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Dez anos do "Mais Você" e da "popularização" da Globo

Na última quinta-feira, 5, foi ao ar pela Globo o especial de aniversário de dez anos do Mais Você. O programa de Ana Maria Braga na emissora nasceu em 18 de outubro de 1999. Mais que a data de aniversário de um programa marcado por altos e baixos, a data simboliza o início de uma década de transformações da televisão brasileira, sobretudo da própria Globo, num momento em que a emissora buscava dar um tom mais popular à programação. Na época, aconteceu uma grande movimentação nos bastidores das emissoras de TV, semelhante a que aconteceu neste ano. Ana Maria Braga foi o primeiro nome de uma lista que inclui Jô Soares, Serginho Groismann, Luciano Huck e Cazé Peçanha. Todos contratados pela Globo praticamente numa tacada só. Em comum, os apresentadores têm o fato de serem considerados “estrelas” de suas emissoras de origem. Ana Maria Braga reinava absoluta nas tardes da Record, com o Note e Anote, além de ter um programa com seu nome no horário nobre que era uma das maiores audiências da rede. Luciano Huck fez barulho ao trazer aos holofotes da Band um programa, H, que não tinha nada a ver com esportes, num momento em que a emissora queria se livrar da imagem de canal esportivo. Serginho Groismann, no Programa Livre, e Jô Soares, no Jô Soares Onze e Meia, não eram propriamente campeões de audiência, mas eram dois nomes que agregavam prestígio ao SBT. E Cazé Peçanha era a grande sensação da MTV. Assim, a série de contratações foi entendida pela imprensa especializada como uma estratégia da Globo de desfalcar a concorrência. Porém, de todas as contratações, a de Ana Maria Braga foi a que causou mais “estranheza” e certa polêmica. A saída da loira da Record foi rápida e mal explicada. Embora muitos acreditem que ela já conversava com a Globo, surgiram boatos de que problemas internos entre a apresentadora e a Record levaram-na a romper o contrato. Choveram especulações. Enquanto Cátia Fonseca foi contratada às pressas para assumir o Note e Anote, notícias davam conta de que Ana negociava com a Globo, o SBT e a RedeTV (que estava montando sua programação na época). Ana Maria Braga foi a única da lista a estrear no mesmo ano. Mais Você, inicialmente vespertino, estreou bem, visto a expectativa criada em torno da estreia. Muitos queriam saber como Ana Maria, conhecida por ser franca e tachada de “brega”, apareceria na tela da Globo. Mas logo a loira começou a cambalear, e não resistiu ao confronto com o Chaves. Ana aparecia mais contida, apresentando quadros que a consagraram, como culinária e artesanato, com um toque do verniz global. Num dia, ela resolveu desabafar e contou ao público que realmente não estava à vontade, tirando as luvinhas sem dedos que marcavam seu figurino no ar. Apenas em 2000 estrearam os demais apresentadores. Serginho Groismann começou no Ação, no início do ano. Caldeirão do Huck e Programa do Jô estrearam em abril. O Caldeirão, aliás, estreou com uma missão quase impossível: destronar o Programa Raul Gil, da Record, líder absoluto de audiência nas tardes de sábado. Já Groismann demorou a ter seu programa de fato, o Altas Horas, que estreou apenas em outubro do mesmo ano. Cazé Peçanha foi o que mais esperou e o primeiro a sair do ar: seu Sociedade Anônima estreou em abril de 2001 e saiu do ar nove semanas depois. Enquanto Altas Horas e Programa do Jô serviram para estender a programação global à madrugada e explorar um novo público (além de continuar agregando prestígio, como faziam no SBT), Caldeirão do Huck e Mais Você foram claras tentativas da Globo de buscar “desengessar” sua programação. Dado o histórico da Globo, uma tarefa complicadíssima. O Caldeirão tateou e passou seus primeiros anos na vice, até acertar na fórmula dos realities e matérias com pessoas anônimas. Já o Mais Você, aos poucos, conseguiu deixar Ana à vontade e seu público a reconheceu. No entanto, é a atração de Ana que agora tateia em busca de um formato que absorva a personalidade da apresentadora, ao mesmo tempo em que moderniza o programa. Mais Você sofre com a concorrência dos jornalísticos da Record. Dez anos depois, um ciclo se fecha e outro se abre na televisão brasileira.
Escrito por André San às 15h08
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"Malhação" em nova temporada

