decreta Alencar. Enquanto isso, Vai que Cola levou o pior do humor popular da TV aberta para a TV paga. “Chega a impressionar como uma sitcom com um elenco até razoável consegue ser tão ruim (e figurar na grade da TV por assinatura)!”, exclama Lucas Martins. Dois votos cada.

Foram lembradas: Roommates – Colegas de Apartamento, quadro do The Noite (1); reprise de José do Egito (1); O Caçador (1).

Fiasco do ano: “Em Família”

O grande autor Manoel Carlos não poderia ter se despedido dos folhetins de maneira pior. Em Família foi uma obra sem brilho e sem emoção, bem distante dos novelões arrebatadores que Maneco ofereceu no passado. Saiu de cena com o pior desempenho da faixa das nove da história. “Diminuiu seis pontos de audiência no horário nobre da Globo. Uma novela em que pouca coisa chamou atenção”, analisa Fabio Dias. “Um tiro no pé. Triste, lamentável despedida do Maneco das novelas. E não me refiro a números de audiência”, explica Isaac. “Trama sem emoção e que não vai fazer falta, além de personagens sem carisma e de histórias totalmente descartáveis”, enfileira Jurandir. Seis votos.

Foram lembrados: Arena SBT (1); o excesso de oba oba e ufanismo durante a Copa por parte da Globo (1); Dado Dolabella (1); Vitória (1); Caso Encerrado (1); séries Breaking Bad, Spartacus e Once Upon a Time na Record (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Domingo Show”

Popularesco toda vida, o novo dominical da Record dá espaço para o insuportável Geraldo Luis pintar e bordar, explorando o sensacionalismo e a desgraça alheia. “Apelativo, muitas vezes sensacionalista, com a tática de enrolação, o programa consegue se destacar sendo o pior”, analisa Alencar. “Uma pena o MJ não barrar uma bizarrice dessas”, finaliza Brunno. Três votos.

Foram lembrados: Você na TV (2); Tá na Tela da Band (1); TV Shopping Brasil (1); Muito Show (1); Brasil Urgente (1); Cidade Alerta (1); Teste de Fidelidade (1); Caso Encerrado (1).



Escrito por André San às 13h13
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Troféu Santa Clara 2014: menções honrosas

A edição de 2014 do Troféu Santa Clara foi marcada por uma disputa acirrada entre atores. Tanto na categoria “pior ator”, quanto na categoria “pior atriz”, foram muitos os nomes citados. Thiago Rodrigues, o William de Além do Horizonte, por exemplo, mereceu menções de Lucas Andrade e Endrigo Annyston. “O ator poderia ao menos se preocupar em tirar a barba, para ajudar na ‘composição’ de um trabalho seguinte. Inexpressivo, está sempre com a mesma cara, o que não ajuda”, disse o dono do Cena Aberta. “Eu ia votar no Vinícius Tardio, tamanho era o abismo entre ambos e a protagonista Juliana Paiva em Além do Horizonte. Mas considerando que o Thiago Rodrigues já está há um tempão fazendo novelas, sempre com aquela cara de tédio e até agora não saiu do primeiro semestre da Faculdade Cigano Igor de Interpretação, o voto é nele!”, decreta Lucas Andrade.

Enquanto isso, na categoria “pior humorístico”, o Zorra Total obteve uma vitória histórica! Foi o programa mais votado nesta edição do Santa Clara, com mais votos até do que do nosso “muso” Galvão Bueno. O único programa que conseguiu fazer frente ao humorístico global foi o tosco Encrenca, da RedeTV, lembrado por Fabio Maksymczuk e Isaac Santos. “A aura do Pânico na TV marca Encrenca, novo humorístico da RedeTV. Os takes dos câmeras são idênticos ao programa de Emilio Surita e companhia. O cenário em arena fortalece tal impressão. O humorístico surgiu como um Pânico sem as bundas das panicats”, compara Fabio. “Órfã das melhores fases do programa Pânico na TV, a Rede TV investiu equivocadamente, ou talvez apenas de modo prematuro, num programa medíocre e que ainda não disse a que veio”, justifica Isaac.

