"Babilônia": chega ao fim uma das piores novelas de todos os tempos



Sério, gente, estou com sérias dificuldades de me lembrar de uma novela das nove da Globo que tenha sido tão ruim quanto Babilônia! E olha que estamos em plena safra de novelas das nove “meh!”: nos últimos três anos, embarcamos na trama rocambolesca de Salve Jorge, no didatismo sem noção de Amor à Vida, na sonolência entediante de Em Família e na trama policial mal ajambrada de Império. Mas Babilônia superou qualquer expectativa negativa, e do pior jeito possível, já que ela muito prometia, mas se revelou uma grande decepção.

A promessa veio por meio de um primeiro capítulo eletrizante, bem armado, na qual foi proposto ao espectador todo o emaranhado que unia as três protagonistas da obra, Regina (Camila Pitanga), Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). Quando a vilã-mor Beatriz matou o pai da mocinha Regina e colocou a culpa na rival Inês, as vidas delas estariam entrelaçadas. A promessa era uma “briga de titãs” entre duas vilãs sem escrúpulos, enquanto a mocinha lutaria para descobrir quem, afinal, havia matado seu pai. Regina revelou-se uma heroína chata desde o início, mas Beatriz e Inês foram mostradas como duas vilãzonas daquelas que amamos odiar e que sua rivalidade manteria Babilônia sempre em alta tensão. Mas não foi isso o que aconteceu.

Passada a primeira semana, inacreditavelmente, Babilônia perdeu fôlego e já nem parecia a mesma novela mostrada nos primeiros capítulos. A rivalidade entre Beatriz e Inês perdeu a alta voltagem, e as duas cultivavam uma relação de estranha amizade, numa queda-de-braço que mais dava sono do que empolgava. Paralelamente, Regina vivia sua história de amor xarope com Vinícius (Thiago Fragoso), se colocando longe das vilãs. O maior conflito de Regina era contra sua própria chatice, que irritava até mesmo Vinícius, e também enfrentar o recalque da ex-mulher mala do mocinho, Cris (Tainá Muller).

Ao mesmo tempo, a baixa audiência da coisa toda preocupava a direção da Globo, que adiantou grupos de discussão de Babilônia e identificou forte rejeição aos temas ditos “polêmicos” da obra, como a homossexualidade de Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Thimberg), as relações explosivas entre pai e filho (Guto e Evandro, de Bruno Gissoni e Cassio Gabus Mendes) e de mãe e filha (Inês e Alice, de Sophie Charlotte), o cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) e a iminente transformação de Alice em prostituta. Com base nestes resultados, foram feitas mudanças na obra. Teresa e Estela já não demonstravam grandes carinhos, Alice e Inês magicamente se transformaram em melhores amigas, Evandro deixou de ser um mau-caráter para tentar reconquistar o filho, e Murilo deixou de ser cafetão para virar... nada. Nada disso adiantou para recuperar o fôlego de Babilônia.

Neste contexto, ficou a falsa impressão de que Babilônia não emplacou porque foi vítima de censura, tanto interna quanto externa. O mantra “se os autores não tivessem desviado de sua ideia original, a novela seria bem melhor” virou uma verdade absoluta. Mas é uma verdade completamente equivocada. Desde o início, Babilônia mostrou-se uma trama sem muito fôlego, como foi dito acima. Além do fio condutor ter se revelado frágil, não ajudava o fato de não haver grandes emoções e nem personagens simpáticos, que pudesse conquistar o público. Assim, as mudanças só vieram piorar o que já era ruim. Na nau sem rumo que a novela se transformou, ficou aos olhos do público a impressão de que Gilberto Braga, Ricardo Linhares, João Ximenes Braga e seus trocentos colaboradores logo entregaram os pontos e passaram a empurrar a novela de qualquer jeito.

E foi aí que Babilônia perdeu totalmente sua única qualidade inicial: o charme e o glamour de seus personagens e os diálogos afiados que são grife do autor Gilberto Braga. Tudo isso se perdeu para dar espaço a uma sequência de ações sem sentido, diálogos inacreditavelmente pobres, humor constrangedor da pior qualidade e novos entrechos tirados do éter que nada acrescentavam ao andamento da obra. Beatriz e Inês passaram a novela toda armando uma contra a outra, com planos cada vez mais amadores. Beatriz, que se mostrou uma bandida esperta no passado, fez armações absurdas, sem qualquer cuidado. Na vida real, ela teria sido descoberta e presa há tempos. Enquanto isso, Inês entrou numa crise de identidade que a tornou uma personagem vazia e sem propósito. Inicialmente, ela parecia ser obcecada por Beatriz: ela queria SER a Beatriz. Logo foi revelado que ela queria era se vingar da “amiga”, pois no passado seu pai foi preso por culpa da pilantra. Inês perdeu a aura de vilã para virar uma espécie de justiceira torta que só metia os pés pelas mãos. Ficou boboca.

Completamente desfigurada, Babilônia ainda piorou sua situação ao dedicar preciosos minutos a tramas paralelas sem nenhum pingo de graça. O casal Paula (Sheron Menezzes) e Bento (Dudu Azevedo) era um convite para o espectador se levantar para ir ao banheiro. As armações de Luis Fernando (Gabriel Braga Nunes) e a relação com sua família era chato toda vida. O triângulo amoroso entre Clóvis (Igor Angelkorte), Norberto (Marcos Veras) e Valeska (Juliana Alves) não conseguia arrancar um riso amarelo. Pelo contrário, era digo de vergonha alheia. E o pior de tudo foi a declaração de Gilberto Braga ao jornal O Globo, citando investir neste núcleo como uma de suas armas para tentar estancar a queda de audiência. Oi?

Completamente fora do trilho, Babilônia ensaiou uma recuperação na reta final. Murilo voltou à cena após uma temporada na geladeira, revelou que ainda é cafetão, sim, e arrumou rolo com meio mundo na novela. Resultado: foi morto misteriosamente, fazendo surgir mais um famigerado “quem matou?”. Ao mesmo tempo, Otávio (Herson Carpi), que era apaixonado por Beatriz, mas cúmplice de Inês, toma as rédeas da vilania na novela e obriga a vilã a se casar com ele e se separar do amante Diogo (Thiago Martins). Mas Beatriz seduz Oswaldo (Werner Schunemann), comparsa do marido, e arma seu assassinato. Uau, que virada, hein? Pena que, dois capítulos depois, Otávio reaparece vivo, não explica a ninguém como conseguiu fingir sua morte (ele não teve enterro? Como assim?) e ainda se revela o assassino de Murilo. Matou por ciúme, pois acreditava que ele era amante de Beatriz. Faz todo o sentido, não?

Como também não fez o menor sentido Regina ter em mãos uma gravação que incriminava Beatriz e ter preferido chantageá-la ao invés de entregar a prova à polícia. Claro, negociar com a assassina do seu pai é uma ótima ideia, não? Também não fez muito sentido Inês ser condenada pelo assassinato do pai de Regina, se a própria Beatriz assumiu a culpa na frente de vários personagens no capítulo final. Todo mundo se esqueceu da confissão da vilã? Sentido também faltou na cena final de Beatriz e Inês, quando as duas fogem juntas da cadeia e vão parar numa ribanceira num carro. Num determinado momento, Inês está fora do carro e Beatriz acelera, provocando a rival. Eis que, mesmo com o carro em movimento, Inês consegue abrir a porta e entrar no veículo normalmente. Ela tem superpoderes? Pareceu uma cena de The Flash!

