"Arena SBT" chega ao fim e "Caso Encerrado" está de volta (de novo)

Alguém no SBT deve ser mesmo muito apaixonado pela Dra. Ana Maria Pólo! Foi só a emissora finalmente extinguir o Arena SBT, esportivo que não vingou no Ibope, que já veio a confirmação de que o telebarraco dublado Caso Encerrado voltará à programação, substituindo-o. A produção do canal Telemundo já foi exibida em diversos horários na emissora, sempre com parcos resultados de audiência.

Falemos primeiro do Arena SBT. Uma das apostas da emissora para 2014, o esportivo humorístico nunca conseguiu chegar ao formato ideal. Era esportivo, mas tratava de assuntos, muitas vezes, requentados, trazendo poucas informações realmente relevantes. Era humorístico, mas suas piadas eram fracas e, salvo uma ou outra ideia, simplesmente não fazia rir. Além disso, sofreu com o horário ingrato: noite de sábado, com a rodada do Campeonato Brasileiro ainda acontecendo, sempre pareceu um equívoco. Assim, o programa não vingou na faixa das 22h, migrou para o início da madrugada, mas mesmo assim não disse a que veio. Sobreviveu apenas até o fim da Copa do Mundo.

Em seu lugar, na meia-noite de sábado para domingo, volta o Caso Encerrado. O programa da Telemundo é apresentado pela advogada cubana Ana Maria Pólo, que faz as vezes de juíza nos mais diversos casos, envolvendo famílias, vizinhos ou problemas de trabalho. A apresentadora não economiza nas caras e bocas e, ao ouvir todos os lados da situação, é categórica ao proferir suas sentenças, batendo com o martelo em sua mesa.

O programa foi uma das apostas do SBT para a faixa das 18h30 neste ano. Mas, como não emplacou, logo mudou de horário. Foi parar às 13h30 e ganhou uma edição noturna, aos sábados, justamente antecedendo o Arena SBT, e era chamado de Caso Encerrado Proibido. Neste horário, foram exibidos os casos que não eram permitidos irem ao ar à tarde. Logo na estreia, mostrou um “incrível” caso de um homem que se apaixonou por uma zebra! Enfim, é um programa trash toda vida, totalmente dispensável, e que nunca justificou sua exibição por aqui.

Não dá pra entender porque o SBT insiste com o Caso Encerrado. Seus resultados anteriores já deixaram bem claro que a audiência da emissora não está interessada neste programa bizarro. O canal tem tantas boas séries disponíveis, que poderiam muito bem ocupar este horário vago, mas ao invés disso preferem apostar em tranqueira. Já que o SBT não tem mais sua faixa de séries na madrugada diária, poderia dedicar suas noites de sábado aos seus melhores títulos de seriados. Uma maratona entre 22h e 3h caberia, pelo menos, cinco bons programas. Não custa sonhar...



Escrito por André San às 18h57
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TV Paga: "Melhores Resorts de Inverno", do canal OFF, estreia a 2ª temporada

Na quarta-feira, dia 23 de julho, estreia a 2ª temporada de Melhores Resorts de Inverno, no Canal OFF. Comandada pela snowboarder Raquel Iendrick, esta edição do programa foi gravada no Japão – local com mais de 500 resorts de luxo destinados à prática do esporte – e contou com a participação de Marcos Batista, considerado o principal atleta brasileiro da modalidade. A série conta com 13 episódios e a produção é da KN Vídeo.

Raquel Iendrick é atleta profissional e faz parte da Confederação Brasileira de Desportos de Neve (CBDN). Coleciona diversos títulos, como vice-campeã de slopstyle (manobras em saltos e obstáculos) e revelação do ano pela CBDN.

O programa estreia nesta quarta-feira, 23, às 22h, e será exibido também às sextas, 15h30, sábados, às 21h, e domingos, às 12h.

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Escrito por André San às 18h56
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"O Rebu": um remake com ar de novidade

Numa safra de novelas mornas, o anúncio do remake de O Rebu plantou uma semente de esperança aos amantes da teledramaturgia nacional. Afinal, a produção envolvia o texto de George Moura e Sérgio Goldenberg, a dupla responsável por dois dos melhores produtos da TV brasileira dos últimos tempos, as minisséries O Canto da Sereia e Amores Roubados. Na direção, outro nome que também assinou estas produções, José Luiz Villamarim, alçado ao posto de diretor de núcleo. Além disso, havia a trama em si, uma adaptação de O Rebu, de Braulio Pedroso, uma das mais ousadas novelas das dez da Globo, produzida nos anos 1970.

O Rebu é uma trama histórica pela sua narrativa arrojada. Não-linear, a trama se passava em três tempos distintos: numa festa na mansão de um milionário para receber uma princesa italiana, onde um corpo aparece boiando numa piscina; no dia seguinte, com a investigação do crime; e em flashbacks, que revelavam o passado dos personagens, os convidados da tal festa. Tudo era mostrado ao mesmo tempo, num vai-e-vem temporal até então inédito nas novelas. O mistério imperava, pois, nos primeiros capítulos, o público só sabia que havia acontecido um assassinato, mas não sabia nem ao menos quem era a vítima, quanto mais o assassino. A vítima só seria revelada na metade da trama, e o assassino, claro, no episódio final.

