"Meu Pedacinho de Chão": um novo capítulo da telenovela brasileira

Considerado pela crítica e pelos atores um grande diretor, Luiz Fernando Carvalho fez e faz história na teledramaturgia brasileira. Esteve à frente de algumas novelas, entre as quais duas se destacam, Renascer e O Rei do Gado, ambas assinadas por Benedito Ruy Barbosa. Nas produções, chamou a atenção ao imprimir qualidade cinematográfica num segmento, até então, bastante conservador e burocrático que era a direção de novelas. As primeiras fases dos dois folhetins são consideradas obras-primas da televisão brasileira até hoje. Ainda com Ruy Barbosa, esteve à frente de Esperança, considerada um fiasco em sua época, mas, sem sombra de dúvidas, foi uma novela esteticamente perfeita.

Depois de Esperança, o diretor galgou um importante patamar dentro da Globo. Seu núcleo conseguiu um raro espaço para a experimentação na teledramaturgia da emissora. Com as duas edições da minissérie Hoje É Dia de Maria, Carvalho conquistou público e crítica ao imprimir elementos lúdicos a uma narrativa graciosa. Cenários artesanais, atuações teatrais, músicas, cores e fotografia diferenciada caracterizaram a obra protagonizada por Carolina Oliveira, e que tinha em seu elenco as participações luxuosas de nomes como Rodrigo Santoro e Fernanda Montenegro.

O sucesso de Hoje É Dia de Maria credenciou Carvalho a tocar seu projeto mais ousado. Chamado de Quadrante, o projeto consistia na adaptação de quatro obras literárias de diferentes regiões do país, em microsséries especiais. Tais microsséries seriam rodadas em suas regiões de origem, aproveitando mão de obra local. A Pedra do Reino, de 2007, abriu os trabalhos, mas não foi bem recebida. Considerada hermética, a atração registrou baixos índices de audiência, e até a crítica, normalmente favorável às experimentações do diretor, torceu o nariz. Mesmo assim, o Quadrante continuou e, no ano seguinte, Capitu foi ao ar. Mais acessível que a anterior, a microssérie baseada em Dom Casmurro, de Machado de Assis, não foi um estouro de audiência, mas conseguiu resultados mais satisfatórios que A Pedra. A crítica aprovou a série toda gravada no Automóvel Club do Brasil, um antigo palácio localizado no centro do Rio de Janeiro, como uma grande “ópera rock”, e caracterizada pela mistura de referências de época e contemporânea, além de uma trilha sonora regada a pop e rock. Além disso, a série teve o mérito de revelar belos atores, como Leticia Persiles, Michel Melamed e Pierre Baitelli.

Mesmo sendo mais bem recebida que A Pedra do Reino, Capitu não foi o suficiente para levar adiante o Quadrante, que ainda previa as adaptações de Dois Irmãos e Dançar Tango em Porto Alegre. Com o projeto suspenso, Luiz Fernando Carvalho tocou outros projetos especiais. Os destaques deste período foram as ótimas Afinal, o que Querem as Mulheres?, de 2010, e Suburbia, de 2013. Esta última, aliás, se tornou um dos raros produtos experimentais do diretor a conquistar boa receptividade tanto do público quanto da crítica.

Com tantas microsséries e especiais no qual conseguiu imprimir um estilo próprio e facilmente reconhecível, o retorno às novelas parecia algo distante na carreira de Luiz Fernando Carvalho. Eis que surge a notícia da retomada da parceria entre o diretor e o autor Benedito Ruy Barbosa, no projeto do remake de Meu Pedacinho de Chão. A primeira novela das seis da Globo nada mais era do que a história de uma professora que chega a uma pequena vila rural e a transforma através da educação. Ou seja, a princípio, seria Carvalho dirigindo mais um texto rural de Benedito, em mais um de seus remakes às 18h, faixa em que o autor refez Cabocla, Sinhá Moça e Paraíso nos últimos dez anos.

No entanto, a retomada da parceria em Meu Pedacinho de Chão era o início de um projeto ousado e, por que não dizer, transgressor. Tratava-se de levar o estilo lúdico e artesanal de Luiz Fernando Carvalho, azeitado nestes anos todos à frente de microsséries experimentais, à uma novela diária. Assim, a nova Meu Pedacinho de Chão em nada se assemelharia à sua versão anterior, e chegaria para escrever um novo capítulo na história da telenovela brasileira.

E é isso que o público tem visto no ar desde que a novela estreou, há duas semanas. Meu Pedacinho de Chão é uma novela diferente em todos os sentidos. Narrada sob a ótica de duas crianças, a história ganha contornos de fábula, com cenários e recursos que remetem ao universo infantil. Casas de lata com cara de casa de bonecas, bonecos representando animais, árvores revestidas com peças em crochê e até um galo em animação compõem o universo particular de Meu Pedacinho de Chão. Os ambientes são pequenos e carregados de informação. Os takes são surpreendentes, as cores predominam, e filtros de imagem revelam uma fotografia diferenciada. Os atores, paramentados com figurinos e maquiagem exóticos saídos dos contos de fada, aparecem com um tom teatral. A ludicidade predomina. A trilha sonora é impactante.

O resultado é um deslumbre visual absolutamente novo e encantador. Não chega a ser uma novidade para aqueles que viam as microsséries do diretor, mas sem dúvidas é uma grande revolução dentro de uma novela diária. Novidades, aliás, que não se resumem à estética: Meu Pedacinho de Chão também surge com a proposta de ser uma novela enxuta, com poucos personagens e poucos capítulos. Mais uma novidade bem-vinda, diga-se.

A estética e a narrativa diferenciada de Meu Pedacinho de Chão fazem todo o sentido dentro da história que se pretende contar. Mais do que isso: é o que dá sentido a uma trama que, não fosse todo o aparato visual, seria apenas um fiapo pouco interessante. É a proposta do diretor que torna a luta da professora Juliana (Bruna Linzmeyer) para emplacar sua escola na Vila de Santa Fé, mesmo com a resistência do malvado coronel Epa (Osmar Prado) instigante. O trabalho meticuloso de Luiz Fernando Carvalho também aparece na atuação dos atores, todos com personagens milimetricamente construídos. O resultado de tanto empenho é a performance vitoriosa de todos. Juliana Paes (Catarina) aparece em seu melhor momento na carreira. Antonio Fagundes (Giácomo) em nada lembra o malvado Doutor Cesar de Amor à Vida, mesmo tendo emendado os dois trabalhos; e o mesmo vale para Bruna Linzmeyer, que já deixou pra trás a autista Linda. Osmar Prado é um desbunde. E até Johnny Massaro, que nunca se destacou em seus trabalhos anteriores, surge eficiente como o mocinho Ferdinando.