Neste festival de equívocos, salvou a família Pimenta, que acabou se tornando uma espécie de porta-voz dos autores em críticas ao conservadorismo da “Família Tradicional Brasileira”. Destaque total à Consuelo, muitíssimo bem defendida por Arlete Salles, que, mesmo parecendo cômica, revelou-se um retrato bem realista da hipocrisia que reina no mundo da política e da religião. O núcleo só não foi melhor porque Marcos Palmeira escolheu um caminho errado na construção de Aderbal, prefeito corrupto, mas defensor da moral e dos bons costumes. O personagem pedia mais malícia e cinismo. Além disso, as discussões sobre homofobia, principalmente nos embates entre Consuelo e o casal Teresa e Estela, acabou adotando uma postura panfletária e pouco natural, o que prejudicou a campanha sobre o tema (que é bastante oportuno, diga-se).

Entre tantos equívocos, tropeços e sequências sem sentido, coroados por um dos piores últimos capítulos da história, Babilônia sai de cena sem deixar nenhuma saudade. O melhor do último episódio foi constatar que a novela finalmente chegou ao fim.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 13h47
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"Mundo Disney" estreia nesta segunda e altera grade do SBT



Quando saiu a notícia do novo acordo entre SBT e Disney, no qual a marca do Mickey passa a ocupar duas horas diárias da programação da emissora de Silvio Santos, foi dito aqui que a grade da emissora fatalmente seria afetada. Afinal, o novo acordo funciona como uma espécie de arrendamento, no qual a Disney fornece blocos fechados de programação ao SBT e será a “dona da faixa”, ou seja, o faturamento publicitário do horário fica com a companhia. Sendo assim, essas duas horas acabariam subtraindo o tempo de outros produtos da grade.

Pois é isso mesmo que vai acontecer. Bom Dia e Cia e Domingo Legal serão os principais afetados com a estreia do bloco, que recebeu o nome de Mundo Disney e já tem chamadas veiculadas na programação. Quando saíram as primeiras notícias, falaram que o Mundo Disney ocuparia a faixa das 10h às 12h, de segunda a sexta. Assim, não somente o infantil de Matheus Ueta, Ana Julia e Silvia Abravanel seria afetado, mas também a faixa de programação local, já muitas afiliadas do SBT exibem produções próprias no final da manhã. No entanto, Mundo Disney acabou sendo encaixado entre 8h30 e 10h30. Sendo assim, a faixa local não será alterada. Mas o Bom Dia e Cia fica menor, no ar entre 10h30 e 13h30 (onde há programas locais, o infantil sai do ar antes).

Já aos finais de semana, o que foi anunciado anteriormente permanece. Mundo Disney irá ao ar entre 11h e 13h. Aos sábados, a única alteração será a abreviação do Sábado Animado. Mas, aos domingos, haverá uma mudança mais radical, já que o Domingo Legal perderá duas horas de duração, ficando no ar das 13h às 15h. O SBT não se manifestou sobre como ficará o conteúdo da atração, mas o mais provável é que este tempo seja preenchido pelo Passa ou Repassa, que já ocupa a maior parte do programa.

Para compensar o tempo perdido aos domingos, Celso Portiolli ganha um segundo programa no SBT. Sabadão com Celso Portiolli estreia neste sábado, 29 das 22h30 à 0h30. Pelas chamadas, a impressão que fica é que Sabadão vai ser um programa predominantemente musical (vale lembrar que Gugu Liberato apresentou um programa com este nome que era somente musical), mas é possível que a atração “herde” alguns dos quadros que não caberão mais no Domingo Legal. Nas chamadas, é possível ver Marlei Cevada (a Nina de A Praça É Nossa) e Pedro Manso, que participam do programa dominical. Pelo visto, eles passarão para o programa de sábado.

Resolvido os ajustes da grade, resta saber como será, de fato, o Mundo Disney. Sabemos que o bloco exibirá séries, animações e filmes, e as próprias chamadas exibem uma sacolada de programas diferentes. Como será que eles serão distribuídos? Será possível que os filmes ficam aos finais de semana, enquanto a séries e programas entrem de segunda a sexta? Logo descobriremos. O que já sabemos é que este acordo entre SBT e Disney foi fechado pelo próprio Silvio Santos, sem o conhecimento dos diretores da emissora. Segundo diversos sites, os diretores não gostaram muito da novidade. Mas, como manda quem pode e obedece quem tem juízo… Mundo Disney estreia nesta segunda, 31, às 8h30, no SBT.

 

Atualização (28/08/2015, às 8h42): após a conclusão deste post, a Disney divulgou oficialmente a programação do Mundo Disney. De segunda a quinta, a faixa exibirá diariamente A Casa do Mickey Mouse, Doutora Brinquedos, Miles do Amanhã e Princesinha Sofia. Alternam-se diariamente os desenhos Jake e os Piratas da Terra do Nunca (segundas), Xerife Callie do Oeste (terças), Junior Express (quartas) e Henry Monstrinho (quintas). Às sextas, o público do SBT poderá curtir episódios de 7D, Phineas & Ferb, Parquinho e a novela Violetta. No fim de semana, se revezarão títulos como Austin & Ally, Que Talento! e Violetta, além de um filme especialmente selecionado do acervo da Disney.



Escrito por André San às 18h34
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Séries em Série: Último episódio da terceira temporada de "Bates Motel"



O Canal Universal exibe no dia 3 de setembro, quinta-feira, às 22h, o décimo e último episódio da terceira temporada de Bates Motel. No episódio "Unconscius", Dylan (Max Thieriot) chega em casa e encontra uma garrafa de bebida vazia ao lado de um instrumento musical. Norma (Vera Farmiga) conta que Caleb (Kenny Johnson) lhe deixou o objeto de presente antes de partir. 

Na delegacia, Romero (Nestor Carbonell) acompanha a reunião da Narcóticos que planeja uma ação para encurralar Bob Paris (Kevin Rahm). Enquanto isso, Norma observa seu filho mais novo, enquanto dorme, com preocupação. Em casa, Emma (Olivia Cooke) recebe a notícia de que pode ter a oportunidade de fazer um transplante de pulmão e conseguir se salvar da doença que coloca sua vida em risco.

No hotel Bates, Norman (Freddie Highmore) vai até o quarto em que havia escondido Bradley (Nicola Peltz) levando o café da manhã, mas, ao entrar, encontra o cômodo vazio sem vestígios da amiga. Enquanto isso, Norma vai até uma clínica para pessoas que têm problemas psicológicos onde Norman poderia receber um tratamento adequado. No entanto, o valor do local está muito acima do que ela poderia pagar.

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Escrito por André San às 18h33
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Marcelo Adnet pode ganhar talk show na Globo



A conversa não é nova, mas parece estar prestes a ganhar cores definitivas: Marcelo Adnet deve ganhar um talk show na Globo. Segundo o colunista Fernando Oliveira, do jornal Agora São Paulo, o ator deve gravar um piloto da nova atração nesta quinta-feira, dia 27, com a participação de Mateus Solano. A ideia é fazer algo nos moldes do The Tonight Show with Jimmy Fallon, exibido em terras brasucas pelo canal GNT.