Quarenta anos depois, O Rebu retorna para minar o marasmo das atuais novelas em exibição. A nova versão mantém a narrativa não-linear e o cenário principal, mas altera personagens e situações. Desta vez, a anfitriã da festa é Ângela Mahler (Patrícia Pillar), uma milionária que organiza uma recepção para celebrar o firmamento de um contrato com o megaempresário Carlos Braga (Tony Ramos), um inescrupuloso homem de negócios. Apesar da comemoração, ambos se odeiam e travam uma disputa cheia de intrigas. A festa segue como cenário principal, palco de grandes acontecimentos que culminam num crime.

O morto é conhecido já no primeiro capítulo: trata-se de Bruno Ferraz (Daniel de Oliveira), profissional de tecnologia que já havia trabalhado para a empresa de Braga e pediu demissão por causa de uma ótima proposta financeira feita por Ângela. Na nova empreitada, na Mahler Engenharia, Bruno se envolve com a protegida da empresária, Duda (Sophie Charlotte), que se apaixona perdidamente pelo rapaz. Ele também se envolve com a advogada Gilda (Cassia Kis Magro), o que azedou a relação com Duda. Bruno também carregava um dossiê que incriminava Braga. Ou seja, muita gente tinha motivo para dar cabo do rapaz.

A nova O Rebu surgiu modernizada. Além das situações serem outras, o sexo dos personagens principais foi alterado. Conrad Mahler (Ziembinski) se tornou Ângela, Cauê (Buza Ferraz) agora é Duda, e a falecida Silvia (Bete Mendes) agora é Bruno. No entanto, a relação entre a trinca segue bem parecida. Cauê era apresentado como afilhado de Conrad, assim como Duda surge como filha de criação de Ângela. Cauê e Silvia tinham um caso mal-resolvido, que não era visto com bons olhos por Conrad, mesma situação na qual se encontram Duda e Bruno. No final da versão original de O Rebu, Conrad revela-se o assassino de Silvia, e o fez por ciúme de Cauê que, na verdade, era seu amante. Será que os atuais autores também manterão este desfecho? A nova O Rebu dá vários indícios de uma possível homossexualidade de Ângela, e não seria de se estranhar a revelação de que ela e Duda possam ter um affair. Mas, como se trata de uma nova história, com uma série de novidades, o mais provável é que o desfecho também seja alterado.

Mas o que fica mesmo é justamente a ousadia narrativa da trama dos anos 1970, com as devidas adaptações. A festa dos anos 1970, com todo o glamour de uma recepção milionária, regada a conversas entre drinks e som de piano, agora se tornou uma megabalada com um repertório retrô dançante de DJs, com uma dose generosa de sexo e drogas. Nos anos 1970, o ritmo das novelas era mais lento e, assim, as cenas de conversas na festa dominavam os capítulos. Agora, tudo é mais clipado, a edição é mais nervosa, fazendo com que os três tempos da narrativa se entrelacem mais intrincadamente. As cenas da festa e os flashbacks dos personagens se misturam ao andamento das investigações, subvertendo toda a ordem cronológica e revelando, aos poucos, quem são e o que faziam ali todos aqueles convidados. Cada um destes quatro primeiros capítulos foi construindo uma gama de tramas e subtramas, lotadas de segredos que, aos poucos, vão surgindo. O público é envolvido pelo clima de mistério e glamour, sendo convidado a bancar o detetive e embarcar naquela festa macabra e seus desdobramentos.

E tudo isso envolto num clima noir, com poucas cores, numa fotografia que, por si só, aumenta a tensão dos acontecimentos. O looping temporal proposto por O Rebu exige atenção redobrada do espectador, que corre o risco de, a qualquer momento, se perder em meio a carga de novas informações que vêm e vão. Sem dúvidas, o grande trunfo de O Rebu é essa capacidade de contar uma história de mistério sem subestimar a inteligência de seu espectador. Ao contrário, estimula-o a raciocinar.

Cabe aqui salientar a qualidade do trabalho de Braulio Pedroso, um dos pioneiros da televisão brasileira. Foi o autor o primeiro novelista a apostar numa novela protagonizada por um anti-herói e com linguagem coloquial, na lendária Beto Rockfeller. Em O Rebu, ele propôs uma nova forma narrativa, indo na contramão das tramas de fácil digestão. E isso nos anos 1970, muito antes de Lost ou outras séries americanas serem consideradas inovadoras por conta da narrativa não-linear. Cabe também festejar a excelente adaptação de George Moura e Sérgio Goldenberg, que soube manter o formato ousado da novela, mas lhe imprimiu novidades capazes de fazer com que o público de hoje se interessasse pela obra. O Rebu é mais uma adaptação certeira da dupla, tal qual O Canto da Sereia e Amores Roubados (estas, adaptações de obras literárias).

O elenco também é certeiro. Patrícia Pillar e Tony Ramos encabeçam com competência a obra, que também conta com inspirados Cassia Kis Magro, José de Abreu (Bernardo) e Vera Holtz (Vic). Também chamam a atenção Camila Morgado (Maria Angélica), Sophie Charlotte e Jesuíta Barbosa (o ladrão Alain), entre tantos outros. Até aqui, não há um elo mais fraco.

