TELE - VISÃO - arquivo 2016


Troféu Santa Clara 2016 e o pior da TV brasileira

Pelo nono ano consecutivo, o TELE-VISÃO promove o Troféu Santa Clara, uma crítica bem humorada sobre a programação da televisão brasileira que celebra o Dia de Santa Clara, 11 de agosto, considerado o dia da TV. Mais uma vez, um júri formado por jornalistas e blogueiros especializados em televisão se reuniram e votaram, em 15 categorias, os nomes, programas e situações que consideram o pior da TV. Participam do corpo de jurados neste ano: Augusto Vale (O Novelão), Duh Secco (Vivo no Viva), Endrigo Annyston (Cena Aberta), Fabio Garcia (Coisas de TV), Fabio Maksymczuk (Fabio TV), Guilherme Beraldo (Portal 4), Guto Renosto (TVPédia Brasil), Jefferson Balbino (No Mundo dos Famosos), Jurandir Dalcin (Jurandir Dalcin Comenta), Kleber Nunnes (Blog de Knunnes), Lucas Andrade (Cascudeando), Neuber Fischer (Observatório da Televisão), Paulo Cavalcante (Café de Ideias) e André Santana (TELE-VISÃO). Vamos aos resultados:

Pior novela: “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada”

Mais uma vez, a Record mostra que não sabe mesmo a hora de parar. Pega de surpresa com o sucesso de Os Dez Mandamentos, tratou de inventar uma nova temporada com a continuação da saga de Moisés. Obviamente, não havia mais história para sustentar a obra e a trama se tornou uma grande enrolação. Resultado: pior novela do ano. “Atores e atrizes envelhecidos artificialmente. Até tentaram apostar na interpretação, mas as barbas e cabelos postiços criaram um ruído perturbador no vídeo. O cuidado e o esmero da novela do ano passado contrastaram com o ar amador desta continuidade”, analisa Fabio Maksymczuk. “A segunda parte da novela foi feita às pressas, no improviso. Caracterização que não convencia somado ao texto didático”, observa Lucas. 9 votos.

Foram lembradas: A Regra do Jogo (3 votos), Êta Mundo Bom! (1 voto), Velho Chico (1 voto).

Pior ator: Malvino Salvador e Sérgio Marone

Malvino Salvador engata mais um mocinho insosso na carreira, desta vez chamado Apolo, em Haja Coração. Impressionante como a falta de expressividade do ator só aumenta com o passar dos anos. “No ar na novela das sete, Malvino consegue superar uma porta em cena. Robótico, com os mesmos trejeitos desde que começou na TV em 2004 na novela Cabocla”, explica Guilherme, que votou em Malvino. O ator da Globo empatou com o colega da Record, Sérgio Marone, o Ramsés de Os Dez Mandamentos. “Ramsés pedia muito mais do que as expressões exageradas de Marone, que serviram mais para divertir o público da internet com os memes que gerou do que para botar medo em Moisés (Guilherme Winter, também aquém do personagem) e no público”, diz Duh. “Alguém aí falou pro Sérgio Marone que qualquer sentimento poderia ser expresso na atuação com uma cara de intestino preso e ele acreditou”, finaliza Fabio Garcia. 3 votos cada.

Foram lembrados: Antonio Fagundes (2), Marco Nanini (1), Duda Nagle (1), Alexandre Nero (1), Eriberto Leão (1), Guilherme Winter (1).

Pior atriz: Débora Nascimento

A mocinha Filomena, de Êta Mundo Bom!, não convenceu ninguém e até perdeu espaço na atual novela das seis. “Filomena é uma mocinha apática, tonta, chata e irritante. Tanto que Maria (Bianca Bin) se tornou a protagonista moral de Êta Mundo Bom!. Mas a atuação fraca da atriz não ajuda em nada. Sinceramente não consigo torcer com ela”, revela Guto. “Protagonista, ela foi engolida por Camila Queiroz e Bianca Bin, que tornaram suas coadjuvantes as principais mocinhas”, completa Endrigo. “A atriz perdeu o posto de protagonista da trama das seis pelo simples fato de que não tem nenhum carisma, não passa nenhuma emoção”, concorda Jurandir. 4 votos.