Exatos dez anos depois da estreia da fase Malhação Múltipla Escolha, a eterna novela juvenil entra em nova fase. Batizada internamente de Malhação ID (Identidade), a nova fase se passará em novo cenário, com um bairro, o novo colégio (Primeira Opção) e um novo point, um local para patinação. A nova fase virá amplamente inspirada pelo modismo dos anos 1980 e terá, da fase anterior, apenas quatro personagens (de Caio Castro, Carolinie, Rael Barja e Johnny Massaro). Ricardo Hofstetter, autor da temporada de maior audiência da era Múltipla Escolha, volta a assinar o programa. A trama gira em torno de Bernardo (Fiuk...?), um jovem rico e inconsequente, e Cristiana (Cristiana Peres), moça pobre e politicamente correta. O rapaz sempre teve tudo o que quis dos pais, o empresário Paulo Roberto (Tarcísio Filho) e sua esposa, Cissa (Vera Zimmerman), enquanto a moça é filha de Antônio (Sergio Mastropasqua), caseiro da mansão dos ricões. Bernardo verá sua vida mudar quando descobrir uma triste verdade sobre o pai. Os principais cenários da nova safra são o colégio Primeira Opção, cujo diretor é Livramento (José de Abreu), o professor de literatura; e o Rocket Stone, local para conversar, ouvir música e praticar esportes, como hóquei sobre patins e basquete. O dono do local é Anselmo (Leandro Hassum), que está viajando e o confia à ex-noiva Zuleide (Priscila Marinho, a Sheila de Caminho das Índias). O stand up comedy também será um dos temas de Malhação, que deve fugir do texto infantiloide que caracterizou as fases assinadas por Patrícia Moretszhon. A última temporada a se passar no Múltipla Escolha, aliás, terminou com algumas surpresas. A mocinha Marina (Bianca Bin), no início, se dividia entre os mocinhos Luciano (Micael Borges) e Alex (Daniel Dalcin), mas acabou a trama ao lado de Caio (Humberto Carrão). No meu tempo de Malhação, a mocinha só podia perder a virgindade com o mocinho, que dirá terminar a temporada com uma terceira opção! Seria isso um avanço?
Escrito por André San às 15h06
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Termina "Amor & Sexo": foi bom pra você?

A Globo tem dessas coisas. Cisma que alguém há de render alguma coisa e o contrata, mesmo sem ter muito definido o que esse alguém irá fazer em seus quadros. Isso aconteceu com Fernanda Lima, que chegou à emissora em 2005 sem nada muito definido. Estreou à frente do Vídeo Game, cobrindo a licença-maternidade de Angélica, atuou em duas novelas, Bang Bang e Pé na Jaca, foi apresentadora de especiais, quadros no Fantástico e do Por Toda Minha Vida, até chegar ao Amor & Sexo, cuja primeira temporada terminou ontem (6), com o dobro dos episódios previstos e com gostinho de “quero mais”. Amor & Sexo, que alguns acusaram de ser “brando demais”, era, na verdade, um programa despretensioso. Calcado num game comportamental, que até lembrou um pouco o Sexolândia, do Faustão, a atração teve como trunfo a participação de artistas, que revelavam pontos de sua vida pessoal e suas opiniões sobre situações baseadas em relacionamentos. A plateia dava pitacos e, quando o assunto pedia uma visão científica, vinha a doutora Carmita Abdo com seu parecer. No entanto, não havia a vontade de ser um programa excessivamente científico, como o Aprendendo Sobre Sexo, do SBT, ou “modernoso juvenil”, como o Ponto Pê, da MTV. Antes de tudo, buscava o divertimento através de um talk show temático, tratando de um assunto comum a todos e que deixa todas as pessoas, independentemente de classe social, no mesmo nível. Além de ter um infalível toque de Namoro na TV, com o quadro Caindo na Pista, dando ao Amor & Sexo um ritmo interessante. Destaque também para a participação de Léo Jaime e dos repórteres da terceira idade. No final, todos saíram ganhando. Fernanda Lima, que fica muito à vontade diante de um auditório e finalmente ganha um para chamar de seu; a emissora, que abriu novas possibilidades dos chamados “programas de temporada” além da dramaturgia; e o público que busca algo diferenciado, que achou nas noites de sexta-feira globais um oásis de boas e novas ideias que não estão sujeitas às cobranças de Ibope inflado. Agora, é a vez da segunda temporada da divertida Ó Paí, Ó. E que a segunda temporada de Amor & Sexo não demore muito para acontecer.
Escrito por André San às 15h05
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"Dia Dia" a um passo da extinção?