O remake de O Rebu é, de longe, a melhor ideia da teledramaturgia da Globo em 2014. Mesmo usando de um formato dos anos 1970, O Rebu surge como um sopro necessário de vitalidade e renovação na seara das telenovelas. Curioso notar que o tal sopro de novidade surge justamente de um olhar apurado do passado. Sintomático. 



Escrito por André San às 12h44
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Mudando de Canal: SBT define substituta de "Chiquititas"

O SBT anunciou oficialmente a substituta de Chiquititas para 2015. A emissora optou por adaptar a novela Cúmplices de Um Resgate, que terá como protagonista a atriz Larissa Manoela.

Escrita por Íris Abravanel, a adaptação ganhará um novo nome que ainda será revelado pelo canal. Na trama, Larisa Manoela, a Maria Joaquina em Carrossel e Patrulha Salvadora, fará as irmãs gêmeas Silvana e Mariana. A série Patrulha Salvadora, por sua vez, saíra do ar após o fim de sua quarta temporada.

Cúmplices de Um Resgate é uma novela da Televisa, com autoria de Socorro González e produzida pela primeira vez no México, em 2002, quando teve como protagonista a atriz Belinda, que depois foi substituída por Daniela Luján. No Brasil, essa mesma produção foi exibida pelo SBT, em 2002 e em 2006.

Fonte: UOL

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 12h43
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Viva resgata "Família Dinossauros"

O canal Viva, além de resgatar clássicos da televisão brasileira, também brinda o público nostálgico com boas produções internacionais do passado. A emissora já lotou seus intervalos com chamadas anunciando a volta de Família Dinossauros, um dos mais divertidos e inteligentes seriados de todos os tempos. A atração deve estrear no dia 21 de agosto, uma quinta-feira, mas o canal ainda não divulgou o horário de exibição (deve ser na linha de shows, entre 21h e 0h).

Família Dinossauros é uma produção da Disney, protagonizada pelos incríveis bonecos eletrônicos desenvolvidos por Jim Henson. Como o próprio nome sugere, a série mostra o cotidiano de uma família composta por dinossauros. As criaturas são humanizadas e formam uma estrutura familiar clássica: há Dino da Silva Sauro, o pai; Fran, a matriarca; os filhos Bobby, Charlene e Baby; e a sogra ranzinza Zilda. Há ainda coadjuvantes, como Sr. Richfield, o chefe de Dino; Roy, o melhor amigo de Dino; e Monica, a melhor amiga de Fran.

A série tem vários trunfos. O primeiro deles são os personagens, todos carismáticos e donos de personalidades marcantes. Como acontece na maioria das comédias familiares, o pai protagoniza boa parte dos episódios, normalmente sendo o responsável pelas principais enrascadas do enredo. Enquanto isso, a mãe é a figura apaziguadora, dedicada ao marido e aos filhos. Estes, por sua vez, vivem conflitos típicos da adolescência, enquanto o caçula, um bebê, é responsável pela “fofice” da série.

Mas o trunfo principal é a capacidade do roteiro de tratar de assuntos espinhosos com bom humor. Família Dinossauros tratou de drogas, racismo, sexo, assédio sexual e homossexualidade, entre outros temas, sempre com um tom crítico, mas de maneira delicada e eficiente. O programa chegou até a alfinetar seu próprio meio, com severas críticas ao universo televisivo. Até mesmo seu desfecho tratou de tema polêmico, deixando claro que a ação desmedida do “homem” (no caso, do dinossauro) à natureza pode provocar a extinção dos seres vivos.

Família Dinossauros é um verdadeiro curinga na TV brasileira. Estreou na Globo, no início dos anos 1990, exibido dentro do Xou da Xuxa e, depois, ganhando um horário exclusivo na programação dominical. Depois, foi reprisado nos infantis TV Colosso e Angel Mix. Nos anos 2000, a série foi adquirida pelo SBT, que a exibiu em diversos horários, tanto na programação diária quanto semanal. Mais recentemente, foi adquirida pela Band, que a reprisou no horário nobre. Todas essas exibições têm algo em comum: registraram bons índices de audiência. Ou seja, não tem como não amar essa família e qualquer reprise de Família Dinossauros é sempre bem-vinda.



Escrito por André San às 18h26
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Tele-Sessão: Especial "A Família Addams" no Telecine

O Telecine Fun apresenta, no dia 20 de julho, o Especial A Família Addams. A tarde será animada para toda a família com dois filmes da franquia exibidos em sequência.

A Família Addams abre a sessão às 16h30. Os Addams fazem parte de uma família macabra que corre o risco de perder seu tesouro por conta das dívidas do desonesto advogado Tully Alford (Dan Hedaya). Para roubar o dinheiro, Alford convence Gordon Craven (Christopher Lloyd) a se passar por Fester, irmão perdido de Gomez Addams (Raul Julia). Mas o plano não é tão simples como parece.