Foram lembradas: Flávia Alessandra (2), Tatá Werneck (1), Adriana Birolli (1), Nathalia Dill (1), Maria Pinna (1), Camila Pitanga (1).

Pior apresentador: Geraldo Luís

Geraldo Luís é tão falastrão que, por pouco, não perdeu o emprego por falar demais. Mas, graças a uma reviravolta do destino, retornou ao Domingo Show, para nossa indigestão dominical. “A forma como explora um drama até a última gota, agindo como se não quisesse fazer aquilo, ora ‘muito emocionado’, ora ‘indignado’, é irritante. Convém dizer que dentro da proposta do programa ele se sai muito bem – tentaram aproximar o Domingo Legal do Domingo Show e o resultado foi um Celso Portiolli visivelmente desconfortável com as pautas dramáticas. Geraldo é soberbo neste tipo de trabalho que, infelizmente, nada agrega a TV brasileira, muito pelo contrário”, analisa Duh. “A cada ano que passa ele só piora e em 2016 beirou o insuportável, pois ficou um mês na geladeira e voltou”, resume Kleber. 4 votos.

Foram lembrados: Fausto Silva (2), João Kleber (2), Rodrigo Faro (1), Celso Portiolli (1), William Waack (1), Leão Lobo (1), Otaviano Costa (1), Emílio Surita (1).

Pior apresentadora: Daniela Albuquerque

Figurinha carimbada do Troféu, fazia tempo que a amiga do Doctor Rey não dava as caras por aqui. Mas como agora é dona do domingo da emissora do maridão, Dani leva mais uma estatueta para casa. Sensacional! “Não tem carisma, não tem malícia pro improviso, não é articulada e não conhece mais que meia dúzia de adjetivos. Daniela não tem nada daquilo que é imprescindível a um apresentador de programa de auditório”, enfileira Augusto. “Mulher do dono, por isso tem espaço na televisão, não tem talento nem para assistente de palco”, decreta Neuber. 4 votos.

Foram lembradas: Xuxa Meneghel (3), Maíra Charken (2), Ana Furtado (2), Patrícia Abravanel (2), Ana Hickman (1).

Pior programa humorístico: “Pânico na Band”

O Pânico, que por anos reinou como o mais inventivo programa da TV brasileira, hoje não é nem mais a sombra do que já foi. Repetitivo e abusando de brincadeiras de moleques, parece divertir apenas seus apresentadores. “Pânico na Band se perdeu no meio do caminho. No início, era um programa crítico ao mundo das celebridades e a bundalização. Hoje, explora as nádegas das panicats e competições sem graça alguma. O humor ficou em segundo plano”, diz Fabio Maksymczuk. “O formato está mais que desgastado. Passou o momento de sair do ar”, observa Jefferson. “Pra piorar vem perdendo para o Encrenca, outro programa que é sem graça pois qual o conteúdo que esse programa tem?”, questiona Kleber. 5 votos.

Foram lembrados: Chapa Quente (2), Treme Treme (2), Ceará Fora da Casinha (1), Encrenca (1), Zorra (1).

Pior locutor esportivo: Galvão Bueno

Lembra da campanha “Cala a Boca Galvão!” lançada na Copa de 2010? Pois a Olimpíada 2016 está pedindo uma nova edição dela, porque não está fácil, não! Galvão exagera na euforia de um tanto que provavelmente faria farra até mesmo narrando uma corrida de tartarugas. “As críticas negativas constantes dos jornalistas e do público não são suficientes para contê-lo, continuando cheio de exageros na sua locução e deixando sempre claro seu favoritismo (e por que não dizer ‘babação’?)”, aponta Paulo. “Sobre as chances do Galvão levar mais um troféu: ‘Vai perder, vai ganhar, vai perder, vai ganhar... Perdeu! Ganhou!’”, brinca Augusto. 10 votos.

Foram lembrados: José Luiz Datena (2), Téo José (1).