Ainda segundo o jornal, caso o piloto do programa seja aprovado, existe a possibilidade de a atração entrar no ar em breve, na faixa logo após o Jornal da Globo. Assim, o Programa do Jô seria empurrado para as altas horas (mas este é outro programa) da madrugada. O que seria estranhíssimo, caso realmente acontecesse. Primeiro, porque o canal “colaria” dois programas nos mesmos moldes, o que não faria muito sentido. Segundo, porque o Programa do Jô já começa meio tarde atualmente; ir ao ar ainda mais tarde me parece um desperdício dos grandes.

Ao sinalizar a intenção de encaixar um novo talk show nas madrugadas pilotado por Marcelo Adnet, a Globo mostra que o bom desempenho de Danilo Gentili, com seu The Noite, é sim uma preocupação. A manobra soa como uma espécie de estudos de possibilidade dentro da Globo, o que pode significar buscar brecar a concorrência colocando em seu encalço um programa nos mesmos moldes. Sim, porque, por mais Adnet e Gentili tenham lá suas diferenças e estilos, é fato que ambos têm perfis semelhantes. E por mais que Danilo Gentili negue, o The Noite bebe muito da fonte do The Tonight Show também.

Resta saber como fica Jô Soares em meio a tudo isso. Como dito acima, me parece um grande desperdício manter o Programa do Jô num horário ainda mais avançado do que já ocupa atualmente. Talvez faça bem para seu Ibope, pois sairá da concorrência direta com o The Noite e irá para um espaço mais sem concorrência na grade de programação. Mas não fará nada bem ao seu público, que terá que assisti-lo tão tarde da noite. Além disso, fica a sensação de que Jô Soares está sendo “cozido” pela Globo: neste ano, o Programa do Jô sofreu cortes, e ainda seguem fortes os boatos de que a atração pode ir ao ar semanalmente, ou duas vezes por semana.

É bem provável que um talk show com Marcelo Adnet acabe por se revelar uma boa ideia. O rapaz já fez programa de entrevistas na antiga MTV e funcionava muito bem no formato. Mas é triste saber que o Programa do Jô acabe sendo jogado para escanteio. Se o talk show de Adnet realmente acontecer, talvez a melhor saída não seja jogar Jô madrugada adentro, e sim fazê-lo semanal, mas num horário mais acessível (de repente, às sextas, depois do Globo Repórter). Só não pode é tratá-lo como um problema após tantos anos de bons serviços prestados. 



Escrito por André San às 18h42
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TV Paga: "Os Aspones" estreia no Viva



Nesta quinta-feira, 27 de agosto, às 21h, o Viva estreia Os Aspones, com Selton Mello, Andréa Beltrão, Marisa Orth, Pedro Paulo Rangel e Drica Moraes. Exibido em 2004 na TV Globo, o seriado tem autoria de Alexandre Machado e Fernanda Young, e direção de José Alvarenga Júnior.

Ao longo de sete episódios, Os Aspones revela o dia a dia de um grupo que trabalha em uma repartição pública, mas não tem muito o que fazer no escritório. O cotidiano de Moira (Drica Moraes), Anete (Marisa Orth) e Caio (Pedro Paulo Rangel) parece ser tranquilo, sem muitas tarefas, até a chegada de Tales (Selton Mello), novo chefe do setor, e sua estagiária, Leda (Andréa Beltrão).

O seriado mostra como Tales tenta mudar a rotina do escritório, dando fim ao tédio e boa vida de seus subordinados. Parte dele a ideia de transformar o "Fundo Ministerial de Documentos Obrigatórios" num setor burocrático para a conscientização da sociedade: o "Falar Mal Dos Outros". Com a mudança, o trio passa a monitorar brasileiros que cometem deslizes como jogar papel, chiclete ou guimba de cigarro na rua, além de pessoas arrogantes, egoístas e sem vergonha.

Na história que abre o programa, Tales comemora a chegada de Leda em seu setor. Mas esta não é a única surpresa do dia. Por acaso, ele descobre que determinadas pastas sumiram e vai se queixar com seu chefe na superintendência.

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Escrito por André San às 18h39
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Com Xuxa, Record resgata programa de auditório de variedades



Como era já era de se esperar, foi bem intensa a repercussão da estreia do Programa Xuxa Meneghel, que aconteceu na última segunda-feira, 17, na Record. E não era para menos: trata-se do retorno ao ar de um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira. Trata-se também da estreia de Xuxa numa nova casa, após quase 30 anos de Rede Globo, emissora que a transformou num ídolo e na qual comandou diversos programas, principalmente infantis. E ainda, trata-se da transição definitiva de Xuxa para o público adulto. A artista comandou algumas atrações familiares na Globo, mas sua imagem de apresentadora de programas infantis seguiu forte.

E foi esta a grande novidade na estreia do Programa Xuxa Meneghel: mostrar a imagem adulta de Xuxa. Ao vivo, no horário da noite e livre de diversas amarras, a apresentadora surgiu à vontade e espontânea, como nunca se viu. Até mesmo a voz infantilizada soou menos infantilizada. Xuxa, finalmente, apareceu se comunicando com o público adulto de igual para igual. Há alguns anos, Xuxa iniciou um processo de se aproximar de seu público, já que, nos bons tempos de apresentadora infantil, foi criada toda uma aura inalcançável em torno dela. E com a estreia de seu novo programa, a última barreira neste sentido foi quebrada. Xuxa riu, se divertiu, falou bobagens e interagiu com sua plateia o tempo todo. Coisa que não era muito comum no TV Xuxa, último programa dela na Globo. Riu de si mesma o tempo todo. Mostrou-se um ser humano, dotado de qualidades e defeitos.

Sobre o programa em si, ainda há pouco a se dizer. Por se tratar de uma estreia, praticamente toda a atração foi sobre a própria apresentadora. Além de reverenciar seu passado de glória, a estreia do Programa Xuxa Meneghel parece que foi formatada sob medida para deixar a internet em polvorosa, já que várias das brincadeiras envolvendo a apresentadora que se espalham pela internet foram tema da atração. Pra começar, a primeira convidada foi justamente Claudia (ou melhor, Érika), a protagonista do meme “ahã Claudia, senta lá!”. O programa também explorou as comparações com Ellen DeGeneres, assunto bastante explorado pela rede desde a contratação de Xuxa pela Record.

Por isso mesmo, o que foi mostrado ao espectador não foi o programa em si, e sim como deve ser o Programa Xuxa Meneghel. Sem esconder a inspiração no The Ellen DeGeneres Show, a espinha dorsal da atração é promover interações constantes com a plateia e entrevistas. No primeiro programa, os atores de Os Dez Mandamentos foram os convidados, mas o bate-papo foi curto. Nas próximas edições, já sem o oba-oba da estreia, as entrevistas deverão ser a âncora do programa. Para realizá-las, a apresentadora conta com um sofá instalado no seu imenso e belo cenário com elementos de uma casa, tal qual a da “inspiração norte-americana”.

No entanto, se a estética do Programa Xuxa Meneghel remete imediatamente ao programa de Ellen DeGeneres (além dos cenários, toda a concepção visual também é praticamente idêntica, além do figurino da apresentadora), na prática a atração deve ser mesmo seguir a linha de Hebe Camargo, que também foi lembrada na edição de estreia. Afinal, um programa no qual o centro é um sofá, exibido ao vivo nas noites de segunda nos faz lembrar justamente do lendário Hebe. Além disso, o perfil de Xuxa como apresentadora tem muito mais a ver com Hebe do que com Ellen. A americana é humorista, dona de um repertório lotado de sarcasmo e boas sacadas. Já Xuxa tem perfil de animadora, com um jeito mais espontâneo, como era a saudosa apresentadora do SBT.