Em seguida, às 18h20, estreia no canal A Família Addams 2. Com a chegada do novo bebê do casal Addams, Gomez (Raul Julia) e Mortícia (Anjelica Huston) acabam gerando ciúme nos irmãos Wednesday (Christina Ricci) e Pugsley (Jimmy Workmen), que rejeitam o irmão. Enquanto isso, Fester (Christopher Lloyd) se apaixona pela interesseira babá Debbie (Joan Cusack), que coloca em risco o futuro da família ao mandar as crianças para um acampamento.

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Escrito por André San às 18h25
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Sombra do "Pânico" compromete "Encrenca"

Em busca do sucessor do Pânico na TV, a RedeTV resolveu, agora, apostar num produto “genérico”. Tratou de buscar um grupo de moços engraçados que se destacam no rádio, tal qual o Pânico, que nasceu na Jovem Pan, e entregou-lhes microfones com canopla de ponto de exclamação estampado. A nova trupe segue nas ruas em busca de pautas inusitadas, capazes de arrancar risos do espectador. Assim nasceu o Encrenca, há três semanas no ar nas noites de domingo do canal.

Considerando as equipes que formam o atual Pânico na Band e a nova galera do Encrenca, as comparações são injustas. O elenco do Encrenca tem uma pegada diferente da do Pânico. Enquanto Emílio Surita e cia tem um jeitão de molecagem, com muita tiração de sarro e alguma escatologia, a turma do Encrenca pega mais leve, apostando no factual, mas com comentários irreverentes. Sendo assim, por mais que se assemelhem em alguns traços da proposta, a verdade é que os dois grupos têm mais diferenças do que semelhanças.

Mesmo assim, fica difícil não comparar. Isso porque a RedeTV fez questão de não esconder a “inspiração” do atual programa, e tratou de lotar o Encrenca com uma identidade visual que remete, de imediato, ao Pânico. Está tudo ali: o auditório em forma de arena, os cenários coloridos e cheios de referência à pop arte, as vinhetas realizadas com recursos de animação.., enfim, toda a embalagem do Encrenca é praticamente a mesma do Pânico. Um espectador desavisado pode até achar que sintonizou a Band por engano.

Uma pena, se levarmos em consideração que Tatola Godas, Dennys Motta, Angelo Campos e Ricardinho Mendonça são divertidos e têm um entrosamento bem interessante. O foco não são personagens ou bagunça, e sim comentários divertidos sobre tudo e todos, com uma preferência especial pelas pautas esportivas. Mas todas as referências ao Pânico fazem com que o Encrenca fique à sombra do humorístico da Band, sem permitir mostrar suas próprias qualidades ao espectador. Aos olhos do público, Encrenca soa como uma cópia do Pânico, o que não é verdade.

A RedeTV deveria ter buscado uma outra linguagem para o Encrenca, para fugir de vez da comparação com o Pânico. Colocando-os lado a lado, a audiência ainda vai preferir o “original” à “cópia”. De cara, botaram a perder um projeto que poderia ser bem-sucedido, se tivesse buscado fugir das comparações. Fizeram errado. Pena. Os rapazes do Encrenca, repito, são bons e mereciam um espaço verdadeiramente deles. Ninguém merece viver sob uma sombra.



Escrito por André San às 18h44
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TV Paga: "Sharknado 2" estreia no Syfy em julho

O Syfy Brasil exibe o filme Sharknado 2: A Segunda Onda no dia 31 de julho, quinta-feira, às 20h, apenas um dia após a estreia nos Estados Unidos.

Desta vez, a cidade de Nova York será alvo do tornado de tubarões. A continuação traz novamente Ian Ziering (Barrados no Baile) e Tara Reid (Scrubs) repetindo os papéis de Ian e April. O elenco conta ainda com Mark McGrath, líder da banda Sugar Ray, e Vivica A. Fox (Kill Bill: Volume 2), além da participação confirmada da cantora Kelly Osbourne, do ator Robert Klein (Três Vezes Amor) e do colunista social Perez Hilton.

Outras participações incluem os atores Judd Hirsch (Uma Mente Brilhante), Andy Dick (Caindo na Estrada) e Judah Friedlander (O Lutador), o rapper Biz Markie, a cantora de hip hop Sandra Denton (do grupo Salt-N-Pepa) e o lutador Kurt Angle. Anthony C. Ferrante retorna na direção.

O título original Sharknado 2 - The Second One foi definido após um concurso promovido no Twitter que mobilizou mais de 5 mil pessoas.

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Escrito por André San às 18h43
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"Em Família": a novela que foi sem nunca ter sido

Promessas de tramas com arcos dramáticos fortes, mas que nunca são cumpridas. Assim podem ser resumidas as últimas novelas assinadas por Manoel Carlos na Globo. Em Páginas da Vida, quando Helena (Regina Duarte) resolve adotar, por baixo dos panos, a menina Clara (Joana Morcazel), deu margem a uma série de riscos, entre os quais um embate tenso com a família de Nanda (Fernanda Vasconcelos), a falecida mãe biológica. Mas, na prática, a heroína passou a novela toda lutando pela inclusão da menina com Síndrome de Down (uma luta digna, diga-se, mas pouco para centrar toda a trama de um folhetim), e somente nos últimos capítulos a tal briga pela guarda da criança realmente aconteceu. Em Viver a Vida, a coisa foi pior: Helena (Taís Araújo) precisava enfrentar a mãe e a filha do homem pelo qual se apaixonou e, mais à frente, se ver dividida entre ele e seu filho bastardo. Na prática, ficou chorando por se sentir culpada pelo acidente de Luciana (Alinne Moraes).