Escrito por André San às 12h07
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Outros vencedores do Troféu Santa Clara 2016

Pior programa jornalístico: “Cidade Alerta”

Uma megamaratona de tragédias, temperadas por bons minutos de imagens aéreas, coberta com muitas gracinhas de um apresentador metido a humorista em meio a repórteres que ganham apelidinhos. Um resumo do Cidade Alerta que explica bem sua “vitória” por aqui. “Incrível como a Record consegue fazer de um jornalístico uma atração tão louca a ponto de ser também um programa de ‘entretenimento’, especialmente por causa do Marcelo Rezende. #CortaPraMim”, diz Lucas. “Além de ser policialesco, com muito sangue, tem doses de humor. Rir pra não chorar”, finaliza Endrigo. 4 votos.

Foram lembrados: Domingo Espetacular (3), Olha a Hora (2), Balanço Geral (1), Jornal Nacional (1), Repórter em Ação (1), Câmera Record (1), SBT Brasil (1).

Pior programa infantil: “Mundo Disney”

A faixa do SBT que exibe produções da Disney não disse a que veio. “A aposta do SBT num programa com conteúdo infantil da Disney pareceu certeira no início, mas demonstrou-se um verdadeiro erro ao passar do tempo. Esquetes e programetes voltados para um público infantil (menor que 5 anos de idade) e séries e animações que andam em baixa no próprio Disney Channel vem sendo colocados no ar no SBT, resultando na rejeição do público infanto-juvenil, jovem e adulto, que esperava ver sucessos atuais e clássicos que ficaram guardados na memória de muitos”, explana Paulo. “O horário alugado para a Disney cada dia inventa um programa diferente, você não consegue manter um hábito”, observa Fabio Garcia. 6 votos.

Foram lembrados: Bom Dia e Cia (5), esticamento da reprise de Carrossel (1).

Pior programa de variedades: “É de Casa”

São seis apresentadores encostados da Globo numa casa cercada de câmeras, onde têm de lidar com especialistas em dicas domésticas que são um convite para voltar à cama numa manhã de sábado. Parece descrição do pior reality show de todos os tempos, mas é o É de Casa! “Soube pela imprensa que a audiência melhorou e que as pautas estão quase sempre apoiadas em blogueiros (ou vlogueiros) de sucesso, dos que dão dicas fáceis para todas as tarefas do dia-a-dia. Se isso realmente estiver acontecendo, a Globo pode desafogar a folha de pagamento. Porque um programa com seis apresentadores depender de figuras de fora é absurdo, convenhamos. O erro do É de Casa é justamente reunir um time de apresentadores que pouco ou nada tem de parecido entre si, que não demonstram familiaridade com a proposta e que, não por culpa deles, mas da direção, deixa o programa sem identidade alguma. Acho a ideia bem boa, mas é preciso rever esse esquema de apresentação, as pautas excessivamente fúteis e o tempo de duração – longuíssimo”, crava Duh. “Ainda não consigo assistir o programa sem tirar um cochilo. É chato...”, resume Guilherme. 4 votos.

Foram lembrados: Vídeo Show (2), A Tarde É Sua (2), Hoje Em Dia (2), Fofocando (1), Mulheres (1), Fantástico (1), Melhor pra Você (1).

Pior programa de auditório: “Sensacional” e “Domingo Show”

Não é lindo que os piores apresentadores eleitos do Troféu Santa Clara 2016 tenham os programas que assinam empatados como os piores programas de auditório? Vitória em dose dupla! Augusto, assim como eu, votou em Sensacional. “Que é ruim, isso já dá pra sacar pela dancinha que a Daniela Albuquerque faz na abertura. Pelo cenário e por tudo que é apresentado ali, mais parece programa de TV comunitária”, compara. Já Fabio Maksymczuk escolheu o Domingo Show. “Um show do chororô da TV brasileira. Todo domingo, Geraldo Luís conta uma ‘história do povo’ que ‘emociona’ o telespectador. Tragédia. Miséria. Pobreza. Subcelebridade afastada da mídia que enfrenta problemas financeiros. Tudo isso cansa”, decreta. “Ao ver esse programa eu sinto como se o Geraldo Luís estivesse na minha casa perguntando toda hora ‘chorou? chorou? e agora? chorou?’”, finaliza Fabio Garcia .4 votos cada.

Foram lembrados: Domingo Legal (3), todos da Record (1), Domingão do Faustão (1), Caldeirão do Huck (1), Máquina da Fama (1).