A categoria “pior programa de auditório” marca a volta de Geraldo Luis às “melhores” (ou seria “piores”?) marcas do Troféu Santa Clara. Basta lembrar que, na época do Geraldo Brasil, o animador sagrou-se o pior apresentador, e o programa que leva seu nome foi considerado o pior programa da televisão brasileira em 2009. Agora, o Domingo Show repetiu o feito, levando tanto a estatueta de pior programa, como a de pior programa de auditório. Mas o Domingo Legal, outra figurinha carimbada do Troféu, não foi esquecido. Para Guto Renosto, o programa de Celso Portiolli ainda é o pior programa de auditório. “É inexplicável o tamanho descaso da produção com o programa. O que tem na cabeça deles em achar que compensa sustentar um programa com quadros ridículos como o ‘Afunda ou Boia’, afirmou.

Em “pior reality show”, o Big Brother Brasil foi a bola da vez em 2014, enquanto A Fazenda, campeã no ano passado, mereceu este ano apenas um voto, de Brunno Luiz. Mas outros títulos também figuraram na categoria. Fabio Dias, por exemplo, deu seu voto ao mais novo programa do gênero no país, o musical Superstar. “Quem esperava algo do  nível The Voice se frustrou. Superstar deixou a desejar e só conseguiu um pouco de repercussão na reta final”, disse.

Já “fiasco do ano”, como acontece todos os anos, mereceu os votos mais curiosos. Kleber Nunes, por exemplo, reclamou do tratamento dispensado à Copa do Mundo por parte da Globo. “O excesso de oba oba e ufanismo durante a Copa por parte da Globo e quando Neymar foi atingido pelo joelho do Zúñiga e ficou de fora da Copa o clima mudou, e depois do 7 x 1 o clima foi de velório e a cobertura esfriou de vez”, disse. Já Brunno Luiz lembrou do quiproquó envolvendo o ator Dado Dolabella na novela Vitória, que culminou com a demissão do ator e a morte de seu personagem. Assim, apontou o ator como o fiasco do ano. “HAHAHAHA! Precisa comentar? Aquele cara metido a ator é uma piada. Acho que depois desse chega pra lá ele muda os conceitos”, justificou.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h11
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Sobre o Troféu Santa Clara

O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2013:

http://tele-visao.zip.net/arch2013-08-04_2013-08-10.html

2012:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2012-08-05_2012-08-11.html

2011:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2011-08-07_2011-08-13.html

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html



Escrito por André San às 13h10
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Pelo segundo ano consecutivo, "Criança Esperança" ganha cores de "Teleton"

Amanhã, 16, é dia de Criança Esperança, tradicional campanha da Rede Globo em parceria com a Unesco que arrecada fundos para diversas instituições que atendem crianças e adolescentes em todo o país. Trata-se da 29ª edição da campanha, que, de vez em quando, busca se reinventar. Antes um show previsível que mesclava música e artistas da Globo lendo mensagens piegas no TP, hoje a marca atravessa a grade de programação para chamar os espectadores a doar.

No ano passado, a emissora inaugurou o chamado “dia da esperança”. Numa programação toda ao vivo, o canal dedicou um sábado inteiro ao Criança Esperança. Os programas Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar e Encontro com Fátima Bernardes ganharam uma edição extra no sábado, tudo ao vivo e dedicado à campanha. À tarde, o Estrelas também abordou o Criança Esperança, e o extinto TV Xuxa e o Caldeirão do Huck foram exibidos ao vivo, e também com ênfase à atração beneficente. Todos estes programas foram “costurados” pelo “mesão da esperança”, com flashs ao vivo de um estúdio no qual artistas da Globo se revezavam atendendo aos telefonemas dos doadores. Depois da novela foi ao ar o tradicional show, porém bem mais enxuto, e com a apresentação de Fernanda Lima e Lázaro Ramos.