Resume bem o grau de encantamento de Meu Pedacinho de Chão a cena musical exibida na última semana. Embalados pela viola de Viramundo (Gabriel Sater), todos os personagens surgiram, cada um em seu núcleo, cantando “Chuá Chuá”, um clássico da música sertaneja. Uma cena de rara delicadeza e beleza na televisão brasileira. Se conseguir manter este frescor até o final, Meu Pedacinho de Chão abre um novo capítulo da teledramaturgia nacional.



Escrito por André San às 12h34
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Tele-Sessão: "Além da Escuridão – Star Trek" estreia no Telecine

O filme Além da Escuridão – Star Trek, de J.J. Abrams, chega ao Telecine na Superestreia de 19 de abril. O longa, que faz parte da saga Jornada nas Estrelas, foi o que arrecadou a melhor bilheteria da franquia até hoje, ultrapassando R$ 1,2 bilhão em 2013.

Na trama, o capitão James Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e os demais tripulantes da Enterprise partem para caminhos distintos após impasse durante uma arriscada missão. Enquanto isso, a Federação descobre que um de seus próprios homens está por trás de grandiosos ataques terroristas em aliança com uma força maligna. Kirk precisa encontrar uma forma de reunir toda a equipe para combater o mal que pode acabar com a raça humana e outros planetas da galáxia.

Além da Escuridão – Star Trek estreia hoje, 19, às 22h, no Telecine Premium e Telecine Premium HD; e amanhã, 20, às 20h, no Telecine Pipoca e Telecine Pipoca HD.

Contato: andresantv@yahoo.com.br .   



Escrito por André San às 12h33
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SBT vai acabar com programação infantil, diz Flavio Ricco; será?

O SBT vai acabar com sua programação infantil, informou o colunista Flavio Ricco, em sua coluna publicada ontem, 15. Para o jornalista, a estreia do novo informativo de César Filho, prometido para maio, é mais um indício de que, aos poucos, a emissora estaria buscando alternativas aos desenhos animados, que ocupam suas manhãs desde o nascimento do canal. Segundo Ricco, a tendência é que o Bom Dia e Cia suma de vez, tendo em vista uma série de empecilhos que a atração enfrenta.

São dois os principais problemas do programa. O primeiro é sua audiência, cada vez menor. Antes líder de audiência, o Bom Dia e Cia, atualmente, registra números em torno dos 4 pontos no Ibope, revezando na vice-liderança com a Record. E o outro problema seria seu conteúdo, hoje praticamente 100% dedicado ao pacote de desenhos da Warner. Como se sabe, o SBT decidiu não mais renovar seu contrato de exclusividade com a distribuidora americana, e agora, ao invés de ter acesso a todo o acervo da Warner, adquire títulos separadamente. Sendo assim, várias das animações que hoje compõem o Bom Dia e Cia podem deixar a grade do SBT a qualquer momento.

Enquanto isso, o SBT Manhã de César Filho será transformado. Exibida entre 7h e 9h, a atração tem registrado índices satisfatórios de audiência. Mas não vai bem comerciamente, segundo fontes diversas. Por isso, a atração deve deixar de ser um telejornal e virar uma espécie de revista, com novo nome e identidade visual. Desvinculado do departamento de jornalismo, o programa poderá abrir espaço ao merchandising e aumentar seu faturamento. Quando foi lançado, o segmento ao vivo do SBT Manhã ocupava apenas meia hora da grade, e hoje ocupa duas horas. O que significa que, nos últimos anos, a programação infantil do SBT já perdeu duas horas na grade. Caso a nova atração de César Filho se revele um sucesso comercial, não é difícil concluir que terá vantagem sobre o Bom Dia e Cia, prejudicado pelas normas impostas para as ações de merchandising, que proíbem propagandas voltadas às crianças.

No entanto, tal informação bate de frente com as recentes declarações de Silvia Abravanel, diretora do núcleo infantil do SBT. Em entrevista, a filha de Silvio Santos foi categórica ao afirmar que a emissora jamais abrirá mão de sua faixa infantil, pois a considera um importante pilar de sustentação do canal. Os infantis matinais fazem parte da história do SBT, e são uma marca forte da emissora. Além disso, a falta do acervo da Warner não é bem um decreto de morte, tendo em vista que o SBT sempre poderá comprar títulos avulsos, e até de outras distribuidoras. Material em animação disponível não falta.

Particularmente, não acredito que o SBT abrirá mão de sua programação infantil. Acredito, sim, que o Bom Dia e Cia possa perder ainda mais espaço na grade para abrir espaço a programas comercialmente mais rentáveis, mas não acho que passe disso. Primeiro, porque, mesmo em baixa, o programa infantil ainda é uma marca do canal, e buscar um outro público nas manhãs não parece um bom negócio, afinal o público adulto já tem opções de sobra em outras emissoras. Além disso, o SBT não mantém no ar apenas o Bom Dia e Cia, mas também o Sábado Animado, e este não teria um substituto na grade, ou seja, não está ameaçado. E, além dos desenhos, hoje a grade infantil do SBT conta com dramaturgia, com a novela Chiquititas e a série Patrulha Salvadora, que faturam bem com produtos licenciados, o que seria uma alternativa à proibição de merchands em infantis. A crise existe, mas não é o fim. Ainda.