A atual Em Família, que termina nesta semana, também não conseguiu fugir da regra que prevaleceu nas últimas histórias assinadas por Maneco. O mote também era interessante: Helena e Laerte são apaixonados desde a infância, mas os ataques violentos de ciúme do moço têm graves consequências que os afastam em definitivo. Anos depois, Laerte (Gabriel Braga Nunes) retorna, encontra Helena (Julia Lemmertz) casada com o homem que mais provocava ciúme nele, Virgílio (Humberto Martins), e se envolve com a filha de ambos, Luiza (Bruna Marquezine). No fundo, a boa e velha disputa entre mãe e filha pelo mesmo homem, que já foi mostrada de outras maneiras em outras novelas de Maneco, mas em Em Família, o drama aparecia mais intenso, afinal, Laerte é claramente desiquilibrado, e tentou matar o pai de Luiza no passado.

O que se espera de um mote destes? Que, com o retorno de Laerte, Helena veria uma paixão adormecida renascer, tal qual a Fênix que os personagens tanto citam. Laerte, por sua vez, se veria dividido entre Luiza, que o faz lembrar de um passado intenso, e a própria Helena, encarnação de uma vida que poderia ter nos dias de hoje. Assim, Helena também enfrentaria grandes dramas, pois se veria novamente apaixonada pelo homem que namora a sua filha e, sem querer, reabriria feridas em Virgílio, que perderia sua mulher e sua filha para o homem que quase o matou no passado. E, como desgraça pouca é bobagem, Shirley (Viviane Pasmanter), que sempre foi apaixonada por Laerte, faria de tudo para fisgar o flautista, desencadeando mais um conflito entre Helena e Luiza. Quanto drama, hein?

Inexplicavelmente, nada disso aconteceu. Laerte retornou e logo se apaixonou por Luiza, encantado pela semelhança entre ela e seu amor do passado. Em nenhum momento, demonstrou ainda sentir algo por Helena. Esta, por sua vez, apenas repetia aos quatro cantos que não deixaria que Laerte se aproximasse de sua filha, enquanto examinava uma caixa cheia de lembranças do ex. Os embates entre Helena e Luiza até aconteceram, mas foram poucos. Helena pouco fez além de reclamar. Virgílio mostrou-se passivo a maior parte do tempo. Laerte e Helena praticamente não se cruzaram depois de todo o acontecido. O passado deles ficou ali mesmo, no passado. Em nenhum momento eles ensaiaram uma recaída. E Shirley, que na primeira fase deixou Helena se afogar sem nada fazer, passou a novela toda com sua metralhadora verborrágica ligada, mas pouco fez para atrapalhar a vida de Helena, Luiza e Laerte.

Sabe-se que Manoel Carlos é adepto da boa crônica cotidiano e, por isso, suas histórias não fazem uso de vilões sociopatas malucos que tanto fazem sucesso nas novelas atuais. Mas o autor já criou, sim, grandes vilões. Lembra do quanto Branca Letícia de Barros Motta (Suzana Vieira) aprontou em Por Amor? E a ninfeta Iris (Deborah Secco), que não deixava Camila (Carolina Dieckmann) em paz em Laços de Família? Shirley poderia ser, sim, uma vilã daquelas, sem necessariamente agir como Carminha (Adriana Esteves) ou Félix (Mateus Solano). Bastava apenas ser a pedra no sapato de Helena. Uma antagonista. A personagem era divertida e Viviane Pasmanter estava ótima, mas Shirley tinha todas as condições de movimentar a trama de Em Família. Ao invés disso, apenas incomodava ao disparar algumas verdades.

Quem também tinha condições de botar Em Família para andar era Laerte. Desde o início da trama, o mocinho deixou claro que não era lá tão mocinho. Seu ciúme era exagerado, sinalizando um desequilíbrio emocional intenso. Mas, passadas as primeiras fases, o personagem retorna apático. Seu olhar vidrado e perdido fez render um sem-número de críticas à atuação de Gabriel Braga Nunes. Apenas na reta final da obra o público pôde constatar que se tratava do mesmo Laerte do passado. Do nada, voltaram suas explosões de ciúme. Laerte agora já age com agressividade com Luiza, fazendo a mocinha finalmente perceber a roubada em que se meteu. Além disso, mostra-se infiel e impaciente com todos, até mesmo com sua mãe Selma (Ana Beatriz Nogueira). Nesta última semana, o personagem parece rumar a um desfecho trágico.

As tramas paralelas também não disseram a que vieram. Juliana (Vanessa Gerbeli) e suas loucuras para se tornar mãe cansaram. Branca (Angela Vieira) e sua eterna dor de cotovelo também não evoluiu. Alice (Erika Januza) se tornar policial após descobrir ser fruto de um estupro foi pra lá de esquisito. Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller) protagonizaram momentos interessantes, mas o romance lésbico também demorou a engrenar. O núcleo da casa dos idosos pouco acrescentou à obra e suas sequências davam sono. De divertido mesmo, apenas os embates entre Silvia (Bianca Rinaldi) e Verônica (Helena Ranaldi) pelo amor de Cadu (Reynaldo Gianecchinni).