Pior reality show: “Big Brother Brasil”

Alguém aí ainda aguenta acompanhar o cotidiano dos “heróis” de Pedro Bial? “Já deu! É um programa que abusa demais da minha paciência e esse ano se superou. Não assisto, apenas leio notícias e isso basta pra saber que programas desse estilo não fariam falta na televisão”, acredita Jurandir. “Outro formato que já está esgotado”, aponta Jefferson. 3 votos.

Foram lembrados: BBQ – Churrasco na Brasa (2), Batalha dos Confeiteiros (2), Batalha dos Cozinheiros (2), SuperStar (1), Masterchef Junior (1), Que Seja Doce (1), excesso de realities de culinária (1).

Pior série: “Chapa Quente”

Impressionante como uma série boboca, que nada disse a que veio na primeira temporada, ainda tenha emplacado um segundo ano. Se é pra tombar, tombei! “Definitivamente, é impossível assistir. A atração não me prende por não ser o tipo de humor que me chama atenção. Além disso, nunca achei o Leandro Hassum engraçado. #DesculpeSociedade”, afirma Lucas. “Sem graça e sem sentido o seriado terminou. Graças a Deus!”, comemora Guilherme. 7 votos.

Foram lembradas: Mister Brau (2), A Garota da Moto (1), Vai que Cola (1), Os Suburbanos (1).

Fiasco do ano: “Programa Xuxa Meneghel”

Anunciado com pompa no início do ano passado, o Programa Xuxa Meneghel só decepcionou. Não conseguiu reinventar Xuxa como apresentadora de TV e, pior, não conseguiu definir uma identidade e nem um formato. Do jeito que está, sua baixa audiência é até muito! “A loira estreou na Record para mostrar que podia fazer um programa interessante na faixa noturna, mas confirmou o que muitos esperavam: foi um erro insistir em algo ultrapassado”, constata Neuber. “Pessoalmente torço pra Xuxa fazer as pazes com a audiência, mas fica difícil isso acontecer em um programa onde falta praticamente tudo. Falta conteúdo, falta gente, falta vida naquele cenário. Menos teimosia por parte da Xuxa. É verdade que alguma mudança já é vista com a mudança de diretor, mas falta muito para a loira definitivamente se encontre na Record”, finaliza Guto. 4 votos.

Foram lembrados: A Regra do Jogo (2), Gloria Pires comentando o Oscar 2016 (2), Olha a Hora (1), Fofocando (1), Velho Chico (1), os inúmeros desdobramentos de Os Dez Mandamentos (1), Tomara que Caia (1).

Pior programa da televisão brasileira: “Domingo Show”

Geraldo Luís sagra-se o grande vencedor do Troféu Santa Clara 2016, levando nada menos que três estatuetas para casa. Seu programa não é somente o pior programa de auditório: é o pior programa da televisão brasileira! “Domingo pra mim é dia de esportes e passo longe desses programas de auditório exploradores da desgraça alheia”, afirma Kleber, que elegeu Domingo Show e Domingo Legal. “É deplorável! A exploração da tragédia humana como não se via faz tempo na TV. E o pior de tudo é que dá audiência e por este motivo tem servido para nortear todas as atrações ditas de auditório da emissora: até Sabrina Sato e Rodrigo Faro, figuras notoriamente alegres, estão se deixando levar pelas pautas dramáticas. Todo domingo peço para que alguém tenha o bom senso de tirar esse programa do ar...”, torce Duh. 3 votos.

Foram lembrados: Você na TV (2), Pânico na Band (2), Ferdinando Show (1), Cidade Alerta (1), João Kleber Show (1), Esquenta (1), Domingo Legal (1), Casos de Família (1), Sensacional (1).