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Escrito por André San às 18h04
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Com "Tá no Ar", Globo ri de si mesma (e da concorrência)

Vamos combinar que o roteiro do especial Vem Aí, no qual a Globo anunciou sua nova programação, foi bem fraquinho. No entanto, entre muitos erros, foram vistos alguns acertos. Entre eles, a surpreendente vontade que a emissora mostrou ter de rir de si mesma. Logo no início do programa, quando Marcelo Adnet propõe ao “chefão” um novo seriado, fazendo alusão ao fracassado O Dentista Mascarado, caiu por terra aquela visão de uma Globo sisuda e incapaz de assumir suas falhas. E foi apenas um aperitivo do que vinha por aí com o Tá no Ar – A TV na TV, seu novo programa de humor.

Tá no Ar, concebido por Adnet em parceria com Marcius Melhem, já começa fazendo uma bem-vinda brincadeira com o conhecido efeito zapping: a necessidade do espectador em apertar o botão do controle remoto freneticamente, dando uma espiada na programação de todos os canais disponíveis. Em alguns canais, a passagem era relâmpago; em outras, o tempo de permanência era maior. E tudo era devidamente registrado pela barra de informações que surgia na tela, tal qual a disponibilizada por qualquer serviço de TV paga. E assim, o programa, como um todo, foi uma grande zapeada pelos canais, permitindo o surgimento de esquetes de todos os tipos. Não precisava fazer sentido ou ter qualquer ligação, afinal, o zapping nunca faz sentido.

Entre os programas “vistos” na primeira edição do Tá no Ar, os filés foram mesmo as citações à concorrência. Num dos esquetes, um apresentador vociferava a favor da redução da maioridade penal após noticiar a “terrível” destruição de um castelo de areia por uma criança numa praia. “Foca em mim!”, gritava o sujeito, sendo acertado por uma foca de pelúcia cada vez que repetia a expressão. Qualquer semelhança com o “corta pra mim!” de Marcelo Rezende não é mera coincidência. E a presença da tal “foca” serviu como o besteirol, bem em sintonia com as piadas infames que fazem sucesso nas redes sociais.

Num outro momento, o Dr. SUS surge num visual totalmente inspirado no Dr. House, série de sucesso da TV paga e exibida também pela Record. Porém, ao contrário do mal humorado especialista em diagnósticos complicados, a versão tupiniquim justificava todos os seus casos como sendo “virose”. Ou seja, não só parodiou um seriado de sucesso, como alfinetou as políticas públicas de saúde. Ótima sacada! E entre um canal e outro, também foi possível ver Marcelo Adnet encarnando Silvio Santos, avisando que estava no canal errado. A publicidade também fez parte da programação, em alusões bem sacadas aos comerciais da Friboi e do posto Ipiranga, por exemplo.

E a grande demonstração de que a Globo está disposta a rir de si mesma aconteceu quando Marcelo Adnet encarnou um ferrenho crítico da televisão brasileira. Engajado e esfuziante, ele argumentava com convicção todas as artimanhas da Rede Globo, que seria contra a liberdade, a favor da censura e disseminadora de ideais de vida condenáveis. Ou seja, uma repetição dos argumentos preferidos daqueles que adoram enxergar uma teoria da conspiração em tudo. Bem bolado.

Também surpreendeu o fato de Tá no Ar citar nominalmente emissoras concorrentes, como SBT e RedeTV, fato raro na Globo. Não que parodiar a concorrência seja uma novidade na emissora. O TV Pirata era mestre neste tipo de abordagem, e pegava pesado. Basta lembrar da clássica paródia que fizeram de A Praça É Nossa, do SBT, com o esquete Balança Mas Não Sobe, no qual seus atores viviam personagens que carregavam nos bordões e nas piadas de duplo sentido. O nome da emissora que exibia tal programa era outra provocação: SVT, Sistema Vagabundo de Televisão. Aliás, TV Pirata e Casseta & Planeta, em seus áureos tempos, foram mestres na sátira à televisão, e é bom perceber que Tá no Ar “herdou” o melhor destes programas.

O que não surpreende quem acompanhava Marcelo Adnet na MTV. À frente do Comédia MTV, o jovem comediante sempre mostrou que sua especialidade era mesmo brincar com a programação da televisão brasileira. O Comédia satirizava programas como Superpop, Hebe, A Tarde É Sua, Casos de Família, novelas, seriados americanos e telejornais, sempre de maneira ácida e bem humorada. Ou seja, em sua nova incursão na Globo, Adnet finalmente está livre para atuar na seara que domina bem. E, pelo que foi visto na edição de estreia, sua equipe goza de liberdade total para falar o que bem quiser, o que é um trunfo dos melhores. Com toda liberdade e tendo disponível toda a estrutura da Globo, Marcelo Adnet realiza com seu Tá no Ar – A TV na TV uma versão mais bem acabada do Comédia MTV. Até mesmo o clipe musical que encerrou a atração remeteu aos bons tempos da falecida emissora musical.

Adnet e Marcius Melhem, ao que foi visto no primeiro programa, formaram uma parceria que “deu liga”. E estão em um elenco numeroso e repleto de talentos: Carol Portes, Danton Mello, Georgiana Góes, Luana Martau, Márcio Vito, Mauricio Rizo, Renata Gaspar, Verônica Debom e Welder Rodrigues. Destaque total à Luana Martau, que sempre divertiu nas novelas que participou (Cama de Gato, Cordel Encantado, Avenida Brasil e Joia Rara), e à Renata Gaspar, que brilhou no mal sucedido Saturday Night Live da RedeTV. Agora sim ela tem espaço para mostrar a grande atriz cômica e boa imitadora que se mostrou no extinto SNL.

Tá no Ar – A TV na TV é um prato cheio para os fãs de televisão e a redenção de Marcelo Adnet na Globo. Finalmente, o jovem e talentoso comediante disse a que veio. 



Escrito por André San às 13h17
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TV Paga: "Labirinto" de volta no Viva

Um assassinato é o estopim de Labirinto, minissérie de Gilberto Braga que volta ao ar no Viva dia 14, às 23h10. Com direção geral de Dennis Carvalho, a trama de suspense é composta por grande elenco: Betty Faria, Antonio Fagundes, Paulo José, Malu Mader, Fábio Assunção, Marcelo Serrado, Cláudia Abreu, Luana Piovani, entre outros.