Ou seja, Em Família tinha uma espinha dorsal interessante e cheia de curvas dramáticas. Mas, inexplicavelmente, o autor levou sua história em banho-maria, e apenas na reta final a trama saiu de sua profunda hibernação. Infelizmente, Manoel Carlos se despede das novelas com uma obra muito aquém de sua qualidade como autor. O homem que nos brindou com obras do quilate de História de Amor ou Laços de Família não deve ser lembrado pelos seus últimos folhetins. 



Escrito por André San às 11h41
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Séries em Série: Novo horário da maratona "Bates Motel"

O Canal Universal exibe nos dias 19 e 20 de julho, sábado e domingo, a partir das 16h15, e entre 21 e 24 de julho, segunda a quinta-feira, a partir das 16h, uma maratona especial de Bates Motel com todos os episódios da primeira temporada da série para que os fãs se preparem para a estreia da segunda fase no dia 24 de julho, quinta-feira.

No dia 19, sábado, os episódios "First You Dream, Then You Die", "Nice Town You Picked, Norma", "Whats Wrong With Norman", "Trust Me" e "Ocean View" serão apresentados em sequência.

Já "The Truth", "The Man in Number 9", "A Boy and His Dog", "Underwater" e "Midnight" vão ao ar no dia 20.

No dia 21, serão exibidos os episódios "First You Dream, Then You Die" e "Nice Town You Picked, Norma". Os episódios "What’s Wrong With Norman" e "Trust Me" serão apresentados no dia 22. Em 23 de julho, é a vez de "Ocean View" e "The Truth". E, para terminar, no dia 24, vão ao ar "The Man in Number 9", "A Boy and His Dog", "Underwater" e "Midnight".

Contato: andresantv@yahoo.com.br .



Escrito por André San às 11h40
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"Tá na Tela" é o programa de Luiz Bacci na Band

Contratado a peso de ouro e status de campeão de audiência, Luiz Bacci estreia na Band em breve. Sua nova atração foi batizada de Tá na Tela e será exibida diariamente, das 15h30 às 17 horas. Será ao vivo e terá auditório, um sonho do jornalista. O novo programa dividirá a grade vespertina da emissora com o game Sabe ou Não Sabe, de André Vasco, que seguirá no ar, antecedendo o programa de Bacci.

Tá na Tela, segundo fontes diversas, mesclará informação e entretenimento, mantendo os moldes do Balanço Geral – SP, programa que Luiz Bacci apresentava na Record. Como o jornal da hora do almoço sempre foi um “programa de auditório sem auditório”, então não fica difícil entender como será a nova atração da Band. Há quem diga que Tá na Tela terá ainda quadros do Intrusos, telebarraco famoso da TV argentina. A Band, no entanto, ainda dá poucas informações sobre a estreia. Aliás, faz mistério até sobre a data. Especulações davam conta de que o programa poderia estrear já nesta segunda, dia 14, mas, no site da emissora, Tá na Tela ainda é prometido para “breve”.

Aliás, trata-se de mais um erro entre tantos outros que o canal tem cometido desde a contratação de Bacci. Afinal, a Band ganhou público com a Copa do Mundo, e poderia estar aproveitando este momento para divulgar ao máximo sua principal aposta para o segundo semestre. Há chamadas no ar, mas elas não dizem nada. Sem dar um bom motivo para que esta audiência conquistada com a Copa permaneça no canal, logo esta plateia dispersará.

Ao que tudo indica, a direção da Band aposta que o grande público que assistia Bacci na Record simplesmente migrará. Erro crasso. Sem desmerecer o trabalho e o talento de Bacci, é evidente que a audiência do Balanço Geral era do programa, não de seu apresentador. Programa, aliás, que foi beneficiado pelos erros cometidos pela Globo, que bagunçou o Vídeo Show. Na Band, Luiz Bacci não baterá de frente com o programa de Zeca Camargo. Complicado.

Com Tá na Tela, a Band tenta, novamente, emplacar um programa vespertino. Nos últimos anos, apenas os programas comandados por Márcia Goldschimidt, como o Hora da Verdade, Jogo da Vida e Márcia, alcançaram índices expressivos no Ibope. Outras apostas, como Melhor da Tarde, Pra Valer, Atualíssima, Boa Tarde ou Muito + tiveram resultados pífios. No início do ano, a emissora apostou no Sabe ou Não Sabe, que chegou a atingir números satisfatórios em algum momento, mas, no geral, manteve a Band bem longe do pódio no ranking do Ibope. O formato limitado prejudica o desempenho da atração, que devia ter poucos episódios por temporada para não cansar. Vamos ver se o Tá na Tela terá condições de melhorar a situação do canal dos Saad.

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Escrito por André San às 20h08
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Globo encerra temporadas de seus seriados

Não é só a Copa do Mundo que se despede da grade de programação da Globo nesta semana. Os seriados semanais da emissora também encerram suas temporadas neste período. A partir da semana que vem, a faixa da segunda linha de shows da emissora passa a exibir O Rebu, a nova novela das onze. Novas séries devem estrear no canal ao término da trama de George Moura e Sérgio Goldenberg, em setembro.