Flavio Ricco, em coluna publicada na última sexta-feira, dia 6, comentou que a Band não se mostrou satisfeita com os resultados do Dia Dia, agora sob o comando de Silvia Poppovic. A troca de apresentadoras, que deu ao programa um formato baseado em debates, não alterou os índices do matinal, que chega a perder para a Cultura e a RedeTV. O colunista afirmou que o programa teria até dezembro para reagir, ou sairia do ar. Se isso acontecer, não será difícil prever o que acontecerá: a Band tentará novo programa, talvez com uma nova apresentadora ao lado de Daniel Bork (!), mas que no fundo será o mesmo programa de sempre e, consequentemente, com o mesmo resultado de sempre. Aí, daqui a um ano, este blog estará repercutindo notícia semelhante sobre o tal programa. Afinal, o que a Band quer? Resultados imediatos? Não é difícil concluir que a simples troca de apresentadores ou de programa não tem o poder de agregar ou diminuir a audiência. As manhãs da Band, nos últimos dez anos, já foram ocupadas pelo Programa Olga Bongiovanni, três diferentes versões do Dia Dia (cinco, se contarmos com a versão Patrícia & Lorena e a atual, com Poppovic), Receita Minuto, De Olho nas Estrelas, Bem Família... E mudou alguma coisa? Não seria a hora de tentar consolidar uma identidade ao horário, ao invés de promover um rodízio desenfreado de atrações? Assim fica difícil formar uma audiência fiel. A Silvia mal assumiu o programa. Estranho seria a audiência inflar logo no primeiro dia. Isso não existe. Porém, a Band nega a informação de Ricco e diz que está satisfeita com Silvia Poppovic à frente do Dia Dia. Mas a Band deve continuar com suas estratégias estranhas. O Tribunal na TV, de Marcelo Rezende, foi adiado para o início de 2010 e deve ocupar as tardes da emissora. Já não tem todo o jeitão de roubada? Dizem que pode ir para o horário nobre. De repente, é melhor. E falando em estratégias estranhas, a Globo exibirá nova temporada de Ger@l.com aos domingos no fim de ano, substituindo Estação Globo, que não acontecerá devido à licença-maternidade de Ivete Sangalo. Xiiiiiii...
Escrito por André San às 15h04
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Séries em Série: "Glee" e "The Good Wife" são bons

A série Glee, no ar pela Fox, é daqueles programas que podem afugentar pela sinopse: um professor idealista tenta levar o capenga coral de um colégio à consagração. Mas não se deixe enganar: por trás deste aparente drama teen boboca, está Ryan Murphy, a mente por trás de Nip/Tuck. O resultado é uma comédia que explora os tipos “excluídos” da hierarquia escolar estadunidense de maneira única, com o mais puro e delicioso humor negro e belíssimos números musicais. Rachel (Lea Michele) e Finn (Cory Monteith) formam uma espécie de casal ternura improvável. Enquanto ela sonha em se tornar uma estrela, mas é ridicularizada por todo o colégio, ele é o quarterback do time de futebol, namora uma líder de torcida e é superpopular. Mas sua popularidade é posta em xeque quando ele entra para o coral, inicialmente por uma chantagem do professor, mas que se revelará uma vontade e um talento escondidos. Destaque para o simpático professor Will (Matthew Morrison) e a divertidíssima treinadora Sue Sylvester (Jane Lynch), que quer, a todo custo, acabar com o coral. Glee vai ao ar pela Fox às quartas-feiras, às 22h. Outra série da atual safra que vale a pena uma conferida é The Good Wife, no ar pelo Universal Channel às segundas, 22h. Conta a história de Alicia (Julianna Margulies), esposa de um político envolvido num escândalo sexual. Algum tempo depois, com o marido na cadeia, ela tenta voltar ao trabalho como advogada. Um belo drama de tribunal, com uma personagem central forte. SÉRIES EM SÉRIE no TELE HISTÓRIA http://www.telehistoria.com.br/thnews/colunas_integra.asp?id=6440 Cinema, séries, eventos, literatura e música: CAFÉ EXPRESSO: www.blogcafeexpresso.blogspot.com Siga-me no TWITTER: www.twitter.com/AndreSanBlog
Escrito por André San às 15h03
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Fotofofoca: 3ª de 4

Publicada originalmente na revista Contigo!, em 11 de novembro de 2003. TELE-SESSÃO. O blog recomenda dois filmes que serão exibidos nesta semana. Pela TV aberta, o destaque é Vanilla Sky, com Tom Cruise e Penelope Cruz, neste sábado (7), à meia-noite, no Cine Belas Artes do SBT. Pela TV paga, veja As Duas Faces de um Crime, com Richard Gere e um jovem e já talentoso Edward Northon, nesta segunda (9), às 19h15, no canal MegaPix. Contato: andre-san@bol.com.br . Obrigado pela presença e volte mais vezes. Até sábado!
Escrito por André San às 15h00
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