E não é a primeira vez que o Criança Esperança experimenta novidades no formato. Alguns anos atrás, a campanha se desdobrou em duas partes: o tradicional show de sábado, e um segmento nas tardes de domingo, sob o comando de Luciano Huck, Angélica e Ana Maria Braga. Este programa teve algumas edições, mas acabou extinto. E, tanto o show de domingo quanto o atual “dia da esperança” serviram para fazer o público lembrar e comparar a campanha da Globo com o Teleton, do SBT.

No Teleton, a emissora de Silvio Santos promove uma maratona com mais de 24 horas de programação ao vivo, dedicando toda a grade às ações e doações para a AACD. Também há muita música, flashs dos telefonistas (entre os quais, vários famosos), entre outras semelhanças. Sendo assim, o “novo” Criança Esperança, ao promover o “dia da esperança”, deixa claro que se inspirou na campanha da concorrência para se reinventar. E quer saber? Foi uma ótima inspiração. Afinal, o Criança Esperança aos moldes do que era anteriormente, era chato toda vida. Além disso, a atração praticamente não divulgava o que era feito do dinheiro arrecadado. O novo formato consegue fazer isso, por meio de matérias realizadas nas mais diversas entidades beneficiadas pelo Criança Esperança, que são exibidas nos programas ao vivo do “dia da esperança”. Assim, faz uma necessária prestação de contas ao espectador doador.

Criança Esperança, portanto, é a pauta de todos os programas da Globo amanhã, no “dia da esperança”. Os programas Como Será?, Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar, Encontro, Estrelas e Caldeirão do Huck abordam os projetos sociais da campanha e chamarão o público a realizar suas doações. Após Império, será exibido o tradicional Show da Esperança. Para doar ao Criança Esperança, os telefones são: 0500 2014 007 (7 reais), 0500 2014 020 (20 reais) e 0500 2014 040 (40 reais).



Escrito por André San às 18h13
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É amanhã!

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Escrito por André San às 18h11
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Record faz pesquisa para descobrir o óbvio de "Vitória"

A novela Vitória deveria fazer jus ao nome. Era a esperança da Record para, finalmente, tirar sua teledramaturgia do buraco e voltar aos áureos tempos em que incomodava a concorrência com suas novelas, como Prova de Amor, Vidas Opostas ou Caminhos do Coração. Mas a trama de Christianne Fridman ainda não disse a que veio e apresenta desempenho ainda pior que Pecado Mortal, trama que a antecedeu e que também foi considerada um fracasso.

Assim, segundo o site Notícias da TV, o canal realizou uma pesquisa com um grupo de espectadores para buscar identificar os motivos que fazem de Vitória um insucesso. E a pesquisa definiu dois pontos óbvios: a audiência rejeita as cenas de violência protagonizadas pelos personagens neonazistas da trama; e a mesma audiência preferia que a novela fosse exibida num horário alternativo, e não batendo de frente com a novela das nove da Globo, Império.

O segundo ponto é uma obviedade que, ao que parece, só ainda não está claro para os programadores da Record. Pior que isso, só a percepção de que a própria Record já colheu resultados interessantes no passado quando buscou ser uma alternativa à Globo. Seu primeiro sucesso na retomada da teledramaturgia foi A Escrava Isaura, exibida há exatos dez anos, e que era exibida na faixa das 18h45. Aos poucos, a trama foi sendo jogada para mais tarde e acabou consolidando a faixa das 19 horas. Aproveitando-se de uma faixa problemática para a Globo, a Record avançou ali, sobretudo quando Prova de Amor bateu de frente com Bang Bang e conseguiu índices expressivos de audiência.

