"Adnight" parece o "Vídeo Show" com Zeca Camargo

A estreia foi na última quinta-feira, 25, mas só pude ver recentemente. Então, mesmo atrasado, eu preciso comentar sobre a estreia de Adnight, o aguardado novo programa de Marcelo Adnet na Globo. A atração, que prometeu ter pouco dos talk shows tradicionais e vinha com a proposta de “desconstruir” o convidado, não cumpriu o prometido. Aliás, tudo o que foi visto no episódio de estreia, que contou com a presença de Galvão Bueno, foi bem decepcionante.

Na verdade, Adnight ficou muito, mas muito parecido mesmo, com o formato do Vídeo Show que Zeca Camargo comandou, de triste lembrança. Na curta passagem de Zeca pelo vespertino, a atração recebia um convidado por dia e tinha a intenção de homenageá-lo. Zeca fazia uma curta entrevista inicial e, depois, tratava de colocar o convidado para participar de uma série de atividades. Eram games e outras ações, sempre baseadas em momentos da carreira do participante, que o colocavam à prova. Na prática, era um game show meio esquisito, com provas mal elaboradas, e que não serviam nem para homenagear o convidado e nem para arrancar alguma confissão dele.

Pois foi justamente isso que aconteceu no primeiro Adnight. Marcelo Adnet recebeu Galvão Bueno, fez uma curta entrevista inicial e, logo depois, tratou de carregar Galvão para uma frenética série de games e atividades. Teve jogo entre amigos de Galvão para saber quem sabe mais dele, teve Galvão pisando em uvas, teve o locutor vestido de faraó, teve Galvão dançando tango, teve corrida de carrinhos de bichinhos… Enfim, teve de um tudo! Só não teve graça e nem propósito. Marcelo Adnet, um sujeito inteligente, esperto e ácido, não colocou em cena nem um terço de seu talento. E pouco se revelou, ou se “desconstruiu”, de Galvão Bueno.

Ou seja, ao menos nesta estreia, Adnight não disse a que veio. A impressão que passou é que Marcelo Adnet e equipe ficaram tão preocupados em fazer algo diferente dos night shows americanos, distanciando-se de Jô Soares, Danilo Gentili e Fabio Porchat, que acabaram tentando reinventar a roda, sem sucesso. Foram muitos quadros, edição frenética, tudo com cara de excessivamente roteirizado… Nada ali soou natural, e pior: ficou parecendo que o programa tomou para si a missão de limpar a barra de Galvão Bueno, figura que não goza de muita admiração da audiência. Complicado.

Uma pena. Marcelo Adnet já mostrou que pode, sim, comandar um talk show. Um de seus últimos programas na MTV era o Adnet ao Vivo, que nada mais era que Adnet diante de um convidado, num bate-papo interessante e divertido. Adnet tem repertório, sabe aprofundar um assunto, sempre usando de humor, sarcasmo e ironia. Talvez ele seria mais feliz se assumisse o Adnight como um night show tradicional, e aí o seu perfil é que faria a diferença diante de outros programas semelhantes. E, sem dúvidas, ele entregaria um produto muito mais interessante que o que foi visto na última quinta-feira. Do jeito que está, infelizmente, não deve ir muito longe.

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André Santana

"Eta Mundo Bom!" não trouxe novidades, mas divertiu

Maior sucesso do horário das seis dos últimos nove anos, Eta Mundo Bom! deixa a grade da Globo como o programa mais visto da emissora. Mais um sucesso contabilizado na carreira de Walcyr Carrasco. Seria um erro dizer que, com o sucesso da obra, o autor firma-se como um dos mais bem-sucedidos autores de novelas da Globo: na verdade, Carrasco já se firmou nesta condição há algum tempo. Emplacando uma novela nova praticamente todo ano e passeando pelos mais diversos horários, o autor é uma incansável máquina de escrever novela.

Mas o sucesso de Eta Mundo Bom! não somente o coloca, mais uma vez, em tal posição. O sucesso da saga de Candinho (Sérgio Guizé) deixa claro que, por mais que Carrasco tenha assinado outros sucessos nos demais horários por onde passou, é na faixa das seis que seu texto, verdadeiramente, cai como uma luva. Adepto do didatismo exacerbado, diálogos teatrais e humor pastelão e infantiloide, o estilo do autor destoou da proposta de alguns horários por onde passou. Amor à Vida, sua novela das nove, registrou bons índices de audiência, é verdade, mas foi uma trama bastante irregular. Verdades Secretas, sua trama das onze, foi ótima, mas a direção segura foi fundamental para tornar crível aquela saga tão soturna sobre o submundo da moda, pois o texto, muitas vezes, exagerava no tom de jogral.

Eta Mundo Bom! abusou deste estilo do autor, mas aqui não causou maiores problemas. Carrasco construiu uma trama a prova de erros, apresentando um protagonista doce e simpático, que ganhou ainda mais camadas graças ao excelente trabalho do autor Sérgio Guizé. Quando o caipira deixa a fazenda onde foi criado para buscar sua origem na cidade, Eta Mundo Bom! ofereceu ao público uma chance de torcer por este herói tão carismático que, por mais que passasse por perrengues, não perdia o otimismo. Uma característica que poderia tê-lo tornado um chato, mas isso não aconteceu graças à boa construção do ator.

Ali, todos os elementos de um grande novelão estavam à disposição: a milionária simpática que é a mãe desconhecida do mocinho, que vive rodeada dos sobrinhos que desejam sua herança. Sandra (Flavia Alessandra), a sobrinha e grande vilã da história, passou a novela toda armando para que Candinho não se aproximasse da “tchitchia” Anastácia (Eliane Giardini num grande momento). Quando não conseguiu impedir o reencontro, tratou de tentar se casar com o herdeiro. Não conseguiu, mas não desistiu e tratou de armar para fazer com que a tia lhe entregasse, sem saber, o controle sobre toda a fortuna da família. No fim, claro, o bem triunfou e Sandra terminou a novela vendo o sol nascer quadrado. Na luta contra Sandra, Candinho e Anastácia contaram com a intrépida parceira Maria (Bianca Bin), que ganha pontos por ser uma mocinha esperta, ao contrário de Filomena (Débora Nascimento) que, ingênua em demasia, não empolgou. Neste contexto, não houve espaço para sutilezas e muito menos de fuga de maniqueísmos. O bem era do bem e triunfou, e o mal era realmente mal e terminou mal.