Assim, ao que tudo indica, a Record acertou em cheio na aposta que fez em Xuxa. Entregou a ela um programa diferente do que tudo que ela já fez antes, e no qual ela tem grandes condições de realizá-lo com competência. Dentre todas as ideias cogitadas para aproveitar a apresentadora, um talk show de variedades ao vivo nas noites de segunda mostrou-se a mais acertada. Além disso, resgata o espírito da linha de shows noturna, em sua melhor forma. No passado, as linhas de shows das emissoras (principalmente SBT e Record) contavam com programas de auditório variados, que divertiam o público. Este formato foi se perdendo. Hoje, a dramaturgia e os reality show dominam as linhas de shows. Os programas de auditório ficaram no fim de semana, mas até eles perderam o espírito de programas de auditório. A maioria, hoje, mais parece uma revista eletrônica com auditório do que programa de auditório propriamente dito.

Desde o ano passado, a Record ensaia resgatar uma linha de programas de auditório, mas até ela tem errado a mão. Programas como Gugu e Hora do Faro, muitas vezes, perdem o entretenimento de vista para abrir espaço ao assistencialismo e ao sensacionalismo. E o público que busca uma opção de entretenimento apenas para relaxar acaba ficando sem opções. Neste contexto, o Programa Xuxa Meneghel vem para preencher uma importante lacuna, de um programa de entretenimento noturno baseado em bate-papos, música e brincadeiras. Particularmente, eu sentia muita falta de um programa assim na TV aberta, já que cresci vendo programas como Hebe, Alô Christina (não riam!), Programa Ana Maria Braga, Quarta Total, É Show, entre tantos outros programas noturnos de auditório de variedades que marcaram uma época.

Nesta segunda, já sem todo o frisson da estreia, poderemos conferir, de verdade, como será o Programa Xuxa Meneghel. Já se sabe que a entrevistada será Sabrina Sato, que, sem dúvidas, deverá render momentos divertidos. O desafio do programa agora é aparar as arestas e fazer uso de pautas criativas, sem cair na armadilha de querer ficar reverenciando o passado de Xuxa o tempo inteiro. A Xuxa do passado nós já sabemos como era, agora queremos conferir como é a Xuxa de hoje. Há quem diga que a loira terá problemas com convidados, já que grande parte dos artistas brasileiros, seja atores ou cantores, têm algum tipo de vínculo com a Globo. Realmente é um problema, mas que pode ser driblado com a criatividade de Xuxa e sua equipe. Existem artistas, esportistas e até anônimos, sem nenhum vínculo com o canal do Projac, e que são personagens interessantes e podem render bons momentos. Se tiverem essa percepção, o Programa Xuxa Meneghel tem tudo pra dar certo.



Escrito por André San às 14h28
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Tele-Sessão: "Trash – A Esperança Vem do Lixo" estreia no Telecine



Neste final de semana, o Telecine estreia o longa Trash – A Esperança Vem do Lixo. Trata-se de uma coprodução britânica e brasileira. Dirigido por Stephen Daldry e escrito por Richard Curtis, ele é baseado em um romance homónimo de 2010 por Andy Mulligan, e é estrelado por Rooney Mara, Wagner Moura, Martin Sheen e Selton Mello.

Os pequenos Gardo e Raphael vivem em um lixão no Rio de Janeiro. Um dia, Raphael acha uma carteira com dinheiro. Em seguida, o policial Frederico surge à procura dela, mas os moleques negam ter encontrado algo. Logo os dois descobrem que a carteira pode levá-los a um tesouro.

Trash estreia neste sábado, 22, às 22h, no Telecine Premium, e amanhã, dia 23, às 20h, no Telecine Pipoca.

Contato: andresantv@yahoo.com.br . 



Escrito por André San às 14h26
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Em novo horário, "Estrelas" perde audiência



Exibido um pouco mais tarde para fugir da faixa local desde abril deste ano, o Estrelas, de Angélica, tem perdido audiência. A atração, desde que passou para o horário das 14h45 (ou 15h15 em algumas praças), tem tido dificuldades em ampliar os índices herdados pela reprise de Os Caras de Pau. Trata-se de uma situação inédita na trajetória do programa, que está no ar desde 2006 e sempre apresentou audiência estável.

Ocupar a faixa pós-Jornal Hoje de sábado com o repeteco do humorístico de Leandro Hassum e Marcius Melhem não se revelou uma boa ideia. O programa derruba os números herdados do telejornal e prejudica o restante da grade. Quando era exibido após o Jornal Hoje, Estrelas conseguia manter e ampliar os números do Ibope. Agora mais tarde e recebendo em baixa de Os Caras de Pau, o programa de Angélica não tem fôlego para estancar a queda, e ainda sinaliza perda de público. Segundo o blog Cena Aberta, do amigo Endrigo Annyston, no último sábado, 15, Os Caras de Pau registrou 7,9 pontos no Ibope; já Estrelas registrou 7,8, tecnicamente empatado com a Record, que marcou 7,6 no horário. Quando era exibido após o Jornal Hoje, Estrelas alcançava com facilidade 12 pontos de média.

A mudança de horário do Estrelas tem a ver com a vontade da apresentadora de que sua atração fosse exibida nacionalmente, já que várias afiliadas da Globo exibem programas locais após o Jornal Hoje, aos sábados. Em 2015, Estrelas passou para o guarda-chuva de Ricardo Waddington, que responde pelos programas de entretenimento da emissora do final de semana, e foi o diretor quem propôs a mudança de horário para encaixar o programa de Angélica na grade nacional. E a direção da emissora acatou, pois considerou ser uma boa ideia “colar” o casal Angélica e Luciano Huck. Mas, com a manobra, foi criado um problema, já que o antigo horário do Estrelas precisava ser preenchido com algo, e Os Caras de Pau foi tirado do arquivo. Só que o humorístico não apenas não consegue pontuar como o Estrelas, como derrubou a atração.

Curioso notar que o programa de Angélica pode estar passando por uma espécie de “maldição” deste horário intermediário, entre a faixa local e o Caldeirão do Huck. Num passado não muito distante, o TV Xuxa, de Xuxa Meneghel, era a atração do horário, e também apresentava dificuldades em manter o público herdado do Estrelas. Aliás, foi esta situação que decretou o fim do programa, culminando com a transferência de Xuxa para a Record. Agora, é Angélica que está nesta situação. Uma pena, se considerarmos que o Estrelas vem exibindo quadros interessantes, como o Minha Vida de Estrela, no qual famosos relembram passagens marcantes de suas trajetórias, e o Origem das Estrelas, que revela curiosidades da árvore genealógica dos convidados.

A culpa não é do Estrelas (perdão pelo trocadilho!). Há, claramente, um problema de grade nos sábados da Globo. O programa de Angélica combinava bem com a faixa pós-almoço, pois, como é um programa basicamente de bate-papo, tem tudo a ver com aquele momento em que o espectador está relaxando. Agora exibido no meio da tarde, o programa se torna meio sonolento. Soma-se a isso o parco desempenho de Os Caras de Pau, e o cenário se agrava. Para conseguir se manter na faixa das 15h, o Estrelas terá que ganhar mais dinamismo. E a faixa anterior ao programa deverá ganhar mais atenção da Globo. Por que não encaixar nesta lacuna um programa com Márcio Garcia, que acaba de renovar contrato, por exemplo? Se não for assim, a solução é voltar com o Estrelas após o Jornal Hoje. Senão, o cenário fatalmente se agravará.