Quando não apostou na faixa das 19 horas, a emissora apostou na faixa das 22 horas, inaugurada com a reta final de Cidadão Brasileiro (que estreou às 20h30). Vidas Opostas, sua sucessora, explodiu neste horário, que, por ser mais avançado, permitia a exibição de tramas mais ousadas, com temas mais adultos. Vidas Opostas era folhetim clássico, calcada num romance entre um mocinho rico e uma mocinha pobre, mas tal romance estava inserido em meio à violência do tráfico de drogas. Sua substituta, Caminhos do Coração, apostou na fantasia, e também se deu bem. Sua primeira temporada foi um fenômeno.

Tudo bem que, após Vidas em Jogo, nenhuma novela das 22h conseguiu ultrapassar a marca de dois dígitos na audiência. Mas o canal mandou mal ao apostar na faixa das 21 horas, justamente no horário da novela da Globo. A Record não avançou nem mesmo com o “fracasso” de Em Família. Ou seja, insistir ali é um erro, e pronto. Se a emissora não tem mais interesse em sua novela das 22 horas, poderia tentar voltar a apostar na faixa das 19 horas. Porém, no caso de Vitória, a pesquisa apontou rejeição ao núcleo neonazista, ou seja, a temática da trama também não está agradando. E volto a afirmar: o maior problema de Vitória é querer “abraçar” tantos temas numa única história, fazendo da trama um rocambole de assuntos de difícil digestão. A novela não é ruim, mas trata de tantos temas pesados ao mesmo tempo, que fica difícil se encantar por ela. É uma trama dura, seca.  



Escrito por André San às 18h24
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Neste sábado...

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Escrito por André San às 18h23
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"Boogie Oogie" resgata novelão às seis

Em 1978, a Globo exibia em seu horário nobre a novela Dancin’ Days, que se tornaria um clássico da televisão brasileira. Assinada por Gilberto Braga, a trama levou às telas da TV a efervescência da discoteca, em alta na época, enquanto narrava um folhetim rasgado e lotado de emoção: a luta da ex-presidiária Julia Mattos (Sonia Braga) para reconquistar a filha Marisa (Gloria Pires). A trama fez história ao ditar a moda das meias lurex e alçar às paradas o melhor da disco music da época, tudo isso embalado ao som eterno das Frenéticas, entoando animadas a canção que dava nome à novela e à boate onde parte da história se passava.

Mais de 30 anos depois, Boogie Oogie, nova aposta da emissora na faixa das seis, resgata o clima festivo da antológica criação de Gilberto Braga. Desta vez, claro, trata-se de uma trama de época, que se passa no mesmíssimo ano de 1978, quando Dancin’ Days era exibida e se passava “nos dias de hoje”. Como a trama está em cartaz no Canal Viva, dá até para o público comparar o que, de fato, representa o final dos anos 1970 em Boogie Oogie e o que é licença poética criada pela cabeça do autor Rui Vilhena, que faz sua estreia como novelista principal na Globo. E, se é pra continuar comparando as duas produções, apontamos também que as duas usam o nome de uma canção, que também dá nome à uma discoteca, em seus títulos. Além disso, as duas usam o cenário dançante apenas como pano de fundo para narrar um melodrama clássico.

Boogie Oogie, assim, surge colorida e cheia de canções clássicas para narrar a saga de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin). Elas não sabem, mas foram trocadas na maternidade por Susana (Alessandra Negrini), amante de Fernando (Marco Ricca), pai biológico de Sandra. Já adultas, as duas voltam a se encontrar, quando o noivo de Sandra morre, a caminho de seu casamento, ao salvar a vida de Rafael (Marco Pigossi), namorado de Vitória. E é claro que Sandra, Rafael e Vitória se envolverão num triângulo amoroso, com muita intriga e sofrimento. Cabe destacar o belo trabalho de Isis, Bianca e Pigossi, todos muito bem como protagonistas da trama.

Como se vê, a nova novela das seis não apenas resgata o clima dos anos 1970 em seu visual, como também resgata vários dos elementos básicos do folhetim, que tanto sucesso faziam naquela época. Além disso, há 30 anos não havia celular, nem internet, o que rende ainda mais situações rocambolescas que tanto faziam, e ainda fazem, sucesso nas telenovelas. Segredos revelados em cartas ou ouvir conversas atrás das portas fazem mais sentido no passado.