André Santana



Escrito por André San às 12h05
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Troféu Santa Clara 2016: menções honrosas

O Troféu Santa Clara 2016 “premiou” algumas figurinhas carimbadas, que há tempos não se sagravam vendedoras por aqui. Geraldo Luís e Daniela Albuquerque, piores apresentadores desta edição, chegaram a perder terreno em edições anteriores para nomes como Zeca Camargo, João Kleber e Ana Furtado. Zeca nem ao menos foi lembrado este ano, enquanto Ana garantiu a terceira colocação, com dois votinhos. Mas João Kleber garantiu um “troféu de bronze”, com dois votos. “Ele deixou de apresentar os programas sensacionalistas e armados como o Teste de Fidelidade, para teoricamente mostrar seu lado animador em um programa de show e decepcionou mais uma vez, exagerado, falso e sem carisma”, justifica Neuber, que votou no “rei das pegadinhas”.

Xuxa Meneghel, que raramente dava as caras por aqui, conquistou uma nada honrosa segunda colocação como pior apresentadora, graças à performance pouco animadora diante do programa que leva seu nome na Record. Foi escolhida por Duh Secco, Kleber Nunnes e Fabio Maksymczuk. “Xuxa confirma na Record que é apenas uma celebridade que serve para estampar capas das revistas de celebridades. Não envolve o telespectador. E nem desperta interesse para acompanhar o programa na semana seguinte”, disse Fabio. “Quem é Xuxa hoje? O que ela tem a dizer? Eu não sei... E acho uma lástima. Uma figura que irradia felicidade, de um carisma invejável e de quem sou fã, sem público-alvo, sem direção... Uma pena”, lamenta Duh.

O bronze na categoria apresentadora foi dividido entre Maíra Charken, escolha de Fabio Garcia e Guilherme, Ana Furtado, eleita por Guto e Lucas, e Patrícia Abravanel, votada por Jefferson e Paulo. Curiosamente, sua irmã Silvia Abravanel, que retornou ao vídeo no ano passado à frente do Bom Dia e Cia, não foi citada na votação. Em compensação, sua atração infantil por pouco não ultrapassou o Mundo Disney em número de votos na categoria infantil, e a atuação de Silvia foi uma das justificativas de quem votou no tradicional programa do SBT. “Os desenhos dão audiência, e de quebra o público precisa aguentar o ‘talento’ de Silvia Abravanel...”, apontou Endrigo.

Em pior programa humorístico, a vitória do Pânico na Band retrata bem a decadência da atração, que já foi referência na TV brasileira. Mas seu “primo” Encrenca, da RedeTV, também foi lembrado, recebendo o voto de Guto. “Nem sei se dá pra chamar aquilo de ‘programa humorístico’ porque aquele programa em si não é absolutamente nada. Uma sessão de vídeos do WhatsApp apenas. Fico impressionado como aquilo dá audiência”, comentou. Também é interessante notar que o Multishow ganha cada vez mais espaço na competição, graças à enorme quantidade de programas de humor sem graça que lançou nos últimos anos. Treme Treme recebeu dois votos – meu e do Fabio Garcia - , e Ceará Fora da Casinha foi lembrado por Duh. Nada mal.

Sensacional foi o pior programa de auditório (eu também votei nele, diga-se), ao lado do Domingo Show, mas vários clássicos do gênero foram citados, e por pouco o Domingo Legal não engrossou a lista num empate triplo, já que foi lembrado por Guilherme, Neuber e Paulo. “Com o Passa ou Repassa semanal e mesmo após a sua extinção, mantendo-se sempre com os mesmos ‘novos’ quadros, o Domingo Legal tornou-se cansativo e deixou de ser uma opção na programação dos fins de semana”, disse Paulo sobre a atração de Celso Portiolli. Domingão do Faustão, Máquina da Fama e Caldeirão do Huck também foram votados. “O programa precisa inovar. São sempre os mesmos quadros, nada muda. Já foi o tempo que o programa conseguia entreter”, justifica Jurandir, que escolheu o programa de Luciano Huck.