Escrito por André San às 17h48
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Séries em Série: Último episódio de "Elementary"



O Canal Universal exibe no dia 27 de agosto, quinta-feira, às 23h, o 24º e último episódio inédito da terceira temporada de Elementary.

Em "A Controlled Descent", Alfredo (Ato Essandoh), o antigo padrinho de Holmes (Jonny Lee Miller) da reabilitação, desaparece. Holmes ia se encontrar com ele na garagem onde trabalha para entrevistar um amigo de Alfredo que queria ser o novo responsável no seu tratamento. No local, encontra o celular de Alfredo destruído no chão e constata que o carro de um de seus clientes havia sido roubado.

Holmes acredita que Alfredo pode ter voltado a se envolver com drogas e roubado o carro do próprio cliente por causa do término recente de seu relacionamento. Mas ainda há a possibilidade de ter sido sequestrado pelo antigo designer da Castle Sistemas Automotivos, Neil Kopecky (Matthew Saldivar), que foi demitido porque Alfredo acusou ele de estar envolvido na série de roubos de carros com o alarme da Castle.

Watson (Lucy Liu), detetive Bell (Jon Michael Hill) e o capitão Gregson (Aidan Quinn) interrogam Neil e ele conta que a sua demissão na Castle foi uma decisão mútua. Após as perguntas, o advogado de Neil prova que ele voltou a morar com seus pais após ser demitido e que estava em casa no momento em que Alfredo desapareceu. Horas mais tarde, Holmes recebe uma ligação do seu antigo parceiro, Oscar (Michael Weston). Ele afirma que sequestrou Alfredo e só contará a sua localização quando Holmes encontrar a sua irmã.

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Escrito por André San às 17h46
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"Criança Esperança" assume de vez o formato do "Teleton"



Há um ano, o TELE-VISÃO publicou um post intitulado “Pelo segundo ano consecutivo, Criança Esperança ganha cores de Teleton”. O texto ressaltava que, desde 2013, a Globo tinha conferido à campanha beneficente um ar de “maratona”, tal qual o Teleton, do SBT, com toda a sua programação de sábado voltada ao pedido de doações. Foi lançado o Dia da Esperança, no qual as atrações de variedades do canal foram ao ar ao vivo e eram todas pautadas na campanha. Além disso, o Mesão da Esperança, com artistas atendendo telefonemas de doadores, costurava toda a programação, que era encerrada com o tradicional Show da Esperança.

Neste ano, o formato do Dia da Esperança foi mantido. Toda a programação de sábado foi sobre a campanha. Em 2013 e 2014, os programas Bom Dia Brasil, Mais Você, Bem Estar e Encontro ganharam edições no sábado para a “maratona”. Em 2015 não foi preciso, pois a emissora agora conta com uma grade própria das manhãs de sábado: o Como Será? e o É de Casa fizeram as honras logo cedo. À tarde, Estrelas e Caldeirão do Huck também abordaram o Criança Esperança. A diferença foi à noite: o tradicional show não foi no Ginásio do Ibirapuera, nem em outro ginásio, como nos anos anteriores, e sim num estúdio no próprio Projac.

Se foi por contenção de despesas, ou pela simples vontade de se renovar, não se sabe, mas, ao ser realizado num auditório televisivo tradicional, o Criança Esperança ficou ainda mais parecido com o Teleton, do SBT. No palco, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Dira Paes e Flavio Canto comandaram uma atração na qual artistas da música, de vários estilos, fizeram performances em três diferentes espaços temáticos. Teve até uma banda formada por artistas da emissora. No programa, o Mesão da Esperança também serviu de cenário, e vários artistas passaram por ali.

A ausência mais sentida foi mesmo Renato Aragão. O “pai” do Didi sempre foi o mestre-de-cerimônias da campanha, mas, desta vez, perdeu espaço. Não foi algo novo, afinal, já faz algum tempo que a participação de Renato no programa diminuiu consideravelmente. No ano passado, por exemplo, foi Lázaro Ramos e Fernanda Lima que apresentaram a atração, e coube a Renato apenas entradas esporádicas. Já este ano, Renato foi reduzido a homenageado: entrou no palco, falou quase nada, se emocionou e saiu. Nem deu tempo de ele contar a boa e velha história do “no céu tem pão?”.

Na prática, o Criança Esperança pareceu um Teleton, porém mais ensaiado, como bem observou o amigo Henrique Brinco, do RD1. Tudo foi feito no jogral, sem espaço para improvisos ou erros, coisas comuns de ver na campanha do SBT. Talvez por isso mesmo, faltou emoção. Mesmo assim, a ideia de reformular o programa é boa, afinal, aquela pirotecnia toda do Ginásio do Ibirapuera parece ser legal pra quem vê o show ao vivo, e não pra quem está na sala. Desta vez, ficou com cara de programa de televisão mesmo, o que o deixou mais aconchegante. E se inspirar no Teleton é ótimo, afinal, a campanha do SBT sempre diverte. A campanha da Globo está buscando se reinventar, o que é positivo. Não chegou lá, mas já foi bem melhor que musicais toscos seguidos de atores de novelas lendo mensagens no TP.



Escrito por André San às 18h45
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Séries em Série: Nova temporada de "Nurse Jackie"



O Studio Universal estreia no dia 23 de agosto, na madrugada de domingo para segunda-feira, à 0h da manhã, a sétima e última temporada de Nurse Jackie. Edie Falco, premiada três vezes pelo Emmy, protagoniza a comédia que conta a história da enfermeira Jackie. Viciada em drogas, ela se esforça para encontrar um equilíbrio entre seu trabalho frenético, suas duas filhas e seus dramas pessoais.

Na sétima temporada, Jackie enfrenta seu maior desafio até agora quando toda a verdade sobre seus vícios é revelada para todos. Então, será que a enfermeira durona conseguirá salvar a si mesma?

A última temporada contará com a participação recorrente de Jeremy Shamos (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)), que interpreta um norueguês que trabalha no ramo imobiliário que se torna um aliado e, às vezes, um rival de Jackie. Mark Feuerstein (Royal Pains) também estará na série no papel do advogado Barry Wolfe. Mais uma novidade será Tony Shalhoub (Monk), que vive o Dr. Bernard Prince, novato no hospital que a enfermeira trabalha.

No primeiro episódio da sétima temporada, "Clean", Jackie é presa e sofre com a desintoxicação que precisa enfrentar. Então, a enfermeira procura a ajuda de um advogado para manter seu emprego. Enfim, Carrie tenta manter sua gravidez em segredo, mas Cooper tem outros planos.