Durante uma festa de Réveillon na cobertura do milionário Otacílio Martins Fraga (Paulo José), o poderoso empresário flagra uma discussão entre a esposa, Leonor (Betty Faria), e Ricardo Velasco (Antonio Fagundes), seu amante e vice-presidente financeiro da empresa Martins Fraga. Otacílio ameaça deixá-la sem nada após o divórcio, mas é baleado logo em seguida.

O famoso "quem matou?" permeia a trama e só é esclarecido no último capítulo. O principal suspeito do crime é André (Fábio Assunção), que presencia a cena, sem ver o rosto do assassino. Para provar sua inocência, contará com a ajuda de Paula Lee (Malu Mader), uma garota de programa ambiciosa por quem fica interessado. Mas ele também é apaixonado por Virgínia (Luana Piovani), noiva de Júnior (Marcelo Serrado), de quem André é amigo de infância. Como parte do plano para descobrir o verdadeiro assassino de Otacílio, Paula se casa com Ricardo.

Júnior não é o único herdeiro do falecido. Otacílio tem outros três filhos, todos de seu primeiro casamento com a requintada Zuleika (Tetê Medina): Emiliano (Otávio Müller), Nietinha (Alice Borges) e Letícia (Helena Fernandes). Emiliano é casado com a divertida Yolanda (Isabela Garcia), conhecida como Yoyô. Nietinha, uma "quase" ninfomaníaca, namora o aproveitador Ivan, papel de Luciano Szafir. Para ele, todos os homens têm segundas intenções com ela. Letícia é o contrário dos irmãos. Além de ser discreta, vive com Franklin (Raul Gazola), um homem honesto. Cláudia Abreu interpreta Liliane, uma amiga de Paula Lee que não concorda em depor a favor de André. E Nicette Bruno faz uma participação especial como Edite, avó do acusado.

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Escrito por André San às 13h16
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"Em Família": o problema é a novela ou o público?

Anunciada como a última novela de Manoel Carlos, Em Família tem deixado a desejar no quesito audiência. A produção das nove da Globo chega a ficar abaixo dos 30 pontos no Ibope, pouco se considerarmos que as últimas produções da faixa atingiam entre 35 e 40 pontos em dias, digamos, “normais” (ou seja, exceto finais de semana ou feriados). E não são poucos os críticos de plantão que acham que o estilo contemplativo de Maneco não faz mais sentido nos dias de hoje. Será?

Para muitos, o público tem se acostumado com narrativas mais velozes, ágeis, quase um videoclipe. Avenida Brasil, último grande hit da emissora no horário, é citada como exemplo de produção de narrativa episódica, que se encaixa bem nesta era da instantaneidade. Assim, a narrativa que segue aos passos lentos e muito focada no cotidiano, que sempre caracterizou a obra de Manoel Carlos, estaria antiquada. Ou seja, segundo tais críticos, Em Família é uma boa novela do jeito Maneco de ser, e é o público que não aceita mais este tipo de produção. Será?

Por sorte ou coincidência, a audiência pode comparar o Manoel Carlos de ontem e de hoje. O Viva exibe em suas tardes a novela História de Amor, trama de Maneco exibida pela Globo entre 1995 e 1996 na faixa das 18 horas. Está tudo ali: a Helena, o Leblon, os diálogos sobre como os produtos de limpeza andam caros, enfim. Trata-se da crônica cotidiana favorita de Maneco. E se alguém aí tiver a oportunidade de assistir e comparar as duas produções poderá perceber como a trama dos anos 1990 está anos-luz mais interessante que a atual trama das nove.

A Helena que Regina Duarte viveu no passado é forte, decidida, mas com suas falhas. Ela vive uma relação amorosa, mas também complicada com a filha Joice (Carla Marins). E se apaixona por Carlos (José Mayer), um médico que também é disputado a tapa por Paula (Carolina Ferraz) e a maluca adorável da Sheila (Lilia Cabral). Trata-se de um romance quente, cheio de reviravoltas, imperdível! Enquanto isso, a atual Helena, vivida brilhantemente por Julia Lemmertz, é uma chata de galochas, que nada mais faz do que falar do Laerte (Gabriel Braga Nunes) e brigar com a filha (Bruna Marquezine) e o banana do marido (Humberto Martins).

Ou seja, na modesta opinião deste blog, Em Família não está com baixo Ibope porque tem narrativa lenta. Ela não está bem simplesmente porque não é uma novela atrativa. Sua trama não é daquelas que, quando o capítulo acaba, fica a ansiedade pelo próximo. Ao contrário de História de Amor, que traz a mesma narrativa cotidiana, mas com uma história realmente envolvente. Ou alguém aí acha que novelas bacanas como Laços de Família e Mulheres Apaixonadas não fariam sucesso nos dias de hoje só porque são mais lentas?

E cabe um adendo: as boas novelas de Maneco citadas neste texto foram dirigidas por Ricardo Waddington. Já as três últimas tramas do autor, Páginas da Vida, Viver a Vida, e a atual, Em Família, é do núcleo de Jayme Monjardim. Seria o atual diretor o culpado por não imprimir interesse no texto do autor?

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Escrito por André San às 18h32
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"SuperStar" estreia sem empolgar

Abrindo a temporada de estreias da Globo, o reality show SuperStar não disse a que veio. Ao menos neste primeiro episódio. O programa apresentado pela sempre competente Fernanda Lima entrou em cena aumentando a sensação de “mais do mesmo”. E o que deveria ser o diferencial da atração acabou não funcionando.

A atração nada mais é que um reality musical, tal qual Ídolos, Fama, The Voice, Got Talent, Astros e companhia bela. As diferenças são duas: no novo programa, apenas bandas se apresentam; e o sistema de votação é realizado através de um aplicativo para dispositivos móveis, e o público tem bastante peso na escolha dos candidatos (e ainda tem a chance de ver sua “carinha” estampada na TV). A mecânica é simples: a banda se apresenta atrás de um telão, e público e jurados votam; se atingir mais de 70% de aprovação, o telão sobe e a banda passa a tocar diante da plateia.