Ou seja, Carrasco reprisou os elementos que fizeram a alegria da plateia em outras de suas tramas das seis, como O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta. Assim como estas novelas, em Eta Mundo Bom! ele tratou de se cercar de personagens simpáticos, que atraíam o interesse do público e seguravam a história, mesmo em momentos em que nada muito importante acontecia. Dentre eles, destaca-se o Professor Pancrácio (Marco Nanini), fiel parceiro de Candinho. Filósofo, era o conselheiro do protagonista e divertia com os diferentes disfarces que usava para arrecadar dinheiro pelas ruas. O tipo foi perfeito para Marco Nanini, que retornou às novelas em grande estilo após anos vivendo o Lineu em A Grande Família. Versátil, o ator não apenas exorcizou o patriarca da família Silva, como convencia a cada novo disfarce do professor. E como se isso não bastasse, ainda tratou de ganhar um irmão gêmeo, o metódico Pandolfo, tipo completamente diferente do animado professor. Nem parecia o mesmo ator! Grande momento de Nanini na TV, sem dúvidas!

Outros tipos que encantaram foram as caipiras Mafalda (Camila Queiroz) e sua tia Eponina (Rosi Campos). As duas formavam uma dupla e tanto no núcleo da fazenda que nunca falta numa novela de Walcyr. Ingênuas, dividiam as dúvidas que tinham da vida, até que passaram boa parte da história tentando desvendar os mistérios do tal “cegonho”. A dupla esbanjou química e divertiu, tendo ainda o mérito de, mais uma vez, nos brindar com o talento da grande atriz Rosi Campos e, ainda, mostrar que realmente Camila Queiroz é um talento nato. Vivendo uma personagem bem diferente da Angel, de Verdades Secretas, a atriz deu conta do recado e mostrou que sua bem-sucedida performance na trama anterior não foi sorte de principiante. Ela realmente é uma ótima atriz!

Estas e outras qualidades fizeram de Eta Mundo Bom! um verdadeiro hit, elevando o horário das seis a um patamar que não via desde os tempos em que o próprio Walcyr era figurinha carimbada do horário. E, por isso mesmo, por mais que o sucesso da trama tenha sido merecido e legítimo, Eta Mundo Bom! não deve figurar entre os melhores trabalhos de Carrasco. O Cravo e a Rosa e Chocolate com Pimenta inauguraram este estilo da comédia romântica de época que o consagrou, e são obras que figuram entre as melhores novelas das seis exibidas pela Globo, e também sucessos estrondosos em suas épocas. Eta Mundo Bom!, neste contexto, nada mais foi do que uma grande repetição de tudo o que deu certo nestes trabalhos. Casais gato-e-rato, guerra de comida, carros desgovernados, bichos de estimação tratados como gente, xingamentos infantis, gente caindo no chiqueiro, casamentos que não aconteciam... Tudo isto foi visto e revisto nas outras tramas e retomadas em Eta Mundo Bom!.

Ou seja, faltou uma pitada de ousadia e originalidade. Por outro lado, Eta Mundo Bom! devolveu ao horário das seis um de seus melhores autores. A trama divertiu, ofereceu algum escapismo nestes momentos complicados da vida real, e ainda plantou uma dose de esperança no público. Ingenuidade e sonho, às vezes, fazem bem. Por isso mesmo, Eta Mundo Bom! cumpriu sua missão.

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André Santana

News: Em "The Magicians", os alunos procuram feitiços para combater a Besta

O Syfy exibe no dia 30 de agosto, terça-feira, às 21h, o 11º episódio da primeira temporada de The Magicians. Em "Remedial Battle Magic", os alunos de Brakebills tentam achar uma forma de derrotar a Besta. Quentin (Jason Ralph) é o único que acha que eles deviam ir a Fillory, enquanto Penny (Arjun Gupta), Alice (Olivia Taylor Dudley), Eliot (Hale Appleman) e Margo (Summer Bishil) concordam em entregar o botão a ele para serem poupados da morte.

Após, eles fazem o Feitiço da Probabilidade para saber o que aconteceria se eles desistissem e assistem à Besta matando a todos. A única escolha que os deixaria vivos seria ir a Fillory, mas o feitiço não revelou exatamente o que aconteceria se eles fossem.

Penny decide que não ajudará os amigos, mas a Besta entra em sua mente e diz que, caso ele não se entregue a ela, ele ficará louco com os pedidos de ajuda e o zumbido que estará em sua cabeça o tempo inteiro. Então, ele procura seu mentor Staley (M.C. Gainey) que também está sendo atormentado pela Besta. Ele diz que tem um plano para se libertar e acaba se matando.

Enquanto isso, Richard (Mackenzie Astin) e o grupo de bruxos estão com um projeto para salvar as pessoas de doenças. Para isso, eles precisam contatar deuses e Julia (Stella Maeve) é a única que pode ajudá-los.

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Fabio Porchat supera expectativas em sua estreia na Record

Principal aposta do ano na Record, o Programa do Porchat estreou no final da noite de ontem, 24, dizendo a que veio. A atração, que coloca a emissora na briga entre os talk shows noturnos, obteve excelente resultado em sua estreia, superando as expectativas do canal. Se a meta inicial estabelecida ficava na casa dos 6 pontos no Ibope, a estreia do Programa do Porchat obteve 9 de média em seu episódio de estreia, chegando a liderar a audiência.

E não foi apenas nos números que o Programa do Porchat foi bem. Em termos de conteúdo e produção, a impressão causada na estreia foi das melhores. O cenário está bonito, a iluminação é caprichada e o roteiro é divertido e redondo. E a estrela do programa, o apresentador Fabio Porchat, firma-se como um dos principais comediantes desta nova geração, e leva muito bem a atração que carrega seu sobrenome. Carismático, esperto e rápido de raciocínio, Porchat prende a atenção do público e diverte. Tem a seu favor o fato de não fazer graça depreciativa, com ofensas gratuitas, como alguns dos outros novos humoristas (como Danilo Gentili teima em fazer, por exemplo). Ponto positivo.

Quanto ao formato, o Programa do Porchat não traz nada de muito novo. Assim como o Programa do Jô, The Noite e o extinto Agora É Tarde, a atração bebe da fonte dos night shows americanos, programas de variedades sustentados por stand up, música e entrevistas. Tudo foi como manda o figurino: cenário sóbrio e com paisagens urbanas ao fundo, uma banda de apoio e uma plateia participativa. Ao contrário do veterano da Globo e mais próximo da proposta do colega do SBT, o Programa do Porchat é mais “show” do que “talk”, como o próprio apresentador comentou em coletiva de lançamento. O que não é nenhum demérito.