O Fiasco do Ano garantiu a primeira vitória de Xuxa no Troféu Santa Clara, mas os jurados também se lembraram de algumas novidades “relâmpago”, como o Olha a Hora (voto de Augusto) e Fofocando (citado por Endrigo), e também novelas, como A Regra do Jogo (votada por Fabio Garcia e Jurandir) e Velho Chico (escolha de Jefferson). “Prometia ser uma espécie de Pantanal, Renascer e O Rei do Gado dessa década, porém, não entusiasmou”, justificou Jefferson ao votar na trama de Benedito Ruy Barbosa. E, claro, a “brilhante” participação da atriz Gloria Pires na transmissão do Oscar 2016 não poderia passar em brancas nuvens, e foi considerada o Fiasco do Ano por Fabio Maksymczuk e Lucas. “O fiasco foi tão grande que virou meme instantâneo na internet. Com anos de carreira, Gloria Pires não precisava ter aceitado o convite da Globo para comentar os filmes concorrentes. Ficou evidente que ela não estava preparada. Não acho que tenha afetado a carreira da atriz, mas foi um micão! #NãoEstouDisposta”, concluiu Lucas.

André Santana



Escrito por André San às 12h03
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Sobre o Troféu Santa Clara

O Troféu Santa Clara é um prêmio fictício criado pela Folha de S. Paulo no ano de 1997. Na ocasião, o jornal reunia seus jornalistas especializados em TV num júri, que votava nos piores daquele ano na TV. Os vencedores eram revelados no extinto caderno TV Folha e, posteriormente, na Folha Online (atual Folha.com), sempre na semana do dia de Santa Clara, padroeira da TV. A última edição foi realizada em 2004. Em 2008, o TELE-VISÃO resgatou a ideia, montando um júri de jornalistas e blogueiros convidados especializados em TV, para dar continuidade a essa divertida maneira de se apontar as falhas da nossa televisão.

O “prêmio” leva o nome de Santa Clara porque a santa é considerada a “padroeira da TV”. Clara Favarone foi uma religiosa que nasceu em Assis, na Itália, no ano de 1193. Canonizada em 1255, em 1958 ela foi declarada “padroeira celeste da TV”, pelo papa Pio 12. Assim, o dia 11 de agosto é considerado o dia da televisão.

Confira as edições anteriores do Troféu Santa Clara!

2015:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2015-08-09_2015-08-15.html

2014:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2014-08-10_2014-08-16.html

2013:

http://arquivotele-visao4.zip.net/arch2013-08-04_2013-08-10.html

2012:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2012-08-05_2012-08-11.html  

2011:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2011-08-07_2011-08-13.html  

2010:

http://arquivotele-visao3.zip.net/arch2010-08-08_2010-08-14.html  

2009:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2009-08-09_2009-08-15.html  

2008:

http://arquivotele-visao2.zip.net/arch2008-08-10_2008-08-16.html



Escrito por André San às 12h02
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"Doug" comemora 25 anos

Hoje, dia 11 de agosto, é aniversário de um dos personagens mais queridos da televisão! Trata-se de nada menos que Douglas Yancey Funnie, ou simplesmente Doug Funnie, protagonista da série animada Doug. A animação, primeiro nicktoon do canal Nickelodeon, estreou na TV americana há exatos 25 anos. Ou seja, aquele garoto imaginativo que dava os primeiros passos no universo adolescente hoje já seria um adulto. Doug chegou ao Brasil em 1995 pela TV Cultura e, até hoje, é um sucesso entre os espectadores brasucas.

Doug estreou no Nickelodeon em 1991, ficando no ar até 1994. No Brasil, essa fase inicial foi exibida na TV Cultura e SBT, posteriormente, e na Band, dentro do programa PicNick Band. Em 6 de abril de 2009, a TV Cultura volta a exibir a primeira fase, em dois horários: 13h30 e 17h30. Esses episódios foram produzidos entre 1991 até o início de 1995. Em 1996, a Disney produziu novos episódios, dando continuidade aos produzidos pela Jumbo Pictures. Foram exibidos nos Estados Unidos no canal ABC de 1996 até 1999. Essa segunda fase foi exibida no Brasil pelo Disney Channel e pelo SBT, no Disney Club e Disney Cruj.