Os jurados, tal qual The Voice, não são apenas jurados. São também “padrinhos” das bandas escolhidas. Ivete Sangalo, Dinho Ouro Preto e Fabio Jr “dividirão” as bandas classificadas entre si. Qual será o papel do padrinho no decorrer dos programas ainda não ficou claro. Assim como também não ficou claro o critério de escolha. Fernanda Lima dizia que eles é que deviam decidir entre si quem seria o padrinho, mas também ouviu a plateia e impôs sua própria vontade. Ou seja, o critério é não ter critério.

Fernanda Lima surge linda e à vontade no comando da atração. André Marques funciona como uma espécie de André Vasco, do Qual É o Seu Talento?, e entrevista familiares dos concorrentes nos bastidores. Fernanda Paes Leme é a “ponte” de interação entre a audiência e o programa. Boa a ideia de mantê-los separados, cada qual com uma função. O programa fui melhor. Esquisito mesmo foram os jurados, que se atropelavam e, como já foi dito acima, suas funções não ficaram lá muito claras.

Nas redes sociais, foram muitas as críticas com relação ao não funcionamento do aplicativo de votação. Ou seja, o diferencial do SuperStar não funcionou direito. Complicado. No mais, o entra-e-sai de participantes, somado às histórias de cada um, lembra demais Astros e Qual É o Seu Talento?. Na prática, é uma versão mais “chique” destes programas. Tudo num ritmo que não empolga. E não empolgou também na audiência: venceu o SBT por 12,0 a 11,7 pontos na Grande SP, segundo dados consolidados do Ibope. Seguimos questionando: precisamos mesmo de um novo reality musical?



Escrito por André San às 18h19
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Séries em Série: Inédito de "Grimm" é inspirado em expedição científica de Roosevelt pelo Brasil

O Canal Universal exibe no dia 14 de abril, segunda-feira, às 23h, o 16º episódio inédito da terceira temporada de Grimm, inspirado no livro escrito pelo ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt (1858-1919), Through the Brazilian Wilderness, em que descreve sua expedição pela Amazônia, no Brasil, em 1913.

Em "The Show Must Go On", Nick (David Giuntoli), Juliette (Bitsie Tulloch), Monroe (Silas Weir Mitchell) e Rosalee (Bree Turner) se reúnem em um jantar de comemoração e preparação para o grande dia do ex-lobo e sua companheira. Na manhã seguinte, Nick e Hank (Russell Hornsby) são chamados para investigar a morte de duas jovens que dividiam quarto há dois anos. As garotas assistiram a um espetáculo circense na cidade na noite anterior e, por isso, os detetives vão ao local verificar.

Os detetives assistem à apresentação, que impressiona o público ao mostrar humanos que parecem se transformar em animais ferozes. A dupla procura o dono do circo, Hedig (Carlo Rota), para pedir a lista de funcionários e, quando perguntam como fazem a mágica, Hedig diz que usam máscaras. Depois, na delegacia, Nick e Hank encontram registros de homicídios não resolvidos que foram cometidos em datas em que o circo passou pelas cidades onde ocorreram as mortes.

Enquanto isso, o príncipe Viktor (Alexis Denisof) busca o paradeiro de Adalind (Claire Coffee) e inicia uma caça na floresta.

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Escrito por André San às 18h18
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"Joia Rara" foi uma boa novela. E só.

Quanto maior a expectativa, maior a decepção. Embora “decepção” não seja bem a palavra aqui. Mas expectativa havia, e muita. Afinal, era a volta aos folhetins de duas das novas autoras mais festejadas da atualidade, Duca Rachid e Thelma Guedes, responsáveis pelos maiores sucessos da faixa das seis dos últimos anos, Cama de Gato e Cordel Encantado. E elas vinham repetindo a vitoriosa dobradinha de Cordel, com Amora Mautner na direção geral e núcleo de Ricardo Waddington. Tal grife, que além de encher os olhos da plateia em Cordel, ainda vinha da “bem sucedidíssima” Avenida Brasil. É tanta grife reunida que não se esperava nada menos que um produto de alta qualidade.

E Joia Rara surgiu, segundo as autoras, como o projeto dos sonhos de ambas. Narrava a graciosa saga de Pérola (Mel Maia), reencarnação de um importante líder budista que tinha a missão de pregar mensagens de amor e paz. O budismo, interessante tema, surgiu como pano de fundo para a trama folhetinesca do amor de Amélia (Bianca Bin) e Franz (Bruno Gagliasso), pais de Pérola. O casal se apaixonava, mas não conseguia ficar junto por causa das armações dos vilões Ernest (José de Abreu), pai de Franz, e Manfred (Carmo Dalla Vecchia), suposto irmão bastardo do mocinho, de quem nutria grande inveja. Havia ainda Silvia (Nathalia Dill), que, disposta a se vingar de Ernest, aprontou poucas e boas com quem quer que atrapalhasse seus planos.

Ou seja, o folhetim veio forte e, num primeiro momento, agradou. O budismo como pano de fundo ofereceu ao público belas imagens do Himalaia, os vilões estavam afinados e até os mocinhos, ultimamente chatos, eram interessantes. E havia ainda outras tramas também fortes, como a saga de Mundo (Domingos Montagner) e Iolanda (Carolina Dieckmann), e o envolvente triângulo Toni (Thiago Lacerda), Hilda (Luiza Valdetaro) e Gaia (Ana Cecília Costa).

Porém, Joia Rara foi, inexplicavelmente, perdendo fôlego no decorrer dos capítulos. Pra começar, a ideia das autoras de manter juntos seus heróis Franz e Amélia durante praticamente toda a novela, é bastante questionável. A graça inicial do casal era justamente o fato de viverem um amor proibido. A opção por não mais separá-los afetou os vilões, que, sem maldades para fazer, resolveram se redimir. Ernest, no início uma peste que fez Amélia ser presa e forçou Iolanda a se casar com ele, descobriu o amor graças à neta Pérola e se regenerou. Já Silvia caiu nas graças da plateia e acabou por desistir de sua vingança, se tornando uma pessoa “do bem”. Apenas Manfred se manteve no campo das vilanias e só fez enlouquecer ao longo da trama.

Assim, a saga dos mocinhos acabou por cair no inevitável jogo de gato e rato. Era Manfred cada vez mais pirado, armando tudo e mais um pouco para separar Amélia e Franz, além de tentar ocupar o lugar que achava que merecia na família Hauser. E dá-lhe planos mirabolantes, sequestros e afins. Sua mãe, Gertrude (Ana Lucia Torre), também se mostrou uma vilã de mão cheia e também praticou as suas maldades. Mas foi só isso.