O programa de estreia foi particularmente inspirado. Um esquete inicial mostra Fabio trazendo ideias da internet para a TV aberta e sendo achincalhado por Roberto Justus, Rodrigo Faro e Marcos Mion. Depois, é convidado a conhecer o chefe e dá de cara com o Pica-Pau, até que acaba descendo as Cataratas do Niágara num barril. As brincadeiras com internet continuaram, com Fabio tentando explicar o que é televisão para jovens “youtubers”. No palco, o stand up de abertura trouxe o apresentador citando outras estreias da TV da semana, brincando com Danilo Gentili, Marcelo Adnet e companhia. A primeira entrevista foi com Tatá Werneck, pelo telefone, um bate-papo rápido e bem divertido. Os convidados de fato foram Sasha Meneghel e Wesley Safadão, que mais participaram de situações cômicas do que falaram. Mas tudo funcionou muito bem.

Ou seja, se continuar assim, o Programa do Porchat tem tudo para conquistar o seu lugar de destaque na programação da madrugada da TV aberta. Aliás, fazia tempo que a Record não promovia uma estreia tão boa quanto esta. Fabio Porchat demonstra fôlego para a missão e o programa agrega alguma novidade a esta interessante onda de late shows comandados por jovens humoristas que tomou conta da televisão brasileira nos últimos tempos.

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André Santana

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Pedro Bial terá talk show e Tiago Leifert assume "Big Brother Brasil"

Tiago Leifert substitui Bial, que substitui Jô, que não substitui ninguém. Parece uma atualização de Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade, mas é a mais nova dança das cadeiras promovida pela Rede Globo. Confirmou-se o que já se especulava: segundo Lígia Mesquita, colunista da Folha de S. Paulo, Pedro Bial irá mesmo ocupar o espaço vago pelo Programa do Jô, que sai do ar no final do ano. Assim, o jornalista deixará o comando do Big Brother Brasil, que passará às mãos de Tiago Leifert.

Vamos recapitular. Nos últimos meses, desde que a Globo anunciou a saída de Jô Soares de sua madrugada, começaram as especulações sobre como a emissora ocuparia a faixa vaga a partir de 2017. O então favorito, Marcelo Adnet, deixou a bolsa de boatos quando foi anunciado que seu Adnight será semanal. Foi aí que o nome de Pedro Bial ganhou força, já que o jornalista comandou atrações como Na Moral, e trabalha num talk show para o canal GNT. O que pesava contra ele era justamente o BBB, mas, ao que parece, a cúpula do canal já solucionou o caso, ao escalar um substituto e optar pelo fim da “era Pedro Bial” no famoso reality show.

Uma mudança e tanto! Afinal, goste-se ou não do BBB, ou goste-se ou não do próprio Pedro Bial, não é nenhum exagero afirmar que a performance do apresentador é a alma do reality da Globo. Na função desde 2002, Bial desenvolveu um traquejo todo dele na condução do jogo, sabendo utilizar com maestria sua posição de mestre de cerimônias, tanto na tradução do jogo ao público quanto no próprio andamento do jogo em si. Seus pensamentos em dia de eliminação já se tornaram um clássico do Big Brother Brasil. Imaginar o reality show sem Pedro Bial é bem difícil.

Entretanto, se há alguém no elenco da Globo que demonstra fôlego para assumir a função, este alguém é justamente Tiago Leifert. Destaque no jornalismo do canal ao imprimir um estilo informal de apresentação, o jovem já migrou para o entretenimento, mantendo intactos seu carisma e desenvoltura diante de programas ao vivo. Tiago manda muito bem no The Voice Brasil e tem condições de repetir o bom desempenho à frente do BBB. Claro, ele precisará desenvolver um estilo próprio diante da nova missão, e este estilo só virá com a experiência. Afinal, vale lembrar que o próprio Pedro Bial demorou um tanto para achar o tom da atração. Mas uma mudança neste sentido, neste momento em que o programa se encontra em processo de desgaste, pode ser interessante. A conferir. E resta saber como fica o The Voice Kids, que este ano foi exibido simultaneamente ao BBB. Tiago será substituído? Do É de Casa ele deve se despedir no próximo sábado, 27.

Quanto ao destino de Pedro Bial, a escolha do jornalista para ocupar o horário do Programa do Jô sinaliza que a Globo optou por ir na contramão da concorrência. Enquanto os talk shows noturnos dos canais concorrentes (leia-se Danilo Gentilli e Fabio Porchat) devem priorizar o humor às entrevistas, o show de Pedro Bial, pelo perfil de jornalista do anfitrião, deve priorizar a entrevista. Provavelmente Bial seguirá com o perfil descontraído que adotou nos anos de BBB e até no Na Moral, mas como ele não é humorista como os apresentadores de SBT e Record, a atração deve ter uma pegada diferente. Uma ideia que me parece bem interessante. E quanto ao Jô, seguimos na torcida que o fim de seu programa diário não signifique o fim de sua presença na TV aberta!

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André Santana

Aos 35 anos, SBT ganha maturidade sem perder sua essência

Ontem, dia 19 de agosto de 2016, o SBT comemorou 35 anos de existência. A data festiva vem sendo lembrada pelos programas da emissora e pela imprensa, além de ser comemorada também pelos fãs, os chamados “SBTistas”, e o público em geral, afinal, o canal é muito querido pelos espectadores. Esta simpatia que o SBT sempre ostentou diante do público tem a ver com o próprio dono, Silvio Santos, a figura mais carismática da televisão brasileira. E, claro, pelo espírito saudoso que o canal desperta em seu público, graças à programação infantil marcante e ao hábito do canal de sempre resgatar programas e formatos do fundo do baú, seja em remakes, releituras ou simples reprises.

O SBT chega aos 35 anos vivendo uma fase bastante madura. Hoje, o canal faz escolhas mais responsáveis e ostenta uma grade de programação que se destaca por programas sem grandes investimentos ou pirotecnias, mas que encontram boa resposta do público e também do mercado publicitário. A audiência ainda é uma preocupação, claro, mas a ansiedade por grandes resultados em pouco espaço de tempo já não mais acontece (salvo raras exceções). Além disso, o SBT, após anos mudando horários e programas ao sabor do vento, finalmente conseguiu montar uma grade de programação mais coerente e menos instável.

E o mais interessante é notar que o SBT conquistou tal maturidade sem perder sua essência. O canal segue firme em sua proposta popular e, acima de tudo, continua seguindo à risca sua vocação de servir como contraprogramação à Globo. Assim, segue se mantendo abaixo da líder, mas encontra resposta de um público que, por qualquer motivo, prefere não assistir à líder de audiência num determinado horário. Os pilares que sustentam a grade também são os mesmos desde sempre: desenhos, novelas mexicanas e programas de auditório continuam dando a tônica da programação da emissora.