A primeira fase, da Nick, é a mais famosa e mais querida entre os fãs. A série começa quando Doug, seu cão Costelinha e sua família chegam à Bluffington, cidade onde se passa a trama. Ali, ele se torna o melhor amigo de Skeeter Valentine e se apaixona pela bela Patti Maionese, e se torna grande rival do brigão Roger Klotz. Outros amigos de Doug são Beebe Bluff, a rica descendente da família que fundou a cidade; o esportista Chalky Studebaker; e a romântica Connie Benge, entre outros jovens. Aos 11 anos, Doug começa a questionar o mundo que o cerca, pois está deixando a infância e entrando na adolescência. Ele escreve um diário, onde conta sua rotina e compartilha seus sentimentos. Além disso, ele desenha e se imagina como um super-herói, sendo o mais famoso o Homem-Codorna. O grande charme da série é que ele gera uma identificação imediata com crianças e jovens com a mesma idade de Doug e seus amigos, já que os conflitos que eles vivem são muito próximos dos vividos na vida real.

Porém, quando a Disney compra a Jumbo Pictures e realiza uma nova leva de episódios da série, chamada de Disney's Doug, muito do charme da série original se perde. Os personagens surgem diferentes e mais velhos, tendo que lidar com a mudança de escola, o fechamento do Honker Burger (point preferido da galerinha) e a separação da banda Beets, dentre tantas novidades. Uma ótima ideia! Mas, curiosamente, o amadurecimento destes personagens não é retratado no enredo. Doug deixa de ser o protagonista de todos os episódios, seu diário perde importância e ele deixa de ser tão imaginativo como era na série anterior. Além disso, os conflitos ficam mais fantasiosos e mais distantes da realidade dos jovens. Por exemplo: em boa parte dos episódios, a grande ação de Doug e Skeeter é caçar um suposto monstro que vive no lago de Bluffington. Monstro este que aparece no longa-metragem Doug – O Filme, de 1999. Além disso, a dublagem comete alguns erros, como rebatizar o Homem-Codorna de Capitão-Codorna! O horror, o horror!

Criador da animação, Jim Jinkins revelou ter escrito histórias para uma sequência em formato de longa-metragem animado, que se passaria dez anos após os acontecimentos do desenho da TV, informou uma matéria publicada esta semana pelo UOL. Na continuação, o protagonista deixaria Bluffington e moraria em Nova York, onde trabalha como artista autônomo. "Não tenho o roteiro completo, mas algumas histórias estão escritas", antecipou Jinkins ao site Entertainment Weekly. "Skeeter seria seu companheiro de quarto. Judy [irmã de Doug] seria atriz fora da Broadway e faria papéis estranhos", completou. Costelinha continuaria vivo. Um dos maiores mistérios do desenho é se Doug Funnie e Patti Maionese finalmente ficariam juntos. Para frustração dos fãs, Jinkins negou o namoro: "Isso não acontece porque a maioria das pessoas não fica com seu primeiro amor".

Ainda segundo o UOL, Doug foi baseado na própria história de Jim Jinkins, que se apaixonou pela melhor amiga que serviu de inspiração para Patti Maionese. Em um reencontro com seu amor secreto, a mulher real frustrou Jinkins ao apresentar seu marido. O criador do desenho, entretanto, cogita criar um final feliz para Doug e Patti. "Talvez eu faça isso! Não existe uma regra! Não está na Bíblia. Eu não sei a resposta ainda. Mas posso adiantar que o que eu gostaria de fazer é Patti talvez não casada, mas em um relacionamento sério", afirma. A continuação de Doug, entretanto, não depende de Jim Jinkins, e sim da Disney. Mas Jinks revelou que a Disney não tem interesse em algo neste sentido. Ficamos na torcida, pois seria bem interessante reencontrar Doug como um adulto. Ajuda a gente, Disney!

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André Santana



Escrito por André San às 18h30
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Neste sábado, tem Troféu Santa Clara! E no livro do TELE-VISÃO também tem!

Amanhã, dia 11 de agosto, é o dia de Santa Clara, padroeira da TV. Por isso, é considerado o Dia da Televisão. Assim, como o blog TELE-VISÃO realiza desde 2008, é chegada a hora de jornalistas e blogueiros especialistas em TV votarem nos piores da televisão brasileira em mais uma edição do Troféu Santa Clara. Quem será o pior ator? Qual será a pior novela? E a pior apresentadora? O resultado da votação você acompanha neste sábado, dia 13, aqui no blog!