De interessante mesmo nestes meses de Joia Rara foram mesmo os núcleos do cabaré Pacheco Leão e da pensão de Dona Conceição (Claudia Missura). Do Pacheco Leão, destacou-se uma das melhores tramas da novela: a rivalidade de Lola (Leticia Spiller) e Aurora (Mariana Ximenes). Lola roubou a cena desde o primeiro capítulo, ao encarnar uma legítima Marilyn Monroe. E Aurora tomou a novela para ela quando surgiu, esplendorosa, injetando emoção e diversão à Joia Rara. Além disso, viveu uma intensa e graciosa história de amor ao lado do soldado paraplégico Davi (Leandro Lima, bela revelação). E a pensão serviu como eficiente alívio cômico, com as peripécias de personagens como Joel (Marcelo Médici) e Cléo (Luana Martau).

E, claro, não se pode falar dos pontos positivos de Joia Rara sem citar a menina Mel Maia. A atriz mirim já havia dito a que veio quando viveu a pequena Rita em Avenida Brasil, e vê-la numa novela inteira era uma vontade do público. Eis que ela surge no papel-título da trama, fazendo bonito ao liderar um grande elenco repleto de estrelas. Mel é natural e espontânea, é uma atriz de verdade, com um talento nato. Sua Pérola foi de uma delicadeza fora do comum. Vai longe.

Mas Joia Rara também sofreu com mais um erro de estratégia da direção da Globo. Ofereceu uma trama de época, escura, cheia de roupas e pompa, num momento em que o sol brilhava forte. O horário de verão foi talvez o principal vilão da novela. Assim, Joia Rara saiu de cena com um ingrato título de uma das mais baixas audiências da faixa das seis, tal qual a bela Lado a Lado, que sofreu do mesmo mal. Tudo era muito soturno, sobretudo nos primeiros capítulos, o que afugentou o público.

Joia Rara esteve longe de ser uma novela ruim. Mas deixou com gosto de “quero mais” o espectador que esperava por algo tão surpreendente quanto foram Cama de Gato e Cordel Encantado



Escrito por André San às 18h04
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Uma lágrima. Morre o ator José Wilker

O ator José Wilker, 66, morreu na casa da namorada, a jornalista Claudia Montenegro, no Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (5), vítima de um infarto fulminante, enquanto dormia.

O último trabalho do ator foi na novela Amor à Vida, em que ele interpretou o médico Herbert. Antes disso, ele havia atuado em outra novela de Walcyr Carrasco, Gabriela. Ao todo, Wilker atuou em 29 novelas, incluindo sucessos como Roque Santeiro, O Salvador da Pátria, Anos Rebeldes e A Próxima Vítima.

Com uma extensa carreira também no cinema, Wilker atuou em 49 filmes, como Bye Bye Brasil, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Jango e Giovanni Improtta - baseado em seu famoso personagem da novela Senhora do Destino. Na TV, atuou em mais de 30 novelas, a primeira foi em Gabriela (1979), como Mundinho Falcão. Em 2012, interpretou o Coronel Jesuíno Mendonça no remake da novela e ficou marcado pelo bordão "vou lhe usar".

Wilker também trabalhou como diretor, tendo sido o responsável por Giovanni Improtta e pelo seriado Sai de Baixo, da Globo. Ele ainda dirigiu as novelas Louco Amor, de 1983, e Transas e Caretas, de 1984, assim como a peça de teatro Rain Man.

Com informações do UOL.

Contato: andresantv@yahoo.com.br. 



Escrito por André San às 18h03
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Globo faz especial para divulgar as mesmas novidades de sempre

Pelo segundo ano consecutivo, a Globo chamou a imprensa e lançou sua programação do ano com o evento Vem Aí, que é também um programa especial de TV a ser exibido hoje à noite, depois de Em Família. Tatá Werneck, Leandro Hassum e Marcelo Adnet são os anfitriões da festa, que contou com a participação do elenco da emissora.

Mas, como sempre, as novidades são sempre as mesmas. Estreias de fato serão apenas três neste primeiro momento. A primeira estreia é o novo reality SuperStar, que começa neste domingo, 6, depois do Fantástico. Apresentado por André Marques e Fernanda Lima, e com as participações de Ivete Sangalo, Fabio Jr e Dinho Ouro Preto, a atração pretende revelar uma nova banda musical. Em tempos de realities musicais em que seus campeões não emplacam, a novidade já vem com cheiro de desconfiança. Mas, mesmo que a tal nova banda não tenha vida longa, o programa pode ter a mesma sorte do The Voice e se tornar hit. A conferir.

A segunda estreia será Tá no Ar - A TV na TV, novo humorístico encabeçado por Marcelo Adnet e Marcius Melhem. A proposta é satirizar os diferentes formatos da televisão brasileira. Ou seja, um novo TV Pirata. Irá ao ar às quintas, depois de Doce de Mãe. E a terceira e última estreia de abril será O Caçador, nova série policial assinada por Marçal Aquino e Fernando Bonassi, dupla de Força Tarefa. Irá ao ar às sextas-feiras, depois do Globo Repórter.

Há também uma quarta estreia, a novela Meu Pedacinho de Chão, que substitui Joia Rara a partir de segunda, 7. E a emissora aproveitou também para anunciar seus próximos folhetins: Geração Brasil, a próxima das sete; e O Rebu, a próxima das onze. Anunciou também as novas temporadas das séries Pé na Cova, Tapas & Beijos e A Grande Família. E diz ter uma sacolada de novos quadros em seus programas de variedades, como Mais Você, Encontro, Vídeo Show, Estrelas, Caldeirão do Huck, Esquenta! e Domingão do Faustão. Também promete novas temporadas do Profissão Repórter, Na Moral e Amor & Sexo.