Ontem à noite, dia 08, foi ao ar o episódio final da terceira temporada de Pé na Cova. A série de Miguel Falabella teve uma impressionante evolução em seu texto ao longo de sua existência, ganhando cores cada vez mais melancólicas e reflexivas. O humor segue afiado, carregado pela sua gama de personagens disfuncionais, mas é no drama que está o filé da produção. Ao apostar no passado dos protagonistas, a série ganhou cores nostálgicas, ampliando ainda mais sua capacidade de refletir sobre a efemeridade da vida. A ausência de Marília Pêra e sua impagável Darlene foi sentida, mas a série driblou sua falta com louvor. E seu retorno, nos episódios finais, foi a cereja do bolo. Pé na Cova deve ganhar nova temporada, para nossa alegria!

Já amanhã, dia 10, vai ao ar o episódio final de A Segunda Dama. A produção foi dona de uma trajetória vitoriosa, mesclando comédia, drama e suspense. Não foi um achado, pois não conseguiu driblar os velhos clichês que envolvem as sagas de gêmeas na TV, mas proporcionou momentos de diversão. Heloísa Perissé, que ficou famosa com seus personagens de humor, prova, há tempos, que é uma atriz de qualidade, independente do drama ou da comédia. Esta veia, aliás, ela já havia mostrado em suas participações em novelas, como Avenida Brasil. Assim, em A Segunda Dama, ela se destacou, marcando bem as diferenças entre as gêmeas Analu e Marali, e passou segurança nas cenas dramáticas. A direção, encabeçada por Wolf Maya, podia ter tentado fugir um pouco do vício das novelas, mas isso não comprometeu a produção. O programa não deve ter nova temporada.

E na sexta, dia 11, é a vez de O Caçador exibir seu episódio final. A série policial foi dona de uma trajetória digna dos maiores elogios. Marçal Aquino e Fernando Bonassi, dupla criadora de Força Tarefa, soube construir uma série policial tão boa quanto a primeira, mas totalmente diferente. A saga de André (Cauã Reymond) envolveu com sua trama cheia de nuances, arcos dramáticos eficientes e ação na medida. Cauã esteve bem em cena, mostrando que segue evoluindo como ator (embora mereça um descanso de imagem urgente). A direção de José Alvarenga foi primorosa, conferindo um ar cinematográfico à produção. O Caçador não obteve grandes índices de audiência (até pelo horário complicado), mas foi uma ótima série.

A Globo deve continuar investindo em seriados com temporadas de curta duração em sua linha de shows. Assim que terminar O Rebu, devem entrar no ar produções como Dupla Identidade, série policial assinada por Gloria Perez, e Os Experientes, dramédia de Fernando Meirelles que conta com um elenco recheado de veteranos, como Joanna Fomm e Lima Duarte. E outros projetos já estão encaminhados, como O Sexo e as Nêga, de Miguel Falabella, que será protagonizado por Claudia Jimenez.



Escrito por André San às 13h49
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Séries em Série: Maratona de "Bates Motel" no Universal

O Canal Universal exibe nos dias 19 e 20 de julho, sábado e domingo, a partir das 15h30, e entre 21 e 24 de julho, segunda a quinta-feira, a partir das 16h, uma maratona especial de Bates Motel com todos os episódios da primeira temporada da série para que os fãs se preparem para a estreia da segunda fase no dia 24 de julho, quinta-feira.

No dia 19, sábado, os episódios "First You Dream, Then You Die", "Nice Town You Picked, Norma", "Whats Wrong With Norman", "Trust Me" e "Ocean View" serão apresentados em sequência.

Já "The Truth", "The Man in Number 9", "A Boy and His Dog", "Underwater" e "Midnight" vão ao ar no dia 20.

No dia 21, serão exibidos os episódios "First You Dream, Then You Die" e "Nice Town You Picked, Norma". Os episódios "What’s Wrong With Norman" e "Trust Me" serão apresentados no dia 22. Em 23 de julho, é a vez de "Ocean View" e "The Truth". E, para terminar, no dia 24, vão ao ar "The Man in Number 9", "A Boy and His Dog", "Underwater" e "Midnight".

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Escrito por André San às 13h48
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Dramaturgia e linha de shows da Record em perigo

Mas afinal, o que está acontecendo com a Rede Record? Tudo bem que a emissora nunca foi lá muito competente em se tratando de estratégia de programação (aliás, duvido que alguém lá dentro saiba o que é isso), mas a coisa está ficando cada vez pior. A teledramaturgia e a linha de shows do canal até tentou ensaiar uma importante e necessária revitalização, mas, pelo que se vê, tudo não passou de voo de galinha. Muitas promessas embalaram a grade de programação de 2014, mas nada aconteceu.