O Troféu Santa Clara, que elege os piores da TV, já é uma tradição do TELE-VISÃO. Por isso mesmo, não poderia ficar de fora do livro TELE-VISÃO: A Televisão Brasileira em 10 Anos. O último capítulo do livro é todo dedicado a esta “premiação” que, na verdade, faz uma crítica bem humorada à programação da TV brasileira.

O capítulo dedicado ao Troféu Santa Clara conta como surgiu a ideia de se reunir um júri especializado em televisão; explica porque o Troféu tem este nome; lista o nome de todos os jornalistas e blogueiros que já integraram o júri ao longo destes anos de eleição; e ainda traz uma “galeria de vencedores”, com os nomes de todos os artistas e programas que foram eleitos os piores entre os anos de 2008 e 2015.

E tem muito mais no livro TELE-VISÃO: A Televisão Brasileira em 10 Anos. Cada capítulo refere-se a um ano do blog, e resgata os principais textos publicados no espaço entre os anos de 2005 e 2015, fazendo um retrospecto da TV aberta do Brasil. O livro reúne textos sobre a programação da Globo, do SBT, da Record, da Band e da RedeTV, e cada texto vem com um comentário que busca contextualizar o assunto tratado no mesmo. Ou seja, é uma divertida leitura para todo aqueles que, assim como eu, amam TV!

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André Santana



Escrito por André San às 20h25
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"Casos de Família" cresce no Ibope

Enquanto o SBT luta para emplacar seu novo programa vespertino, o Fofocando, quem está se destacando mesmo nas tardes da emissora é Christina Rocha e o Casos de Família. A atração, que já foi ameaçada de cancelamento diversas vezes, ultimamente tem batido seus próprios recordes de audiência.

Segundo Ricardo Feltrin, do UOL, o programa de Christina Rocha fechou o mês de julho com 7,5 pontos na média nacional, maior audiência do programa nos últimos 11 anos. Com isso, finalizou o mês na vice-liderança isolada, com 24% mais audiência que a Record, que normalmente fica na casa dos 6 pontos no mesmo horário, quando exibe as novelas Amor e Intrigas e Chamas da Vida. Em tempos de Olimpíada, o SBT também tem colhido os bons frutos de servir como contraprogramação e ontem, 08, Casos de Família teve média de 8 pontos no Ibope, segundo o site Notícias da TV. Excelente resultado.

Pena que se trata do resultado de um programa de gosto duvidosíssimo. Casos de Família segue explorando temas toscos, com histórias em que há forte cheiro de armação (embora apresentadora e produção atestem, veementemente, a veracidade dos casos), e costuma expor seus participantes ao ridículo. Muitas vezes leva para o campo do humor assuntos teoricamente “sérios”, o que acaba por transformar a vida do convidado numa galhofa. Bem distante dos tempos em que Regina Volpato comandava um debate simpático, com muita conversa, mediada com orientações profissionais e o conselho final da competente apresentadora, que segue fazendo falta na TV aberta.

Mas, como o que importa é mesmo a audiência, o SBT não pode reclamar dos resultados. Casos de Família, desde que passou a anteceder as novelas mexicanas vespertinas do canal, viu seus índices de audiência subirem aos poucos. Um crescimento que começou tímido, sobretudo quando era exibido na faixa das 14h15, mas, aos poucos, a atração foi sendo jogada para mais tarde, e acabou tendo seu público ampliado. Sair do confronto direto com o Balanço Geral da Record e a boa fase das “Novelas da Tarde” do SBT contribuíram para o crescimento do programa de Christina Rocha.

E, como foi dito no primeiro parágrafo, o feito do programa parece ainda maior se considerarmos que ele quase foi cancelado por diversas vezes. Chegou a ter sua edição diária cancelada, ganhando uma edição noturna nas noites de quarta-feira. Porém, com resultado abaixo do esperado, saiu do ar pouco tempo depois. Acabou voltando ao ar ainda nas noites de quarta, com reprises, e ainda ganhou um novo espaço nas noites de sábado. Cresceu um pouco e se credenciou a voltar à grade diária, desta vez no início da tarde (antes, desde que estreou, ia ao ar sempre depois das 16 horas), e foi ali que Casos de Família ganhou sobrevida. E agora surpreende. Quem diria?

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André Santana



Escrito por André San às 18h32
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