Mesmo que o pacote de novidades anunciado no Vem Aí não seja lá muito repleto de novidades, há de se considerar que a Globo tem mostrado cada vez mais sua vontade de inovar. De uns tempos pra cá, o canal tem canalizado seus esforços para buscar renovar seus programas tradicionais. Tentou com o Vídeo Show no ano passado (que não deu certo, diga-se) e, neste ano, promete fazer o mesmo com o Fantástico. O fato de ter mexido na grade vespertina também é demonstrativo deste esforço.

No entanto, ao que tudo indica, ainda há muito a ser feito. A emissora vive uma fase onde vê seus números diminuírem consideravelmente. Além do problema do Vídeo Show, que definitivamente não funcionou com Zeca Camargo, há ainda problemas com as novelas (as atuais estão todas fora da meta), e com alguns produtos que começam a demonstrar sinais de cansaço, como o Big Brother Brasil. A Globo vive um momento delicado, e seus próximos passos serão decisivos, caso queira seguir líder isolada. 



Escrito por André San às 18h30
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TV Paga: Suely Franco participa da 5ª temporada de "Detetives do Prédio Azul"

A partir do dia 7 de abril, às 18h30, Mila, Tom e Capim voltam à telinha do Gloob com novas aventuras para a 5ª temporada de Detetives do Prédio Azul. Além de novos cenários e da utilização de efeitos especiais inéditos, a série apresenta novos personagens como as bruxas Vó Berta (Suely Franco) e Zoraida Zorga (Bia Sion), a babá fofoqueira Gigi (Sandra Hansen) e o mascote do clubinho, Patucara. Entre as participações especiais estão o músico Gilberto Gil e o ex-jogador de futebol Juninho Pernambucano.

Nesta nova temporada, um clima de bruxaria toma conta do Prédio Azul com a chegada de duas bruxas da pesada: Vó Berta, avó da síndica Dona Leocádia que por conta de um feitiço está aprisionada em um quadro e Zoraida Zorga, mais conhecida como ZZ, a arquiinimiga de Leocádia que usará todo seu poder para se tornar a bruxa mais poderosa do universo!

A série contará com uma grande quantidade de efeitos especiais, sejam eles decorrentes dos muitos feitiços que as bruxas fazem ou dos seres misteriosos que rondam o Prédio Azul. Mila e Severino, por exemplo, se transformam em balão depois de comerem um bolo enfeitiçado por Leocádia. Já Capim é aprisionado por uma bolha gigante feita por ZZ e Leocádia diminui de tamanho graças a um pó mágico soprado por um Elfo. 

Nesta temporada, a série ainda ganha dois novos cenários, o Porão, onde será o esconderijo da bruxa ZZ e o Hall da Dona Leocádia, um local que revela um pouco mais do passado da síndica, com fotos e quadros de seus antepassados bruxos. Entre as participações especiais estão a do músico Gilberto Gil, que em um dos episódios será o padrinho de capoeira de Capim (Cauê Campos) levando instrumentos como agogô e afoxé para as crianças, e a do ex-jogador de futebol Juninho Pernambucano, que fará uma visita ao Prédio Azul surpreendendo os detetives mirins.

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Escrito por André San às 18h29
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Patrícia Abravanel se "inspira" em Rodrigo Faro e se dá bem

Patrícia Abravanel, quem diria, está botando as manguinhas de fora! A apresentadora do SBT e filha número pim de Silvio Santos tem mostrado novas facetas no comando de seu programa Máquina da Fama. Recentemente, surpreendeu ao surgir cantando e dançando, vestida de Carmen Miranda num especial de carnaval. Já na noite de ontem, 31, foi a vez de surgir caracterizada de Shakira, entonando os acordes de “Waka Waka”.

Estaria a filha de Silvio Santos se inspirando em Rodrigo Faro? Vale lembrar que o apresentador da Record começou a se destacar no Ibope quando passou a aparecer travestido e dublando artistas a cada beijo do quadro Vai Dar Namoro. As performances do Dança Gatinho turbinaram a audiência de O Melhor do Brasil, tornando Faro o “queridinho” da Record. E foi isso que consagrou o moço como animador, colecionando Troféus Imprensa e migrando do sábado para o domingo.

E agora é a vez de Patrícia Abravanel mostrar toda a sua versatilidade ao público, cantando e dançando no programa que apresenta. A direção do Máquina da Fama já havia avisado que Patrícia realizaria este tipo de apresentação vez ou outra. Mesmo com uma dinâmica diferente, a proposta de fazer seu apresentador “pagar mico” em cena vez ou outra é praticamente idêntica. Rodrigo Faro fez escola, afinal!

Com ou sem Patrícia cantando e dançando, o Máquina da Fama tem surpreendido na audiência. Nas últimas semanas, o programa mostrou um crescimento bastante interessante. Se quando estreou penava no Ibope, o que obrigou a emissora a tirá-lo dos sábados e realocá-lo às segundas, hoje a realidade é diferente. Ontem, dia 31, o programa repetiu seu recorde de audiência, 7 pontos no Ibope, garantindo a vice-liderança para o SBT. Nada mal para um programa que nasceu quase que no improviso e, por pouco, não sumiu de vez logo após a estreia.

E nesta nova fase, Patrícia Abravanel tem experimentado novas possibilidades. Ela ainda não é uma ótima apresentadora, longe disso, mas tem evoluído bem. A ideia de colocá-la fazendo apresentações acabou ajudando num processo de “humanização” dela diante do público, algo como “olha lá a filha do dono pagando mico”. E seu jeito espontâneo e meio atrapalhado faz com que ela, aos poucos, vá construindo sua própria personalidade.



Escrito por André San às 18h42
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TV Paga: "Flora Encantada" de volta no Viva

O canal Viva é um celeiro de novelas clássicas. E isso vale também para as tramas juvenis. Depois de reapresentar duas vezes Caça Talentos, a emissora trará agora mais uma novelinha protagonizada por Angélica: Flora Encantada. A atração substitui a saga da fada Bela, cujos capítulos finais estão sendo reexibidos todos os dias, às 17 horas.

Em Flora Encantada, Angélica vive Flora, uma botânica que é a guardiã de uma reserva florestal. Ela conta com a ajuda do esperto Gafa (Leonardo Miggiorin), um jovem que esconde uma paixonite pela loira; e de bichos que vivem na reserva, como a joaninha Joaninja. Ela luta para proteger o local de Gana Ganância (Fernanda Lobo), que quer destruir a reserva, ao lado de seus comparsas Papa, Traça e Tana Chata. A ideia do programa era transmitir noções de cidadania e preservação da natureza.