Mal das pernas com suas novelas desde Máscaras, a emissora parecia querer encontrar um novo rumo à sua teledramaturgia. No ano passado, buscou parcerias com produtoras independentes, cedeu estúdios do RecNov e mirou na produção de seriados. Milagres de Jesus, ainda no ar, foi a primeira estreia no segmento, mas teve seus bastidores tumultuados, com desgaste da relação entre a Record e a produtora responsável. Mas, na audiência, a série não decepcionou, como já vem acontecendo com os produtos bíblicos da emissora. No fim do ano, foram ao ar diversos especiais de dramaturgia, vários com intuito de se tornar seriados. Mas, até agora, nada foi para frente.

O que se sabe é que algumas das séries prometidas pela emissora estão já encaminhadas. Conselho Tutelar e Planalto devem estrear ainda neste ano. Enquanto isso, Na Mira do Crime, uma parceria com a Fox, ainda pode demorar um pouco mais, embora sua produção já esteja a todo vapor. Já promessas como Casamento Blindado e Sem Volta ainda parecem engatinhar. E nenhuma destas produções foi escalada para a linha de shows da emissora, que ficou com uma enorme lacuna no momento em que Aprendiz Celebridades teve seu episódio final exibido na última quinta-feira, 3.

Para tapar o buraco, a Record teve a “genial” ideia de reapresentar José do Egito, mais uma de suas excelentes produções bíblicas. A saga de José (Angelo Paes Leme) irá ao ar de terça a sexta, às 22h15. Estratégia equivocadíssima por vários motivos. Primeiro, porque não faz nem um ano que José do Egito saiu do ar. Segundo, porque vários dos atores da minissérie estão também em Vitória, novela que antecederá o repeteco na grade. Terceiro, porque a emissora dispensará à José do Egito, uma reprise, um tratamento melhor do que à sua atual novela, exibida no ingratíssimo horário das 21 horas.

Quando optou por fixar a faixa das 21 horas a exibição de folhetins, a Record antecipou sua linha de shows para às 22 horas, um horário mais acessível ao público. Sendo assim, parecia que o canal vinha com uma nova política, voltando a fortalecer seus programas semanais. Porém, tal manobra já começou errada desde o início, afinal, quando Pecado Mortal mudou de horário, os programas produzidos para a linha de shows ainda estavam em período de gestação. Assim, a solução foi lotar a grade de enlatados. Em alguns dias, a emissora chegou a exibir três seriados americanos em sequência, entre 22h e 0h. Depois, parecia que a situação melhoraria com as estreias do Repórter Record Investigação, O Aprendiz e Me Leva Contigo. Mas nada aconteceu.

Repórter Record Investigação segue nas noites de segunda, mas o programa de Domingos Meirelles ainda não disse a que veio. Aprendiz teve uma ótima temporada este ano, mas a audiência deixou a desejar. E o Me Leva Contigo não emplacou, e terá seus episódios finais exibidos mais tarde, depois das 23 horas, logo após José do Egito. Enquanto isso, a próxima estreia no horário será A Fazenda, prevista apenas para setembro. É inadmissível que nada tenha sido planejado para o horário neste meio-tempo. Como fortalecer a linha de shows atuando de maneira tão amadora?

Enquanto isso, pipocam notícias sobre o enxugamento de pessoal no RecNov. O grande polo de produção de novelas da Record segue diminuindo, e a emissora não vem renovando os contratos de diversos atores. Segundo se comenta, a Record quer manter um banco de elenco com o mínimo possível de contratados, dando preferência aos acordos por obra certa. Até mesmo novelistas têm deixado a casa, como Gisele Joras. Os Dez Mandamentos, primeira novela bíblica da emissora, deveria ter estreado este ano, mas sua produção ainda é uma incógnita. Considerando todas essas informações, além do fato de que a atual novela não correspondeu às expectativas do canal, vê-se que o futuro da teledramaturgia da emissora é obscuro.

Novelas que não emplacam, séries que não estreiam, reprises em horário nobre, linha de shows enfraquecida e sem planejamento... Definitivamente, o ano de 2014 não está sendo dos melhores na emissora da Barra Funda. 



Escrito por André San às 12h32
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Séries em Série: Studio Universal estreia a oitava temporada de "Psych"

A oitava temporada da série Psych estreia no canal Studio Universal no dia 20 de julho, domingo, às 21h. A nova e última temporada conta com dez episódios e a participação especial de Mira Sorvino (Poderosa Afrodite); Loretta Devine (Crash); Billy Zane (Titanic); Bruce Campbell (A Morte do Demônio); Val Kilmer (Batman Forever); e Curt Smith, integrante da banda Tears For Fears.

No primeiro episódio, "Lock, Stock, Some Smoking Barrels and Burton Guster's Goblet of Fire", Shawn (James Roday) e Gus (Dulé Hill) são convocados para ajudar a Interpol, em uma operação policial em Londres. Ao chegar à Inglaterra, a dupla descobre que Royston Staley, quem os convocou, é Pierre Despereaux (Cary Elwes), que, na verdade, está trabalhando infiltrado.

Confusos, Shawn e Gus querem saber como ele se infiltrou na Interpol e Despereaux conta que depois de completar uma missão, ele retornou à polícia inglesa e criou uma missão para capturar o criminoso mais procurado, Ronnie Ives (Vinnie Jones). Apesar disso, Gus está mais interessado em ir à PotterCon, a convenção do Harry Potter.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 12h31
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