A busca por uma grade mais estável começou quando Daniela Beiruty, filha de Silvio Santos, assumiu a direção geral do canal. Partiram delas as primeiras propostas para buscar um novo rumo à programação, lá pelos anos de 2009 e 2010. De lá para cá, Silvio Santos continuou colocando o dedo nas mudanças, ao lado da cúpula do canal e também do departamento comercial. Já com a Record no encalço, sem os mesmos números robustos dos anos 1990, e precisando gerar receita sem depender dos demais produtos do Grupo Silvio Santos, o SBT ajustou a grade e fez investimentos em programas sustentáveis. Além disso, ainda fez acordos pouco comuns em canais abertos, como contratos sem prazo de validade e, principalmente, acordos de sociedades com apresentadores. Atualmente, Ratinho, Otávio Mesquita e Raul Gil são sócios em suas atrações, dividindo lucros e despesas dos programas que comandam com a emissora.

Assim, aos poucos, a programação foi ficando mais coerente e redonda. As manhãs seguem dedicadas às crianças, atualmente ocupadas por Carrossel Animado, Mundo Disney e Bom Dia e Cia. Único canal aberto comercial ainda com faixa infantil, o SBT acerta, pois está formando seus futuros espectadores. À tarde, ganharam força as novelas mexicanas: inicialmente reprises, as novelas da tarde passaram a exibir produções inéditas da Televisa, e a manobra foi acertada, já que a trinca Mar de Amor, Abismo da Paixão e Meu Coração É Teu ostentam excelentes índices de audiência. À noite, o telejornal SBT Brasil surpreende: sabe-se que o jornalismo nunca foi prioridade no SBT, mas a permanência do jornal na grade é um indício do amadurecimento da emissora. No ar desde 2005, o noticioso sambou por diversos horários, até ser fixado no horário atual, tornando-se, surpreendentemente, o único programa do canal que praticamente não muda de horário há mais de cinco anos. Nada mal. Na sequência, as novelas infantis também se mostraram um grande acerto, gerando excelentes resultados, e desembocam no Programa do Ratinho, que serve como “esquenta” à linha de shows. A madrugada foi fortalecida, com o The Noite e o Okay Pessoal, além de seguir exibindo Jornal do SBT e seriados.

O domingo, sempre um dia que o SBT concentrou esforços, hoje tem concorrência pesada, mas a predileção por auditórios segue com o Domingo Legal, Eliana e, principalmente, o Programa Silvio Santos, que hoje reúne quadros que remetem a outros programas que SS comandou ao longo de todos estes anos no ar. A maior novidade foi o sábado, um dia que por anos era “esquecido” no canal e dedicado apenas a filmes e enlatados. Hoje, o sábado do SBT exibe atrações próprias praticamente o dia todo, seja com o Programa Raul Gil e o Sabadão, passando pelos realities do horário nobre. Ao fixar o Esquadrão da Moda aos sábados e a faixa de realities culinários na sequência, a emissora conseguiu revitalizar um horário “morto”, ofereceu uma opção diferente na faixa e, de quebra, consegue excelentes resultados comerciais, já que estas atrações são exímias vendedoras de anúncios.

Pela falta de grandes investimentos e novidades, o SBT pode aparecer como um canal acomodado. Mas é inegável que alcançou uma estabilidade inédita em sua história e, ainda assim, consegue oferecer ao seu público o que ele gosta de ver. Por isso, tem uma identidade muito forte e bem definida, outra explicação que o coloca como uma emissora muito querida diante de seu público. Chegar aos 35 com uma história robusta e ainda com lenha para queimar não é para qualquer um. Que venham muitos mais!

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André Santana

News: Chick chantageia Norma em inédito de "Bates Motel"

O Canal Universal exibe no dia 22 de agosto, quinta-feira, às 22h, o sexto episódio inédito da quarta temporada de Bates Motel. No episódio "The Vault", Norma (Vera Farmiga) está preocupada com a proposta que recebeu de Chick (Ryan Hust) para encontrar seu irmão e se vingar do que ele fez com os dois. Ela tenta ligar para o irmão várias vezes, mas o número foi desligado.

Então, ela se despede de Romero (Nestor Carbonell), que está indo trabalhar. Ela diz que está feliz e se sente como estivesse em um filme. Norman (Freddie Highmore) acorda na clínica, ele teve um sonho ruim e se assusta. Em consulta, ele diz que não se lembra do que aconteceu no final da sessão do dia anterior. O Dr. Edwards (Damon Gupton) lhe conta que ele teve outro apagão e que a sessão terminou com ele conversando com a persona que Norman criou de sua mãe.

O garoto lhe conta que se lembra de algumas vezes estar confuso e de ter conversado com a sua mãe, o que na realidade descobriu que não tinha acontecido. Após, eles conversam sobre sua relação com seu pai, que faleceu antes deles se mudarem para White Pine Bay. Então, Norman pede para encerrar a sessão, pois está com dores de cabeça após o apagão. Antes de sair ele pergunta ao médico como a persona se parecia e ele responde que, na verdade, era encantadora.

Na cidade, Norma encontra com Chick e eles conversam sobre a proposta que recebeu dele. Ela diz que não sabe exatamente o que ele quer, por isso quis se encontrar com ele. Chick fala que quer sua ajuda para encontrar Caleb (Kenny Johnson) e Norma insiste que não tem notícias do irmão desde que ele deixou a cidade. Então, ele a chantageia para que ela o encontre.

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TV aberta terá novidades após Olimpíada

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estão chegando ao fim e as principais emissoras abertas do Brasil já estão se mexendo para lançar novidades na programação. Surpreendentemente, praticamente todos os canais farão lançamentos nas próximas semanas. Nem mesmo o horário político, que costuma fazer os investimentos frearem, intimidaram as emissoras. O espectador agradece!

A Globo fará a maioria das estreias, tanto que até relançou a campanha “Vem Aí” para anunciar as novidades. Na linha de shows, o canal estreia a minissérie Justiça, que vem sendo bastante aguardada. Escrita por Manuela Dias, virá com a novidade de contar com um protagonista a cada dia da semana, trazendo, ao todo, quatro grandes histórias semanais às segundas, terças, quintas e sextas. Estas histórias devem se entrelaçar, fazendo com que o protagonista de um dia seja coadjuvante ou até figurante nas histórias dos outros. Pelas chamadas, parece que vem coisa boa por aí!

Ainda na linha de shows, Marcelo Adnet lança seu aguardado late show Adnight, que irá ao ar nas noites de quinta, após Justiça. A ideia é que o programa não tenha um formato muito rígido, se adaptando sempre ao convidado da noite. Embora Adnet seja um talento incontestável, as chamadas estão me lembrando um pouco O Formigueiro, talk show de triste lembrança de Marco Luque na Band. Será? Espero que não. Vamos ver. Outra novidade da Globo ainda para este mês é a nova novela das seis, Sol Nascente, de Walther Negrão. O folhetim estreia no dia 29 de agosto.