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Escrito por André San às 18h43
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Troféu Santa Clara 2015: os piores da TV



Na última terça-feira, 11 de agosto, foi o dia de Santa Clara, padroeira da TV. Por isso, este dia é considerado o Dia da Televisão. Para marcar a passagem da data, pelo oitavo ano consecutivo, o TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, que elege o pior da televisão em 16 categorias. Quem escolhe os “campeões” são os blogueiros que escrevem sobre TV, que se reúnem num júri para selecionar quem merece levar a estatueta pra casa. O júri deste ano é composto por: Augusto Vale (O Novelão), Brunno Luiz (Tô Ligado!), Duh Secco (Vivo no Viva), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Garcia (TV pra VC), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guilherme Beraldo (Portal 4), Guto Davis Renosto (TV Sem TV), Henrique Brinco (Por Trás da Mídia), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunes (Blog de Knunes), Lucas Andrade (Cascudeando), Neuber Fischer (Observatório da Televisão), Paulo Cavalcante (Café de Ideias) e André San (TELE-VISÃO). Confira abaixo os “premiados”:

Pior novela: “Babilônia”

Como não poderia deixar de ser, a trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga foi o alvo da grande maioria dos votos do júri. Também pudera! Se a espinha dorsal da trama revelou-se frágil passados alguns capítulos, as mudanças para tentar estancar a fuga do público só fez Babilônia piorar! “Babilônia não foi ruim pelo inúmeros fatores que, segundo a imprensa, causaram as mudanças na novela. Foi ruim porque sua história era inconsistente. Não se sustentou na primeira semana; imagina se sustentaria meses a fio? As mudanças tornaram ainda pior o que já era ruim, apenas”, aponta Duh. “Se tivessem mantido a sinopse original, poderia até ter uma média de audiência ruim, mas certamente não teria um resultado tão desastroso”, acredita Henrique. “É até injusto com os outros concorrentes”, disse Fabio Garcia, ao justificar seu voto. 13 votos.

Foram lembradas: Império (1 voto); Mil e uma Noites (1 voto); Os Dez Mandamentos (1 voto).

Pior ator: Gabriel Braga Nunes e Henri Castelli

Gabriel Braga Nunes acaba de atingir feito inédito no Troféu Santa Clara: sagrou-se vencedor na categoria por dois anos consecutivos! Se era difícil aguentar Laerte e sua flauta em Em Família, pior ainda é vê-lo tentando ser cômico como o Luís Fernando na nau sem rumo de Babilônia. “Saiu de um personagem péssimo para outro tão ruim quanto. Sua atuação parecia preguiçosa. Não demonstrou entusiasmo com o Luís Fernando em nenhum momento. Acho que precisa de um tempinho para se reciclar. Não é um mau ator, mas vem de uma sequência de trabalho extenuante”, analisa Duh. Mas Gabriel não está sozinho: vai dividir o Troféu com Henri Castelli, o Gabo de I Love Paraisópolis. “Henri Castelli adota uma postura canastrona ao interpretar Gabo, o vilão de I Love Paraisópolis. Atuação totalmente estereotipada e superficial. Não convence”, decreta Fabio Maksymczuk. 3 votos cada.

Foram lembrados: Alexandre Borges (1), Caio Castro (2), Sérgio Marone (1), Sérgio Guizé (1), Rômulo Neto (1), Felipe Folgosi (1), Marcos Palmeira (1), Thiago Fragoso (1).

Pior atriz: Camila Pitanga

Dona de bons papéis na telinha, Camila Pitanga não convenceu como a mocinha Regina, de Babilônia. Fazendo a linha “jovem batalhadora de 'coração bão' que vai todos os dias ao bosque recolher lenha” (copiei essa do Fabio Garcia), a personagem acabou caindo no estereótipo da favelada barraqueira e provocou ódio, ao invés de torcida. “Sem graça e deslocada dentro da trama, Regina se tornou chata, não combinou com nenhum dos mocinhos propostos para formar casal com ela. No fim é mais uma peça dispensável na história”, afirma Neuber. “Por mais que a atriz tenha como fazer ótimos papéis, o texto impresso na Regina acaba por comprometer o desempenho da atriz”, diz Lucas. 4 votos.

Foram lembradas: Adriana Birolli (2), Tatá Werneck (2), Letícia Birkheuer (1), Danielle Winits (1), Letícia Spiller (1), Nanda Ziegler (1), Alessandra Ambrósio (1), Silvia Pfeifer (1).

Pior apresentador: Luiz Bacci

Não dá pra negar que o rapaz é um furacão! No último ano, fez a proeza de ser contratado a peso de ouro pela Band, onde apresentou o flop Tá na Tela, e voltou com o rabo entre as pernas para a Record, onde conseguiu derrubar vários jornais locais para que seu Balanço Geral Manhã fosse exibido nacionalmente. Não satisfeito, ensaia virar uma espécie de Ana Furtado da Record: já cobriu folgas de Geraldo Luís e Gugu Liberato. “O cara voltou pra Record ganhando menos e quer dar uma de apresentador. Como se não bastasse, a emissora faz de tudo pra promover o tal 'menino de ouro' em breve a apresentador de programa de auditório”, diz Kleber. “Sensacionalista, sem carisma e tenho um pouco de medo do sorriso dele”, revela Fabio Garcia. 4 votos.

Foram lembrados: Geraldo Luís (1), Rodrigo Faro (1), Britto Jr (2), Wellington Muniz, o Ceará (1), Otaviano Costa (1), João Kleber (2), Ratinho (1), Fausto Silva (2), Marcelo Rezende (1).

Pior apresentadora: Ana Furtado

Ana é tri! Pelo terceiro ano consecutivo, a senhora Boninho leva para casa mais uma bela estatueta de pior apresentadora, graças à cara de paisagem que ostenta à frente do Encontro ou de qualquer outro programa da Globo que esteja precisando de uma substituta. E ela promete seguir causando no Santa Clara, já que, finalmente, encontrou um novo palco para chamar de seu, o É de Casa. “Dentre suas aparições nos programas matinais como substituta na apresentação e no mais recente É de Casa, Ana Furtado mostrou o quanto não evoluiu e não funciona como apresentadora. Embora tenha o timing e a segurança para apresentar um programa, falta-lhe carisma, uma qualidade necessária para conquistar o público que lhe dá audiência. Ana Furtado demonstra querer aparecer mais que os convidados e as pautas que estão em discussão nos programas, tornando-se completamente arrogante à vista do espectador”, analisa Paulo. “Parece que ela quer sempre ser o centro das atenções”, concorda Guto. 5 votos.

Foram lembradas: Ticiane Pinheiro (2), Ana Hickmann (4), Sonia Abrão (1), Daniela Albuquerque (2), Fabíola Gradelha (1), Mariana Leão (1), Eliana (1), Rebeca Abravanel (1).

Pior programa humorístico: “Tomara que Caia”

“É game ou programa de humor?”, perguntavam as chamadas do Tomara que Caia. Ao que tudo indica, nem uma coisa e nem outra, já que a atração não diverte, e muito menos faz rir. De piada mesmo, só o nome da atração: uma piada pronta. “A ideia pareceu bem legal, mas no ar, é totalmente desastroso. O elenco parece perdido e despreparado. Apesar da aposta, sempre é bom trazer coisas novas, o programa é chato e não faz rir. Para mim, um dos piores projetos da emissora nesse ano!”, decreta Jurandir. “O título é bem sugestivo e o público acatou a ideia. O programa é ruim e, por isso, a audiência caiu”, brincou Endrigo. “Não achei graça no formato e proposta”, afirma Guilherme. 9 votos.