Com roteiro e bonecos criados por Mariana Caltabiano, Flora Encantada foi lançada em 1999 e era exibida diariamente, dentro do programa Angel Mix. A ideia era repetir o bom desempenho de Caça Talentos, o maior sucesso de Angélica na programação infantil da Globo. No entanto, Flora não emplacou e ficou pouco tempo no ar, entre outubro de 1999 e março de 2000. Caça Talentos, por sua vez, ficou dois anos no ar, contabilizando 567 capítulos.

Se seguir a mesma lógica, o canal Viva poderá reapresentar, na sequência de Flora Encantada, a terceira e última novelinha infantil protagonizada por Angélica: Bambuluá. Exibida entre outubro de 2000 e dezembro de 2001, a trama tinha em seu elenco nomes como Pedro Vasconcelos, Anderson Muller e Juliana Knust. E quem sabe o Viva não toma de vez o gosto pelas produções infantis da Globo e resgata também os especiais musicais dos anos 1980, programas e Xuxa e até a saudosa e deliciosa TV Colosso? Seria bem bacana!

Flora Encantada estreia no dia 14 de abril, às 17h, no Viva.

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Escrito por André San às 18h41
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Com estreia de "Domingo Show", Record consolida seu "showrnalismo"

Há poucos meses, quando começou a desenhar sua grade para 2014, a Record avisou que o Domingo da Gente não teria nova temporada, e nem apresentador fixo, como se cogitou anteriormente. Ao invés disso, a emissora entregou a faixa horária ao seu jornalismo e elegeu Geraldo Luis o novo anfitrião do horário. Tal escolha se justifica, tendo em vista que Geraldo foi um dos vários apresentadores que o Domingo da Gente teve, e foi o dono do maior Ibope da atração. Sendo assim, Geraldo logo se despediu de seu Balanço Geral – SP, entregando a batuta a Luiz Bacci, e passou a se dedicar ao novo programa.

Mas o que se entende quando nos chega a informação que determinado programa passará ao núcleo do jornalismo? Que será uma atração jornalística, é claro! Dado o perfil popular do apresentador, poderíamos concluir que estava sendo desenhada uma espécie de “mistura” entre Domingo Espetacular e Cidade Alerta, ou seja, uma revista informativa de apresentação mais “povão”. No entanto, tal conclusão poderia ter sido pensada por alguém que não tenha visto Geraldo à frente do Balanço Geral. Afinal, o programa da hora do almoço da Record sempre foi um “programa de auditório sem auditório”, mesmo sendo vendido como jornalístico e estando sob o guarda-chuva do departamento de jornalismo. Ou dá pra levar a sério um telejornal apresentado por um fanfarrão, um anão, um galo, a “Morte” e a Fabíola Reipert?

Domingo Show, o novo programa de Geraldo Luis, entrou no ar na semana passada e mostrou-se como uma espécie de “evolução” do Balanço Geral. Se o Balanço é um programa de auditório sem auditório, o Domingo Show já sanou esta ausência e conta com uma plateia barulhenta e participativa. Está lá Geraldo, com seu estilo “clone de Ratinho” de ser, e todos os seus partners bizarros dos tempos do Balanço. Como há um auditório, há toda uma oferta de atrações típicas de programas do gênero. Sabrina Sato foi a convidada do programa de estreia e participou de games e quadros diversos. Nada de novo num programa de auditório, mas talvez uma novidade num programa “jornalístico”.

De jornalismo mesmo, o Domingo Show apostou num rodízio de repórteres com informações diversas. No entanto, o “filé” do programa de estreia foi a matéria sobre o famoso repórter policial Gil Gomes. Durante boa parte de sua duração, o Domingo Show dedicou-se a contar a história passada de Gomes, e mostrou também como ele está hoje, lutando contra o mal de Parkinson. Interessante para o público descobrir como está atualmente uma figura importante da comunicação nacional de um passado não muito distante. Mas a extensa duração, a trilha sonora chororô e a edição impactante serviram para transformar o drama de Gomes num espetáculo. E é aí que mora o perigo!

Assim, com o Domingo Show, a Record consolida de vez o seu “showrnalismo”, ou seja, a aposta em produtos ditos “jornalísticos”, mas realizados com uma forte carga de “show”. Que é, afinal, o que a emissora vem fazendo há tempos, transformando informação em espetáculo. É só analisar a atual grade do canal, tomado por programas jornalísticos, de manhã até à noite. Dentre tantos produtos, destaca-se o Balanço Geral (cuja edição de São Paulo incomoda a Globo e seu Vídeo Show há tempos), e o Cidade Alerta, que ocupa mais de três horas diárias dosando as gracinhas de Marcelo Rezende e o noticiário policial, e sempre com bom resultado no Ibope (a maior audiência diária da casa). Ou seja, quanto mais a Record injeta show em seu jornalismo, mais os resultados práticos (leia-se Ibope) surgem. Nada mais natural que a emissora aperfeiçoe uma fórmula claramente vencedora. E o Domingo Show é o auge do fenômeno, carregando “show” até no nome.

O Domingo Show é apenas a primeira de uma série de estreias que a Record promoverá nas próximas semanas. Os próximos lançamentos devem vir para fortalecer sua linha de shows, agora exibida mais cedo, por volta das 22h30: Repórter Record Investigação, de Domingos Meirelles, às segundas; Aprendiz Celebridades, de Roberto Justus, às terças e quintas; Milagres de Jesus e Câmera Record seguem às quartas; e Me Leva Contigo, de Rafael Cortez, virá à sextas. Aos finais de semana, virão ainda o Programa da Sabrina, de Sabrina Sato, aos sábados, e A Hora do Faro, de Rodrigo Faro, aos domingos. Ou seja, o novo cardápio vem com um pé no popular, com programas de auditório diversos e jornalísticos de veia policial. Trata-se de uma volta definitiva da Record aos programas populares que a consagraram nos anos 1990. 



Escrito por André San às 14h46
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