Já na Record, a novidade também será um talk show. Fabio Porchat estreia o seu Programa do Porchat na próxima quarta-feira, 24, depois de Gugu. Embora a estreia seja numa quarta, estratégia para herdar a boa audiência da atração de Gugu Liberato, Programa do Porchat irá ao ar de segunda a quinta-feira e terá formato semelhante ao The Tonight Show de Jimmy Fallon. Ainda não se sabe quem será o primeiro entrevistado de Fabio, mas muitos acreditam que será Sasha Meneghel. E, mesmo que Sasha não esteja na estreia, ela estará em uma das primeiras edições, pois a filha de Xuxa já gravou participação. A Band também terá novidades: trata-se da versão brasileira do reality show musical The X Factor. Com apresentação de Fernanda Paes Leme e participação de Rick Bonadio, Aline Rosa e Paulo Miklos, a atração estreia em 29 de agosto e irá ao ar às segundas e quartas, às 22h30.

E até o SBT, que não é lá muito adepto de estreias, terá suas novidades. A primeira delas será Corre e Costura, reality show sobre o mundo da moda apresentado por Alexandre Herchcovitch, e que já foi exibido no canal Fox Life. A atração irá ao ar aos sábados, antes do SBT Brasil, às 19h15, e deve estrear no dia 27 de agosto. Mais adiante, o canal de Silvio Santos terá ainda o retorno de Chiquititas, que substituirá o repeteco de Carrossel, e também a nova temporada de Hell's Kitchen – Cozinha Sob Pressão, desta vez comandado por Danielle Dahoui. Ou seja, opções não faltarão nas próximas semanas.

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"Fofocando" vira o "Vídeo Show" do SBT

Desde que me entendo por gente, leio notícias de que o SBT deseja ou planeja um programa aos moldes do Vídeo Show. A primeira lembrança é antiga: quando o Perfil, de Otávio Mesquita, estava próximo à extinção, me lembro de ter lido numa revista que o apresentador havia oferecido à emissora um programa meio Vídeo Show, que exploraria os bastidores e o arquivo da emissora, além de até contar com material da antiga TV Tupi. Lembro até do nome do projeto: VT Show. Muitos anos depois, o mesmo Otávio Mesquita explora o arquivo do SBT em sua atual atração, o Okay Pessoal!.

O tal VT Show não aconteceu, mas de lá para cá já surgiram outras notícias neste sentido. Houve também programas que não nasceram exatamente para ser um Vídeo Show, mas acabaram adotando um caráter nostálgico sobre o arquivo do SBT, como o Falando Francamente, de Sonia Abrão, o improvisado Quem Não Viu Vai Ver, de Helen Ganzarolli e Caco Rodrigues, e até mesmo o Cassetadas Engraçadas e Desastradas, também apresentado por Helen, que usava bastante as imagens antigas do SBT. E, recentemente, falou-se que uma produtora independente vinha formatando uma nova revista vespertina no canal, que teria também semelhanças com o Vídeo Show, e até traria o ator Julio Rocha como um dos apresentadores.

Este novo programa ainda não apareceu (há quem diga que foi arquivado e há quem diga que ainda tem chances), mas o que apareceu mesmo, e formatado em menos de uma semana, foi o Fofocando, de Leão Lobo e Mamma Bruschetta. Logo após uma estreia apressada e uma troca de diretor em menos de uma semana, o Fofocando, aos poucos, vai definindo, de fato, seu formato. E, cada vez mais, a atração vem ganhando cores de Vídeo Show. A atração já conta com repórteres cobrindo os bastidores de programas do SBT, e até já entrou ao vivo mostrando gravações do canal. Além disso, exibe quadros que mostram imagens de arquivo e, também, reprisam momentos da programação atual. Ou seja, nada muito diferente do que faz atualmente o próprio Vídeo Show.

Nesta semana, em comemoração ao aniversário dos 35 anos do SBT, o Fofocando assumiu de vez a vocação de ser um “veículo oficial da emissora”. Nesta segunda, 15, Leão Lobo, Mamma Bruschetta e o Homem do Saco receberam no estúdio a cantora Mara Maravilha, um dos ícones da programação infantil do canal. Mara participou de quadro semelhante ao “Pra quem Você Tira o Chapéu”, onde teve de dizer o que pensa sobre várias personalidades. Mas, durante boa parte de sua participação, a artista relembrou seu início no SBT e assistiu, junto com Leão e Mamma, suas primeiras imagens na TV de Silvio Santos, como repórter do Viva a Noite e apresentadora do TV Pownn. E, claro, relembrou a história do Show Maravilha, atração que a tornou a única morena em meio às loiras que povoavam a programação infantil do final da década de 1980. Ainda nesta edição, o Fofocando exibiu uma matéria sobre os bastidores do Domingo Legal.

Nesta terça-feira, 16, Fofocando seguiu relembrando a história do SBT, desta vez contando com a presença de Priscila Alcântara e Yudi Tamashiro. Os jovens reviram suas primeiras imagens no canal, quando participaram do concurso Código Fama, e relembraram programas como o Bom Dia e Cia e Cantando no SBT, que comandaram na emissora. Em meio ao bate-papo, o apresentador Otávio Mesquita “invadiu” o estúdio do Fofocando, disse meia dúzia de palavras e saiu de cena, afirmando que a invasão não era combinada. Isso também lembrou bastante o Vídeo Show, sobretudo em sua fase 2015, quando Otaviano Costa e Monica Iozzi eram constantemente “visitados” pelo elenco da Globo ao vivo. Ou seja, se o sonho de alguém no SBT era mesmo um programa aos moldes do Vídeo Show, já pode se sentir realizado com o Fofocando (cuja audiência vem crescendo, aliás).

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André Santana

Troféu Santa Clara 2016 e o pior da TV brasileira

Pelo nono ano consecutivo, o TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, uma crítica bem humorada sobre a programação da televisão brasileira que celebra o Dia de Santa Clara, 11 de agosto, considerado o dia da TV. Mais uma vez, um júri formado por jornalistas e blogueiros especializados em televisão se reuniram e votaram, em 15 categorias, os nomes, programas e situações que consideram o pior da TV. Participam do corpo de jurados neste ano: Augusto Vale (O Novelão), Duh Secco (Vivo no Viva), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Garcia (Coisas de TV), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guilherme Beraldo (Portal 4), Guto Renosto (TVPédia Brasil), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunnes (Blog de Knunnes), Lucas Andrade (Cascudeando), Neuber Fischer (Observatório da Televisão), Paulo Cavalcante (Café de Ideias) e André Santana (TELE-VISÃO). Vamos aos resultados:

Pior novela: “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada”

Mais uma vez, a Record mostra que não sabe mesmo a hora de parar. Pega de surpresa com o sucesso de Os Dez Mandamentos, tratou de inventar uma nova temporada com a continuação da saga de Moisés. Obviamente, não havia mais história para sustentar a obra e a trama se tornou uma grande enrolação. Resultado: pior novela do ano. “Atores e atrizes envelhecidos artificialmente. Até tentaram apostar na interpretação, mas as barbas e cabelos postiços criaram um ruído perturbador no vídeo. O cuidado e o esmero da novela do ano passado contrastaram com o ar amador desta continuidade”, analisa Fabio Maksymczuk. “A segunda parte da novela foi feita às pressas, no improviso. Caracterização que não convencia somado ao texto didático”, observa Lucas. 9 votos.