Foram lembrados: Acredita na Peruca (2), Encrenca (1), Chapa Quente (2), Vai que Cola (1), Zorra (2).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Figura histórica do Troféu Santa Clara, Galvão Bueno segue intacto na competição e leva mais uma estatueta pra casa. Haaaaaja coração, amigo! Já pode pedir uma porção de coletâneas no Fantástico! “Sempre será chato, sempre conversará coisas inúteis ao invés de narrar!”, exclama Jefferson. “Não existe alguém pior do que ele”, acredita Guilherme. “Deveria ter se aposentado na Copa de 2014, como havia prometido. Não dá, gente!”, dispara Henrique. 10 votos.

Foram lembrados: José Luiz Datena (1), Marcelo do Ó (1).



Escrito por André San às 15h03
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2015



Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

A atração de Marcelo Rezende ocupa mais de três longas horas na grade diária da televisão. Talvez para livrar o espectador do tédio, tratou de fazer uma gracinha aqui e ali, entre a narração de um crime e outro, inaugurando o novo gênero “sangue com humor”. Não satisfeitos, enfiaram até fofoca dentro do Cidade Alerta. Logo logo surge um papagaio de espuma e um quadro de receitas, vai vendo! “Como todos os outros programas do gênero, o Cidade Alerta é oportunista, sensacionalista e demagogo. Marcelo Rezende passa horas bradando contra a violência e a incompetência do Estado, mas acaba prestando um belo desserviço social, uma total falta de compromisso com a cidadania”, sentencia Augusto. “Explora demais a desgraça alheia juntando sensacionalismo e indignação como se fosse autoridade”, afirma Kleber. “Jornalismo ou humorístico?”, pergunta Lucas. 8 votos.

Foram lembrados: Domingo Espetacular (2), Domingo Show (1), Gugu (1), Jornal do SBT (1), Jornal da Globo (2), Brasil Urgente (1).

Pior programa infantil: “TV Globinho”

O já tradicional programa infantil da Globo encontrou seu fim no último final de semana, quando se viu substituído pelo É de Casa. Assim, a emissora que já exibiu clássicos, como Sítio do Picapau Amarelo, Balão Mágico, Xou da Xuxa, TV Colosso e Caça Talentos, abandona de vez a exibição de programas infantis. “Limada da programação da Globo, a TV Globinho acabou respirando em seus últimos meses de vida como um programa semanal, aos sábados, e exibindo apenas filmes. Pecou ao deixar de lado as animações e os seriados infanto-juvenis que tanto estávamos acostumados a ver”, lamenta Paulo. “[Voto na] TV Globinho, unicamente por ter saído do ar como a sombra do que já foi. Apesar da boa audiência aos sábados, não era mais um programa infantil e sim uma sessão de filmes”, aponta Endrigo. 6 votos.

Foram lembrados: Teleco e Teco – TV Kids (2), Bom Dia e Cia (1), reprise precoce de Carrossel (1), “nenhum e/ou ausência de infantis” (3).

Pior programa de variedades: “Programa da Tarde

Mais uma atração “finada” a ter como último suspiro a consagração no Troféu Santa Clara. Apesar de exibir quadros como Patrulha do Consumidor e Além do Peso, o que ficou do programa de Britto Jr e Ticiane Pinheiro foi o eco com a voz do Mauricio Mattar, bradando: “alguém aí assiste Dona Xepa?”. “[Voto] Pelo conjunto da obra. Mas, principalmente, pela forma como saiu do ar, em meio às indiretas de Britto Jr. para a emissora. E o descaso da emissora com o programa, que até tinha uma boa premissa, mas não foi desenvolvido como deveria, não recebeu a atenção que demandava”, acredita Duh. “Atração mal idealizada. Pouco atraente. De uns tempos para cá, o vespertino apostou em dois pilares que já corroeram há muito tempo. O quadro Patrulha do Consumidor com Celso Russomanno visa basicamente a promoção da imagem do político do PRB. Já o reality Além do Peso emendou uma temporada à outra. Mesmos dilemas. Mesmos artifícios de suspense. Cansou. Programa com ciclo devidamente encerrado”, decreta Fabio Maksymczuk. “Era tão ruim que a própria emissora retirou de sua programação”, resume Jefferson. 8 votos.

Foram lembrados: A Tarde É Sua (4), Hoje Em Dia (3), Domingo Show (1). 



Escrito por André San às 15h01
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Mais vencedores do Troféu Santa Clara 2015



Pior programa de auditório: “Domingo Show”

O dominical da Record é o exemplo máximo dos programas “frankensteins”, cuja embalagem é de um típico programa de auditório, mas responde ao jornalismo do canal. Aí fica aquela coisa: sensacionalismo trajado de jornalismo, apelação trajada de entretenimento. Na prática, é a boa e velha mistura de nada com coisa alguma. “É um programa de péssimo gosto, patético, sensacionalista, apelativo, explorador de desgraças alheias... Eu poderia dizer uma centena de adjetivos negativos e ainda assim seria pouco para qualificar essa coisa”, diz Augusto. “Sensacionalismo no fim de semana... Passo longe!”, avisa Lucas. 6 votos.

Foram lembrados: Gugu (4), A Grande Farsa (1), Encrenca (1), Programa da Sabrina (1), Programa Silvio Santos (1), Domingo Legal (1).

Pior reality show: “The Bachelor – Em Busca do Grande Amor” e “Big Brother Brasil”

Um “novato” e um “veterano” dividem o Troféu Santa Clara de pior reality. Enquanto a atração da RedeTV passou em brancas nuvens, o programa da Globo está cada vez mais previsível e chato. Guto foi um dos que escolheu The Bachelor: “justamente por prometer algo requintado e chique quando mostrou bem o oposto disso”, explicou. Fabio Maksymczuk concorda com ele: “a RedeTV ‘vulgarizou’ o reality show. Nos ‘capítulos’ da epopeia de Gianluca Perino, um certo ar de ‘soft porn’ tomou conta da proposta”, observou. Já Jurandir votou no programa apresentado por Pedro Bial: “acho que já deu. Passou. O reality já não empolga mais. Nas últimas edições, a qualidade caiu consideravelmente. Participantes apelativos e nada atrativos. Não perco mais meu tempo!”, exclamou. 4 votos cada.

Foram lembrados: Além do Peso (1), Medida Certa (1), A Fazenda (2), SuperStar (3).

Pior série: “Chapa Quente”

Para substituir A Grande Família, alguém lá na Globo deve ter pensado que seria uma boa ideia apostar numa série que reuniria Ingrid Guimarães e Leandro Hassum, dois campeões de bilheteria do cinema nacional. Mas se esqueceram que, sem um bom texto, ator nenhum faz milagre. “Com roteiro comum, texto nada divertido e atuações pouco convincentes, o programa é um fiasco em audiência e repercussão na mídia. Nem mesmo a presença de Leandro Hassum e Ingrid Guimarães consegue salvar a atração que é um fracasso de público e crítica”, afirma Neuber. “Não sei... mas não me desceu. Bem sem graça”, resume Brunno. 12 votos.

Foram lembrados: #PartiuShopping (1), Tapas & Beijos (1), Luz Câmera 50 Anos (1).

Fiasco do ano: “Babilônia”

Não basta ser a pior novela, ainda precisa ser eleita o Fiasco do Ano. Assim, Babilônia entra para os anais da história da TV, como uma das piores novelas de todos os tempos. “A Globo tinha uma ótima sinopse na mão e por falta de visão estragou o principal produto da TV brasileira. Glória Pires tinha uma das melhores personagens já escritas pra ela, porém virou coadjuvante. Uma pena”, aponta Brunno. “Com a obrigação de modificar a narrativa por ordem da própria emissora, Babilônia se viu numa saia justa – na tentativa de agradar ao público e a emissora, a proposta do autor acabou ficando perdida e a trama demorou a engrenar”, afirma Paulo. 7 votos.