Assim, Boogie Oogie aposta fundo na emoção e, até aqui, apresenta uma trama redonda e enxuta, com poucos personagens e muitas, mas muitas coincidências. Além do triângulo jovem principal, a trama ainda explora as relações entre Fernando e sua mulher Carlota (Giulia Gam), que promete ser a vilã da história, e sua outra amante, Gilda (Letícia Spiller). Há espaço até para sua mãe, Madalena (Betty Faria), uma senhora que não economizou na “sapequice” neste início de trama. Tudo funcionou direitinho, com bom ritmo, situações envolventes e ganchos eficientes. Um melodrama bem calcado no arroz com feijão temperadinho. A direção de arte faz uma boa reconstituição da época. Há quem chie com uma ou outra coisa, que estaria fora do contexto do ano em que se passa a trama, mas nada que prejudique a obra como um todo.

Na verdade, a direção de núcleo de Ricardo Waddington e geral de Gustavo Fernandez realiza um trabalho afinado, tal qual Além do Horizonte, trabalho anterior da dupla. O ambiente disco pode causar um deja vu naquele espectador que acompanhou Pecado Mortal, recém-encerrada na Record. Claro, o período retratado é o mesmo, e não tem como fugir da trilha sonora disco, o que aumentam as chances de comparação. Mas as semelhanças terminam aí, já que Pecado Mortal era uma novela essencialmente policial, enquanto Boogie Oogie é um romance água-com-açúcar que cai bem na faixa das seis.

Se houvesse uma fórmula do sucesso, alicerçada nas características mais básicas do folhetim, Boogie Oogie seria um produto à prova de erros. Básica, divertida, com boa trama, bom elenco e direção afinada. A novela tem o trunfo de oferecer ao espectador mais conservador uma trama ao qual ele está mais acostumado, chamando de volta à Globo aqueles afugentados pelas “experimentações” do horário, como Meu Pedacinho de Chão, uma novela sem cara de novela. É importante que a emissora mantenha esta visão, de saber dosar equilibradamente tramas experimentais com tramas clássicas, promovendo um rodízio entre elas. Assim, agrada tanto o espectador entediado com o mais do mesmo quanto aquele que gosta e se sente à vontade ao acompanhar sempre a mesma história.

Além disso, apresenta ao público o trabalho de um novo autor, o português Rui Vilhena, que já escreveu diversas novelas de sucesso em Portugal e que, no Brasil, foi colaborador de Aguinaldo Silva em Fina Estampa. Agora, o novelista tem a chance de se apresentar em definitivo ao público brasileiro, já com a missão de erguer os números em baixa da faixa das seis da tarde. A julgar pela primeira semana, tem tudo para se sair bem na missão. Boogie Oogie é novela clássica e entretenimento da melhor qualidade. Vale o ingresso.



Escrito por André San às 13h03
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TV Paga: Viva estreia "Bem Estar" e "Planeta Xuxa"

A partir de 18 de agosto, o espectador do Viva poderá acompanhar as dicas de saúde do Bem Estar desde o episódio de estreia do programa, que entrou na grade da TV Globo em 2011. Apresentada por Fernando Rocha e Mariana Ferrão, a atração será exibida no canal de segunda a sexta, às 18h.

Com uma linguagem simples, informal e explicativa, Bem Estar fala sobre alimentação saudável e cuidados com o corpo. A atração aposta na mediação entre público e especialistas, que vão ao estúdio responder às perguntas enviadas pelos telespectadores. A própria equipe do jornalístico levanta questões que, muitas vezes, são dúvidas comuns de quem assiste em casa. Além dos e-mails direcionados à produção, os telespectadores também têm a chance de participar do programa a partir de entrevistas de rua. Com a estreia do Bem Estar, o Vídeo Show passa a ser exibido no Viva mais cedo, às 17h15.