Foram lembradas: A Regra do Jogo (3 votos), Êta Mundo Bom! (1 voto), Velho Chico (1 voto).

Pior ator: Malvino Salvador e Sérgio Marone

Malvino Salvador engata mais um mocinho insosso na carreira, desta vez chamado Apolo, em Haja Coração. Impressionante como a falta de expressividade do ator só aumenta com o passar dos anos. “No ar na novela das sete, Malvino consegue superar uma porta em cena. Robótico, com os mesmos trejeitos desde que começou na TV em 2004 na novela Cabocla”, explica Guilherme, que votou em Malvino. O ator da Globo empatou com o colega da Record, Sérgio Marone, o Ramsés de Os Dez Mandamentos. “Ramsés pedia muito mais do que as expressões exageradas de Marone, que serviram mais para divertir o público da internet com os memes que gerou do que para botar medo em Moisés (Guilherme Winter, também aquém do personagem) e no público”, diz Duh. “Alguém aí falou pro Sérgio Marone que qualquer sentimento poderia ser expresso na atuação com uma cara de intestino preso e ele acreditou”, finaliza Fabio Garcia. 3 votos cada.

Foram lembrados: Antonio Fagundes (2), Marco Nanini (1), Duda Nagle (1), Alexandre Nero (1), Eriberto Leão (1), Guilherme Winter (1).

Pior atriz: Débora Nascimento

A mocinha Filomena, de Êta Mundo Bom!, não convenceu ninguém e até perdeu espaço na atual novela das seis. “Filomena é uma mocinha apática, tonta, chata e irritante. Tanto que Maria (Bianca Bin) se tornou a protagonista moral de Êta Mundo Bom!. Mas a atuação fraca da atriz não ajuda em nada. Sinceramente não consigo torcer com ela”, revela Guto. “Protagonista, ela foi engolida por Camila Queiroz e Bianca Bin, que tornaram suas coadjuvantes as principais mocinhas”, completa Endrigo. “A atriz perdeu o posto de protagonista da trama das seis pelo simples fato de que não tem nenhum carisma, não passa nenhuma emoção”, concorda Jurandir. 4 votos.

Foram lembradas: Flávia Alessandra (2), Tatá Werneck (1), Adriana Birolli (1), Nathalia Dill (1), Maria Pinna (1), Camila Pitanga (1).

Pior apresentador: Geraldo Luís

Geraldo Luís é tão falastrão que, por pouco, não perdeu o emprego por falar demais. Mas, graças a uma reviravolta do destino, retornou ao Domingo Show, para nossa indigestão dominical. “A forma como explora um drama até a última gota, agindo como se não quisesse fazer aquilo, ora ‘muito emocionado’, ora ‘indignado’, é irritante. Convém dizer que dentro da proposta do programa ele se sai muito bem – tentaram aproximar o Domingo Legal do Domingo Show e o resultado foi um Celso Portiolli visivelmente desconfortável com as pautas dramáticas. Geraldo é soberbo neste tipo de trabalho que, infelizmente, nada agrega a TV brasileira, muito pelo contrário”, analisa Duh. “A cada ano que passa ele só piora e em 2016 beirou o insuportável, pois ficou um mês na geladeira e voltou”, resume Kleber. 4 votos.

Foram lembrados: Fausto Silva (2), João Kleber (2), Rodrigo Faro (1), Celso Portiolli (1), William Waack (1), Leão Lobo (1), Otaviano Costa (1), Emílio Surita (1).

Pior apresentadora: Daniela Albuquerque

Figurinha carimbada do Troféu, fazia tempo que a amiga do Doctor Rey não dava as caras por aqui. Mas como agora é dona do domingo da emissora do maridão, Dani leva mais uma estatueta para casa. Sensacional! “Não tem carisma, não tem malícia pro improviso, não é articulada e não conhece mais que meia dúzia de adjetivos. Daniela não tem nada daquilo que é imprescindível a um apresentador de programa de auditório”, enfileira Augusto. “Mulher do dono, por isso tem espaço na televisão, não tem talento nem para assistente de palco”, decreta Neuber. 4 votos.

Foram lembradas: Xuxa Meneghel (3), Maíra Charken (2), Ana Furtado (2), Patrícia Abravanel (2), Ana Hickman (1).

Pior programa humorístico: “Pânico na Band”

O Pânico, que por anos reinou como o mais inventivo programa da TV brasileira, hoje não é nem mais a sombra do que já foi. Repetitivo e abusando de brincadeiras de moleques, parece divertir apenas seus apresentadores. “Pânico na Band se perdeu no meio do caminho. No início, era um programa crítico ao mundo das celebridades e a bundalização. Hoje, explora as nádegas das panicats e competições sem graça alguma. O humor ficou em segundo plano”, diz Fabio Maksymczuk. “O formato está mais que desgastado. Passou o momento de sair do ar”, observa Jefferson. “Pra piorar vem perdendo para o Encrenca, outro programa que é sem graça pois qual o conteúdo que esse programa tem?”, questiona Kleber. 5 votos.

Foram lembrados: Chapa Quente (2), Treme Treme (2), Ceará Fora da Casinha (1), Encrenca (1), Zorra (1).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Lembra da campanha “Cala a Boca Galvão!” lançada na Copa de 2010? Pois a Olimpíada 2016 está pedindo uma nova edição dela, porque não está fácil, não! Galvão exagera na euforia de um tanto que provavelmente faria farra até mesmo narrando uma corrida de tartarugas. “As críticas negativas constantes dos jornalistas e do público não são suficientes para contê-lo, continuando cheio de exageros na sua locução e deixando sempre claro seu favoritismo (e por que não dizer ‘babação’?)”, aponta Paulo. “Sobre as chances do Galvão levar mais um troféu: ‘Vai perder, vai ganhar, vai perder, vai ganhar... Perdeu! Ganhou!’”, brinca Augusto. 10 votos.

Foram lembrados: José Luiz Datena (2), Téo José (1).

Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2016

Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

Uma megamaratona de tragédias, temperadas por bons minutos de imagens aéreas, coberta com muitas gracinhas de um apresentador metido a humorista em meio a repórteres que ganham apelidinhos. Um resumo do Cidade Alerta que explica bem sua “vitória” por aqui. “Incrível como a Record consegue fazer de um jornalístico uma atração tão louca a ponto de ser também um programa de ‘entretenimento’, especialmente por causa do Marcelo Rezende. #CortaPraMim”, diz Lucas. “Além de ser policialesco, com muito sangue, tem doses de humor. Rir pra não chorar”, finaliza Endrigo. 4 votos.

Foram lembrados: Domingo Espetacular (3), Olha a Hora (2), Balanço Geral (1), Jornal Nacional (1), Repórter em Ação (1), Câmera Record (1), SBT Brasil (1).

Pior programa infantil: “Mundo Disney”

A faixa do SBT que exibe produções da Disney não disse a que veio. “A aposta do SBT num programa com conteúdo infantil da Disney pareceu certeira no início, mas demonstrou-se um verdadeiro erro ao passar do tempo. Esquetes e programetes voltados para um público infantil (menor que 5 anos de idade) e séries e animações que andam em baixa no próprio Disney Channel vem sendo colocados no ar no SBT, resultando na rejeição do público infanto-juvenil, jovem e adulto, que esperava ver sucessos atuais e clássicos que ficaram guardados na memória de muitos”, explana Paulo. “O horário alugado para a Disney cada dia inventa um programa diferente, você não consegue manter um hábito”, observa Fabio Garcia. 6 votos.

Foram lembrados: Bom Dia e Cia (5), esticamento da reprise de Carrossel (1).

Pior programa de variedades: “É de Casa”

São seis apresentadores encostados da Globo numa casa cercada de câmeras, onde têm de lidar com especialistas em dicas domésticas que são um convite para voltar à cama numa manhã de sábado. Parece descrição do pior reality show de todos os tempos, mas é o É de Casa! “Soube pela imprensa que a audiência melhorou e que as pautas estão quase sempre apoiadas em blogueiros (ou vlogueiros) de sucesso, dos que dão dicas fáceis para todas as tarefas do dia-a-dia. Se isso realmente estiver acontecendo, a Globo pode desafogar a folha de pagamento. Porque um programa com seis apresentadores depender de figuras de fora é absurdo, convenhamos. O erro do É de Casa é justamente reunir um time de apresentadores que pouco ou nada tem de parecido entre si, que não demonstram familiaridade com a proposta e que, não por culpa deles, mas da direção, deixa o programa sem identidade alguma. Acho a ideia bem boa, mas é preciso rever esse esquema de apresentação, as pautas excessivamente fúteis e o tempo de duração – longuíssimo”, crava Duh. “Ainda não consigo assistir o programa sem tirar um cochilo. É chato...”, resume Guilherme. 4 votos.

Foram lembrados: Vídeo Show (2), A Tarde É Sua (2), Hoje Em Dia (2), Fofocando (1), Mulheres (1), Fantástico (1), Melhor pra Você (1).

Pior programa de auditório: “Sensacional” e “Domingo Show”

Não é lindo que os piores apresentadores eleitos do Troféu Santa Clara 2016 tenham os programas que assinam empatados como os piores programas de auditório? Vitória em dose dupla! Augusto, assim como eu, votou em Sensacional. “Que é ruim, isso já dá pra sacar pela dancinha que a Daniela Albuquerque faz na abertura. Pelo cenário e por tudo que é apresentado ali, mais parece programa de TV comunitária”, compara. Já Fabio Maksymczuk escolheu o Domingo Show. “Um show do chororô da TV brasileira. Todo domingo, Geraldo Luís conta uma ‘história do povo’ que ‘emociona’ o telespectador. Tragédia. Miséria. Pobreza. Subcelebridade afastada da mídia que enfrenta problemas financeiros. Tudo isso cansa”, decreta. “Ao ver esse programa eu sinto como se o Geraldo Luís estivesse na minha casa perguntando toda hora ‘chorou? chorou? e agora? chorou?’”, finaliza Fabio Garcia .4 votos cada.

Foram lembrados: Domingo Legal (3), todos da Record (1), Domingão do Faustão (1), Caldeirão do Huck (1), Máquina da Fama (1).

Pior reality show: “Big Brother Brasil”

Alguém aí ainda aguenta acompanhar o cotidiano dos “heróis” de Pedro Bial? “Já deu! É um programa que abusa demais da minha paciência e esse ano se superou. Não assisto, apenas leio notícias e isso basta pra saber que programas desse estilo não fariam falta na televisão”, acredita Jurandir. “Outro formato que já está esgotado”, aponta Jefferson. 3 votos.

Foram lembrados: BBQ – Churrasco na Brasa (2), Batalha dos Confeiteiros (2), Batalha dos Cozinheiros (2), SuperStar (1), Masterchef Junior (1), Que Seja Doce (1), excesso de realities de culinária (1).

Pior série: “Chapa Quente”

Impressionante como uma série boboca, que nada disse a que veio na primeira temporada, ainda tenha emplacado um segundo ano. Se é pra tombar, tombei! “Definitivamente, é impossível assistir. A atração não me prende por não ser o tipo de humor que me chama atenção. Além disso, nunca achei o Leandro Hassum engraçado. #DesculpeSociedade”, afirma Lucas. “Sem graça e sem sentido o seriado terminou. Graças a Deus!”, comemora Guilherme. 7 votos.

Foram lembradas: Mister Brau (2), A Garota da Moto (1), Vai que Cola (1), Os Suburbanos (1).

Fiasco do ano: “Programa Xuxa Meneghel”

Anunciado com pompa no início do ano passado, o Programa Xuxa Meneghel só decepcionou. Não conseguiu reinventar Xuxa como apresentadora de TV e, pior, não conseguiu definir uma identidade e nem um formato. Do jeito que está, sua baixa audiência é até muito! “A loira estreou na Record para mostrar que podia fazer um programa interessante na faixa noturna, mas confirmou o que muitos esperavam: foi um erro insistir em algo ultrapassado”, constata Neuber. “Pessoalmente torço pra Xuxa fazer as pazes com a audiência, mas fica difícil isso acontecer em um programa onde falta praticamente tudo. Falta conteúdo, falta gente, falta vida naquele cenário. Menos teimosia por parte da Xuxa. É verdade que alguma mudança já é vista com a mudança de diretor, mas falta muito para a loira definitivamente se encontre na Record”, finaliza Guto. 4 votos.