Foram lembrados: Tomara que Caia (5), corte do Agora É Tarde na programação da Band (1), reformulação do Hoje Em Dia (1), show dos 50 anos da Globo (1), novelas da tarde da Record (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Você na TV” e “Domingo Show”

Enquanto João Kleber segue tratando o espectador como idiota, comandando um programa repleto de revelações de segredos fakes, Geraldo Luís segue na firme proposta de resgatar tudo o de ruim que a programação de domingo já proporcionou ao público na década de 1990. “De tão ridículo, chega a ser cômico. Mesmo levando histórias estapafúrdias ao ar, o programa nem sequer eleva a audiência da emissora”, diz Henrique, sobre o Você na TV. Augusto concorda: “o programa das ~revelações bombásticas que param o Brasil~ é a coisa mais tosca ft. vexatória que a TV tem nos oferecido. Mas, justiça seja feita, é impressionante a criatividade dos redatores que criam os ‘segredos’”, afirma. Já Brunno votou no dominical da Record: “Geraldo Luís + sensacionalismo barato. Difícil conseguir assistir”, afirma. “Isso é uma afronta à televisão!”, finaliza Fabio Garcia. 3 votos cada.

Foram lembrados: Tá na Tela (1), transmissões de UFC (1), SPA TV Fantasia (1), Fala que Eu Te Escuto (1), A Tarde É Sua (1), Balanço Geral (1), Tomara que Caia (1), Cidade Alerta (1). 



Escrito por André San às 14h59
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Troféu Santa Clara 2015: menções honrosas



A edição 2015 do Troféu Santa Clara foi marcado por diversas categorias em que o vencedor foi quase unanimidade, como pior novela (para Babilônia, claro!), programa de variedades (por onde anda o Programa da Tarde? Um beijo, Programa da Tarde!), e, claro, o Galvão Bueno, que está prestes a virar hor concour e se tornar o mascote oficial do Troféu. Vaaaamos aplaudir!

Por outro lado, em várias categorias houve uma certa divisão de opiniões. A escolha de pior ator e pior atriz, por exemplo, levantou uma grande quantidade de candidatos. Endrigo, por exemplo, votou em Sérgio Marone, o Ransés de Os Dez Mandamentos, da Record. “Ele tem um grande personagem em mãos e na maioria das cenas aparece apenas vomitando o texto. Não faz o menor esforço e não é possível notar evolução em sua atuação desde o início da carreira”, analisou ele. Aliás, Endrigo foi buscar nos bancos dos humorísticos do Multishow a sua pior atriz: Danielle Winits, a Rissole do chatérrimo #PartiuShopping. “Apesar dos anos de carreira, Danielle não se dedica ao ofício e tem sempre atuação mediana. Na sitcom de Tom Cavalcante, ela estava repetindo a Tatiana de Uga Uga”, comparou.

Aliás, os novos programas de humor do Multishow tiveram presença cativa na votação, lembrados por vários jurados. Fabio Garcia resumiu bem estas atrações, ao escolher Vai que Cola o pior humorístico: “além de ser de gosto duvidoso, vem promovendo a ‘vaiquecolização’ dos programas do Multishow e deixando tudo igual... e sem graça”, decretou. Muitos concordaram com Fabio, por isso programas como #PartiuShopping e Acredita na Peruca foram lembrados. Este último, aliás, mereceu o meu voto, afinal, Luiz Fernando Guimarães, excelente comediante, pagou um micão ao protagonizar esta série sem um pingo de graça. Guilherme Beraldo concordou comigo: “apesar do elenco forte, Acredita na Peruca pecava pelo roteiro fraco e sem conteúdo”, disse.

Outra categoria que dividiu opiniões foi a de pior programa de auditório. “Veteranos” da categoria disputaram o título a tapa com “novatos”, como Programa da Sabrina, voto de Fabio Maksymczuk, e Gugu, escolha de Duh, Guto, Kleber e Brunno. “De todos os defeitos desse programa o pior deles é a enrolação. Ficar enrolando e empurrando para o final, em meio à breaks desnecessários, momentos que nem merecem tanto ‘auê’. É horrível e acaba com a paciência de qualquer um”, disse Guto, sobre a atração de Gugu Liberato. Kleber concorda: “pra que ele foi voltar? Seu programa até que começou bem, mas insistiu no erro de apostar em matérias sensacionalistas e quadros sem graça. Deveria ter ficado quieto mesmo”, crê.

Ainda nesta categoria, Jefferson surpreendeu ao escolher o Programa Silvio Santos. “Sei que muitos vão querer me matar, mas acho péssimo e de um mau gosto impressionante o Programa Silvio Santos. Gostava quando o maior apresentador que esse país já conheceu apresentava o Show do Milhão e o Qual é a Música?, esse último foi durante muito tempo apresentado dentro do Programa Silvio Santos e era uma delícia ver”, lembra.

Quem também surpreendeu foi Duh Secco, que fez um voto “combo”: apontou Gugu e Domingo Show tanto nas categorias de pior programa de auditório quanto na categoria de pior jornalístico. O que faz todo o sentido, se lembrarmos que as duas atrações são de responsabilidade do departamento de jornalismo da Record. “Dois programas do auditório sob o guarda-chuva do jornalismo. Um pior que o outro! Gugu até se safa pelo prestígio, hoje já abalado, do apresentador. Mas Domingo Show é um desacerto total (principalmente pela figura de Geraldo Luís). Recorre no erro que citei em outras categorias: o sensacionalismo, o “forçada de barra” nas matérias, o abuso de subcelebridades...”, explicou.

A mudança no Hoje Em Dia também foi lembrada pelos jurados. Enquanto Guilherme Beraldo elegeu a mudança de apresentadores do matinal da Record o “fiasco do ano”, Jurandir acha que a atração de César Filho, Ana Hickmann, Ticiane Pinheiro e Renata Alves é o pior programa de variedades da TV brasileira. “Um programa que já foi tão bom, se tornar uma coisa tão chata, é triste. E foi isso que aconteceu com o Hoje Em Dia, que está cada vez mais sem assunto e desinteressante. As pautas não são atrativas. Os apresentadores deixam a desejar”, disse.

Também merece menção a categoria de pior infantil, já que as opções são cada vez mais escassas. Lucas mesmo não esconde que só votou no Bom Dia e Cia porque era praticamente o único. Vários outros optaram por não votar, por não considerarem os pouquíssimos que estão no ar como ruins. O vencedor, TV Globinho, acaba de ser extinto. Mas houve quem lembrou de atrações mais obscuras, como o As Aventuras de Teleco e Teco, também chamado de TV Kids, que a RedeTV exibiu há pouco tempo em suas manhãs. O pavoroso programa foi lembrado por mim e por Fabio Maksymczuk. “A RedeTV apostou em um programa que não conseguiu escapar das comparações com Patati e Patatá. Os dois palhaços Teleco e Teco ficaram com a imagem de clones ou ‘cópias paraguaias’”, explicou o dono do Fabio TV.



Escrito por André San às 14h55
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