Outra novidade do canal “nostálgico” é a volta do Planeta Xuxa, último programa realmente interessante e de sucesso apresentado por Xuxa Meneghel. O Planeta era essencialmente musical, com a apresentação de cantores e bandas que faziam sucesso entre os anos de 1997 e 2002, período em que ficou no ar. Mas a atração também tinha espaço para outros quadros, como o Transformação, no qual alguém da plateia ganhava uma recauchutagem no visual, e o Intimidade, onde Xuxa recebia um convidado para um bate-papo íntimo e picante. Planeta Xuxa estreou nas tardes de sábado, mas migrou para os domingos algum tempo depois.

Planeta Xuxa estreia no domingo, dia 7 de setembro, às 21h30, e terá reprise às segundas, às 21 horas, no Viva.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h02
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Record cogita faixa de reprise de novelas à tarde

Que as tardes da televisão brasileira vão de mal a pior, não é nenhuma novidade. Quase não há investimentos dos canais no horário, e, quando há, são de gosto duvidoso. Globo e SBT recorrem às reprises, enquanto a RedeTV aposta no policialesco de Sonia Abrão e seu A TardeÉ Sua, e a Band parece querer ir pelo mesmo caminho com a estreia do Tá na Tela, de Luiz Bacci. Já a Record segue apostando no seu Hoje Em Dia vespertino, o Programa da Tarde, que, parece, está ameaçado.

Segundo o jornalista Flavio Ricco, do UOL, os rumos do Programa da Tarde voltaram a dar dor de cabeça à direção da Record. Segundo nota do colunista, o rendimento da atração é bastante questionado pela alta cúpula da emissora paulista. São frequentes as derrotas para Esmeralda e Meu Pecado, dois dos três folhetins da tarde do SBT que batem de frente com a atração da Record. Além disso, o vespertino ficará desfalcado em breve, já que Britto Jr terá que se dedicar à nova temporada de A Fazenda. O Tá na Tela também preocupa a Record: a estreia de Luiz Bacci registrou 3 pontos de audiência e, em alguns momentos, encostou na atração de sua ex-emissora. Parece pouco, mas Bacci conseguiu ampliar a audiência da Band, ao menos na estreia.

Ainda segundo Ricco, há uma ala da Record que defende a criação de uma faixa de novelas no período vespertino, a qual possivelmente acabaria reduzindo o tamanho do Programa da Tarde. Esta ala tem o apoio dos diretores do RecNov, que acreditam que a má fase das novelas da emissora têm explicação no fato de o canal ser excessivamente jornalístico e dar pouco espaço à teledramaturgia.

Mas será que uma faixa de reprise de novelas seria a solução para as tardes do canal? Bom, é fato que as tardes da Record vão de mal à pior, e não é de hoje. O Programa da Tarde nunca foi muito expressivo na grade. A atração de Britto Jr, Ana Hickmann e Ticiane Pinheiro é um “mais do mesmo” vespertino, com aquelas pautas batidíssimas das revistas eletrônicas de variedades que parecem já ter esgotado sua fórmula há séculos. Nem o Hoje Em Dia vai tão bem quanto já foi, imagine uma cópia inferior!

No entanto, é pouco provável que reprise de novelas refrescaria a situação do canal. A Record já tentou emplacar reprises de novelas várias vezes, e a ideia nunca foi adiante. Tramas como Essas Mulheres, Bicho do Mato e Caminhos do Coração ganharam repetecos vespertinos que não emplacaram, e logo saíram do ar. O canal também tentou uma reprise noturna, com Vidas Opostas, que também não foi adiante. E olha que todas essas tramas fizeram sucesso em sua exibição original. As exceções são as reprises de Louca Paixão e A Escrava Isaura, que renderam números satisfatórios em todas as suas reexibições. Ou seja, a tarde da Record ainda é um quebra-cabeça, cuja solução ainda parece distante.



Escrito por André San às 18h36
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