Foram lembrados: A Regra do Jogo (2), Gloria Pires comentando o Oscar 2016 (2), Olha a Hora (1), Fofocando (1), Velho Chico (1), os inúmeros desdobramentos de Os Dez Mandamentos (1), Tomara que Caia (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Domingo Show”

Geraldo Luís sagra-se o grande vencedor do Troféu Santa Clara 2016, levando nada menos que três estatuetas para casa. Seu programa não é somente o pior programa de auditório: é o pior programa da televisão brasileira! “Domingo pra mim é dia de esportes e passo longe desses programas de auditório exploradores da desgraça alheia”, afirma Kleber, que elegeu Domingo Show e Domingo Legal. “É deplorável! A exploração da tragédia humana como não se via faz tempo na TV. E o pior de tudo é que dá audiência e por este motivo tem servido para nortear todas as atrações ditas de auditório da emissora: até Sabrina Sato e Rodrigo Faro, figuras notoriamente alegres, estão se deixando levar pelas pautas dramáticas. Todo domingo peço para que alguém tenha o bom senso de tirar esse programa do ar...”, torce Duh. 3 votos.

Foram lembrados: Você na TV (2), Pânico na Band (2), Ferdinando Show (1), Cidade Alerta (1), João Kleber Show (1), Esquenta (1), Domingo Legal (1), Casos de Família (1), Sensacional (1).

André Santana

Troféu Santa Clara 2016: menções honrosas

O Troféu Santa Clara 2016 “premiou” algumas figurinhas carimbadas, que há tempos não se sagravam vendedoras por aqui. Geraldo Luís e Daniela Albuquerque, piores apresentadores desta edição, chegaram a perder terreno em edições anteriores para nomes como Zeca Camargo, João Kleber e Ana Furtado. Zeca nem ao menos foi lembrado este ano, enquanto Ana garantiu a terceira colocação, com dois votinhos. Mas João Kleber garantiu um “troféu de bronze”, com dois votos. “Ele deixou de apresentar os programas sensacionalistas e armados como o Teste de Fidelidade, para teoricamente mostrar seu lado animador em um programa de show e decepcionou mais uma vez, exagerado, falso e sem carisma”, justifica Neuber, que votou no “rei das pegadinhas”.

Xuxa Meneghel, que raramente dava as caras por aqui, conquistou uma nada honrosa segunda colocação como pior apresentadora, graças à performance pouco animadora diante do programa que leva seu nome na Record. Foi escolhida por Duh Secco, Kleber Nunnes e Fabio Maksymczuk. “Xuxa confirma na Record que é apenas uma celebridade que serve para estampar capas das revistas de celebridades. Não envolve o telespectador. E nem desperta interesse para acompanhar o programa na semana seguinte”, disse Fabio. “Quem é Xuxa hoje? O que ela tem a dizer? Eu não sei... E acho uma lástima. Uma figura que irradia felicidade, de um carisma invejável e de quem sou fã, sem público-alvo, sem direção... Uma pena”, lamenta Duh.

O bronze na categoria apresentadora foi dividido entre Maíra Charken, escolha de Fabio Garcia e Guilherme, Ana Furtado, eleita por Guto e Lucas, e Patrícia Abravanel, votada por Jefferson e Paulo. Curiosamente, sua irmã Silvia Abravanel, que retornou ao vídeo no ano passado à frente do Bom Dia e Cia, não foi citada na votação. Em compensação, sua atração infantil por pouco não ultrapassou o Mundo Disney em número de votos na categoria infantil, e a atuação de Silvia foi uma das justificativas de quem votou no tradicional programa do SBT. “Os desenhos dão audiência, e de quebra o público precisa aguentar o ‘talento’ de Silvia Abravanel...”, apontou Endrigo.

Em pior programa humorístico, a vitória do Pânico na Band retrata bem a decadência da atração, que já foi referência na TV brasileira. Mas seu “primo” Encrenca, da RedeTV, também foi lembrado, recebendo o voto de Guto. “Nem sei se dá pra chamar aquilo de ‘programa humorístico’ porque aquele programa em si não é absolutamente nada. Uma sessão de vídeos do WhatsApp apenas. Fico impressionado como aquilo dá audiência”, comentou. Também é interessante notar que o Multishow ganha cada vez mais espaço na competição, graças à enorme quantidade de programas de humor sem graça que lançou nos últimos anos. Treme Treme recebeu dois votos – meu e do Fabio Garcia - , e Ceará Fora da Casinha foi lembrado por Duh. Nada mal.

Sensacional foi o pior programa de auditório (eu também votei nele, diga-se), ao lado do Domingo Show, mas vários clássicos do gênero foram citados, e por pouco o Domingo Legal não engrossou a lista num empate triplo, já que foi lembrado por Guilherme, Neuber e Paulo. “Com o Passa ou Repassa semanal e mesmo após a sua extinção, mantendo-se sempre com os mesmos ‘novos’ quadros, o Domingo Legal tornou-se cansativo e deixou de ser uma opção na programação dos fins de semana”, disse Paulo sobre a atração de Celso Portiolli. Domingão do Faustão, Máquina da Fama e Caldeirão do Huck também foram votados. “O programa precisa inovar. São sempre os mesmos quadros, nada muda. Já foi o tempo que o programa conseguia entreter”, justifica Jurandir, que escolheu o programa de Luciano Huck.

O Fiasco do Ano garantiu a primeira vitória de Xuxa no Troféu Santa Clara, mas os jurados também se lembraram de algumas novidades “relâmpago”, como o Olha a Hora (voto de Augusto) e Fofocando (citado por Endrigo), e também novelas, como A Regra do Jogo (votada por Fabio Garcia e Jurandir) e Velho Chico (escolha de Jefferson). “Prometia ser uma espécie de Pantanal, Renascer e O Rei do Gado dessa década, porém, não entusiasmou”, justificou Jefferson ao votar na trama de Benedito Ruy Barbosa. E, claro, a “brilhante” participação da atriz Gloria Pires na transmissão do Oscar 2016 não poderia passar em brancas nuvens, e foi considerada o Fiasco do Ano por Fabio Maksymczuk e Lucas. “O fiasco foi tão grande que virou meme instantâneo na internet. Com anos de carreira, Gloria Pires não precisava ter aceitado o convite da Globo para comentar os filmes concorrentes. Ficou evidente que ela não estava preparada. Não acho que tenha afetado a carreira da atriz, mas foi um micão! #NãoEstouDisposta”, concluiu Lucas.

André Santana

Sobre o Troféu Santa Clara

O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de jornalistas e blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2015:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2015-08-09_2015-08-15.html

2014:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2014-08-10_2014-08-16.html

2013:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2013-08-04_2013-08-10.html

2012:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2012-08-05_2012-08-11.html  

2011:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2011-08-07_2011-08-13.html  

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html  

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html  

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html

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